8 de abr de 2017

Novo número: Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação



A revista RDBCI: Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação acaba de publicar seu último número (v. 15, n. 1 (2017), disponível em: http://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rdbci

Sumário

Editorial
Uso, estudo e a cultura dos métodos bibliométricos (1-6). Gildenir Carolino Santos, Danielle Thiago Ferreira.

Artigos
·         Catadores e movimento social: uma pesquisa bibliométrica (7-13). Juliana Soares de Souza, Maria Zanin.
·         Produção técnico-científica dos bibliotecários do Instituto Federal de São Paulo: um estudo neobibliométrico (14-36). Cintia Almeida da Silva Santos, Fernanda Rodrigues Pontes.
·         Internacionalização da produção científica do Brasil em Física de Altas Energias (1983-2013) (37-52). Gonzalo Rubén Alvarez, Sônia Elisa Caregnato.
·         Gestão da informação para a tomada de decisão em uma instituição de ensino superior privada: a experiência das faculdades integradas da união educacional do Planalto Central (FACIPLAC/DF) (53-81). Gleiciane Rosa da Silva Silva.
·         A cultura como elemento agregador para as unidades de informação: pluralizando manifestações culturais (82-98). Jorge Santa Anna.
·         Desenvolvimento das universidades e bibliotecas universitárias na Idade Média até à Modernidade (99-129). Fabiene Castelo Branco Diógenes, Murilo Bastos da Cunha.
·         Análise do padrão RDA: um estudo aplicado em teses e dissertações em literatura e cinema (130-147). Raquel Bernadete Machado, Ana Maria Pereira.

Artigo de Pesquisa
·         Coautoria e participação feminina em periódicos brasileiros da área de cirurgia: estudo bibliométrico (148-170). Juliana Ravaschio Franco de Camargo, Maria Cristina Piumbato Innocentini Hayashi.
·         A construção de um programa de letramento informacional e arte educação (171-188). Alexandra César Zinn, Kelley Cristine Gonçalves Dias Gasque.
·         Marketing digital e de relacionamento: Avaliação de um sistema de informação digital usando uma integração da TAM, TTF e modelos KMV (189-210). Plínio Rafael Reis Monteiro, Raquel Vaz de Mello Strambi Zeringota.
·         Checklist de acessibilidade em ambientes informacionais na web (211-233). Christiane Gomes dos Santos, Sueny Gomes Léda Araújo, Marckson Roberto Ferreira de Sousa, Wagner Junqueira de Araújo.

Comunicação
·         O uso de aplicativos de saúde para dispositivos móveis como fontes de informação e educação em saúde (234-245). Ana Rachel Fonseca de Oliveira, Maria Simone de Menezes Alencar.
·         Identificação de requisitos de qualidade demandados por usuários de biblioteca universitária: um estudo de caso (246-264). Vítor Vasata Macchi Silva, Andreia Petró da Rosa, Ana Cláudia da Costa Leite, Rodrigo Silva Caxias de Sousa.
·         Quanto vale a informação? Calculando o valor econômico dos serviços de uma biblioteca (265-281). Maira Nani França, Kelma Patrícia de Souza, Patrícia de Oliveira Portela.

21 de mar de 2017

Congresso de Biblioteconomia 2017



Eventos paralelos no 27º Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação 2017
Estamos trabalhando intensamente para a realização da 27º edição do CBBD 2017 terá como tema a “Agenda 2030 d0 desenvolvimento sustentável: como as bibliotecas podem contribuir com sua implementação”.
O Congresso acontecerá no período de 17 a 20 de outubro de 2017, no Centro de Eventos da cidade de Fortaleza, Ceará contará e nesta edição com 6 eventos paralelos sintonizados com os eixos temáticos, são eles:
  • III Fórum Brasileiro de Biblioteconomia Escolar coordenado por Prof. Dr. Claudio Marcondes – Presidente da Comissão Brasileira de Biblioteca Escolar e docente da USP;
  • 5º Seminário Nacional de Documentação e Informação Jurídicas, coordenado por Kelly Pereira de Lima (PGE-RJ);
  • IX Seminário Brasileiro de Bibliotecas das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, coordenado por Carolina da Rosa Ferreira Becker (Instituto Federal Catarinense);
  • IV EEPC Encontro de Estudos e Pesquisas em Catalogação, coordenado pela Profa. Dra. Zaira Regina Zafalon (UFSCar);
  • Fórum das Bibliotecas de Arte coordenado por Alpina Rosa (Presidente REDARTE RJ);
  • V Fórum Brasileiro de Bibliotecas Públicas coordenado pelo DLLB/ Ministério da Cultura;
  • V Reunião Nacional do Comitê Brasileiro de Desenvolvimento de Coleções coordenado pela Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias da FEBAB.
O site do evento está disponível pelo www.cbbd2017.com


11 de mar de 2017

Dia do Bibliotecário




Razões científicas para ler mais do que lemos



Autoria: Ignacio Morgado Bernal.
Fonte: El País (Madrid).
O Brasil tem mais leitores a cada ano. Em 2011, eram 50% da população. Em 2015, eram 56%, segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil. Contudo, isso também significa que 44% da população não lê. Ainda pior: 30% nunca comprou um livro. Alguns argumentos científicos, em especial da neurociência, podem ajudar a melhorar esses índices.
A leitura é um dos melhores exercícios possíveis para manter o cérebro e as capacidades mentais em forma. Isso é verdade porque a atividade de leitura exige colocar em jogo um importante número de processos mentais, entre os quais se destacam a percepção, a memória e o raciocínio. Quando lemos, ativamos principalmente o hemisfério esquerdo do cérebro, que é o da linguagem e o mais dotado de capacidades analíticas na maioria das pessoas, mas são muitas outras áreas do cérebro de ambos os hemisférios que são ativadas e intervêm no processo.
Decodificar as letras, as palavras e as frases e transformá-las em sons mentais requer a ativação de grandes áreas do córtex cerebral. Os córtices occipital e temporal são ativados para ver e reconhecer o valor semântico das palavras, ou seja, o seu significado. O córtex frontal motor é ativado quando evocamos mentalmente os sons das palavras que lemos. As memórias evocadas pela interpretação do que foi lido ativam poderosamente o hipocampo e o lobo temporal medial. As narrativas e os conteúdos sentimentais do texto, seja ele ficcional ou não, ativam a amígdala e outras áreas emocionais do cérebro. O raciocínio sobre o conteúdo e a semântica do que foi lido ativa o córtex pré-frontal e a memória de trabalho, que é a que usamos para resolver problemas, planejar o futuro e tomar decisões. Está provado que a ativação regular dessa parte do cérebro desenvolve não apenas a capacidade de raciocinar, como também, em certa medida, a inteligência das pessoas.
A leitura, em última análise, inunda de atividade o conjunto do cérebro e também reforça as habilidades sociais e a empatia, além de reduzir o nível de estresse do leitor. A esse respeito, devemos destacar o excelente trabalho de revisão do romancista e psicólogo Keith Oatley, da Universidade de Toronto, no Canadá, recentemente publicado na revista científica CellPress, intitulado: Fiction: Simulation of Social Worlds (Ficção: Simulação de Mundos Sociais), que destaca que que a literatura de ficção é a simulação de nós mesmos em interação.
Depois de uma rigorosa e elaborada revisão de dados e considerações sobre psicologia cognitiva, Oatley conclui que esse tipo de literatura, sendo uma exploração das mentes alheias, faz com que aquele que lê melhore sua empatia e sua compreensão dos outros, algo de que estamos muito necessitados. Essa conclusão ainda é avalizada por neuroimagens, ou seja, por dados científicos que exploram a atividade cerebral relacionada com esse tipo de emoções. A ficção que inclui personagens e situações complexas pode ter efeitos particularmente benéficos. Assim, e como exemplo, um trabalho recém-publicado mostra que a leitura de Harry Potter pode diminuir os preconceitos dos leitores.
Tudo isso sem falar na satisfação e no bem-estar proporcionado pelo conhecimento adquirido e como esse conhecimento se transforma em memória cristalizada, que é a que temos como resultado da experiência. O livro e qualquer leitura comparável são, portanto, uma academia acessível e barata para a mente, a que proporciona o melhor custo/benefício em todas as fases da vida, razão pela qual deveriam ser incluídos na educação desde a primeira infância e mantidos durante toda a vida. Cada pessoa deve escolher o tipo de leitura que mais a motiva e convém.
As crianças devem ser estimuladas a ler com leituras adequadas às suas idades e os mais velhos devem providenciar toda a assistência que suas faculdades visuais necessitem para continuar lendo e mantendo seu cérebro em forma à medida que envelhecem. Uma razão a mais para que os idosos continuem a ler é a crença plausível de que não somos realmente velhos até que não comecemos a sentir que já não temos nada de novo para aprender.

Ignacio Morgado Bernal é diretor do Instituto de Neurociências da Universidade Autônoma de Barcelona, autor de Cómo Percibimos el Mundo: una Exploración de la Mente y los Sentidos (Como Percebemos o Mundo: uma Exploração da Mente e dos Sentidos).