31 de out de 2015

Evento: Biblioteca pública e comunitária


Muroteca

Fonte: Portal Terra. Data: 15/10/2015.
A escola Municipal de Ensino Fundamental Vargem Grande II, localizada no extremo sul da cidade de São Paulo, disponibiliza livros para alunos e a comunidade através da "Muroteca". A ação consiste em vários exemplares pendurados em um painel na parte de fora da escola. Boa parte do acervo é fruto de doações.
 O projeto nasceu em 2014, quando professores e alunos tiveram a ideia de colocar uma bolsinha com um livro dentro dos ônibus que passam pelo bairro. O programa era intitulado "Ônibus Literário", e as pessoas podiam ler, levar para casa e depois devolver os exemplares. Porém, com o tempo, livros e sacolas não voltavam para o lugar, o que inviabilizou a continuidade do projeto.
Segundo a diretora da unidade de ensino, Maria Maura Moreira, os livros estão por toda parte. “Na hora da saída, tem aluno que pega um livro para ler enquanto espera o transporte escolar. Tem alguns que deixam até separado para terminar de ler depois”, explicou.
Dentro do projeto existe o "Canto de Encanto", que pretende incentivar e formar leitores, tendo a mediação de leitura para famílias do bairro como base. Durante a reunião de pais, é feita uma lista com os nomes de quem deve receber a turma de alunos acompanhados de um professor.
No último dia 2 de outubro, Elizabete Aparecida de Castro, mãe de Thiago, de 7 anos, recebeu a turma do projeto em sua residência. Elizabeth conta que, desde grávida, já lia para o filho, e o hábito continuou após o nascimento. “O Thiago só dormia no berço se eu contasse uma historinha. Se não tivesse livro, eu inventava”, contou.
Depois de formada a roda, é tocado um sino que indica a hora de começar a leitura. Quem comandou a ação dessa vez foi a pequena Suzanny, de 8 anos. Cada página lida tinha, na sequência, as ilustrações mostradas.

Durante a ação, cada participante lê um trecho do livro. Também são formadas duplas para a leitura. Ao final, o sino novamente é tocado e a atividade é encerrada.

25 de out de 2015

Mudança na legislação do Arquivista

A ABECIN – Associação Brasileira de Educação em Ciência da Informação, posiciona-se contrária a PL 2606/2015 que, entre outras coisas, propõe que profissionais com qualquer graduação possam, mediante cursos de especialização, mestrado e doutorado, exercer a função de Arquivista. Cursos de níveis diferentes da graduação não objetivam formar para o exercício profissional.
Consideramos a iniciativa inoportuna e descabida. Foi elaborada de maneira a desconsiderar os interesses dos Arquivistas e dos Técnicos em Arquivologia e sem um mínimo de discussão que, de fato, desse sustentação e respaldo para o projeto de lei.
Oswaldo Francisco de Almeida Júnior- Presidente da ABECIN
Nota do Blog:
Abaixo o texto do projeto. Para maiores detalhes ver: www2.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=1618279

 PROJETO DE LEI Nº, DE 2015
(Do Sr. Dr. Jorge Silva)
Altera a Lei nº 6.546, de 4 de julho de 1978, que dispõe sobre a regulamentação das profissões de Arquivista e de Técnico de Arquivo, e dá outras providências, para permitir o exercício da atividade aos profissionais graduados em áreas afins com especialização em arquivologia.
O Congresso Nacional decreta:
Art. 1º O inciso IV do art. 1º da Lei nº 6.546, de 4 de julho de 1978, passa a vigorar com a seguinte redação:
Art. 1º .......................................................................
...................................................................
IV - aos que, embora não habilitados nos termos dos itens anteriores:
a) contem, pelo menos, cinco anos ininterruptos de atividade ou dez intercalados, na data de início da vigência desta Lei, nos campos profissionais da Arquivologia ou da Técnica de Arquivo;
b) possuam graduação em cursos afins com pós-graduação em Arquivologia.
...........................................................................(NR)
Art. 2º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
JUSTIFICAÇÃO
O ordenamento jurídico em vigor que disciplina a profissão de arquivista é a Lei nº 6.546, de 1978, que foi concebida antes da Constituição de 1988, em uma época marcada por medidas inspiradas nos princípios do corporativismo e do autoritarismo que prevaleciam sobre os valores da liberdade e da autonomia dos indivíduos e das categorias profissionais em relação ao Estado. Nessa linha de pensamento, a norma restringiu o exercício da profissão apenas aos portadores de diplomas em cursos de arquivologia devidamente registrados.
Porém as qualificações necessárias ao exercício dessa profissão também podem ser apreendidas por outros profissionais de áreas afins, que poderiam executar as atividades próprias de arquivista sem qualquer dano ao usuário de seus serviços.
Dessa forma, nossa proposta vem no sentido de reformular e atualizar a Lei nº 6.546/78, em consonância com o mandamento constitucional brasileiro atual, que é o de assegurar a plena liberdade de exercício de atividade laborativa, pois qualquer restrição profissional apenas se justifica se o interesse público a exigir.
Por meio da inclusão da alínea b no inciso IV do art. 1º da Lei nº 6.546/78, o Projeto introduz a possibilidade de um profissional não graduado em arquivologia, mas com pós-graduação na área, exercer legalmente a profissão, pois, modernamente, profissionais de outras áreas de conhecimento afins podem, por meio de cursos de especialização, mestrado ou doutorado, se habilitar ao exercício da profissão de Arquivista de forma eficaz.
Assim, por entendermos que nossa iniciativa possibilitará a abertura deste mercado de trabalho para profissionais também devidamente qualificados para o exercício da profissão, esperamos poder contar com os caros Colegas para a sua aprovação.
Sala das Sessões, em de de 2015.
Deputado DR. JORGE SILVA 


23 de out de 2015

Nova revista: Ágora


Palestra;Infoeducação

O nono encontro da série "O Estado da Arte", trará o Prof. Edmir Perroti, um dos mais destacados especialistas nas relações informação/cultura/educação. 
No momento em que se discute para onde vão as "bibliotecas escolares" e quais são os novos papéis dos bibliotecários, a palestra alcança alta relevância para os interessados nesse campo. O tema, Infoeducação, é o termo síntese de vários elementos que se integram, sendo uma abordagem transdisciplinar original das relações entre Informação e Educação. 
A palestra será realizada no dia 27 de outubro, terça-feira, às 14 horas, no Auditório Paulo Emílio, localizado no prédio central da ECA, Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443 - Cidade Universitária da USP. 
Terá transmissão pelo IPTV-USP: http://iptv.usp.br/portal/home

 Para fazer a sua inscrição: http://www3.eca.usp.br/cbd/estadodaarte-9

Aldeia de índios recebe biblioteca

Fonte: Portal G1. Data: 20/10/2015.
URL: http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2015/10/aldeia-tupinikim-em-aracruz-es-recebe-biblioteca.html
Com o objetivo de fazer os livros circularem por lugares que não têm biblioteca, o projeto Biblioteca Estante Livre Instituto Sincades vai inaugurar, nesta quinta-feira (22), a segunda estante em aldeias indígenas de Aracruz.
A aldeia beneficiada será a Comboios, de origem Tupiniquim, localizada no distrito de Riacho, a 38 km da sede de Aracruz. O lançamento do projeto será no dia 22 de outubro, mas as atividades e oficinas terão início no dia 20.
De acordo com dados da Prefeitura de Aracruz, existem atualmente nove tribos indígenas, sendo quatro Guaranis e cinco Tupiniquins.
Estante Livre
O projeto Biblioteca Estante Livre Instituto Sincades visa disseminar a literatura e a cultura em pequenas comunidades de até cinco mil habitantes no interior do Espírito Santo.
As estantes são instaladas nas comunidades e permanecem abertas 24 horas por dia, sete dias por semana, e os leitores escolhem o livro e levam para casa sem qualquer tipo de cadastro ou intermediário, devolvendo-o assim que finalizar a leitura.
Ao todo, são disponibilizadas mais de 300 obras de diferentes gêneros literários em cada estante. No total, o projeto já viabilizou a implantação de dez estantes em comunidades do estado.
Serviço
Lançamento do projeto "Biblioteca Estante Livre Instituto Sincades", na aldeia Tupinikim Comboios

Local: Aldeia Tupiniquim Comboios, localizada no Distrito do Riacho, a 38 km de distância da Sede de Aracruz.

Novo número: Revista Perspectivas em Gestão e Conhecimento

A revista Perspectivas em Gestão & Conhecimento (PG&C) acaba de publicar seu Volume 5, Número Especial de 2015 com o tema Bibliometria, Gestão & Conhecimento em http://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/pgc.

Sumário:
Editorial
BIBLIOMETRIA, REDES, GESTÃO & CONHECIMENTO (1-4). Renato Ribeiro Nogueira Ferraz.
Relatos de Pesquisa
ESTUDO BIBLIOMÉTRICO DOS PRINCIPIAS MODELOS DE MATURIDADE EM GERENCIAMENTO DE PROJETOS (5-26). Talita Ferreira de Souza, Carlos Francisco Simões Gomes.
MEDIDAS DE DESEMPENHO E ONTOLOGIAS: UM ESTUDO BIBLIOMÉTRICO PARA IDENTIFICAÇÃO DO USO DE ONTOLOGIAS PARA O SUPORTE DOS PROCESSOS DE MEDIDAS DE DESEMPENHO (27-41). Vanderlei Freitas Junior,      Alexandre Leopoldo Gonçalves.
INDICADORES BIBLIOMETRICOS DA PRODUÇÃO ACADÊMICA MUNDIAL SOBRE O CONCEITO DO TRABALHADOR DO CONHECIMENTO (42-56). Fernando Fukunaga, Valeria Macedo, Neusa Maria Bastos Fernandes dos Santos, Fabio Câmara Araújo de Carvalho, Edgar Pitta de Almeida.
ABORDAGEM BIBLIOMÉTRICA SOBRE A GOVERNANÇA CORPORATIVA NO SETOR DA SAÚDE
(57-68). Sonia Francisca Monken, Lara Jansiski Motta, Christiane Garrido Schwach, Claudio Miraldo Oliveira.
A INTERAÇÃO DE CONHECIMENTOS NOS SISTEMAS DE INOVAÇÃO: UMA ANÁLISE BIBLIOMÉTRICA DOS ESTUDOS PUBLICADOS E AS FORMAS DE INTERAÇÃO (69-85). Ademar Schmitz, Ana Santos Delgado, Mariana Pessini Mezzaroba, Gertrudes Aparecida Dandolini, João Artur de Souza.
QUINZE ANOS DE ESTUDO DA REVISTA DE ADMINISTRAÇÃO CONTEMPORÂNEA SOB A ÓTICA DA BIBLIOMETRIA E DA REDE SOCIAL (86-108). Henrique César Melo Ribeiro.
IDENTIFICAÇÃO E ANÁLISE DE COMUNIDADES DE COLABORAÇÃO CIENTÍFICA: ESTUDO DE CASO EM UM PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO INTERDISCIPLINAR (109-126). Andrea Sabedra Bordin, Alexandre Leopoldo Gonçalves, João Artur de Souza, Michele Andréia Borges, Danielly Oliveira Inomata.
ANÁLISE SOCIOMÉTRICA DA ESTRUTURA DA REDE DE PROPRIEDADE INTELECTUAL DE UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA (127-146). Nivaldo Calixto Ribeiro, Luiz Marcelo Antonialli, André Luiz Zambalde.
UMA NOVA DANÇA DAS CADEIRAS: COMO A FORMALIDADE E INFORMALIDADE DA REDE MUDAM A POSIÇÃO DOS ATORES CENTRAIS EM REDES INTRAORGANIZACIONAIS (147-162). Luís Miguel Zanin, Leandro Januário de Souza, Luiz Antônio de Camargo Guerrazzi, Julio Araújo Carneiro da Cunha, Renato Ribeiro Nogueira Ferraz, Vânia Maria Jorge Nassif.

Perspectivas em Gestão & Conhecimento

29 de outubro: Dia do Livro

29/10 - Dia Nacional do Livro | "Ler é uma Viagem" ensina três formas para ter mais prazer pela leitura em todas as idades
A Socióloga e Doutora em Ciência da Informação, Amanda Leal de Oliveira, que atua como consultora no "Ler é uma viagem" mostra algumas atitudes que podem colaborar na formação de leitores
O “Ler é Uma Viagem” é um programa criado em 2003, pela atriz Élida Marques, que incentiva práticas leitoras através da mediação de leitura com música ao vivo, leitura pública, saraus, recitais, shows e eventos literários diversos. Realizou mais de 600 apresentações e reuniu um público de mais de 35 mil pessoas que foram sensibilizadas pelo prazer que a leitura literária pode proporcionar.
Para celebrar o Dia Nacional do Livro, 29 de outubro, os especialistas do programa selecionaram três formas de cultivar o prazer pela leitura, independe da faixa etária.
1. Encontre paixões: começar o envolvimento com livros com os quais já se tenha uma identificação é uma das principais formas de iniciar uma relação com o universo da leitura. “Muitas vezes o leitor começa a se interessar por temas que já são familiares para ele”, dá a dica Amanda Leal de Oliveira. “É importante respeitar esse interesse e apresentar o que há sobre isso entre os livros sem, ao mesmo tempo, deixar de oferecer temas relacionados, outros autores, gêneros literários, diferentes tipos de ilustradores, etc.”.
2. Não tenha preconceito: a profissional lembra que não existe certo e errado na paixão pelos livros. ” As primeiras escolhas podem não ser aquelas que são consideradas as melhores pelos especialistas, mas o importante é ler aquilo que desperta o interesse, poder conversar sobre essas escolhas, apoiar e acompanhar esse início de sua trajetória leitora”, comenta Amanda.
3. Não fique restrito à literatura: o universo dos livros vai muito além da literatura e passa por toda a cultura escrita, em seus diferentes usos e suportes. “Muitas vezes a iniciação não acontece através dos livros, mas dos gibis, das revistas, jornais, blogs, cartas, diários e de outros formatos escritos”, lembra. “É importante que, além do livro, todos eles possam ser apresentados e façam parte do processo de descoberta e formação do leitor”.

O site do “Ler é Uma Viagem” tem dicas para aprofundar ainda mais as práticas leitoras. Acesse e conheça www.lereumaviagem.com.br


20 de out de 2015

Evento: Biblioteca escolar

Com intuito de refletir sobre a biblioteca escolar e sua contribuição para o ensino-aprendizagem, acontece em outubro deste ano o Congresso Ibero-Americano de Bibliotecas Escolares (Cibes). O evento será realizado em duas sedes: Brasil (de 21 a 23 de outubro, na Faculdade de Filosofia e Ciências - FFC, no campus da Unesp de Marília) e na Espanha (26, 27 e 28 de outubro na Universidad Carlos III de Madrid). As inscrições estão abertas e podem ser feitas até dia 21 de outubro, no site do Cibes.
A iniciativa é organizada em conjunto pelas universidades Carlos III de Madrid (Espanha), a Unesp (Brasil) e pela organização Ayuntamiento de Getafe (Espanha). São esperados bibliotecários, estudantes, educadores e demais pesquisadores, comunidade e profissionais interessados na temática da biblioteca escolar para refletir e compartilhar experiências.
O Cibes Brasil vai contar com palestras, apresentação de trabalhos e oficinas, além da vinda de pesquisadores nacionais e internacionais. Espera-se que o compartilhamento de pesquisas e experiências permita o aperfeiçoamento das práticas no âmbito da biblioteca escolar e fomente a realização de novas pesquisas na área.
Leitura também é tema contemplado
Promoção da competência informacional, que diz respeito ao aperfeiçoamento das habilidades de busca e uso de informações, a mediação da leitura e aprimoramento de instrumentos e procedimentos para organização da informação para a biblioteca escolar são assuntos que também serão alvo de discussões do Cibes. Além disso, as mudanças provocadas pela sociedade da informação, que têm influenciado o papel e as práticas dos agentes envolvidos no processo educacional, em particular de professores e bibliotecários, também será enfocado ao longo da programação.
Serviço
A edição brasileira do Cibes acontecerá entre 21 e 23 de outubro/2015 na Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC) da Unesp, campus de Marília (av. Hygino Muzzi Filho, nº 737. Bairro: Mirante). Telefone: (14) 3402-1300

Leitura dá acesso a 70% mais palavras

Autoria: Vanessa Lima.
Fonte: Revista Crescer. Data: 8/10/2015
Se você já sabia que ler para o seu filho desde muito cedo é importante, agora, tem mais um motivo para continuar separando um tempo na rotina para essa atividade. Além de todos os benefícios que a leitura traz para o desenvolvimento e para o vínculo, pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, chegaram à conclusão de que a leitura dá acesso a 70% mais palavras do que as conversas que pais e mães costumam ter com a criança.
“O ponto principal é que, claramente, há mais palavras únicas no texto de livros de imagens do que em um discurso direcionado a uma criança. Acho que o principal benefício dos livros é que eles introduzem novos assuntos e novas palavras que, geralmente, ficam de fora do escopo da rotina de uma criança”, explica Jessica Montag, uma das responsáveis pelo estudo.
Silvana Augusto, educadora e pesquisadora em Educação Infantil, concorda. “Apesar de ser a mesma língua, a leitura tem uma linguagem que não é igual a da fala. Ela amplia as possibilidades e possibilita um avanço na capacidade de representação da criança, quando ela quer se expressar”, explica.
Desde cedo
Há quem pense que é bobagem ler para um bebê desde cedo, já que ele “não vai entender nada mesmo”. Nada disso! Ler para uma criança nos primeiros meses de vida faz diferença, sim. “Eles podem não entender o conteúdo da história, mas compreendem o ritmo, a maneira como a mãe e o pai falam quando estão lendo um texto”, diz Silvana. Duvida? Preste atenção no rosto de um bebê enquanto a mãe conversa com ele. Depois, veja como a expressão dele muda quando ela lê um livro. “Eles percebem a mudança, arregalam os olhos, sorriem, tentam...”, descreve a especialista.
Mágica e curiosidade
Além de ampliar o vocabulário e de favorecer o desenvolvimento, ajudando os bebês a perceberem diferenças no comportamento e na maneira de falar quando alguém lê, o contato com a literatura também conta no desenvolvimento da escolaridade. “Para uma criança, a estabilidade da escrita é quase uma mágica. Eles pensam: ‘Como é que quando a minha mãe pega esse livro, ela conta essa história de um jeito e, aí, minha professora pega o mesmo livro e conta a mesma história, do mesmo jeito? ’ Para as crianças, é um mistério - e isso desperta a curiosidade e a vontade de entender como aquilo funciona, ou seja, o desejo de aprender a ler e a escrever, mais tarde”, explica a educadora.
Quando a TV substitui a leitura
Se os livros oferecem o contato com palavras diferentes, que não são tão usadas no cotidiano, a televisão, os smartphones e os tablets também podem cumprir esse papel, certo? Sim e não. Ao assistir a um desenho animado, por exemplo, a criança também pode aprender palavras novas. No entanto, nenhum desses aparelhos substitui a leitura. “Podem até ser complementares, mas o modo de expressão, com os livros, é diferente”, afirma Silvana.
Enquanto com a televisão, as crianças são passivas, apenas espectadoras, com a leitura, há uma interação. Os pequenos ficam em contato com o autor, que é contador daquela história, mas isso é intermediado por alguém, que pode ser o pai, a mãe, o professor... “É um momento de qualidade e contato”, resume a especialista.
De leitor a contador
Outro impacto interessante que a leitura traz para as crianças é que o contato com esse ritmo específico, com um universo maior de palavras e com as narrativas permite que elas se tornem contadoras de histórias mais tarde. “A criança vai de passiva, quando só ouve a leitura, à ativa, quando ela mesma é quem começa a contar o que quiser”, afirma Silvana. Essa atitude, além de ser positiva para a socialização, ainda estimula diversos pontos. “Para contar uma história, é preciso acessar a memória, ativar a representação, encontrar palavras. Tudo isso estimula também a autonomia, desde muito cedo”, diz a especialista.
Questão de vínculo

Ler com os filhos estimula a imaginação, oferece esse contato com palavras incomuns e ainda favorece o vínculo com os pais. A atividade pode ser feita desde que a criança é apenas um bebê, mesmo que ele ainda não compreenda o conteúdo, e não tem idade para acabar. Ainda que seu filho já tenha desenvolvido a habilidade de ler sozinho, muitas vezes, aquele momento de leitura com a mãe ou com o pai pode ser um momento desfrutado em família, com aconchego e contato. As histórias podem aproximar e inspirar diálogos sobre novos assuntos. Ler não tem idade!

Evento: Congresso de Leitura

O site do 20º Cole - Congresso de Leitura já está no ar, acesse para saber das novidades e não perder as datas de inscrição.
Agenda:
01 de Novembro de 2015 – Abertura das inscrições para 20º COLE.
15 de Dezembro de 2015 – Encerramento das inscrições com desconto.



Caminha o projeto de Técnico em Biblioteca

Fonte: Câmara dos Deputados.
A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou proposta que regulamenta o exercício da profissão de técnico em biblioteconomia. Atualmente, apenas aqueles que possuem curso superior na área têm sua atividade regulamentada.
Pela proposta, para exercer a atividade, será necessário diploma de nível médio de técnico em biblioteconomia, expedido no Brasil, por escolas oficiais ou reconhecidas; ou diploma de nível médio de técnico em biblioteconomia expedido por escola estrangeira, revalidado no Brasil. O texto aprovado é o substitutivo da relatora, deputada Erika Kokay (PT-DF), ao Projeto de Lei 6038/13, do deputado Jose Stédile (PSB-RS). 
Supervisão
O substitutivo determina que, para exercer a atividade, além de ter o diploma, o profissional deverá possuir registro e estar em dia com suas obrigações junto ao Conselho Regional de Biblioteconomia (CRB) de sua jurisdição.
Além disso, estabelece que o técnico deverá exercer suas atividades sob a supervisão de bibliotecário com registro no CRB. “A natureza da atividade dos técnicos vincula-os ao acompanhamento do graduado em Biblioteconomia”, afirma Kokay. A parlamentar acolheu, no substitutivo, sugestões do Conselho Federal de Biblioteconomia.
Atribuições
Conforme o texto aprovado, as atribuições do técnico em biblioteconomia incluem auxiliar nas atividades e serviços concernentes ao funcionamento de bibliotecas e outros serviços de documentação e informação; e auxiliar no planejamento e desenvolvimento de projetos que ampliem as atividades de atuação sociocultural das instituições em que atuam.
O substitutivo determina ainda que compete ao Conselho Federal de Biblioteconomia dispor sobre o Código de Ética, a anuidade e as atribuições do técnico em biblioteconomia. Já aos Conselhos Regionais de Biblioteconomia caberá a fiscalização do exercício da atividade.
Tramitação
A proposta será analisada agora, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Veja o projeto PL-6038/2013 no URL: www2.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=586069

Novo número: Revista Filosofia da Informação

Saiu o novo número da revista Logeion: Filosofia da Informação. (v. 2, nº 1).
Sumário:
Artigos
O trabalho, informação e conhecimento: relendo Marx na era da informação. Rodrigo Moreno Marques.
Informação e ideologia: diálogos filosóficos no âmbito do proselitismo informacional. Jonathas Luiz Carvalho Silva.

Empresas, ditadura civil militar brasileira e centros de memória e documentação corporativos: um estudo exploratório. Alessandra de Sá Mello da Costa, Marcelo Almeida de Carvalho Silva, Carlos Arthur Vieira Monteiro.

16 de out de 2015

Dorina Nowill forma rede de leitura inclusiva

Fonte: Empresa Brasileira de Comunicação. Data: 8/10/2015.
Dos 27 estados brasileiros, 26 já fazem parte da rede de leitura inclusiva da Fundação Dorina Nowill Para Cegos. A instituição, que já tem quase 70 anos, trabalha em prol da pessoa com deficiência visual, procurando manter uma sociedade mais inclusiva.
De acordo com a coordenadora de Acesso ao Livro, Ana Paula Silva, a Rede de Leitura Inclusiva, praticamente nasceu junto com a Fundação Dorina Nowill, distribuindo livros acessíveis para instituições, produzindo e distribuindo para todo o país.
Ela conta que em 2011, o atendimento evoluiu, após o diagnóstico por meio de pesquisa que o melhor seria trabalhar em rede. E hoje, os parceiros se transformam em grupos de trabalho em prol da leitura inclusiva.

Biblioteca digital do Google é considerada legal nos Estados Unidos

Fonte: Reuters. Data: 16/10/2015.
Um tribunal de apelações dos Estados Unidos decidiu nesta sexta-feira que os esforços do Google de escanear milhões de livros para uma biblioteca online não violam a lei de direitos autorais, rejeitando acusações de um grupo de autores de que o projeto os privaria ilegalmente de receitas.
A 2ª Corte de Apelações em Nova York rejeitou as acusações do sindicato dos escritores e vários escritores individuais, afirmando que o projeto do Google fornece um serviço público sem violar leis de propriedade intelectual.
Os autores processaram o Google, cuja companhia controladora é agora denominada Alphabet, em 2005, um ano depois de o projeto ser lançado.


URL do Google Books: https://books.google.com.br/

Evento: Movimento do fazer


15 de out de 2015

Bibliotecários em Rondonópolis (MT)

Rondonópolis (MT): CRB-1 e Prefeitura chegam a um acordo
Na manhã de ontem (8), o CRB-1, representado pela conselheira Waldineia Almeida, participou de uma audiência com a subsecretária de educação do município de Rondonópolis, Francisneide Lopes.
A subsecretária relatou que o município já está adequando as bibliotecas nas 62 escolas e não retirou a possibilidade de concurso para bibliotecário no próximo ano. Tendo em vista que existe um acordo entre prefeitura e a coordenação do curso de biblioteconomia da UFMT para que seja cumprido a lei 12.244.

Fonte: CRB-1

Jovens sírios constroem biblioteca subterrânea para salvar livros de ataques

Fonte: Yahoo Notícias.
URL: https://br.noticias.yahoo.com/jovens-s%C3%ADrios-constroem-biblioteca-subterr%C3%A2nea-para-salvar-livros-de-ataques-202609327.html
Um grupo de jovens sírios construiu uma biblioteca embaixo da terra com a ideia de conservar os livros do domínio do Estado Islâmico, que tem destruído monumentos, bibliotecas e locais antigos em geral, desde que o iniciou sua ofensiva no país.
A ideia nasceu em 2012, quando jovens tiveram que abandonar seus estudos universitários por conta da guerra. Foi então que surgiu decidiram iniciar o processo de recuperar os livros que estavam embaixo dos escombros.
"Com outros jovens como eu, que tivemos que deixar os estudos, além de outros já graduados, tive a ideia de recuperar os livros que estavam por baixo dos escombros de casas demolidas. Preocupamo-nos em identificar em qual casa encontramos cada exemplar, já que pensamos em devolver os livros para seus donos no final dos conflitos. Também recuperamos livros que não se queimaram nas bibliotecas e livrarias da cidade. É a maneira que enxergamos de salvar nosso patrimônio cultural", disse Abu Malek, um dos fundadores do espaço.
Pouco a pouco, o lugar concebido como uma 'adega' de livros foi se tornando em uma biblioteca pública que já conta com mais de 11 mil exemplares, além de um local de leitura para quem quiser desfrutar de algum texto. O espaço está localizado em um sótão na cidade de Daraya.
"Temos obras árabes e estrangeiras da literatura, filosofia, teologia. Também criamos um espaço para leitura e estudo com mesas e cadeiras no interior da biblioteca", completou Malek.
O projeto não só promoveu a reativação de uma pequena parte da vida cultural da população síria afetada pela guerra, como também motivou jovens a enxergarem além dos conflitos.

"Encontrei um propósito na minha vida com a criação desta biblioteca. Não passo dias inteiros chateado e com medo de novos atentados. Agora eu aconselho os que vem até aqui pedir por livros e discutimos nossas leituras. Nosso próximo passo é completar a coleção de filmes documentais que podem ser vistos aqui. No entanto ainda falta verba", confessou o jovem

14 de out de 2015

Documentos brasileiros na Memória do Mundo

O Comitê Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo da UNESCO (MoWBrasil), reunido na sede do Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro, nos dias 22 e 23 de setembro, selecionou dez candidaturas, dentre as trinta habilitadas apresentadas ao Comitê Nacional em atendimento a convocação do Edital do ano de 2015, para inscrição no Registro Nacional do Programa Memória do Mundo da UNESCO.
A validação destas nominações se dará por Portaria do Senhor Ministro da Cultura publicada em Diário Oficial. Os representantes das instituições custodiadoras dos acervos nominados receberão seu certificado de inscrição no Registro Nacional do Brasil do programa Memória do Mundo da UNESCO, em cerimônia programada para ocorrer no dia 10 de dezembro de 2015, às 17h, na sede do Arquivo Nacional (Praça da República, nº 173 – Centro – Rio de Janeiro – RJ), na qual estarão presentes os membros do Comitê, os representantes das instituições contempladas, representantes da UNESCO e outros convidados.
O Programa Memória do Mundo, criado em 1992, é uma iniciativa do Ministério da Cultura em conjunto com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), e reconhece documentos, arquivos e bibliotecas de grande valor internacional, regional e nacional. Seu objetivo é preservar e difundir amplamente esse acervo, buscando impedir que o patrimônio da humanidade seja esquecido. Além disso, o programa facilita a preservação desses documentos e seu acesso, contribuindo, assim, para despertar a consciência coletiva do patrimônio documental da Humanidade.
As candidaturas selecionadas foram:
I. Acervo da Comissão Construtora da Nova Capital - Belo Horizonte (1892-1903), apresentado conjuntamente pelo Arquivo Público da Cidade de Belo Horizonte - APCBH/FMC, pelo Museu Histórico Abílio Barreto - MHAB/FMC e pelo Arquivo Público Mineiro – APM.
II. Arquivo da Secretaria de Governo da Capitania de São Paulo (1611-1852), apresentado pelo Arquivo Público do Estado de São Paulo.
III. Arquivo Pessoal Rubens Gerchman (1942-2008), apresentado pelo Instituto Rubens Gerchman.
IV. Cultura e Opulência do Brasil, De André João Antonil, apresentado pela Fundação Biblioteca Nacional.
V. Decisões que Marcaram Época: A Caminhada do Poder Judiciário no Reconhecimento de Direitos Sociais aos Homossexuais, apresentado pela Justiça Federal de 1º Grau no Rio Grande do Sul – Seção Judiciária do RS (SJRS).
VI. Iconografia do Rio de Janeiro na Coleção Geyer (séculos XVI a XIX), apresentada conjuntamente pela Casa Geyer e Museu Imperial / IBRAM.
VII. Partituras - Obras de Heitor Villa-Lobos (1901-1959), apresentadas pelo Museu Villa-Lobos / IBRAM.
VIII. Processos Judiciais Trabalhistas: Doenças Ocupacionais na Mineração em Minas Gerais – Dissídio Individuais e Coletivos (1941-2005), apresentados pelo Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região – Minas Gerais.
IX. Registros Fotográficos Oficiais das Intervenções Urbanas na Cidade do Rio de Janeiro (1900-1950), apresentados pelo Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro.
X. República e Positivismo: A Produção Intelectual da Igreja Positivista do Brasil, apresentado pela Igreja Positivista do Brasil (IPB).
Maiores detalhes no URL:
www.arquivonacional.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=2405&sid=40

MT: biblioteca com atividades de acessibilidade e inclusão

Fonte: FolhaMax. Data: 13/10/2015.
URL: www.folhamax.com.br/cultura/biblioteca-realiza-capacitacoes-para-inclusao-e-acessibilidade/62767
A Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça começa este mês uma série de atividades de capacitação em acessibilidade e inclusão para seus funcionários, bem como para convidados dos Sistemas Estaduais e de bibliotecas locais. A programação integra o projeto “Acessibilidade em Bibliotecas Públicas”, da Diretoria de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLLB) do Ministério da Cultura (MinC), em parceria com o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL). A execução está a cargo da OSCIP Mais Diferenças. 
Nesta terça-feira (13.10) acontece a formação “Princípios das Políticas e Programas de Livro e Leitura Acessíveis e Inclusivas”. Com oito horas de duração, o curso aborda as leis e diretrizes nacionais e internacionais das políticas e programas de livro e leitura voltados à acessibilidade e inclusão. Discute ainda como estes se refletem nas atividades das bibliotecas públicas. 
Para o dia seguinte (14.10) está marcada a primeira aula da formação “Políticas Públicas de Livro e Leitura para Todos: Gestão, Implementação e Boas Práticas”. Esta capacitação abrangerá práticas inclusivas, tais como atendimento a pessoas com diversos tipos de deficiência, parcerias com instituições, acervo acessível etc. Até dezembro, serão ministradas mais duas aulas deste curso, que tem carga horária total de 24 horas. 
A oficina “Mediação de Leitura em Contextos Inclusivos” está marcada para 05 de novembro e, assim como os cursos, é reservada aos funcionários da Biblioteca e convidados. Neste dia serão apresentadas propostas de mediação de leitura que atendam os diversos tipos de público com e sem deficiência. 
Um dia depois (06.11) acontecerá a primeira das ações culturais inclusivas do projeto para a Biblioteca. Tais atividades se voltam não somente aos funcionários da biblioteca, mas também a todas as pessoas com e sem deficiência interessadas em questões culturais, educacionais e de acessibilidade. São atividades de mediação de leitura e sessões de cinema com recursos de acessibilidade para o público de todas as idades. A segunda etapa das ações acontece em dezembro. 
A segunda oficina, intitulada “Estratégias para o Desenvolvimento de Recursos Acessíveis e Inclusivos para Atendimento ao Público com Diferentes Tipos de Deficiência”, ocorrerá em 30 de novembro. Nesta formação, os alunos aprenderão como produzir livros e outros materiais acessíveis. 
Desde julho, a Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça realiza o curso básico-instrumental de Língua Brasileira de Sinais (Libras) – que abriu a fase de capacitação das equipes do projeto e que tem previsão de término em outubro. 
O projeto 
O Projeto Acessibilidade em Bibliotecas Públicas está em andamento desde o ano passado em dez bibliotecas públicas nas cinco regiões do país. Por meio de um conjunto estruturado de ações de diagnóstico, capacitação de equipes, disponibilização de acervos em formatos acessíveis e de recursos tecnológicos, o projeto visa subsidiar a construção de políticas públicas nacionais de acessibilidade em bibliotecas. 

No final do projeto será elaborado um relatório com sugestões de diretrizes nacionais para a área da acessibilidade e inclusão. Com isso, todas as bibliotecas do Brasil poderão ter acesso aos conteúdos, informações, instrumentos e metodologias desenvolvidos ao longo do projeto. 

13 de out de 2015

Evento: Infoeducação

Abertas as inscrições para o Seminário de Infoeducação

Pedagogias da Informação em debate – a Ciência da Informação como objeto educacional”.

Período: 12 a 20 de outubro - 40 vagas

Realização:
Colaboratório de Infoeducação – Colabori (ECA/USP)

Apoio:

Centro de Pesquisa e Formação SESC/São Paulo
Comissão de Cultura e Extensão Universitária ECA/USP – CCEx
Programa de Pós-graduação ECA/USP – PPGCI
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Colaboratório de Infoeducação (Colabori)
Escola de Comunicações e Artes,Universidade de São Paulo, Campus Butantã.
Direção científica: Prof. Dr. Edmir Perrotti
Coordenação acadêmica: Profa. Dra. Ivete Pieruccini

Endereço: Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443 (Prédio 8 – sala 9 )
Cidade Universitária – CEP 05508-020 – São Paulo – SP – Brasil
Contatos:
Fone:(11)3091-4102 (das 14 h às 17 h - segunda-sexta)
Web: http://www2.eca.usp.br/nucleos/colabori/

11 de out de 2015

Biblioteca Mário de Andrade abre programação noturna

Fonte: G1. Data: 10/10/2015.
URL: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2015/10/biblioteca-mario-de-andrade-abre-programacao-noturna-com-festa.html
Uma festa marcou a abertura da programação noturna da Biblioteca Mário de Andrade nesta sexta-feira (9) no Centro de São Paulo. Biblioteca ficou aberta das 22h às 4h.
A programação noturna festeja os 122 anos do poeta Mário de Andrade e contou com música, sarau, cinema e leitura. O tema da mostra de inauguração do horário é a do artista italiano Pasolini, que além de poesia, fez cinema, artes plásticas e teatro.
O diretor da Biblioteca Luiz Armando Bagolin afirma que ideia é transformar o ambiente. “Essa ideia é de uma biblioteca que não para e é conjugada a um centro cultural. Ela não é só uma biblioteca, mas também é um centro que explora muitas linguagens. As pessoas chamam de atividade cultural. A gente chama tudo isso aqui de poesia. ”
O agente cultural Diego Florentino defende que a programação noturna seja permanente. Eu acho que tem que ser uma parada que seja contínua, permanente. Eu tenho muita felicidade por isso estar acontecendo na cidade atualmente", disse.

Para o artista Pedro Ermel, que participou da festa, a iniciativa é positiva. “Eu estava passando por aqui, e meus amigos me chamaram. Achei incrível. ”

Recife: campanha para preservar a Biblioteca Pública do Estado

Fonte: Diário de Pernambuco. Data: 09/10/2015.
URL: www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2015/10/09/interna_vidaurbana,602869/campanha-e-lancada-para-preservar-biblioteca-publica-do-estado.shtml
A Biblioteca Pública do Estado, fundada em 1971, passou por recente projeto de modernização. Localizado no bairro de Santo Amaro, no Centro do Recife, o espaço é procurado diariamente por mil pessoas. Com um acervo estimado em 270 mil livros e mais de 300 mil volumes de periódicos, possui obras raras, verdadeiras preciosidades, entre elas as Sesmarias, Cartas Régias, Ordens Régias, manuscritos, impressos oficiais das revoluções pernambucanas.
A manutenção do patrimônio cultural, no entanto, depende do cuidado dos usuários. Para que os frequentadores se conscientizem da importância do zelo pelo acervo e estrutura, a realizadora cultural Bersato em parceria com a Biblioteca, com incentivo do Funcultura, lançou o projeto "Preserve o que é Seu". Entre as atividades da campanha, o concurso de redação com os estudantes das escolas da rede pública de ensino. Com o tema "Preservar a Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco um ato de cidadania", os alunos terão que criar um texto inédito, de uma a três páginas, e enviá-las para o email preservebpe@gmail.com, até o dia 27 de outubro.
Os trabalhos enviados serão avaliados por um júri composto pelo mestre em linguística e escritor André Cervinskis, o poeta alagoano Ângelo Monteiro e o escritor Jacques Ribemboim. Os três vencedores serão divulgados no dia 30 de outubro durante o evento de premiação que vai contar com uma palestra sobre o valor da Biblioteca Pública. Eles irão receber um certificado, medalha e uma cesta de livros. Os interessados podem conferir o regulamento da competição pelo blog do evento (www.preservebpe.blogspot.com) ou ter mais informações pelo telefone (81) 3127.1510, no horário comercial.

Durante todo o mês de outubro, também serão distribuídos folders, cartazes, camisas e canecas ao público. O material vai abordar a necessidade da proteção da BPE e expor o patrimônio como espaço de todos os cidadãos.

10 de out de 2015

Artigo sobre letramento em informação



O letramento informacional e a Base Curricular Comum Nacional


O letramento informacional e a Base Curricular Comum Nacional
Vivemos numa
época em que a informação se torna protagonista na vida da sociedade na mídia, na educação, nas relações de trabalho, na cultura, na política e na economia. Mais especificamente no campo da educação, a pergunta que fazemos a todo instante é: Como os estudantes lidam com o universo informacional? Eles estão preparados adequadamente para viver e trabalhar na sociedade da aprendizagem? Denomina-se sociedade da aprendizagem o espaço de fluxos informacionais, que conjuga a gigantesca produção de informacao, a utilizacao intensiva de tecnologias eletrônicas em rede e o intenso processo de aprendizagem permanente.
Viver nesta sociedade requer que os indivíduos desenvolvam competências informacionais. O conceito de letramento informacional (information literacy) surgiu a partir da década de 1950, nos Estados Unidos, justamente com a preocupação de preparar pessoas para lidarem e fazer uso efetivo da informação, seja no espaço escolar formal, seja para resolver problemas de trabalho ou tomar decisões.
Diversos países têm implementado programas de letramento informacional nas escolas por exemplo, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Portugal, Reino Unido, entre outros. Esses programas envolvem biblioteca com boa infraestrutura, bem como professores e bibliotecários trabalhando em conjunto com metodologias adequadas a cada etapa da educação básica. De acordo com os pressupostos da Associação Americana de Bibliotecas, o programa de letramento informacional na escola deve abranger capacitação para o acesso e uso da informação, para o aprendizado independente e para o uso da informação com responsabilidade social.
O letramento informacional abarca conteúdos de aprendizagem relacionados com a pesquisa científica, quais sejam, a identificação do problema, a busca e a avaliação das informações e dos vários pontos de vistas, o uso ético e a organização da informação, bem como a comunicação e compartilhamento do conhecimento.
Presencia-se, no Brasil, o momento especial de construção da Base Nacional Comum Curricular (BNC) da educação básica, que tem o objetivo de identificar os conhecimentos fundamentais que os estudantes brasileiros devem ter acesso para viver plenamente na sociedade contempôranea. Esses conhecimentos devem constituir a base comum do currículo das escolas brasileiras, que deverá ser complementada por questões regionais/locais.
A proposta inicial da BNC, disponível no site do Ministério da Educação, não contempla a indicação dos conteúdos de letramento informacional. Além disso, não conta com apoio de pesquisadores atuantes nessa área de pesquisa. Portanto, cabe questionar se o novo currículo contém conteúdos para ensinar às crianças e aos jovens que fazer pesquisa não é copiar e colar informação da internet? Mais ainda, ensina como podemos buscar informação de qualidade em bibliotecas e na internet? Como desenvolver o gosto pela leitura e pelos livros desde criança? Como compreender o funcionamento da ciência?
A menção ao assunto biblioteca é praticamente inexistente nos conteúdos da BNC, como em muitas escolas públicas brasileiras. Bibliotecas escolares são instituições que organizam e disponibilizam informação; mais ainda, possuem profissionais bacharéis em biblioteconomia com a formação necessária para ajudar os estudantes a buscar informação e transformá-la em conhecimento. Vale destacar que diversos estudos nacionais e internacionais demonstram que bibliotecas escolares bem estruturadas, com a atuação de bibliotecários, propiciam melhor desempenho no aprendizado das crianças e jovens.
Assim, o ensino dos conteúdos de letramento informacional deve estar integrado ao currículo, em consonância com as demandas de cada série, ao longo da educação básica. A proposta de inclusão desses conteúdos fundamenta-se na firme convicção de que o objetivos da BNC só podem ser alcançados por meio do reconhecimento da importância do letramento informacional para aprender a buscar e usar a informação efetivamente para resolver problemas, tomar decisões e para viver melhor, além do reconhecimento da contribuição da biblioteca escolar e do bibliotecário na aprendizagem.
Correio Braziliense, 10/10/2015