4 de jul de 2014

Leitores de livros eletrônicos

Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 20/06/2014.
Autoria: Mariana Haubert.

A equiparação dos e-readers a livros de papel para efeitos tributários foi derrubada pela deputada Fátima Bezerra (PT-RN), relatora de um projeto de lei que atualiza o conceito do que será considerado livro no país. A deputada proporá a inclusão dos dispositivos na chamada Lei do Bem, o que garante a isenção de impostos, mas desde que os aparelhos sejam fabricados no Brasil. Sérgio Herz, proprietário da Livraria Cultura, aponta dois gargalos: a falta de demanda suficiente para que os leitores digitais sejam fabricados no país e o alto custo de produção no Brasil. "Temos um dos aparelhos mais caros do mundo. O que justifica isso?", diz. A Livraria Cultura comercializa o Kobo, leitor digital desenvolvido no Canadá. O líder do mercado é o Kindle, da norte-americana Amazon.

1 de jul de 2014

USP inaugura nova biblioteca

A Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP) inaugura nesta quarta-feira (02/07) as novas instalações de sua biblioteca, que ocupam uma área de mais de 5 mil metros quadrados. As obras de reforma e ampliação tiveram início em 2010 e foram executadas com recursos da USP e da iniciativa privada, nos termos da Lei Rouanet.
Acomodados em estantes deslizantes, os 430 mil volumes formam a maior coleção na América Latina de obras nas áreas de Administração, Economia, Contabilidade e Ciências Atuariais. Há ainda títulos de áreas como História, Filosofia, Artes e Religião. Mais da metade do acervo – 250 mil livros – foi doada pelo ex-ministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento Antonio Delfim Netto, ex-aluno e professor emérito da FEA.
Além de 9.624 metros de estantes, a biblioteca conta com dois anfiteatros, um deles inspirado em modelo da Harvard University, nos Estados Unidos, cinco salas para estudos em grupo e um espaço colaborativo chamado Design Thinking, com mobiliário e equipamentos de projeção que podem ser dispostos de acordo com as necessidades dos usuários para trabalhos em equipe.
A ideia, de acordo com o diretor da FEA, Reinaldo Guerreiro, é incentivar a criatividade e a colaboração entre os estudantes. “Trata-se de um ambiente inovador de desenvolvimento do conhecimento, estimulando a reflexão e a aprendizagem de forma conjunta”, disse à Agência FAPESP.
O projeto de reforma da biblioteca foi concebido na gestão de Carlos Roberto Azzoni, antecessor de Guerreiro. A área total cresceu de 1.500 metros quadrados para 5.288 metros quadrados. Há 320 mesas de estudo individuais e estima-se que o número médio de visitantes por ano aumente de quase 350 mil para 537 mil.
Um dos anfiteatros tem capacidade para 120 pessoas; o outro tem layout flexível, permitindo a subdivisão do espaço para eventos simultâneos. Os dois são equipados com projetor e videoconferência.
O novo prédio conta com cinco salas de estudo em grupo, misto de biblioteca e laboratório, chamadas de biblabs. Quatro têm capacidade para até seis pessoas e a quinta tem espaço para 60 pessoas. Professores e alunos poderão utilizar o espaço após agendamento; nos dias livres, ele ficará aberto para visitantes.
Os projetos de modernização em andamento incluem a digitalização de todo o acervo para o Sistema Integrado de Bibliotecas (SIBi) da USP, a incorporação de novos equipamentos de informática e a implementação de tecnologia que converte o conteúdo dos livros em audiobooks.
As áreas são adaptadas para pessoas com deficiência, com elevador entre os pisos e equipamentos para atendimento de usuários com necessidades especiais.
Com a ampliação, espera-se que a biblioteca se torne um lugar de convivência para alunos, docentes e visitantes em geral. “A FEA é considerada o maior centro de publicação de trabalhos científicos nos campos em que atua e nossa biblioteca tradicionalmente já recebia usuários de diversas instituições de ensino e pesquisa. Com sua área física mais que dobrada, amplia-se também o alcance da comunidade acadêmica aos nossos espaços e acervo”, disse Guerreiro.
Parcerias
As obras foram executadas com recursos da USP e da iniciativa privada, nos termos da Lei Rouanet. Também contaram com doações de organizações diversas e pessoas físicas, entre professores, funcionários, alunos e ex-alunos.
A USP investiu R$ 6,7 milhões nas obras civis de ampliação do prédio da biblioteca. Para as obras de expansão e modernização foram arrecadados no total R$ 1,26 milhão. Foram captados com incentivo fiscal R$ 420 mil, entre a Natura Cosméticos e a Construções e Comércio Camargo Corrêa.
O Banco Santander e a LCA Construtores doaram, sem contrapartida, R$ 200 mil e a campanha de doações individuais somou R$ 644,4 mil, mobilizando 566 doadores. O Instituto Carlos e Diva Pinho doou as instalações de uma sala anfiteatro.
Já para o resguardo da doação do acervo de Delfim Netto foram captados, com incentivo fiscal, R$ 6,4 milhões. Os patrocinadores foram o Banco Safra, o Itaú Unibanco, a Sucocítrico Cutrale, a construtora Norberto Odebrecht, o grupo segurador Banco do Brasil Mapfre, a Companhia Cacique de Café Solúvel, a Construções e Comércio Camargo Correa, a Comexport, a Nossa Caixa Desenvolvimento, o Grupo É Ouro e a PricewaterhouseCoopers.
De acordo com Guerreiro, a experiência de mobilização de recursos ajudará a lançar o Fundo Patrimonial FEA-USP para a manutenção da sustentabilidade financeira da instituição.

Mais informações no URL: www.fea.usp.br/novabiblioteca.