28 de abr de 2014

A leitura na era eletrônica

A Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas (BAD), apoia a campanha O Direito à Leitura Eletrónica (The right to e-read), uma iniciativa europeia promovida pela EBLIDA (European Bureau of Library, Information and Documentation Associations), de que a BAD é membro do Conselho Executivo e que decorre da iniciativa “Ebooks nas bibliotecas” desenvolvida em 2012/2013.
A campanha pretende alertar o público em geral, bibliotecários e decisores sobre as atuais dificuldades que as bibliotecas enfrentam, especialmente no que respeita ao acesso a ebooks e ao conteúdo digital. Pretende-se também que esta iniciativa promova a necessidade de se proceder a uma alteração no quadro legislativo relacionado com o direito de autor.
Através do apoio da EBLIDA e das associações nacionais, como a BAD, e de forma a aumentar o impacto junto dos decisores, do público e dos profissionais a campanha está a decorrer em todos os países europeus.
Esta campanha foi desenvolvida pela task-force sobre ebooks da EBLIDA que disponibiliza informação e materiais gráficos para download na sua página online [http://www.eblida.org/e-read]. Encontra-se também a decorrer uma petição sobre o direito à leitura eletrónica, para a qual solicitamos a divulgação e apoio, disponível através deste endereço [http://www.change.org/en-GB/petitions/o-direito-à-leitura-eletrónica].
A EBLIDA está empenhada em compilar e divulgar informação junto de decisores, políticos e da comunicação social como forma de colocar este tema na agenda política.
O dia 23 de Abril de 2014, Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, marcará a apresentação oficial da campanha.

OS CIDADÃOS EUROPEUS TÊM DIREITO À LEITURA ELETRÓNICA!
A era digital é um desafio e uma oportunidade para a sociedade atual. Na internet, existem novas e inovadoras formas de fornecer, criar e distribuir conteúdos, novos modos de gerar valor e estabelecer uma sociedade europeia do conhecimento bem formada, que é pré-condição para a competitividade e a prosperidade.
As bibliotecas garantem o acesso gratuito a conteúdos, à informação e à cultura a todos os cidadãos europeus. No entanto, as leis atuais impedem as bibliotecas de prestar estes serviços essenciais à nossa sociedade na era digital, sobretudo no que diz respeito à disponibilização de ebooks.
Os cidadãos europeus têm o direito à leitura eletrónica! Devem poder beneficiar deste direito através das bibliotecas. Deve por isso ser permitido às bibliotecas disponibilizar gratuitamente aos utilizadores acesso a todos os ebooks disponíveis no mercado.
O objetivo da EBLIDA e da BAD é o de alertar para os obstáculos que as bibliotecas enfrentam no mundo digital. Esta campanha pretende que os políticos, bibliotecários e o público em geral tenham conhecimento do nosso esforço para atingir um objetivo: a existência de ebooks nas bibliotecas europeias.

O QUE PRETENDEMOS!
Pretendemos que os utilizadores das bibliotecas tenham acesso aos ebooks mais recentes, tal como ocorre com os livros impressos!
Alguns editores impedem este acesso, recusando-se a disponibilizar às bibliotecas as licenças necessárias. Os inquéritos mais recentes demonstram que pelo menos 50% dos títulos mais vendidos em formato ebook não estão disponíveis nas bibliotecas.
Pretendemos adquirir ebooks a preços justos e com condições razoáveis!
Muitos editores vendem ebooks a preços elevados ou recusam-se a vendê-los às bibliotecas. Deste modo, estas não conseguem prestar um serviço de qualidade aos utilizadores.
Pretendemos que os autores recebam uma justa compensação pelo empréstimo de ebooks!
Atualmente, na grande maioria dos estados-membros, os autores não recebem nenhuma compensação pelo empréstimo de ebooks nas bibliotecas.
Pretendemos que todos os cidadãos – e não apenas os que podem pagar – acedam gratuitamente a ebooks nas bibliotecas.
De acordo com a atual legislação de direito de autor os editores podem recusar-se a vender ebooks às bibliotecas.
Pretendemos uma lei de direito de autor clara, que permita às bibliotecas cumprir a sua missão no século XXI, proporcionando a todos os cidadãos europeus o acesso a toda a riqueza do conhecimento humano, seja na biblioteca, fora dela ou online.

EBOOKS NAS BIBLIOTECAS: UM DIREITO!


Fonte: Notícias BAD. Data: 23/04/2014.

Ler com as mãos na era digital

Autoria: Carolina Rico.
Fonte: Renascença. Data: 23/04/2014.
URL: http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=30&did=146258
A Biblioteca Nacional produz e distribui livros para cegos desde 1969. Além de livros em braile, aqui também já é possível requisitar livros em formato áudio e digital.
Uma voz feminina dá voz ao Quinto Livro de Crónicas de António Lobo Antunes no “smartphone” de Carlos Ferreira, responsável pela Área de Leitura para Deficientes Visuais da Biblioteca Nacional. Cego de nascença, Carlos é Licenciado em Organização e Gestão de Empresas e conta com as novas tecnologias para ler em braile ou ouvir um livro digital em qualquer lugar.
Mais do que ouvir, Carlos gosta de ler. Para tal, basta ligar ao telemóvel, via Bluetooth, um dispositivo portátil com uma linha braile. À medida que lê cada frase, os pontos sobem ou descem nesta linha, para formar novos caracteres.
É possível guardar centenas de livros digitais na biblioteca de um “smartphone”. A Biblioteca Nacional oferece uma cópia destes livros aos seus leitores, mediante pedido. Levá-los para fora de casa, em formato braile, seria uma tarefa impossível. “Seriam precisos camiões para transportar os meus livros digitais caso fossem de papel”, diz Carlos Ferreira.
Transportar apenas um livro já é difícil, isto porque os livros braile têm uma dimensão bastante superior aos livros convencionais. Os Maias de Eça de Queirós, por exemplo, têm 21 volumes de tamanho A4.
Com cerca de 2.900 títulos em braile, correspondentes a mais de nove mil volumes, a Biblioteca Nacional recebe por ano, em média, 2400 pedidos de requisição de livros neste formato. Os volumes são enviados pelo correio de forma gratuita aos leitores cegos de todo país.
Um cartão colocado na parte de fora da embalagem transportadora inclui a morada do destinatário e da biblioteca impressa em tinta e braile, para facilitar a devolução dos livros de forma autónoma.
Ouvir um livro em casa também é possível graças ao trabalho de dezenas de voluntários que gravam livros de todos os géneros no estúdio da biblioteca.
As mais de 20 mil horas de gravação incluem uma leitura cuidada, com numeração de página e descrição da capa, imagens e fotografias, porque - diz Carlos - “alguém se lembrou de que os cegos também tinham direito à imagem”.
Todos os nomes estrangeiros são soletrados. “Um cego, mesmo que seja licenciado, que nunca tenha lido, em braile, a palavra McDonalds, não vai saber como se escreve”, o ouvido engana, explica Carlos.
As gravações fazem-se agora em formato digital e podem ser enviadas para os leitores através da internet. Converter para digital todos os livros gravados em áudio analógico, em cassetes e bobinas, é um trabalho que ainda levará alguns anos a estar concluído.

Comemora-se hoje, quarta-feira, o dia mundial do livro. Uma data para recordar a importância da leitura, quer esta se faça com recurso à visão, audição ou ao tacto.

Evento: Mediação da Informação

I ENCONTRO DE PESQUISA EM INFORMAÇÃO E MEDIAÇÃO - EPIM
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA (UEL)
Data: 9-10 de maio de 2014.
Desde o ano de 2002, o Grupo de Pesquisa “Interfaces: Informação e Conhecimento”, do Departamento de Ciência da Informação da UEL, realiza pesquisas e publicações relacionadas à mediação. Foram desenvolvidos inicialmente, sob a coordenação do Prof. Dr. Oswaldo Francisco de Almeida Júnior e, atualmente, a Profa. Dra. Sueli Bortolin coordena o Grupo.
Os seguintes projetos de pesquisa já foram desenvolvidos: Mediação da Informação: norteadora do fazer bibliotecário; Mediação da Informação e Múltiplas Linguagens; A Mediação da Informação e a Leitura Informacional. Em andamento encontra-se o projeto “A Oralidade na Mediação da Informação, da Literatura e da Memória”.


24 de abr de 2014

Biblioteca comunitária digital do país é lançada hoje em Ribeirão



Fonte: A Cidade (Ribeirão Preto, SP). Data: 23/04/2014.
Hoje é o Dia do Livro e a Fundação Educandário tem um bom motivo para comemorar. Às 14h será lançada a primeira biblioteca comunitária digital do País a fazer empréstimos de eBooks. A biblioteca faz parte do projeto Árvore de Livros S.A., presidida por Galeno Amorim, que já implantou espaços parecidos na Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, e no Parque da Juventude, em São Paulo. A princípio, a biblioteca será direcionada aos 300 alunos do Educandário, mas futuramente poderá ser aberta à população. O acervo digital conta com 13 tablets, 10 mil e-books e 1.000 títulos.

Criado o Circulo do Livro na Biblioteca do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso



Fonte: sintse.tse.jus.br/documentos/2014/Abr/23/portaria-no-36-de-22-de-abril-de-2014-dispoe-sobre
PORTARIA N.º 36/2014-DG - DISPÕE SOBRE A CRIAÇÃO E O REGULAMENTO DO CÍRCULO DO LIVRO, DA BIBLIOTECA DO TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE MATO GROSSO DO SUL, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
O DIRETOR-GERAL DA SECRETARIA DO EGRÉGIO TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DO ESTADO DO MATO GROSSO DO SUL, NO USO DAS ATRIBUIÇÕES QUE LHE SÃO CONFERIDAS PELO ART. 18, INCISO V, DA RESOLUÇÃO TRE/MS N.° 471/2012, ALTERADA PELA RESOLUÇÃO TRE/MS N.º 472/2012;
MEDITAÇÃO E O ESPÍRITO CRÍTICO E É FONTE INESGOTÁVEL DE TEMAS PARA MELHOR COMPREENDER A SI E AO MUNDO;
CONSIDERANDO QUE A LEITURA E A BUSCA PELO CONHECIMENTO ENGRANDECEM, DESENVOLVE PESSOAS AUMENTANDO O RACIOCÍNIO E A INTERPRETAÇÃO;
RESOLVE:
Art. 1.º Criar no âmbito do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul, o Círculo do Livro, da Biblioteca do TRE/MS pertencente à Coordenadoria de Documentação e Jurisprudência, visa promover o acesso e o uso comum das obras doadas pelos servidores, estagiários e terceirizados da Secretaria do TRE-MS e dos Cartórios Eleitorais, fomentando o interesse pela leitura.
Parágrafo único. O Círculo do Livro, da Biblioteca deste Tribunal é regido pelo regulamento anexo integrante desta portaria.
Art. 2.º Revogam-se disposições em contrário.
Art. 3.º Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação.
Publique-se, Registre-se e cumpra-se.
Gabinete da Direção-Geral, em Campo Grande, MS, 22 de abril de 2014.
JOÃO SEVERIANO DE ALMEIDA NETTO
Diretor Geral
REGULAMENTO DA BIBLIOTECA DO TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE MATO GROSSO DO SUL
DOS OBJETIVOS
Art. 1º Promover o acesso e o uso comum das obras pertencente ao acervo do Círculo do Livro.
Parágrafo Único: As obras que constituirão o acervo serão doadas pelos servidores, estagiários e terceirizados da Secretaria do TRE-MS e dos Cartórios Eleitorais, fomentando o interesse pela leitura.
DA ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
Art. 2º O Círculo do Livro é administrado pela Seção de Biblioteca e Arquivo, unidade subordinada à Coordenadoria de Documentação e Jurisprudência do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul.
DA COMPETÊNCIA
Art. 3º Compete a Seção de Biblioteca e Arquivo, organizar e controlar a circulação das obras do acervo do Círculo do Livro, obtidas sob doação.
DOS USUÁRIOS
Art. 4º São usuários do Círculo do Livro os servidores, ativos, inativos e pensionistas, bem como estagiários, terceirizados e requisitados do TRE/MS e dos Cartórios Eleitorais,
Parágrafo único. Aos não inscrito no Círculo do Livro somente será permitida a leitura de obra nas dependências da Biblioteca.
DO ACESSO
Art. 5º Ao usuário inscrito é facultado, para consulta, o acesso direto ao acervo, sendo que, no caso de dificuldade de localização de obra pelo usuário e no de empréstimo, os servidores da Seção de Biblioteca e Arquivo estarão à disposição para implementar a consulta.
DA INSCRIÇÃO E RENOVAÇÃO DA INSCRIÇÃO
Art. 6º A inscrição terá a validade de um ano, podendo ser renovada por igual período, quantas vez o usuário quiser.
§ 1º Para efetuar sua inscrição no Círculo do Livro o solicitante deverá entrar em contato com a Seção de Biblioteca e Arquivo para:
I- Apresentar sua carteira funcional ou documento pessoal;
II - Preencher Termo de Adesão com seus dados pessoais (Anexo I);
III – Doar ao Círculo do Livro, no mínimo, 1 (uma) obra das áreas abaixo especificadas:
Literatura nacional e estrangeira;
Literatura infanto-juvenil;
Psicologia (Auto-ajuda) /Psicanálise;
Recursos Humanos (desenvolvimento pessoal, liderança);
Gibis;
Revistas especializadas de circulação nacional e internacional do ano vigente;
Religião/Filosofia;
Saúde;
DVDs de filmes ou relacionados aos temas acima;
Outras áreas consideradas de relevância pela Bibliotecária responsável pelo Círculo do Livro;
§ 2º. Todo material bibliográfico há ser recebido como doação será avaliado quanto ao tema e condições de uso.
Art. 7º Para continuar cadastrado no Círculo do Livro o usuário deverá renovar anualmente seu cadastro, efetuando uma nova doação especificada no Art.6º, inc. III e § 2º.
Parágrafo único. Caso o usuário não renove sua inscrição, o mesmo não poderá realizar empréstimos do acervo do circulo do livro.
DO EMPRÉSTIMO E RESERVA
Art. 8º O empréstimo é facultado somente ao público inscrito.
Art. 9 O prazo para empréstimo será de até 30 (trinta) dias consecutivos.
Art. 10 Cada usuário poderá retirar até 2 (duas) obras por vez, desde que não esteja em débito com o Círculo do Livro.
Art. 11 Terminado o prazo de empréstimo, a mesma obra somente poderá ser retirada pelo mesmo usuário após o transcurso do prazo de 10 (dez) dias de sua devolução e 20 (vinte) dias se entregue fora do prazo.
Art. 12 Esgotando-se o prazo regulamentar para a devolução da obra emprestada, a Seção de Biblioteca e Arquivo, solicitará ao usuário, por intermédio de contato telefônico e/ou e-mail, a sua devolução.
Parágrafo único. Persistindo a inadimplência do usuário, será feita comunicação por escrito, com prazo de 48 (quarenta e oito) horas, findo o qual o fato será levado ao conhecimento da Coordenadoria de Documentação e Jurisprudência.
Art. 13 Enquanto não proceder à devolução da obra devida, o usuário ficará impedido de efetuar novo empréstimo.
Art. 14 O usuário poderá fazer pedido de reserva de obra que se encontre emprestada, sendo-lhe informado quando esta encontrar-se à sua disposição.
Parágrafo único. A obra solicitada ficará à disposição do usuário solicitante, para efetivação do empréstimo, pelo prazo de 24 (vinte e quatro) horas.
DAS PENALIDADES
Art. 15 A não-devolução de cada unidade emprestada no prazo estipulado implica na penalidade de suspensão de empréstimo por três dias úteis para cada dia de atraso.
Art. 16 Toda obra danificada ou extraviada pelo usuário deverá ser substituída por exemplar de edição idêntica ou superior.
Parágrafo único. Na hipótese da obra extraviada encontrar-se com tiragem esgotada, a Bibliotecária deverá ser consultada quanto à forma de sua substituição.
Art. 17 Ao usuário que seja contumaz na inadimplência dos prazos de devolução de obra retirada por empréstimo no Círculo do Livro poderá ser aplicada, pelo Coordenador de Documentação e Jurisprudência, suspensão do direito de retirar obra por até 03 (três) meses.
DOS DEVERES DOS USUÁRIOS
Art. 18 São deveres dos usuários:
I – colaborar com a preservação do acervo bibliotecário do Círculo do Livro (para tal o usuário não poderá utilizar-se de clipes para marcar páginas; inserir no livro pétalas, folhas de plantas ou recortes de jornal; dobrar as pontas das páginas para marcá-las, nem fazer anotações no livro; virar as páginas do livro com os dedos umedecidos com saliva ou outra substância; fazer quaisquer tipos de anotações, usar fita adesiva para consertar páginas rasgadas e nem manusear o livro com as mãos sujas);
II – devolver as obras emprestadas no prazo estabelecido por este regulamento;
III – comunicar qualquer alteração dos dados do termo de adesão;
IV – comunicar à Biblioteca o extravio de obras sob sua responsabilidade;
V – observar da data de vencimento do empréstimo e devolver a(s) obra(s) dentro do prazo solicitado.
VI – manter a organização do acervo, nas dependências da Biblioteca, ao compulsar as obras.
DOS DIREITOS DOS USUÁRIOS
Art. 19 São direitos dos usuários:
I – ter livre acesso ao acervo;
II - apresentar suas sugestões para melhoria dos serviços;
III – utilizar-se das dependências da Biblioteca para a leitura de obra consultada, desde que isto não atrapalhe o normal andamento das tarefas sob sua responsabilidade;
IV – reservar obra que esteja emprestada;
V – ser informado imediatamente, a respeito das mudanças, que por ventura, venham ocorrer no presente regulamento.
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 20 As dúvidas decorrentes da aplicação deste regulamento, bem como os casos omissos, serão resolvidos pela chefia da Seção de Biblioteca e Arquivo.

23 de abr de 2014

Arquivo Sonoro da Biblioteca Nacional

Fonte: Portal Brasil. Data: 14/04/2014.
URL: www.brasil.gov.br/cultura/2014/04/arquivo-sonoro-da-biblioteca-nacional-reune-250-mil-pecas
Coleção contém 30 mil peças – CDs, discos de 78 rpm e 33 rpm, fitas cassete e de rolo – com gravações nacionais e estrangeiras
Criada em 1952 pela bibliotecária Mercedes Reis Pequeno, a Divisão de Música e Arquivo Sonoro (Dimas) da Biblioteca Nacional reúne 250 mil peças, entre periódicos, partituras, discos, CDs, cartazes, instrumentos musicais e diversos materiais relacionados à produção musical e discográfica do País.
Acervo formado, inicialmente, pelas coleções Real Biblioteca e D. Thereza Christina Maria – com primeiras edições de Haydn, Mozart, Beethoven e outros compositores dos séculos XVIII e XIX, a divisão dedica, atualmente, especial atenção à coleção de música brasileira, constituída por obras de grandes compositores, como Carlos Gomes, Alberto Nepomuceno, Villa-Lobos, Padre José Maurício, Francisco Mignone, Lorenzo Fernandes, Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Sinhô, Donga, Noel Rosa, Pixinguinha e Tom Jobim.
A coleção de discos contém 30 mil peças – CDs, discos de 78 rpm e 33 rpm, fitas cassete e de rolo – com gravações nacionais e estrangeiras de compositores eruditos e populares.
As peças que os pesquisadores mais pedem para ouvir são CDs de 78 rotações, integrantes do projeto Passado Musical, que há alguns anos transferiu o conteúdo de discos para formatos digitais. Os mais antigos são dos anos 1900.
"É possível fazer reprodução de peças do acervo que estejam em domínio público, através de cópias em microfilme ou formato digital", explica Elizete. "No caso de obras com direitos reservados, a reprodução deve ser autorizada pelo autor e/ou seus herdeiros".
Endereço:
Divisão de Música e Arquivo Sonoro da Biblioteca Nacional
Palácio Capanema, 3º andar
Rua da Imprensa, 16
Centro – Rio de Janeiro
Segunda a sexta, 10h às 18h

Informações: dimas@bn.br

Evento: Acesso aberto

Lembrete - 5ª Conferência Luso-Brasileira de Acesso Aberto
Relembramos que já falta pouco mais de um mês (23 de maio de 2014) para o final do prazo de submissão de trabalhos para a 5ª Conferência Luso-Brasileira de Acesso Aberto, que este ano se realiza em Coimbra, de 6 a 8 de Outubro.
Os trabalhos poderão ser submetidos nas seguintes modalidades:
a) Comunicações – Deverá ser submetido um resumo informativo de 1 a 2 páginas (aproximadamente 500 a 1.000 palavras), contendo: objetivos, metodologia, resultados e conclusões. Para tal, utilize o formulário de submissão para inserir o resumo da comunicação.
b) Pósteres – Deverá ser submetido um resumo informativo de 1 página (até 500 palavras) contendo: objetivos, metodologia, resultados e conclusões. Para tal, utilize o formulário de submissão para inserir o resumo do póster.
Para fins de publicação nos Cadernos BAD revista online e em acesso livre, os resumos submetidos e aprovados como Comunicação deverão ser posteriormente complementados com o texto completo.
Serão aceites trabalhos em português, espanhol ou inglês, desde que abordem temáticas relevantes para o contexto luso-brasileiro.
Os temas a serem tratados no âmbito da Conferência são os seguintes:
- Repositórios de publicações científicas;
- Redes de repositórios de publicações científicas;
- Revistas científicas de acesso aberto;
- Repositórios de dados científicos;
- Políticas e mandatos de acesso aberto;
- Interoperabilidade entre os repositórios e outros sistemas de informação de apoio à atividade científica e académica;
- Sistemas de gestão da Ciência e Tecnologia (CRIS);
- Preservação digital;
- Direitos de autor;
- Acesso aberto, bibliometria e métricas alternativas.
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas através da página web http://www.acessolivre.pt/c/index.php/confoa2014/2014/user/account



IFLA no Foro de Governaça da Internet

Hoje e amanhã, 23 e 24 de abril, a IFLA estará representada por Stuart Hamilton no Foro de Governança da Internet "NETmundial" que está acontecendo em São Paulo, Brasil.

Como bibliotecários brasileiros devemos respaldar a postura da IFLA sobre o livre acesso à informação e a liberdade de expressão, no marco das discussões internacionais sobre Governança da Internet que se realizam em nosso País.

Podem seguir as tansmissões  (em español e português) ao vivo ano endereço http://netmundial.br/remote-participation/

NETmundial – Español <https://icann.adobeconnect.com/netmundial-es/>

NETmundial – Português do Brasil <https://icann.adobeconnect.com/netmundial-pt/>


Atenciosamente,
Sigrid Karin Weiss Dutra
Diretoria de Gestão da Informação-UFFS/SETI
Presidente da FEBAB
Presidente IFLA/LAC
Fone: 49-2049-1537

23 de abril: Dia Mundial do Livro


16 de abr de 2014

Lançado o Projeto Sons da Europeana

O Projeto Sons (Europeana Sound Project), co-patrocinado pela Comissão Europeia, tem por objetivo prover acesso online a recursos digitais audiovisuais a partir de janeiro de 2017. Mais de 540 mil registros sonoros estarão disponíveis via Europeana; nesse acervo estão incluídas música clássica, música folclórica, sons do meio ambiente e memórias orais.
O projeto, coordenado pela British Library, conta com a colaboração de 24 bibliotecas nacionais, institutos musicais, centros de pesquisa e universidades de 12 países europeus.


Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin

Autoria: Carlos Guilherme Mota.
Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 10/04/2014. Edição 794.
Em fevereiro a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) passou a funcionar sob nova direção, por decisão do reitor da USP, ciente da importância da obra biblioteconômica excepcional do casal Mindlin. A necessidade de preservação da biblioteca doada à USP para utilização competente do acervo por pesquisadores e consulentes qualificados, dada sua alta especialização, demandava cuidados muito especiais, a começar pela escolha de um corpo dirigente experimentado. Afinal, além dos Mindlins, bibliófilos de mérito como Rubens Borba de Morais (ex-diretor da Biblioteca Municipal de São Paulo), bibliotecárias competentes e pesquisadores reconhecidos fizeram parte da formação e da história desse acervo, do Brooklyn ao Butantã.
Já na Cidade Universitária, vive-se momento decisivo da inserção adequada e efetiva da biblioteca nas estruturas e na vida da USP. A hora é de saldar dívidas pendentes e reavaliar compromissos assumidos. A visão humanista do novo reitor, professor Marco Antonio Zago, com sua experiência no campo da pesquisa, constitui garantia de um tempo melhor para a instituição. Desde logo nos tranquiliza o fato de a biblioteca ter passado a ocupar uma das primeiras prioridades na atual gestão.
A nova orientação da BBM baseia-se na qualidade de pesquisas, projetos e obras de pesquisadores de mérito, a serem selecionados a partir de critérios tornados públicos, inspirados em padrões reconhecidos como o da FAPESP, de universidades de primeira linha e instituições internacionais congêneres. O objetivo é valorizar as atividades prioritárias de uma biblioteca especializada, no sentido que lhe conferiu o historiador Robert Darnton, hoje na biblioteca de Harvard. Ou seja, muita pesquisa, modernização, transparência na gestão e atualização das técnicas de preservação, mas sem os excessos dos modismos de uma cultura digital mal digerida.
A vida profissional deste diretor teve início na Biblioteca Municipal Mário de Andrade, no final da gestão de Sérgio Milliet, quando convivi com bibliotecárias de altíssimo nível. Um de meus inspiradores historiográficos, José Honório Rodrigues, foi diretor da Biblioteca Nacional. Mais recentemente, a atuação de Eduardo Portella, com quem colaborei na Biblioteca Nacional e na UNESCO, mostrou-me como um intelectual-professor pode lidar com acervos importantes. Não menos importante foi meu estágio como pesquisador nas bibliotecas das Universidades do Texas e Stanford.
A nova direção reconhece o esforço coletivo para a implantação física no câmpus de um edifício do porte da BBM; mas, ciente de que tudo o que é sólido pode desmanchar-se no ar, trata-se já agora de definir projetos propriamente acadêmicos que venham a dar sustentação à sua existência e identidade. Serão valorizadas linhas de pesquisa centradas no acervo, a busca e o acolhimento de pesquisadores de todos os quadrantes das Humanidades. Também eventos como os Colóquios Mindlin, mensais, versando sobre temas, pesquisas, historiadores, literatos e críticos significativos – como Charles R. Boxer, Sérgio Buarque de Holanda, Guimarães Rosa, Sérgio Milliet, Antonio Candido – animarão a vida da biblioteca, em rearticulação urgente com entidades congêneres internacionais (como a John Carter Brown Library e as bibliotecas de Stanford e Princeton) e nacionais (como as Biblioteca Nacional e Mário de Andrade, o Real Gabinete Português de Leitura) e, claro, com o Instituto de Estudos Brasileiros da USP. Pois a grandeza do projeto deve pressupor a grandeza discreta das atividades a serem desenvolvidas.
Mais informais, Cafés Acadêmicos serão dedicados a pesquisadores que venham a realizar seus projetos na BBM, a visitantes eventuais e professores e intelectuais de passagem por São Paulo. Já os colóquios, de nível elevado, constituirão peça-chave das novas atividades.
Doação exemplar
Quando ainda na residência dos Mindlins, tal projeto era muito claro, com critérios apurados para preservação e ampliação, mas também acesso ao acervo, dentro de uma vocação assegurada por seus ilustrados possuidores. Ao transitar para uma universidade pública, novas regras passaram a ser discutidas, aperfeiçoadas e implementadas, abarcando questões complexas como manutenção do edifício, financiamento, segurança, preservação, acessibilidade e linhas de expansão do acervo. Tal transição imporá a criação de novos códigos de funcionamento e fixação de critérios nítidos para acesso democrático e seleção de projetos de pesquisa e de pesquisadores, a exemplo de outros centros especializados, como a Newberry Library (Chicago).
Em associação com a Editora da USP, a BBM deve lançar uma publicação especializada (semestral), a exemplo do Boletim Bibliográfico criado na Biblioteca Mário de Andrade pelo escritor Sérgio Milliet. E publicará opúsculos sob o título Colóquios Mindlin. Ainda com a Edusp, analisamos a possibilidade de lançar uma Coleção Nova Brasiliana, com obras derivadas das melhores teses de doutorado e mestrado da USP e outras universidades e de escritores não pertencentes à academia. Os critérios de seleção serão definidos pelo Comitê Acadêmico.
A preservação e a restauração de obras raras constituirão uma das prioridades da nova gestão, com atenção especial ao laboratório. Com o tempo, também a encadernação – uma das atenções de Guita Mindlin – deverá ser objeto de cuidado, podendo tornar-se referência nacional (uma “escola”).
Não desconhecemos a crise orçamentária da USP, com possíveis reflexos no futuro imediato da BBM. Porém, com o novo planejamento e ação conspícua, em poucos meses a USP vai se reerguer. Quanto à Brasiliana dos Mindlins, trata-se agora de uma instituição pública, instalada na maior universidade da América Latina, segundo desejo expresso na doação generosa e exemplar da família Mindlin. Dotada de um Conselho Deliberativo representativo, bem como de um Comitê Acadêmico pluridisciplinar de alto nível, com mandatos definidos, evitar-se-á definitivamente a “personalização” da instituição. Pois se entende que as instituições devem ser maiores do que as pessoas, que passam, assim como terminam os mandatos de seus transitórios dirigentes… Que o exemplo dos Mindlins se multiplique!
***

Carlos Guilherme Mota é professor emérito da FFLCH da USP, professor titular da Universidade Presbiteriana Mackenzie e diretor da BBM