31 de mar de 2014

Evento: Informação em Saúde

O Congresso Internacional de Informação em Saúde ocorrerá no Auditório da ESEP de 8 e 10 de maio de 2014, uma organização conjunta da Escola superior de Enfermagem do Porto e Unidade Local de Saúde de Matosinhos.
Escola Superior de Enfermagem do Porto
Rua Dr. António Bernardino de Almeida
4200-072 Porto
Telef  +351 22 507 35 00  
Fax  +351 22 509 63 37
Inscrições, Programa e outras informações em:


28 de mar de 2014

Livros de Fernando Pessoa

A biblioteca digital Domínio Público, do Ministério da Educação, disponibilizou para download 21 obras do escritor português Fernando Pessoa.
São poemas, prosas e ensaios em pdf para download, escritos pelas múltiplas personalidades e heterônimos do poeta.
Pessoa também foi empresário, editor, crítico literário, jornalista, comentador político, tradutor, inventor, astrólogo e publicitário. Por ter crescido na África do Sul também escrevia perfeitamente na língua inglesa.
Dentre as obras que o leitor pode usufruir estão ‘Poemas de Álvaros de Campos”, “Cancioneiro”, “Poemas de Ricardo Reis” entre outros clássicos.
As obras de Fernando Peixoto pode ser acessadas no URL:



A importância da boa indexação dos metadados

Estudo mostra como metadados telefônicos são reveladores

Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 24/03/2014.
Quando Edward Snowden revelou que a NSA espionava telefones de milhões de pessoas, membros do governo foram à imprensa tranquilizar o público: "Apenas metadados são coletados", disseram à época.
Um projeto conduzido por dois estudantes de doutorado de Stanford, porém, sugere que os tais metadados -registros telefônicos que contêm data, duração e número discado das chamadas -podem ser bastante reveladores.
Em quatro meses analisando apenas metadados telefônicos de 546 voluntários, Jonathan Meyer e Patrick Mutchler, que estudam ciência da computação, descobriram relacionamentos amorosos, doenças graves, uma gravidez indesejada e uma possível plantação caseira de maconha.
Para tanto, bastou que associassem os números para os quais os voluntários ligaram com empresas e organizações -tudo feito com ferramentas e listas telefônicas disponíveis de graça na rede.
"Fomos surpreendidos pelo quanto os contatos revelam. Participantes (do projeto) ligaram para os Alcoólicos Anônimos, lojas de armas, clínicas de aborto, sindicatos, advogados de divórcio, clínicas de doenças sexualmente transmissíveis, farmácias, clubes de strip-tease e muito mais", escreveu Meyer em seu blog, Web Policy.
O projeto, chamado MetaPhone, surgiu em novembro, justamente por conta das revelações de Snowden.
"A NSA levantou questões sérias sobre o quão sensíveis são os metadados telefônicos", disse Mayer à Folha, por e-mail. "Nosso objetivo é usar a ciência para responder a essas questões."
Para viabilizar a ideia, Mayer e Mutchler desenvolveram um app de Android, que recolhe metadados do celular, e convocaram voluntários.
Em duas semanas, já com centenas de participantes no projeto, viram que era possível descobrir quem estava ou não em um relacionamento amoroso com 60% a 80% de acertos. E que o número do parceiro(a) era o mais acionado em 60% desses casos.
Em seguida, derrubaram a ideia de que números de telefones são anônimos. Buscas na internet revelaram a pessoa ou empresa por trás de 91 dos 100 números testados.

Os resultados, dizem, servem de alerta."Os dados que analisamos são de centenas de usuários por vários meses. A NSA e as empresas de telefonia têm anos de registros de milhões de americanos", afirma Mayer.

Advogado lança livro de sete toneladas sobre leis tributárias

Fonte: Migalhas. Data: 26/03/2014.
URL: www.migalhas.com.br/Quentes/17,MI197891,91041-Advogado+lanca+livro+de+sete+toneladas+sobre+leis+tributarias
Obra reúne legislação tributária Federal, estadual e municipal do país e tem 2,10 m de altura, 1,55m de largura e 41 mil páginas. O advogado Vinicius Leôncio, de Contagem/MG, lançou nesta terça-feira, 25, na Câmara, uma obra à qual se dedicou quase duas décadas e meia: o livro "Burocracia no Brasil - Pátria Amada". Com 2,10 m de altura, 1,55m de largura, 41 mil páginas e pesando 7,55 toneladas, trata-se da reunião da legislação tributária Federal, estadual e municipal do país. Segundo o advogado, a obra tem como objetivo "provocar uma reflexão de que algo tem que ser feito de maneira urgentíssima para tirar o Brasil da posição de maior exportador de burocracia tributária do mundo". Dados apresentados pelo causídico mostram que o Brasil é o primeiro colocado - entre 184 países - em termos de burocracia tributária. Ele ainda cita estudo do Banco Mundial, que calculou quantas horas uma empresa gasta por ano só com burocracia tributária, no qual estima-se que o país consume cerca de 2.600 horas. Vinicios Leôncio reconhece que mudar toda a estrutura de normas e leis tributárias de uma só vez não é possível, mas afirma que o país deve começar pelo Legislativo. "Eu acho que o primeiro passo seria, realmente, o Congresso legislar, porque, como o Congresso se omite, o Poder Executivo legisla. O Poder Executivo legisla numa velocidade astronômica, porque ele não tem que pensar a constitucionalidade de leis, de normas; eles se sentam às 8 horas, e às 8h01 têm uma medida [provisória] pronta. É diferente do Congresso, que debate realmente uma lei nova." Relativamente ao objetivo do livro, o causídico pondera que está sendo gradativamente alcançado, visto que a notícia da obra já fez com que fosse instalada uma frente parlamentar de desburocratização. "O Congresso, na verdade, já recepcionou o recado. Isso já é um passo muitíssimo importante. A Câmara municipal de Belo Horizonte já acenou positivamente, assim como Assembleia Legislativa do RS. Acho que o objetivo já está sendo alcançado." O livro ficará exposto para visitação ao lado da rampa de acesso ao Congresso Nacional até esta quarta-feira, 26, tarde e depois, seguirá para outras cidades.

Extraído da lista Infolegis.

Evento: Semana do Livro



27 de mar de 2014

Marco Civil da Internet, o que muda para o internauta

Fonte: Jornal do Brasil. Data: 27/03/2014.
Depois de cinco meses de constantes debates rodeados de polêmicas, o Marco Civil, mais conhecido como "constituição da web", foi aprovado terça-feira (25), pela Câmara dos Deputados, em votação simbólica. Mesmo com o texto original modificado, o Projeto de Lei n° 2.216/11 continua prevendo os direitos e deveres dos usuários e dos servidores de internet no mundo virtual. O texto segue agora para o Senado, e caso também seja aprovado lá, seguirá para sanção presidencial. Contudo, o que muda na vida do internauta, na prática? De acordo com especialistas, o principal benefício é a neutralidade da rede, ou seja, a liberdade de escolha e preservação da experiência que o usuário tem na navegação da internet.
De acordo com o texto aprovado, a neutralidade de rede assegura a não discriminação do tráfego de conteúdos. Para o pesquisador e gestor do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV, Luiz Fernando Moncau, se o Marco Civil for aprovado, as operadoras que dão acesso à internet não poderão discriminar o conteúdo de um serviço na rede. "A operadora de telefonia, por exemplo, que também fornece serviço de internet, não poderá impedir que uma pessoa use o skype, um concorrente mais barato e via online. Vale ressaltar que isso já aconteceu no passado com a Telemar. A operadora colocava no contrato que os consumidores não podiam usar serviços de voz diferentes dos oferecidos por ela. Quando alguém desejava fazer um serviço à distancia, ela direcionava o usuário para um serviço dela", explicitou.
Segundo o advogado especializado em direito digital, Jayme Petra de Mello Neto, a neutralidade significa uma ausência de intervenção ou de limitação do conteúdo que se trafega na internet. "Pelo Marco Civil fica vetado que provedores de internet façam pacotes de velocidade em função das informações que trazem em si. Por exemplo, se eu fosse fazer a transmissão de um pacote de dados referentes à Petrobras e de um site pornográfico, pela ideia geral de absoluta neutralidade, o provedor receberia aquilo como um dado, não cabendo a ele discuti-lo, mas sim tratá-los da mesma forma", disse.
A ampla liberdade de expressão também é um dos benefícios do Projeto de Lei. A partir do Marco Civil, fica determinado que a retirada de material com cenas de sexo ou nudez deve ocorrer a partir de apresentação da pessoa vítima de violação de intimidade e não pelo ofendido, o que poderia dar interpretação de que qualquer pessoa poderia pedir a retirada do material. Agora, a retirada deverá ser feita a partir de ordem judicial.
Dentro deste âmbito, o texto aprovado também prevê que os provedores de conexão de internet estarão isentos da responsabilidade civil por danos decorrentes de conteúdos gerados por usuários, o que ocorre em redes sociais. O provedor, portanto, só será responsabilizado quando, após ordem judicial específica, a empresa não tomar as providências para retirar o conteúdo da rede.
Outra questão abordada no texto e vista como de extrema importância pelos especialistas, é a garantia do direito à privacidade dos usuários. Atualmente, as informações dos internautas são usadas livremente pelas empresas que vendem dados para setores de marketing ou vendas. Caso o projeto de lei do Marco Civil seja aprovado, os provedores não poderão mais fornecer à terceiros as informações de usuários, a não ser que haja consentimento do internauta. Além disso, registros constantes de sites de buscas, os e-mails, entre outros dados, só poderão ser armazenados por seis meses.
Contudo, para o especialista em direitos digitais, o excesso de garantias na segurança dos dados dos internautas, pode impedir medidas de segurança pública. "O artigo 3° do Marco Civil, no parágrafo 9°, prevê que é proibido monitorar e filtrar dados pessoais. Se levarmos tal artigo ao pé da letra, ficará difícil combater, no mundo online, apologias que possam colocar em risco a vida de cidadãos, como conteúdos com menções terroristas. Se por um lado esse artigo proíbe e coíbe alguns provedores de olharem nossos dados, por outro estaremos permitindo apologias de má índole", criticou Jayme Neto.
Quando o assunto é segurança de dados no mundo virtual, a memória de todo brasileiro traz à tona o episódio em que o governo brasileiro, mais especificamente a presidente Dilma Rousseff, foi alvo de espionagem americana, segundo slides da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA), de 2012. Sobre tal preocupação, Neto garante que o Marco Civil não tem poder para inviabilizar uma espionagem fora do território nacional. "A própria ideia do artigo 9° seria para barrar uma eventual espionagem. O grande problema é que essa espionagem não acontece em âmbito de eficácia do Marco Civil. Nesse caso específico de espionagem no governo brasileiro, o Marco Civil não tem esse condão de barrar absolutamente nada", explicou.
De acordo com Luiz Fernando Moncau, existe outro anteprojeto, que ainda não foi apresentado à Câmara, pois está sendo discutido a nível ministerial, especialmente dedicado a esse assunto. "Com a espionagem, alguns pontos de privacidade de dados pessoais foram incorporados no Marco Civil, como inviolabilidade das comunicações, salvo por ordem judicial e o impedimento de que as operadoras de conexão verifiquem o conteúdo das nossas comunicações. Essa questão de espionagem internacional mais ampla, que está sendo debatido em nível de diplomacia internacional. Haverá em abril, inclusive, um evento em São Paulo, onde governos do mundo inteiro irão se reunir para discutir como lidar com esse problema: quando um estado invade a privacidade de outro estado", contou o especialista da FGV.

Moncau também retificou a justificativa de alguns deputados contrários ao Marco Civil, que afirmavam que a internet só havia avançado, até hoje, devido a sua liberdade. "Há 10 anos, existia uma percepção de que manter a internet livre significava mantê-lá livre de qualquer intervenção e restrição do estado. Mas, com o amadurecimento da tecnologia, o crescimento de alguns atores econômicos, empresas de internet e de comunicação, as pessoas que defendiam a internet com direitos livres começaram a sentir a necessidade de regulamentação para preservar os direitos dos usuários, que é a ponta mais fraca desse iceberg", disse.

Evento: SNBU 2014

Estão abertas as inscrições para o SNBU 2014 no link abaixo:

 
Aqueles que irão se inscrever na categoria “Estudantes de graduação e pós-graduação” deverão enviar cópia do comprovante de matrícula para o seguinte email suporte.extensao@fundep.ufmg.br
 
Dúvidas também podem ser sanadas pelo telefone (31)3409-4220 ou pelo email suporte.extensao@fundep.ufmg.br 
 
Att.
 
Caroline Serapião Ferreira
Comissão executiva SNBU 2014.
 
Caroline Serapião Ferreira
Bibliotecária - Especialista em Políticas Públicas
UFMG -
carolazevedo1980@hotmail.com

cserapiao@yahoo.com.br - (31) 93417337


26 de mar de 2014

Novo número: Revista A to Z

Novo número: A to Z
Acaba de ser publicado o v. 2, n. 2, jul./dez de 2013 da revista A to Z.
Abaixo o sumário deste número.
Editorial
·        Dois anos de AtoZ em dois minutos de avaliação. Eduardo Michelotti Bettoni.
Entrevistas
·        Plataformas móveis, gamificação e aprendizagem. Rafael Pereira Dubiela, André Luiz Battaiola.
Artigos
·        Puzzlemote: Videojuego controlado con el mando de la WII para niños de 6 a 10 años. Marcelo Daniel Torres Vinueza, Walter Fuertes, César Xavier Villacís Silva, Margarita Elizabeth Zambrano Rivera, Carlos Teiron Prócel Silva.
·        Bibliotecas universitárias federais e a noção de bens públicos. Ana Carolina de Souza Caetano.
·        “Maquiagem verde” na comunicação gráfica de condomínios residenciais em Caruaru-Pernambuco. Tamires Maria de Lima Silva, Emilio Augusto Gomes de Oliveira.


O texto completo de cada artigo está disponível no URL: www.atoz.ufpr.br/index.php/atoz

Câmara aprova o Marco Civil da Internet

Fonte: Revista Veja. Data: 26/03/2014.
Autoria: Marcela Mattos.
URL: veja.abril.com.br/noticia/vida-digital/camara-aprova-marco-civil-assegurando-neutralidade-de-rede
Após cinco anos de discussão pela sociedade e quase três pelo Congresso, o projeto de lei 2.126/11, batizado Marco Civil da Internet, foi aprovado em votação simbólica nesta terça-feira pela Câmara dos Deputados (confira no quadro abaixo os principais pontos). O texto — que estabelece direitos e deveres de cidadãos, provedores de acesso e de aplicações e também governo no ambiente virtual — segue agora para o Senado e, se aprovado, será finalmente encaminhado para a sanção da presidente Dilma Rousseff.
O usuário brasileiro de internet ganha com o texto aprovado pelos deputados. Foi assegurada a neutralidade de rede, um dos grande nós da disputa em torno do Marco Civil (e a regulamentação desse dispositivo dependerá de consulta prévia ao Comitê Gestor da Internet e à Anatel, e não de simples decreto do Executivo). Além disso, terminou derrotada a proposta governista que queria obrigar empresas estrangeiras que atuam no Brasil (caso de Facebook, Google e Netflix, entre muitas outras) a instalar data centers para guardar dados de usuários brasileiros. O Marco Civil proíbe ainda que provedores de conexão à rede (empresas como Oi, Vivo, GVT e NET) armazenem registros de navegação de usuário. Por fim, entre as grandes disposições, o projeto de lei ordena provedores de serviços web a excluir definitivamente dados do usuário quando este encerra sua conta. Dessa forma, ficam protegidos fundamentos essenciais ao florescimento contínuo da internet brasileira — como concorrência, inovação, competitividade —, ao mesmo tempo em que o usuário ganha maior proteção no ambiente virtual.
A neutralidade de rede obriga os provedores de conexão a tratar de maneira igual toda informação que trafega na rede, sendo proibidas distinções em razão do tipo, origem ou destino dos pacotes de dados. O princípio impede, por exemplo, que os donos da infraestrutura da rede privilegiem alguns serviços (seus ou de terceiros ou os que podem pagar mais) em detrimento de outros, minando a concorrência e a inovação com uma espécie de pedágio discriminatório. É a neutralidade, portanto, que pode assegurar que novos produtos briguem com gigantes digitais estabelecidos sem serem prejudicados na linha de largada. Com a neutralidade, o melhor tem a maior chance de vencer.
A retirada dos artigos que tratavam dos data centers representou uma grande derrota para o governo — mas uma vitória de igual dimensão para o Brasil. A ideia de obrigar empresas estrangeiras de internet que atuam no país a manter dados de usuários brasileiros em grandes servidores locais fora incorporada ao Marco Civil no fim de 2013. Foi, segundo o relator do projeto, o deputado Alessandro Molon (PT-RJ), uma exigência da presidente Dilma, que queria dar uma "resposta diplomática" à suspeita de espionagem de agências americanas a dados de empresas e cidadãos brasileiros. A proposta — que não encontra paralelo em nenhuma parte do mundo — foi duramente criticada por especialistas. Além de desconsiderar a infraestrutura planetária da web, não teria o resultado pretendido pelo Planalto: evitar a interceptação de dados privados pelos espiões. Um efeito colateral, contudo, era certo: o encarecimento de serviços locais.
A nova disposição sobre a guarda de dados de navegação do usuário é outro acerto do Marco Civil. O texto proíbe que provedores de conexão à internet armazenem registros que permitam saber quais sites foram acessados pelos usuários e quando. Hoje, os usuários podem escolher se circulam ou não pela web logados a sites como Google e Facebook, fornecendo informações de navegação a eles. Eles não têm a mesma escolha em relação aos provedores de conexão, daí a importância de estabelecer limites para o uso que essas empresas podem fazer dos registros de navegação dos seus clientes. A medida, portanto, é correta.

O que vai mudar com o Marco Civil da Internet

Como é hoje
Como vai ficar
Neutralidade de rede

É estabelecida por uma resolução da Anatel, que pode ser facilmente revogada.
Provedores de conexão à web (Oi, Vivo, Net etc.) deverão dar o mesmo tratamento a todos os pacotes de dados que trafegam pela rede, não importando conteúdo, origem ou destino.
Exclusão de dados do usuário por serviços web
Não há norma disciplinando a questão
Provedores de serviços (Google, Facebook, Netflix etc.) deverão excluir definitivamente dados do usuário quando este encerra sua conta.
Responsabilidade por conteúdos publicados
Provedores de aplicações (Google, Facebook, Instagram etc.) podem ser responsabilizados civilmente por conteúdos publicados em seus serviços por terceiros.
Os provedores de aplicação só serão responsabilizados civilmente pelo conteúdo de terceiros se, após ordem judicial, se recusarem a retirar do ar o conteúdo em questão.
Guarda de dados de conexão
Acordo entre o Comitê Gestor de Internet (CGI.br) e provedores de conexão à rede prevê a guarda de dados por três anos
Os provedores de conexão deverão manter os registros de acesso do usuário por um ano
Guarda dos registros de navegação de usuários
Tanto os provedores de conexão (Oi, Vivo, GVT, Net) quanto os de aplicação (Google, Facebook, Netflix etc.) podem guardar registros de navegação pelo prazo de três anos.
Os provedores de conexão à internet serão proibidos de armazenar registros que permitam saber quais sites foram acessados pelos usuários e quando. Provedores de aplicação (Google, Facebook, Netflix etc.) podem guardar tais dados desde que não repassem as informações a terceiros.

Novela — A falta de acordo entre Molon e Eduardo Cunha, líder do PMDB na Câmara, atrasou a votação do Marco Civil por meses. Desde outubro de 2013, o projeto tramitava em regime de urgência, trancando a pauta de votações e impedindo a apreciação de outras matérias.
Entre as maiores disputas travadas em público e nos bastidores está a que se deu em torno da neutralidade. As empresas provedoras de acesso à rede, contrárias ao conceito, defendiam o direito à discriminação dos pacotes de dado, o que, segundo elas, permitiria a criação de novos produtos a preços diferentes: um pacote para quem "baixa" muitos arquivos, outro para quem apenas acessa e-mails, e assim por diante. Não conseguiram. Mas os opositores da neutralidade na Câmara conseguiram impor uma mudança nesse capítulo do projeto de lei.
Comandado por Eduardo Cunha — líder do PMDB na Casa, porta-voz do chamado "blocão", grupo parlamentar que ao mesmo tempo apoia e faz oposição ao governo, e "simpatizante" da causa das teles — o grupo promoveu uma alteração no artigo que trata da regulamentação da neutralidade. E a mudança foi positiva. Originalmente, o texto dizia que a regulamentação seria feita por decreto do presidente da República. Com a nova redação, a regulamentação dependerá de consulta prévia ao Comitê Gestor da Internet e à Anatel.
Depois de ceder na questão da neutralidade, o governo capitulou no capítulo dos data centers. Os dois passos abriram espaço para a votação. Entre as razões que levaram o governo a ceder, está o fato de que o Brasil receberá, nos próximos dias 23 e 24, o The Global Multistakeholder Meeting on the Future of Internet Governance (Encontro Multissetorial Global sobre o Futuro da Governança da Internet), que discutirá princípios de colaboração e regulação da rede em escala global. A avaliação é que a imagem do país sairia arranhada se o anfitrião do encontro tivesse fracassado na tarefa de aprovar legislação a respeito.
O Marco Civil começou a ganhar forma em 2009, com o objetivo de disciplinar o uso da rede, estabelecendo direitos e obrigações de seus atores. Em 2011, a versão final foi apresentada ao Legislativo e passou a ser discutida na Câmara. Representantes de empresas circularam pelos bastidores do poder tentando influenciar os rumos da discussão.
"Foram três anos de análise que permitiram que a gente chegasse a um texto melhor que o inicialmente apresentado. Ele foi aperfeiçoado por meio de audiências públicas e com contribuições de diversos setores", afirmou Molon, após a aprovação. "Essa é uma vitória principalmente do internauta, que passa a ter uma garantia que não tem hoje: a sua privacidade, a sua liberdade de expressão e também a neutralidade da rede." 

O texto aprovado na Câmara também traz disposições gerais sobre importância da rede e os direitos dos usuários. É o caso dos artigos que tratam da privacidade e liberdade de expressão. Apesar de terem despertado a atenção do mundo nos últimos meses, em especial após a divulgação das suspeitas de espionagem americana, esses temas já são contemplados na Constituição Federal. Não há novidade, portanto.

22 de mar de 2014

Pelo menos um livro por aluno

Fonte: Tribuna do Norte. Data: 22/03/2014.
Autoria: Tadeu Oliveira.
URL: tribunadonorte.com.br/noticia/pelo-menos-um-livro-por-aluno/277252

A Lei Federal nº 12.244/10 determina que todas as instituição de ensino públicas e privadas do país tenham uma biblioteca com pelo menos um livro por aluno. A determinação é positiva, mas a data estabelecida traduz ainda a displicência com que a Educação é tratada no Brasil. A Lei estabelece que isso deva acontecer somente no ano de 2020, até lá pode-se postergar essa questão que é urgente. O Brasil tem hoje mais de 192 mil escolas públicas e privadas de Educação Básica, a realmente afetada pela falta de bibliotecas estruturadas. Segundo dados do Censo Escolar 2013, apenas 10% dessas escolas contam com bibliotecas estruturadas e atuação de bibliotecários. Em todo o país, existem hoje cerca de 34 mil bibliotecários (dados do Conselho Federal de Biblioteconomia).

SESI implanta Lego nas bibliotecas

Fonte: Jornal Agora MS. Data: 20/03/2014.

URL: www.agorams.com.br/jornal/2014/03/sesi-inicia-implantacao-do-lego-nas-bibliotecas-e-deve-beneficiar-9-mil-criancas/
Com a presença de secretários municipais de educação de várias cidades do Estado, interlocutores e monitores, o SESI e a Lego Zoom realizaram ontem (19/03), no Centro de Convenções e Exposições Albano Franco, em Campo Grande (MS), a primeira reunião para implantação do Projeto Lego nas 41 bibliotecas da Indústria do Conhecimento distribuídas por 37 cidades de Mato Grosso do Sul. A iniciativa é inédita no Brasil e pretende atender, inicialmente, 9 mil estudantes de 7 a 9 anos de idade, utilizando a robótica educacional como ferramenta de aprendizagem.
Na tarde desta quarta-feira (19/03), o superintendente do SESI, Michael Gorski, o presidente nacional da Zoom, Marcos Wesley, e o diretor-internacional da Lego Education, Jorgen Skov, visitaram a Biblioteca da Indústria do Conhecimento localizada no Bairro Moreninha III para conhecer a estrutura das unidades. Michael Gorski destacou que, a partir da tecnologia educacional baseada no aprender fazendo, o Sesi aperfeiçoa os serviços disponibilizados nas bibliotecas e auxilia no aprendizado de forma prática.
“O projeto irá oferecer aos alunos encontros com atividades que favorecem a educação tecnológica”, disse o superintendente do SESI, acrescentando que o projeto pioneiro em Mato Grosso do Sul deve servir como exemplo para a implantação em outros Estados. Já o presidente da Zoom, Marcos Wesley, ressaltou que o objetivo do Lego nas bibliotecas é desenvolver nas crianças da rede pública e das escolas do Sesi atividades lúdicas e tecnológicas usando equipamentos da robótica.
“A intenção é trabalhar a criatividade, imaginação e a capacidade de trabalho em equipe. Essas são competências básicas para o mundo atual e que irão influenciar na hora de encontrar um emprego e se destacar na carreira profissional”, comentou Marcos Wesley. Para a gerente municipal de educação de Sonora, Sonia Stucke Alves, a implantação do projeto concretiza o trabalho realizado pela Prefeitura no sentido de estimular o aprendizado dos jovens. “Todo incentivo que a criança recebe ajuda no seu desenvolvimento”, salientou.

Já o secretário municipal de Educação de Antônio João, Eudimar Dauzacker, acredita que o Lego irá despertar os jovens para a novidade. “Essa oportunidade é única para os estudantes e um incentivo para aprender cada vez mais”, disse ele, lembrando que a biblioteca no município ainda está em construção e que a comunidade aguarda ansiosa a sua inauguração.

Pesquisa expõe problemas na formação de leitores

Autoria: Elton Alisson e Fernando Cunha.
Fonte: FAPESP. Data: 21/03/2014.
O Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE) possibilitou que as instituições de educação infantil públicas no país passassem a contar, nos últimos 17 anos, com um acervo de livros com quantidade e qualidade suficientes para a realização de atividades voltadas a contribuir para a formação de leitores.
As coleções de livros do programa, instituído pelo Ministério da Educação (MEC) em 1997, não contemplam, no entanto, as especificidades pedagógicas da primeira infância – de 0 a 3 anos. E os docentes e responsáveis pelas bibliotecas de creches e berçários públicos não estão preparados para desenvolver atividades de formação de leitores com as crianças nessa faixa etária.
As conclusões são da pesquisa “Literatura e primeira infância: dois municípios em cena e o PNBE (Programa Nacional Biblioteca da Escola) na formação de crianças leitoras”, realizada no Departamento de Didática da Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Marília, e no Departamento de Educação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Unesp de Presidente Prudente, com apoio da FAPESP, no âmbito de um acordo de cooperação com a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal (FMCSV).
Alguns resultados do estudo foram apresentados no dia 13 de março durante o I Seminário de Pesquisas sobre Desenvolvimento Infantil, realizado na FAPESP.
“Constatamos que a quantidade e a qualidade das coleções de livros do PNBE são muito boas, mas estão mais voltadas para crianças maiores, a partir de 3 anos”, disse Cyntia Graziella Guizelim Simões Girotto, professora do curso de Pedagogia da Unesp de Marília e coordenadora do projeto, durante sua palestra no evento.
“Também há um despreparo dos professores e cuidadores e de toda a equipe das escolas para trabalhar com essas crianças pequenas não só em atividades relacionadas à formação de leitor, mas também para compreender as potencialidades das crianças”, afirmou Girotto.
Durante o projeto, os pesquisadores analisaram o acervo de obras literárias do PNBE voltados à educação infantil. Uma das principais constatações foi a de que as coleções, compostas por mais de 150 obras, não contemplam as especificidades das crianças abaixo de 3 anos em termos de projeto gráfico, editorial, estético e literário.
 “Não defendemos que seja preciso estabelecer regras para a literatura infantil, mas há especificidades que não podem ser desconsideradas nos livros voltados à primeira infância”, afirmou.
“As crianças nessa fase de desenvolvimento não leem do mesmo modo que uma criança em fase de alfabetização, tampouco como um leitor maduro. Mas já ensaiam, pelo contato direto com o livro, o que denominamos de ‘ações embrionárias do ato de ler’, atribuindo sentidos às ações iniciais dos modos de ler”, disse Girotto à Agência FAPESP.
Práticas de leitura
Os pesquisadores também fizeram um mapeamento de como as crianças com até 3 anos têm acesso a livros nas instituições públicas de educação infantil com base em entrevistas com 520 professores, 60 coordenadores pedagógicos e 55 profissionais responsáveis pela biblioteca de 71 creches e berçários dos municípios de Marília e Presidente Prudente, no oeste paulista.
Foi constatado que cerca de 80% desse universo de instituições ainda não utiliza o acervo recebido do PNBE. Em algumas instituições, as coleções ficam em estantes da biblioteca, armários ou em caixas perdidas na instituição ou dividem espaço com produtos e materiais de limpeza.
O pressuposto de que só a quantidade e a qualidade das obras são condições suficientes para o desenvolvimento de atividades de formação de leitores na educação infantil não é verdadeiro”, avaliou Girotto.
De acordo com a pesquisadora, uma das razões da subutilização dos livros da coleção do PNBE nas instituições avaliadas é o despreparo da equipe de docentes e responsáveis pelas bibliotecas para colocar em prática atividades voltadas à formação de leitor na primeira infância.
Apesar disso, professores, coordenadores pedagógicos e profissionais responsáveis pelas bibliotecas das instituições participantes do estudo destacaram, durante as entrevistas realizadas pelos pesquisadores, que consideram importante o processo de ofertar e estimular o contato das crianças com o livro. “Mas muitos acreditam que só contar histórias ou ler em voz alta para as crianças é o suficiente”, disse Girotto.
Segundo a pesquisadora, o mediador de leitura pode – e deve – ler e contar histórias para as crianças. Mas também é preciso que a criança seja colocada em contato direto com o livro para tateá-lo, explorá-lo e imitar os adultos e, dessa forma, iniciar sua formação como leitor.
Educação literária
A pesquisa deverá resultar em dois livros com previsão de lançamento no 18º Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino, que ocorrerá entre 11 e 14 de novembro em Fortaleza, no Ceará.
O primeiro livro, com o título provisório “Literatura e Primeira Infância I: da contação de histórias e da proferição”, discute a criança como ouvinte e a função do mediador.
No segundo livro, também com o título provisório “Literatura e educação infantil: tateios, experimentação e sentidos dos livros para/com os pequenos”, os pesquisadores pretendem discutir abordagens específicas do desenvolvimento infantil e as peculiaridades dos livros voltados à primeira infância, que devem valorizar a experimentação e ação direta da criança, ressaltou Girotto.
 “Todo o trabalho de formação de leitor na primeira infância pode ficar a desejar se não existirem livros adequados e não for feita uma adequada mediação e apresentação das publicações para as crianças”, estimou a pesquisadora.
“As crianças precisam reconhecer e usar os livros tal como o adulto ou um leitor autônomo fazem, buscando compreender as informações em textos verbais ou imagéticos”, indicou.
Por meio do projeto, os pesquisadores pretendem estabelecer um programa de atividades de leitura com crianças com até 3 anos utilizando o acervo do PNBE e desenvolver uma proposta de formação de docentes.
Além disso, querem continuar os trabalhos nas instituições dos dois municípios com avaliações sobre o acesso aos livros, práticas de leitura literária nas unidades que utilizam o acervo do PNBE, sobre mediação dos professores e sobre os livros selecionados por eles.
“As instituições de ensino infantil têm a responsabilidade de propiciar às crianças o contato com obras literárias da melhor qualidade, respeitando suas especificidades de desenvolvimento e sem subestimar sua capacidade intelectual”, avaliou.
“Isso não significa antecipar a alfabetização, mas estabelecer diretrizes para a educação literária, desde a primeiríssima infância, sem apequenar os potenciais da criança”, afirmou.
O objetivo do seminário na FAPESP foi divulgar os resultados de dez projetos de pesquisa selecionados na primeira Chamada de Propostas do Acordo de Cooperação Científica e Tecnológica firmado entre as duas instituições em 2010 nas áreas de Saúde, Educação, Economia, Pedagogia, Psicologia e Assistência Social.

Também participaram do seminário os coordenadores dos 16 novos projetos aprovados na segunda seleção de propostas, concluída em 2013.

Normas da ABNT não tem proteção de direitos autorais

Direitos de autor – As Normas da ABNT não têm proteção de direitos autorais - 13.03.2014 TJ/SP decidiu que atividade não tem caráter privado, devendo ser regida pela publicidade. Em julgamento de apelação oposta por Target Engenharia e Consultoria Ltda., empresa condenada em primeira instância pela comercialização de impressos com as normas da ABNT sem o pagamento de direitos autorais, a 10ª câmara de Direito Privado do TJ/SP decidiu, em acórdão unânime, que referidas normas estão excluídas da proteção autoral. Para os julgadores, “o mero exame da Lei Especial que rege a matéria, permite a adequada solução ao caso concreto.” É que o art. 8, incisos I e IV da lei 9.610/98 dispõe não serem objeto de proteção autoral “as ideias, procedimentos normativos, sistemas, métodos, projetos ou conceitos matemáticos como tais”, tampouco “os textos de tratados ou convenções, leis, decretos, regulamentos, decisões judiciais e demais atos oficiais”. Anotam, ainda, que não assiste razão à autora/apelada quanto ao caráter privado de sua atividade: “Pelo contrário, o objetivo da elaboração de um grupo de normas gerenciadoras da vida em sociedade tem objetivo manifestamente público, posto que visa à regulamentação organizada e específica do sistema empresarial, técnico, científico e ambiental em nosso país.” De acordo com o entendimento exposto, reforça esse caráter público o fato de serem essas normas expressamente adotadas como parâmetro pelas legislações vigentes, caso do art. 39 do CDC. Como tal, deve observar os princípios que regem a administração pública, dentre eles o da publicidade. Ademais, pondera o relator, a autora/apelada não detém a titularidade para a defesa dos direitos autorais, que de acordo com o art. 11 da mesma lei 9.610/98 é da pessoa física criadora de obra literária, artística ou científica. Se é certo que os direitos patrimoniais sobre essas mesmas obras podem ser transferidos, o mesmo diploma em seu art. 49 impõe a forma escrita e o prazo certo, condições inexistentes no caso em exame. O acórdão anota, por fim, que não se questiona a relevância do serviço prestado e a necessidade de recursos financeiros para sua manutenção; mas que isso, contudo, não é fundamento legal para a cobrança de direitos autorais. Nesses termos, com votação unânime, reforma-se a sentença de primeiro grau para reconhecer como indevida a cobrança de direitos autorais pela ABNT sobre a comercialização de impressos de suas normas. Pela empresa, cujo pedido foi reconhecido, atuou o advogado Geraldo Papa. Processo: 9220380-29.2008.8.26.0000

Fonte: Infolegis. Data: 18/03/2014.

Universidade Estadual de Londrina terá nova biblioteca central

Fonte: Bonde. Data: 17/03/2014.
URL: www.bonde.com.br/?id_bonde=1-12--141-20140317
Conforme o projeto elaborado pelos do Centro de Tecnologia e Urbanismo (CTU), o prédio vai ter uma concepção clássica e moderna com orçamento inicial estimado em R$ 22 milhões.
O projeto principal, de autoria do professor Sidnei Guadanhim, prevê a construção de uma extensa área de serviços e espaços externos de leitura com iluminação e ventilação naturais.

No início do ano passado, a UEL garantiu R$ 6,1 milhões para a obra por meio de emendas parlamentares destinadas a construção da primeira etapa. O Governo do Estado também assinou convênio com universidade para complementação dos recursos federais.

20 de mar de 2014

Empresa digitalizará 15 manuscritos da Biblioteca do Vaticano

Fonte: Correio Braziliense (DF). Data: 20/03/2014.
URL: www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/mundo/2014/03/20/interna_mundo,418570/empresa-japonesa-digitalizara-15-mil-manuscritos-da-biblioteca-do-vaticano.shtml
A empresa japonesa NTT DATA irá digitalizar cerca de 3.000 manuscritos da Biblioteca do Vaticano num período de quatro anos, e 15 mil no total até 2018, no âmbito de um acordo inédito assinado nesta quinta-feira.
Durante uma coletiva de imprensa, o arquivista e bibliotecário do Vaticano, o francês Jean-Louis Bruguès, o prefeito da Biblioteca, o italiano Cesare Pasini, e o presidente e CEO da NTT DATA Corporation, Toshio Iwamoto, apresentaram o acordo no valor de 18 milhões de euros (22,6 milhões de dólares) e válido até 2018, que constitui apenas "a primeira fase da colaboração" entre as duas partes.
O bispo Casini explicou que o grande projeto para digitalizar todos os livros da Biblioteca começou há alguns anos e que o contrato com a NTT DATA vai possibilitar a digitalização de um total de 15.000 manuscritos até 2018.
"A NTT DATA e a Biblioteca Apostólica do Vaticano (BAV) assinaram um contrato inicial para a operação que digitalizará e preservará cerca de 80.000 volumes e 41 milhões de páginas, que podem ser consideradas patrimônio histórico da humanidade, escritas entre o II e o XX séculos", informou Iwamoto.
A Biblioteca do Vaticano é única em razão de sua variedade geográfica e antiguidade dos documentos. Dez manuscritos de valor histórico e artístico estão entre os 3.000 que serão digitalizados pela NTT DATA, segundo o Vaticano.
O bispo Bruguès ressaltou a vontade da Santa Sé "em disponibilizar este imenso tesouro que lhe foi confiado, oferecendo-o para livre consulta na web".
"Os manuscritos que serão digitalizadas vão da América pré-colombiana ao Extremo Oriente chinês e japonês, passando por todas as línguas e culturas que alimentaram a Europa", observou o prelado francês.
A missão da Biblioteca é "levar à periferia as mais diversas culturas", acrescentou, repetindo uma fórmula do Papa Francisco.

A NTT DATA Corporation, que fornece serviços em mais de 40 países, foi selecionada por ser especializada na preservação a longo prazo de manuscritos digitalizados.

Políticas públicas em leitura e escrita

Congresso Gife discute cooperação entre investimento social privado e políticas públicas com foco em leitura e escrita

O Instituto Ecofuturo, Instituto C&A, Instituto Paulo Montenegro e a Editora FTD organizam sessão aberta dentro do 8º Congresso Gife, que acontece no próximo dia 21 de março, em São Paulo. Aberta ao público, a sessão gratuita  com o tema Leitura, letramento e desenvolvimento humano  terá falas de Mirela Carvalho, Instituto Unibanco, Pilar Lacerda, Fundação SM, Ana Lucia Lima, Instituto Paulo Montenegro, José Castilho, Secretário Executivo do PNLL, e Ricardo Paes de Barros, Secretaria de Assuntos Estratégicos do Governo Federal.

O objetivo é refletir sobre como o investimento social privado poderia compor com as políticas públicas de educação e cultura para gerar maior eficácia possível para promover leitura e escrita de qualidade para todos.

Na opinião dos organizadores da mesa, a ausência de proficiência em leitura e escrita tem impacto negativo direto no desenvolvimento humano, na possibilidade de indivíduos aproveitarem as políticas sociais que promovem oportunidades e na inserção no mercado de trabalho. Vivemos em tempos desafiadores, que demandam conhecimentos e habilidades concatenados com a sustentabilidade de todas as vidas no planeta. Logo, é muito importante debater e compartilhar visões sobre como atuar de forma cooperativa para promover ações com o maior impacto positivo possível. 

Programação:
- Leitura e a formação do ser humano integral
(Mirela Carvalho, Instituto Unibanco e Pilar Lacerda, Fundação SM): 20 min
- Leitura, hábito e competência : o impacto no contexto do trabalho e da renda
(Ana Lucia Lima, Instituto Paulo Montenegro): 10 min
- Articulando politicas públicas de cultura e educação com o investimento social privado
(José Castilho, Secretário Executivo do PNLL ) : 20 min
- Sugestões sobre como integrar as ações públicas e privadas
(Ricardo Paes de Barros, SAE): 20 min

Serviço - Dia 21 de março, das 14h30 às 16h00, na Sala Chagall, Sheraton São Paulo WTC Hotel Av. das Nações Unidas, 12559. Brooklin Novo - São Paulo.

Favor confirmar presença com Izabel Toro pelo telefone 3598-6174  ou email izabel.toro@ftd.com.br

19 de mar de 2014

Biblioteca da Academia Militar reúne mais de 300 mil volumes

Fonte: Portal G1. Data: 12/03/2014.
URL: g1.globo.com/rj/sul-do-rio-costa-verde/noticia/2014/03/biblioteca-da-academia-militar-reune-mais-de-300-mil-volumes.html
Dois exemplares do acervo pessoal de Dom João VI são apenas algumas das raridades da biblioteca da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), em Resende. São mais de 300 mil volumes, entre livros, documentos e periódicos. A biblioteca, que é a maior do Sul do Rio de Janeiro, pode ser visitada pela população.
“Nós temos duas situações, a biblioteca antiga, hoje museu acadêmico. Ela não é aberta para pesquisas, somente com agendamento prévio por meio da comunicação social da Academia. Mas, a nossa biblioteca nova ela está à disposição dos jovens, aqueles que desejarem e necessitarem fazer sua pesquisa", explicou Fuede Ferez Junior, Chefe da Seção de Comunicação Social da AMANJ.

As visitas podem ser feitas de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h. Os livros são disponibilizados apenas para consulta interna. A AMAN fica na Rodovia Presidente Dutra, Km 306.

Inaugurada biblioteca sobre cultura afro-brasileira

Fonte: Portal Vermelho. Data: 10/03/2014.
URL: www.vermelho.org.br/ba/noticia.php?id_noticia=237382&id_secao=58
O Colégio Estadual Assis Valente, do município de Teodoro Sampaio, no Centro Norte baiano, inaugura, nesta terça-feira (11/3), uma biblioteca voltada, principalmente, para a pesquisa da cultura africana e afro-brasileira. Batizada de Biblioteca Aline França, em homenagem à escritora baiana, a unidade possui, inicialmente, mais de mil obras.
Entre os títulos, estão livros da literatura nacional e internacional, de autores baianos, textos clássicos de sociologia e filosofia, além de aproximadamente 300 obras da cultura africana e afro-brasileira. O acervo foi conseguido através de parcerias com instituições ligadas às questões raciais e pela mobilização de professores e estudantes
“Esse trabalho é resultado da forte discussão que temos na escola sobre a questão racial, em virtude da existência de um quilombo na cidade, o quilombo Chan, e da presença significativa da população negra. A biblioteca será um ambiente para acesso de todos”, afirma o diretor da unidade, Luis Paulo de Sousa, ao site oficial do Governo.
A abertura do espaço é uma das ações do projeto ‘Tabuleiro do Assis’, iniciativa da unidade escolar para a promoção de discussões relacionadas a questões raciais. Estudantes, professores e comunidade poderão acessar o acervo tanto para consulta quanto para empréstimo.

A criação da biblioteca específica para essa temática pode cumprir, pelo menos neste colégio, a Lei nº 10.639, de 2003, que determinou às escolas o ensino da cultura e história afro-brasileiras nas séries do ensino fundamental e médio. Apesar de obrigatória, a norma tem encontrado dificuldades para ser aplicadas, nesses últimos 10 anos.

Por uma Constituição Mundial para a Internet

Autoria: Jemima Kiss.

Fonte: Outras Palavras. Data: 14/03/2014.

Mais do que simplesmente assinalar um aniversário, o homem que tornou possível a criação de páginas na Internet e a navegação entre elas da forma como a conhecemos hoje – o britânico Tim Berners-Lee – quis aproveitar a atenção do mundo nesta terça-feira [11/3] para apelar aos cidadãos que lutem por manter a World Wide Web “aberta e neutra”, por meio da aprovação de uma espécie de Constituição universal que salvaguarde os direitos de todos os utilizadores.
“Precisamos de uma Constituição universal, de uma carta de direitos”, disse Berners-Lee ao jornal The Guardian, no dia em que se assinala o 25.º aniversário do acontecimento que é geralmente associado à invenção da World Wide Web – quando o britânico enviou aos seus colegas do Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN, na sigla original) um documento com um título nada apelativo e pouco antecipador: Gestão de Informação – Uma Proposta.
Um quarto de século depois, as revelações sobre os programas de espionagem da Agência de Segurança Nacional (NSA) norte-americana – além da concentração cada vez maior de informações pessoais nos servidores de gigantes como a Google ou a Microsoft – levaram Tim Berners-Lee a alertar para os perigos da distorção da sua ideia inicial de uma Internet “aberta e neutra”.
“A não ser que tenhamos uma Internet aberta, neutra, em que possamos confiar sem nos preocuparmos com o que está acontecendo por trás do pano, não podemos ter um sistema de governança aberto, uma boa democracia, um bom sistema de saúde, comunidades interligadas e diversidade cultural”, afirma Berners-Lee. E para quem pensa que o britânico ainda vive no final da década de 1980, com uma proposta que beira a ingenuidade, a sua resposta não podia ser mais desafiadora: “Não é ingênuo acreditarmos que isso é possível; o que é ingênuo é pensarmos que isso nos vai cair no colo.”
A ideia de uma Constituição universal dos direitos dos utilizadores da Internet – que se integra na iniciativa Web We Want (A Web que queremos) – surge da constatação de que os direitos de quem acessa e troca informação através da Internet estão cada vez mais ameaçados.
“Os nossos direitos são cada vez mais violados, por todos os lados, e o perigo é que nos habituemos a isso. Por isso, quero aproveitar o 25º aniversário [da World Wide Web] para voltarmos a assumir o controle da Web, e para definirmos a rede que queremos para os próximos 25 anos”, diz Berners-Lee.
Quase um ano depois das primeiras revelações feitas a partir dos documentos obtidos pelo analista de informações norte-americano Edward Snowden (as primeiras notícias, nos sites do The Washington Post e do The Guardian, foram publicadas a 6 de Junho de 2013), o criador da World Wide Web volta a dizer que já é tempo de os Estados Unidos perderem parte do enorme controle que detêm através da Internet Assigned Numbers Authority (IANA, a maior autoridade na atribuição de endereços IP, localizada no estado da Califórnia).
“Os EUA não podem ter uma posição global na gestão de uma coisa que é tão não-nacional. Os tempos atuais são propícios a essa separação, mas devemos manter uma abordagem inclusiva, uma abordagem em que governos e empresas possam ser controlados de alguma forma”, defende Tim Berners-Lee.
O maior desafio, destaca, é a aparente apatia da população, apesar das revelações dos últimos meses sobre os programas das agências de espionagem e da informação cada vez mais acessível sobre as práticas das empresas de tecnologia da informação.
O mais importante é fazer com que as pessoas lutem pela Web e que consigam perceber o mal que resultaria de uma rede fraturada. Como qualquer outro sistema humano, a rede precisa de ser policiada e, é óbvio, precisamos de ter leis nacionais, mas não devemos transformar a Web numa série de silos nacionais” – daí ser necessário desenhar uma Constituição universal, defende o britânico.
Ao participar da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, o criador da Worls Wide Web digitou as palavras this is for everyone [“é para todo mundo”] num computador, no centro do estádio. Ele mantém-se firmemente ligado aos princípios de abertura, inclusão e democracia, desde que inventou a web em 1989, optando por não comercializar o modelo. Para Berners-Lee, a ideia de os cidadãos recuperarem um pouco do controle da Internet é realista. Além disso, a sensação de que a submissão da rede a governos e empresas é inevitável não deve prevalecer. “Isso não vai acontecer enquanto não nos arrancarem os teclados dos nossos dedos frios e mortos”, diz .
Uma web livre para todos
Menino que cresceu no sudoeste de Londres, Tim Berners-Lee foi um usuário de trem, o que despertou seu interesse em modelos ferroviários e, depois, pela eletrônica. Mas os computadores já eram conceitos familiares em sua casa. Seus pais trabalharam na criação do primeiro computador construído para fins comerciais no mundo, o Ferranti Mk1.
Berners-Lee formou-se em Física na Universidade de Oxford e trabalhou em seguida com engenharia. Mas foi no CERN, Organização Europeia para Pesquisa Nuclear, em Genebra, que ele embarcou nos projetos que levariam à criação da world wide web.
Seu objetivo era permitir que os pesquisadores do mundo todo compartilhassem seus documentos, o que foi julgado como “vago mas interessante” por um gerente do CERN.
Ele combinou a tecnologia existente — como a internet e o hipertexto — para produzir um imenso sistema de armazenamento de documentos interligados. Berners-Lee chamou a novidade de world wide web, embora seus colaboradores francófonos achassem difícil de pronunciar.
A internet foi aberta a novos usuários pela primeira vez em 1991, e em 1992 foi o primeiro navegador foi criado para buscar e selecionar os milhões de documentos já então existentes.
Embora a web tenha sido espaço para a criação e perda de inúmeras fortunas incontáveis, Berners-Lee e sua equipe garantiram o uso livre da rede, para todos os interessados.

Berners-Lee colabora hoje com várias organizações empenhadas em garantir que a web continue acessível a todos e que o conceito de neutralidade de rede seja respeitado pelos governos e corporações.