24 de set de 2013

Biblioteca escolar: uma pauta que vai e volta


Autor: Felipe Lindoso.

Fonte: Publish News. Data: 17/09/2013.

URL: www.publishnews.com.br/telas/colunas/detalhes.aspx?id=74411

A importância das bibliotecas escolares no processo educativo é dessas coisas que todo mundo concorda, mas que nunca se acha modo de efetivar. E volta e meia alguma excelência, Deputado ou Senador, resolve mostrar seu interesse no assunto e propõe alguma medida legislativa a respeito.

Está em vigor, desde 2010, a Lei 12.244, de maio daquele ano, que prevê a obrigatoriedade de instalação desses equipamentos em todas “as instituições de ensino públicas e privadas de todos os sistemas de ensino do País”. E mais, que essas bibliotecas devem “respeitar a profissão de bibliotecário”, tal como definida na legislação corporativa defendida com unhas e dentes por esses bacharéis. No prazo de dez anos (a contar de maio de 2010), todas as escolas deveriam contar com bibliotecas, e dirigidas por bibliotecários.

Considerando-se o número de escolas públicas e privadas do ensino fundamental e médio do país, nem que todas as faculdades de biblioteconomia parissem turmas e turmas de bibliotecários, jamais haveria profissionais suficientes para isso. Sem contar que os cursos de biblioteconomia (ou ciências da informação, como gostam agora de ser chamados) não dão a menor pelota para as matérias relacionadas com bibliotecas públicas e escolares. Na maioria delas esse assunto não entra nem nos currículos.

Em maio passado escrevi sobre esse assunto, sobre a história e as condicionantes da implantação de bibliotecas públicas no Brasil, inclusive várias tentativas do MEC que foram barradas pelo corporativismo. Como o problema ressurge, segundo a coluna Babel do último sábado, que informa sobre a tramitação de um novo projeto que “pede a criação de bibliotecas em escolas de ensino básico no prazo de três anos após a publicação da lei”, me sinto na obrigação de retomar alguns aspectos do assunto.

Não consegui localizar o projeto de lei em questão no site do Senado. Mas não importa. Pelo visto, repete o anterior no fundamental e diminui o prazo para implantação de bibliotecas em todas as escolas do país.

De vez em quando abordo a tramitação de projetos de leis no Congresso. Às vezes, preocupado com os atentados à liberdade de expressão, como as tentativas de estabelecer critérios moralistas e religiosos para a aplicação da imunidade fiscal a livros, papel e periódicos. Membros das bancadas evangélicas volta e meia tentam mexer nesse assunto. A famosa lei das biografias foi outro tema abordado, desde o projeto inicial apresentado pelo Palocci, até o atual reapresentado por Newton Lima e que sofreu um atraso na tramitação graças, mais uma vez, à iniciativa de um deputado da bancada evangélica (definitivamente, eles não gostam da liberdade de expressão). E também as canhestras tentativas de resolver questões ambientais com um passe de mágica, obrigando os livros didáticos (ou parte da produção das editoras) a serem impressos em papel reciclado (Marina Silva, em seus tempos de senadora ambientalista e evangélica, tentou fazer que uma proporção das publicações fosse impressa em braile e em papel reciclado. Haja!).

A maioria dessas tentativas, geralmente canhestras, decorre da ansiedade dos parlamentares de fazer alguma coisa com seus mandatos. E esbarram nas questões regimentais que impedem a apresentação, por parlamentares, de medidas que tratem de questões orçamentárias (exceto, é claro, quando discutem o orçamento), estabeleçam despesas, ou criem órgãos públicos e seu respectivo pessoal. Tudo isso é prerrogativa do Executivo. Por isso mesmo pululam as tentativas de enxertar questões desses tipos na tramitação de Medidas Provisórias.

Ora, esses projetos de lei que “obrigam” a instalação de bibliotecas escolares sofrem precisamente desse vício. São apenas declarações de princípios. Ao não estipular os recursos para a execução da medida, nem estabelecer punições para os que não cumpram a lei, esta se torna rigorosamente inútil.

Medidas impositivas na área da educação (ou de qualquer outro setor) só são eficazes quando vinculadas ao repasse de fundos e estabelecem contrapartidas dos Estados e dos municípios. Esse é o cerne do funcionamento do SUS e do FUNDEB. Os recursos do Governo Federal só são transferidos caso os entes federativos cumpram sua parte, aplicando recursos, destinando pessoal e designando os meios para execução dos programas.

Sem que a mesma perspectiva de construção de reciprocidades e o estabelecimento de punições (sob a forma de interrupção de repasse de determinados recursos), essas tentativas parlamentares não passam de manifestações de boa vontade. Mas inúteis. E bibliotecas, escolares ou públicas, dependerão de boa vontade, não de imposição legal.

Lei do Arquivo recebe sugestões


O Conselho Nacional de Arquivos (CONARQ) abriu consulta pública a respeito do projeto de lei que altera, revoga e acresce novos dispositivos à Lei nº 8.159, de 8 de janeiro de 1991, que dispõe sobre a política nacional de arquivos públicos e privados. A proposta foi apresentada e debatida nas 71ª e 72ª Reuniões Plenárias que ocorreram nos dias 13 e 14 de agosto.

O CONARQ quer receber sugestões para aprimorar o texto das novas regras. O debate vai permitir que diversos segmentos arquivísticos e a sociedade participem diretamente da formulação e do aperfeiçoamento das políticas públicas. As considerações, opiniões e contribuições serão organizadas, compiladas, sistematizadas e apresentadas ao Plenário do CONARQ para apreciação, análise e deliberação. O assunto é de interesse de historiadores, cientistas sociais, e outros pesquisadores que utilizam os arquivos em suas pesquisas.

Brasil em 14o. lugar na produção científica


Fonte: Jornal do Brasil. Data: 18/09/2013

Os cientistas brasileiros publicaram 46,7 mil artigos científicos em periódicos no ano passado, número que coloca o Brasil em 14º lugar como produtor mundial de pesquisas. Segundo o relatório feito pela empresa Thomson Reuters, isso equivale a 2,2% de tudo o que foi publicado no mundo, em 2012. Nos últimos 20 anos, o país subiu dez posições nesse ranking.

A China conquistou o primeiro lugar nesse levantamento, seguida por Estados Unidos, Japão e Europa. O trabalho foi feito em parceria com o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

No Brasil, o ramo científico que mais produziu artigos foi a medicina clínica. No período de 2008 a 2012, foram produzidos quase 35 mil artigos. Em segundo lugar, ficou a ciência de plantas e animais, com 19,5 mil artigos no mesmo período. Ciências agrárias produziram 13,5 mil artigos entre 2008 e 2012. O maior crescimento foi visto nas ciências sociais e gerais, que saltaram de 1,5 mil entre 2003 e 2007 para 9,8 mil entre 2008 e 2012.

Como consequência do aumento na produção científica, o pedido de patentes no país chegou a 170 mil no período de 2003 a 2012. Segundo o presidente do Inpi, Jorge Ávila, o órgão continua lidando com o forte crescimento do número de pedidos de patentes, que foi 33,5 mil em 2012, com projeção de alcançar 40 mil este ano.

Os maiores detentores de patentes no país, revelou a pesquisa, foram a Petrobras e as universidades públicas. De 2003 a 2012, a Petrobras registrou 450 patentes. Logo atrás, veio a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com 395 patentes. Em terceiro, ficou a Universidade de São Paulo (USP), com 284 patentes. A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) vem logo em seguida, com 163 patentes.

De acordo com o relatório, a ausência de empresas privadas na lista dos maiores detentores de patentes reflete um aspecto negativo do país. Como a demora na tramitação do processo pode chegar a oito anos, muitas empresas desistem, pois a tecnologia pode acabar se tornando obsoleta antes de a patente sair.

ABRAINFO promove série de palestras


A ABRAINFO dá início à série “EM PAUTA”, um conjunto de debates referentes às questões que transitam pelo campo da informação para promover a reflexão entre os profissionais, assim como promover um ambiente profícuo para o desenvolvimento de questões pertinentes à área de Ciência da Informação de modo a estimular seu constante desenvolvimento.

Arquivologia, Biblioteconomia e Museologia: Convergências
As "convergências" do título remetem a uma discussão contemporânea feita tanto nas universidades quanto no mundo do trabalho, onde as tradicionais divisórias entre as áreas são menos claras.

PALESTRANTES CONVIDADAS

Ana Maria de Almeida Camargo

Karina Alves Teixeira

Maria Christina Barbosa de Almeida

MEDIADORA CONVIDADA

Gabrielle Francinne Tanus

 

Data: 30 de setembro de 2013. Horário: às 20h.

Local: Itaú Cultural – Sala Vermelha.

Endereço: Av. Paulista, 149, Bela Vista, São Paulo/SP.

Valor:

Associados ABRAINFO: participação gratuita. Não associados: R$ 10,00.

Participantes receberão certificados (envio por e-mail após o evento).

Vagas limitadas.

Para participar preencha o formulário disponível no site:


 

Dúvidas podem ser tiradas através do e-mail: mailto:eventos@abrainfo.org.br

O mercado do artigo cientifico


Autoria: Lilian Cristina Monteiro França*

Fonte: Jornal da Ciência. Data: 13/09/2013.

URL: www.jornaldaciencia.org.br/impresso/JC745.pdf

Não existe pesquisa sem revisão de literatura e referencial teórico. Em um momento em que se acelera o fluxo de comunicação, e a Internet disponibiliza uma vasta gama de artigos científicos, escritos sob as mais variadas perspectivas, orientações e matizes teóricos, uma nova barreira apresenta-se.

Se, antes da rede das redes, o acesso à produção acadêmica envolvia o deslocamento até as grandes bibliotecas e a seus acervos de livros, revistas científicas, teses, dissertações e monografias, demandando recursos consideráveis para o transporte/alojamento, hoje, a cobrança por acesso a conteúdo (paywall systems) vai surgindo como nova preocupação, mais uma vez segmentando o acesso ao conhecimento.

Um pesquisador que deseje ler o artigo “n-3 fatty acids and lipoproteins: Comparison of results from human and animal studies”, de William S. Harris, deve “comprar o artigo” por $39,95 (USD); aquele que quiser estudar as mudanças no jornalismo contemporâneo poderia, por exemplo, selecionar os artigos “Dumbing down or shaping up: New technologies, new media, new journalism”, “Journalism in a state of flux: Journalists as agents of technology innovation and emerging news practices”, “New media and journalism practice in Africa: An agenda for research”, “Coming to Terms with Convergence Journalism: Cross- Media as a Theoretical and Analytical Concept”, “US Foreign Correspondents: Changes and Continuity at the Turn of the Century”, e teria em seu “carrinho de compras” a quantia de $125 (USD), $25 (USD), pelo acesso a cada um dos cinco artigos.

Mas, se o preço parece alto, existem alternativas; é possível alugar um artigo científico por 24h com valores que oscilam entre $1,99 (USD) e $12 (USD) ou optar pela compra de pacotes que dão direito à leitura de um determinado número de artigos por um preço mais baixo, por $9,99 (USD) ou $19,99 (USD), a depender da área.

Nesse shopping de artigos, a lei da oferta e da procura também funciona, artigos mais procurados têm valor mais elevado, assim como autores mais conceituados.

Como determinam as estratégias de marketing, lançamentos são mais caros e artigos com mais de dois anos sofrem deflação; alguns chegam, mesmo, a entrar no espaço de liquidação, antes de serem liberados para os espaços de acesso gratuito. Grandes portais oferecem planos individuais e institucionais e descontos especiais para quem quiser voltar a ser assinante.

No site da DeepDyve-Search, Rent, Read é possível arrendar 40 artigos por $40 (USD) por mês, com a vantagem (sic) de poder manter os artigos alugados não utilizados nos meses seguintes (“Unused rentals get rolled over”, afirma o site). O site promete também varrer a DeepWeb, zona não indexada da Internet, onde supostamente se encontram artigos e pesquisas raros, além dos chamados materiais proibidos (como manuais terroristas, pornografia, tráfico de pessoas e drogas, entre outros) e que merece a constante vigilância dos serviços de informação.

Em resumo, o DeepDyve protege (sic) o usuário, que não precisa arriscar-se a mergulhar nas águas turvas da “web invisível”.

Ironias à parte, o mercado de artigos científicos vem se tornando cada vez mais rentável.

Duas das maiores editoras de artigos científicos elevaram os preços de suas assinaturas online em mais de 145% nos últimos seis anos. A crise promovida pelos paywall systems não atinge apenas os pesquisadores individuais.

Recentemente, a universidade de Harvard publicou uma nota informando que não pode mais arcar com o custo da assinatura de revistas e portais científicos (cerca de 3,5 milhões de dólares por ano) e recomendou que seus pesquisadores passassem a publicar seus artigos em plataformas de acesso livre. Robert Darnton, diretor da Harvard Library, em entrevista ao jornal The Guardian, disse que o custo da assinatura de uma revista científica, como o The Journal of Comparative Neurology, equivale ao custo de produção de 300 monografias (ver www.theguardian.com/science/2012/apr/24/harvard-universityjournal-publishers-prices).

Um movimento chamado “primavera acadêmica”, uma analogia à chamada “Primavera Árabe”, capitaneado pelo matemático e pesquisador de Cambridge, Tim Gowers, prega um boicote à principal editora de publicações científicas, a Elsevier. O movimento conta com um site, o The Coast of Knowledge (http://thecostofknowledge.com), em que os pesquisadores podem declarar o seu boicote e optar porpublicar apenas em plataformas de acesso livre. O grupo também se recusa a atuar como parecerista para qualquer tipo de publicação que cobre por acesso, numa estratégia que pode desmontar os sistemas baseados na avaliação do tipo peer reviewed.

As três maiores editoras da área, Elsevier, Springer e Wiley, detêm mais de 20 mil publicações científicas e representam 42% de todos os artigos publicados no mundo, e o lucro das três somam alguns bilhões de dólares.

Submeter artigos para a publicação em alguns periódicos também implica o pagamento de taxas. A pressão para que os pesquisadores tenham seus trabalhos publicados abriu um novo nicho de mercado; o preço para publicar artigos em algumas revistas chega a $5.000 (USD), como é o caso da revista Cell Reports, que destaca: “To provide open

access, expenses are offset by a publication fee of $5000 (USD) that allows Cell Reports to support itself in a fully sustainable way. This publication charge is the only fee that authors pay” (grifo meu). O valor da taxa é superior à maior parte dos salários mensais pagos a professores universitários no Brasil. A Cell Reports não cobra pelo acesso aos artigos, inserindo- se no rol das publicações do tipo open acess.

Algumas publicações exigem pagamento mesmo para artigos que forem rejeitados, sob o argumento de que os pareceristas são remunerados para fazer a avaliação dos artigos.

A remuneração varia, em média, entre $32 e $400 (USD), para cada artigo avaliado.

De todo modo, as contas não fecham. Os custos com impressão em offset não se justificam numa era em que as publicações são majoritariamente baixadas pela web, os custos administrativos alegados e com os pareceristas também não justificam o fato de um artigo de 20 páginas custar quase o dobro de um livro de cem páginas. Se a lógica fosse essa, as editoras já teriam fechado as suas portas.

O chamado “fator impacto” determina o “preço do prestígio”, fazendo com que os pesquisadores invistam no pagamento para publicar, ameaçados pela pressão do “publicar ou perecer”.

Recentemente, quatro periódicos brasileiros foram punidos pela Thomson Reuters e suspensos do ranking por um ano, em virtude da aplicação de um algoritmo que fazia elevar o “fator de impacto” através do aumento do número de citações, fator esse que é considerado nas avaliações de jornais científicos.

Em uma era marcada pela Web 2.0 e sua perspectiva de produção colaborativa, o mundo acadêmico parece sucumbir à lógica capitalista do lucro, monetizando a ciência e a produção do conhecimento.

 

*Lilian Cristina Monteiro França é professora/doutora do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal de Sergipe (DCOS).

"Eu quero minha biblioteca"


Na próxima semana o Instituto Ecofuturo comemora o aniversário de um ano da Campanha “Eu Quero Minha Biblioteca”, pela efetividade da lei 12.244/10, que afirma que até 2020 toda escola deve ter uma biblioteca. Foram 12 meses de articulações, parcerias e muita luta com o objetivo de conscientizar e proporcionar o acesso aos livros a pessoas de todos os cantos do Brasil.

Abaixo, algumas informações sobre o status das bibliotecas escolares no Brasil e dados relevantes sobre o poder transformador das bibliotecas para a educação:

- De acordo com um Levantamento realizado pelo Movimento Todos PelaEducação, para a lei ser cumprida no prazo, 53 bibliotecas deveriam ser construídas por dia no Brasil.

 

- O Estado brasileiro com menor % de bibliotecas por escola é o Maranhão: apenas 12,6% das escolas têm bibliotecas.

 

- Já o Rio Grande do Sul é o Estado com maior % de Bibliotecas por escola: 62,4% das escolas têm bibliotecas

 

- De acordo com um estudo de impactos realizado pelo Ecofuturo para medir a influência  de suas bibliotecas comunitárias, as escolas próximas às bibliotecas do projeto têm melhor desempenho do que escolas localizadas em regiões sem as bibliotecas. O impacto chega a ser de 156% de melhoria no índice de aprovação escolar e de 46% na redução da taxa de abandono.

 

Detalhes com:

Renata Schmidt

Gerente de Atendimento

55 11 3030-3000 Ramal: 245

55 11 94169-8492


 
 

21 de set de 2013

Novo programa: Quem lê, sabe porquê


Envio convite (com pedido especial de divulgação) do lançamento do “Programa Quem Lê, Sabe Por quê”, da Secretaria Municipal de Educação de SP, realizado pela Coordenação dos CEUs- Centros de Educação Unificada e Diretoria de Orientação Técnica e do qual sou o curador.

Nessa ocasião (dia 25.09, no Auditório Elis Regina, do Palácio de Convenções Anhembi) , teremos a realização do I Seminário Internacional do Programa, com especialistas em mediações educativas da leitura/escrita, vindos da França (Max Butlen), Portugal (Manuel Leal Filho), México (Sarah Corona Berkin), Venezuela (Maria Beatriz Medina), Colômbia (Silvia Castrillón), Brasil (Edmir Perrotti).

Ao reunir teoria e prática em sua formulação, o “Programa “Quem Lê, Sabe Por Quê” caracteriza-se como iniciativa de “formação em ação”, inscrevendo-se na atual política geral da Secretaria Municipal da Educação de valorização da leitura e da escrita como um dos eixos prioritários de sua atuação. Voltado especialmente a profissionais dos CEIs (Centros de Educação Infantil), EMEIs, EMEFs, CEUs (Centros de Educação Unificados), o Programa abre-se, contudo,  para segmentos externos, interessados em realizar parcerias, iniciativas visando à apropriação da cultura escrita, tanto pelos alunos da rede municipal de ensino e pelos frequentadores dos CEUs, como pelas comunidades em que tais segmentos se acham inseridos.

As ações do “Programa Quem Lê, Sabe Por quê” organizam-se a partir da formação de redes de formação/ação, com interlocuções e interlocutores que atuam nos âmbitos local, regional, municipal, nacional e internacional.

Cada um dos 47 CEUs da Secretaria constituirá, assim, um Núcleo Local de Formação/Ação aberto ao local e ao universal, ao mesmo tempo. Tais Núcleos atuarão como instâncias vivas e dinâmicas de formação, de articulação de parceiros, de programas, projetos e ações educativas, visando à formação de leitores, à exploração e à valorização da cultura escrita em suas inúmeras modalidades e possibilidades  de relações com outras formas culturais. Os 47 Núcleos Locais, por sua vez,  estarão  articulados e agrupados em torno de um dos 13 Polos Regionais da Rede, ao mesmo tempo que ; agrupam-se e articulam-se a uma Plataforma Municipal, localizada na Secretaria.

Os Núcleos e Polos serão diretamente acompanhados por equipe de Tutores, formada por especialistas com experiência na área.

A formação implicará, assim,  tanto trocas e reflexões sobre práticas profissionais cotidianas,  como contato com experiências e reflexões vindas de fora dos grupos, num movimento dinâmico, diversificado e rico de construção de saberes.

Além de reuniões presenciais, o Programa contará, ainda,  com ambiente virtual, hospedado no portal da Secretaria, destinado a apoiar os processos formativos, a promover trocas de experiências significativas, a transmitir informações, a fornecer indicações bibliográficas, textos, materiais de apoio ao participantes, dentre outros recursos possibilitados pelos ambientes virtuais.

Se possível, gostaria de contar com sua presença (e/ou divulgação),  nesse evento especial que dá início a um trabalho concebido para se tornar marco referencial no campo das políticas de leitura das Secretarias Municipais de Educação.

 

Abraço do

Edmir Perrotti

Professor Sênior

ECA/USP
 
 

Biblioteca Nacional terá depósito no Porto do Rio


Autora: Alana Gandra.

Fonte: Agência Brasil. Data: 19/09/2013.

A ministra da Cultura, Marta Suplicy, anunciou ontem, 19/09, um acordo firmado com a prefeitura do Rio de Janeiro com o objetivo de transformar em biblioteca e centro de seminários um terreno da Biblioteca Nacional, localizado na região do Porto do Rio, cuja ideia inicial era servir de depósito para a instituição. Na década de 1980, o terreno foi comprado da antiga Companhia Brasileira de Alimentos (Cobal) pela Biblioteca Nacional e estava subutilizado. “A partir de todos os investimentos que o Rio de Janeiro e o prefeito estão fazendo no porto, nós achamos que isso poderia ter outro olhar”, disse Marta Suplicy. Segundo a ministra, como já havia recursos garantidos para financiamento da construção do depósito, oriundos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no total de R$ 27 milhões, “nós achamos que tem de ser outra coisa. Não dava para fazer depósito em um lugar que vai ser uma maravilha”. Daí ficou decidido que será construída no terreno uma biblioteca, para atender à região que tem carência de uma instituição desse tipo, além de um local que abrigará todos os periódicos da Biblioteca Nacional.

Biblioteca Mário de Andrade pensa em ficar aberta 24 horas


Autoria: Monica Bergamo.

Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 20/09/2013.

A biblioteca Mário de Andrade ficará aberta 24 horas e terá sessões de cinema, teatro e debates durante a madrugada, informa a coluna de Mônica Bergamo. Outras bibliotecas, ainda não definidas, também passarão a funcionar em tempo integral ainda neste ano. Parques e museus seguirão os mesmos planos, passando a abrir nas madrugadas. Segundo o secretário municipal de Cultura, Juca Ferreira: "São Paulo é muito grande, nem todo mundo dorme de madrugada. Essas pessoas precisam ter opções para se divertir".

Anais de Ontologia


Os anais do OntoBras 2013, evento sobre ontologias que iniciar segunda-feira dia 23 de setembro em Belo Horizonte, já se encontram no site para download.

19 de set de 2013

Novo curso: Técnico em Biblioteca


O Centro Paula Souza, responsável pelas Escolas Técnicas Estaduais de São Paulo (ETECs) estará iniciando um novo curso técnico. 

Trata-se do Técnico em Biblioteca. 

O curso pode ser concluído em 2 semestres, ou seja, em 1 ano.

As primeiras 40 vagas estarão sendo oferecidas na ETEC Parque da Juventude, próxima da estação Carandiru do Metrô, para o período noturno. 

As inscrições para ingresso (vestibulinho) iniciarão em 1º de outubro, terminando às 15h do dia 24/10 e deverão ser feitas no site www.vestibulinhoetec.com.br

Será uma excelente oportunidade para todos que já trabalham como auxiliares em nossas bibliotecas e para tantos outros que pretendem exercer uma atividade de técnico de nível médio.

Em breve também será aberto o Processo Seletivo para contratação de professores para este curso.

Obrigado

 

José Manoel

Centro Paula Souza

Novo número: Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação


Acaba de ser publicado o v. 11, n. 3, 2013, da Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação (BDBCI).

Sumário deste número:

Editorial

Artigos

·         Linguagem e representação: considerações no universo da Ciência. Informação (1-14). Marilucy da Silva Ferreira.

·         Os benefícios das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) no processo de Educação a Distância (EAD) (15-29). Suelen Conceição Farias.

·         Marketing aplicado em bibliotecas: análise de conteúdo dos artigos publicados em periódicos da Ciência da Informação (30-45). Adriana Stefani Cativelli.

·         Perfil tecnológico das bibliotecas no brasil e na europa: estudo sobre a democratização do acesso à informação e ao conhecimento em bibliotecas do Brasil, Espanha e Alemanha (46-71). Maria Cleide Rodrigues Bernardino, Eduardo da Silva Alentejo.

·         A folksonomia como modelo emergente da representação e organização da informação (72-92). Glessa Heryka Celestino de Santana.

·         Central de informações em organizações públicas: ferramenta de gestão informacional (93-119). Daniela do Amaral Oliveira Gardin, Marlete Beatriz Maçaneiro.

Relato de Experiência

·         Boletim eletrônico: um estudo de caso na biblioteca do instituto de física da universidade federal do rio de janeiro (IF/UFRJ) (120-132). Robson da Silva Teixeira.

 

Biblioteca Nacional e Cinemateca terão acervos digitalizados


Fonte: Mundo Bit. Data: 8/09/2013.

URL: http://blogs.ne10.uol.com.br/mundobit/2013/09/08/biblioteca-nacional-e-cinemateca-terao-acervos-digitalizados-e-disponiveis-na-nuvem/

A tecnologia da computação em nuvem da Rede Nacional de Pesquisa (RNP) vai permitir que a Biblioteca Nacional e a Cinemateca ofereçam acervos digitalizados para consulta ao público a partir de fevereiro de 2014. O centro de dados compartilhados que permitirá o armazenamento dessas informações será lançado em fase experimental. O conteúdo oferecido ainda será definido pelas instituições.

Na primeira etapa de construção, o CDC atenderá de forma mais restrita à comunidade acadêmica do país. A infraestrutura no início terá capacidade limitada, para que os usuários experimentem a plataforma. Entre os objetivos estão abrigar grandes volumes de informações e colaborar para a manutenção e a preservação de dados. De acordo com o diretor de serviços e soluções da RNP, José Luiz Ribeiro, a tecnologia permite a redução de custos de instalação, infraestrutura, equipamentos e recursos humanos, porque toda estrutura se concentra em um ou vários centros de informações (data centers), em geral à distância.

“A nuvem é um grande repositório onde são colocadas informações de todo tipo, como áudio, vídeo, dados e textuais. É um espaço onde se permite o processamento de informações. As informações que estão no computador são transferidas para a nuvem, onde uma empresa ou instituição é que vai armazenar os dados ou mesmo fornecer esse serviço de processamento de dados”, explicou Ribeiro à Agência Brasil.

Ribeiro destaca que a tecnologia necessita de conexão com internet, já que a infraestrutura, em geral, está localizada à distância. “Ela depende essencialmente da internet porque as informações estarão em outro lugar fisicamente, que pode estar na sua própria cidade como em um outro país, e a conexão com esse data center é feita por meio da internet”. Apesar das facilidades oferecidas pela tecnologia, pode haver fragilidades na segurança das informações. Sobre o cotidiano no cidadão, Ribeiro ressalta que o usuário deve ter atenção ao contratar a plataforma de computação em nuvem . Informações sigilosas devem ser criptografadas para serem preservadas.

“O indivíduo precisa estar atento com a questão da privacidade das informações. Em uma nuvem pública, como é o caso da [oferecida pela] Google, Amazon e Microsoft, o usuário confia as suas informações a um terceiro, e não necessariamente essas informações estão seguras. Em alguns casos, pode estar previsto no contrato a divulgação das informações para o governo ou para um conjunto de empresas que vão querer, por exemplo, saber o seu perfil de consumo”, destaca. O Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) também já trabalha com a tecnologia de computação em nuvem. Em iniciativa inédita, a empresa lançou no início deste mês a primeira nuvem do governo federal. O ambiente abriga sistemas para o Programa Cidades Digitais. A tecnologia oferece soluções de educação, atendimento médico hospitalar, gestão e comunicações para cerca de 80 municípios brasileiros.

De acordo com o superintendente de Produtos e Serviços do Serpro, José Gomes Júnior, a tecnologia permitirá que prefeituras brasileiras tenham estrutura para montar seus sites. “Para cada prefeitura ter seu site e todos os sistemas, em um primeiro momento elas precisariam ter uma infraestrutura de processamento local, um minicentro de processamento de dados, servidores e licenciamento dos softwares. O que o Serpro está fazendo é levar toda essa tecnologia às prefeituras, elas não precisam mais se preocupar em ter essa infraestrutura do outro lado”, disse o superintendente à Agência Brasil.

O gerenciamento da tecnologia ficará sob a responsabilidade do Serpro em um centro de dados da própria instituição. O espaço para armazenamento e processamento de dados será dado de acordo com a necessidade do usuário. Gomes Júnior explica que a ferramenta de computação em nuvem do Serpro está disponível apenas para entes governamentais.

Pirataria de CD-ROM e DVD


Autor: Gabriel Mandel.

Fonte: Consultor Jurídico. Data: 3/09/2013.


A venda de CDs e DVDs pirateados não configura infração penal, pois é aceita pela sociedade e representa uma oportunidade profissional para pessoas que não são aceitas no mercado formal de trabalho. Criminalizar a conduta serve para a tutela de determinados grupos econômicos, permitindo o controle social. Essa foi a alegação utilizada pelo juiz Adegmar José Ferreira, titular da 10ª Vara Criminal de Goiânia, para absolver uma mulher acusada de pirataria após presa em flagrante com mais de 700 CDs e DVDs falsificados.

De acordo com o juiz, a negociação de CDs e DVDs falsificados não é vista pela população como algo criminoso ou mesmo imoral. Para ele, os discos pirateados são a única opção de inserção à cultura, uma vez que a alta carga tributária e o domínio do mercado pelas grandes gravadoras encarecem os produtos.

Apesar da prática ser ilegal, ele afirma que a conduta é repetida por toda sociedade. "O mais absurdo é que camadas mais elevadas da sociedade patrocinam o suposto crime em tela, diuturnamente, através da  “internet”, “iPods”, “iPhones” e outros", disse. O juiz também questiona se algum motorista já foi autuado durante abordagem policial por ter sido flagrado ouvindo música pirateada em seu carro.

Adegmar José Ferreira destaca também que as condutas imorais mais comuns entre os mais pobres são roubo, furto e falsificação, enquanto entre os mais ricos, as práticas têm penas mais brandas. Entre os exemplos por ele citados, estão crimes contra o meio ambiente e crimes tributários.

O juiz aponta também que alguns artistas consideram a pirataria como forma de propaganda à sua obra. Ele cita o exemplo do escritor Paulo Coelho, ter publicado em seu site uma edição pirateada do livro O Alquimista, o que teria garantido o sucesso da obra na Rússia.

O juiz da 10ª Vara Criminal de Goiânia cita precedentes do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, do TJ do Mato Grosso e da Justiça do Acre, além do Tribunal de Justiça de São Paulo. A mulher foi absolvida com base no artigo 386, inciso III, do Código de Processo Penal, que prevê a absolvição quando o fato não constituir infração penal.

12 de set de 2013

Faleceu F. W. Lancaster


Faleceu em 25 de agosto passado o Professor F.W. Lancaster, docente emérito da Graduate School of Library and Information Science da Universidade de Illinois . O Professor Lancaster deixou a sua esposa Cesaria, cinco filhos e treze netos.

Ele era membro da British Library Association desde 1955; em 1959 imigrou para os Estados Unidos onde iniciou um importante trabalho na National Library of Medicine tendo inclusive feito um estudo de avaliação do seu sistema de base de dados (MEDLARS)

Em 1970 ingressou como professor de Biblioteconomia na Universidade de Illinois, tendo lecionado até 1992.

Durante a sua carreira lecionou disciplinas ligadas a recuperação da informação, bibliometria, organização bibliografia e avaliação de serviços bibliotecários e de informação. Foi editor da revista Library Trends no período de 1986-2006.

Lancaster é reconhecido internacionalmente como um dos lideres nas áreas de biblioteconomia e ciência da informação; escreveu 15 livros e mais de uma centena de artigos. Também realizou inúmeras consultorias para a UNESCO e Nações Unidas.

No Brasil lecionou no IBICT, na UFMG e na UnB.

Dentre os seus livros publicados são destaques:

 

LANCASTER, F. Wilfrid. Avaliação de serviços de bibliotecas. Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 1996. 356 p.

 

LANCASTER, F. Wilfrid. Indexação e resumos: teoria e prática. Brasília: Briquet de Lemos/Livros, 1991. 347 p. ISBN 8585637013

 

LANCASTER, F. Wilfrid. Information retrieval systems: characteristics, testing and evaluation. 2. ed. New York: John Wiley, 1968. 381 p

 

LANCASTER, F. Wilfrid. Libraries and the future: essays on the library in the twenty-first century. New York: Haworth Press, 1993. 195 p


Projeto de criação de biblioteca em escola

Fonte: Jornal do Senado. Data: 4/09/2013.
URL: http://www12.senado.gov.br/jornal/edicoes/2013/09/04/projeto-que-obriga-colegio-a-ter-biblioteca-passa-em-comissao
A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) aprovou um substitutivo ao projeto que obriga a criação de bibliotecas em todas as escolas de educação básica e a contratação de bibliotecários.
— As bibliotecas escolares são importante recurso auxiliar ao aprendizado, à consolidação do conhecimento acadêmico e geral e, ao cabo, ao exercício da ­cidadania — afirmou o relator da proposta (PLC 28/2012), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB).

O senador apresentou um substitutivo ao projeto do deputado Sandes Júnior (PP-GO) para que a implementação das bibliotecas aconteça não só nas escolas públicas, mas também nas particulares. O prazo para aplicação da proposta foi alterado: em três anos, e não em cinco anos.

IBICT procura novo diretor

O atual diretor do IBICT foi exonerado na manhã desta quarta-feira (4 de setembro) pelo MCT, ainda sem um substituto escolhido. Já há uma Comissão para escolha de novo Diretor. A Portaria 1.037 do MCT estabelece critérios no Art. 8º que os candidatos a Diretor deverão ter formação acadêmica de alto nível, experiência técnico-científica e competência profissional na área de informação em ciência e tecnologia. 
Há que se preservar a visibilidade da permanência da Instituição, apontando pessoas com liderança acadêmica e profissional, que possam liderar uma missão para o IBICT levando-o a metas configuradas com as novas tecnologias de informação. 

Fonte: [Ibict_total]

6 de set de 2013

Evento: Preservação de acervos


Nos dias 9 e 10 de outubro a Associação Brasileira de Encadernação e Restauro (ABER) promoverá o 1º Simpósio Inovação, Desenvolvimento e Tecnologia na Preservação de Acervos ABER/SENAI. O encontro ocorrerá no Museu de Arte de São Paulo (MASP) (Av. Paulista, 1578, Bela Vista, São Paulo).

A atividade tem com o objetivo de partilhar diferentes ferramentas da ciência, tecnologia e inovação aplicadas à caracterização, conservação e preservação do patrimônio cultural.

Detalhes no URL: www.aber.org.br

Usuários da Biblioteca Pública do Paraná


Fonte: Bem Paraná. Data: 05/08/2013.

Para realizar o estudo, a empresa Datacenso Instituto de Pesquisa fez, entre 11 e 17 de junho, 350 entrevistas, que revelaram um alto índice de satisfação dos usuários, com mais de 90% dos entrevistados considerando “muito bom” os serviços prestados pela BPP. As atividades que mais agradam os frequentadores são: “programação cultural” (96,2%), “empréstimo de livros” (96%) e “atendimento geral” (95,7%), item que engloba tópicos como “cortesia”, “presteza” e “atenção”. “Ouvidoria” (78, 8%) e “tecnologias” (74%) estão entre os serviços com maior grau de insatisfação.

O acervo de 630 mil volumes — que inclui, além de livros, discos, mapas, fotos e outros documentos — é excelente para 90 % dos leitores. Frequentador assíduo da BPP há mais de dez anos, o aposentado Dermival de Assis elogia a riqueza do catálogo da biblioteca. “O acervo de jornais, revistas é bastante atualizado. Gosto também da diversidade de filmes disponíveis na seção Multimeios”, comenta. A ressalva mais constante é em relação aos livros técnicos, de áreas como Direito, Medicina e Psicologia, apontados como uma lacuna do acervo. A enfermeira e professora Ana Cláudia Oliveira, de 24 anos, sugere que os livros mais recentes da área da saúde — disponíveis apenas para consulta local — sejam liberados também para empréstimos.

“O que chama atenção na pesquisa é o alto índice de satisfação dos usuários. Isso não é comum quando se trata de um órgão público”, diz Cláudio Shimoyama, diretor da Datacenso. “É possível destacar, também, que esse grau de satisfação se estende a vários grupos de frequentadores, tanto os mais jovens, como os mais velhos.”

Programação cultural e tecnologia

Destaque da amostragem, a programação cultural da Biblioteca Pública do Paraná tem sido intensificada desde o início de 2011. Diariamente, são realizados vários eventos, que vão desde bate-papos com escritores a shows musicais, além de uma grande programação voltada ao público infantojuvenil. Grandes escritores brasileiros já passaram pela BPP, seja para ministrar cursos sobre escrita criativa ou para falar sobre livro e leitura no projeto “Um Escritor na Biblioteca”, iniciativa que já faz parte do calendário cultural da cidade. Somam-se a isso oficinas de ilustração para jovens e crianças, peças de teatro e shows musicais com temáticas infantojuvenis (projetos “Aventuras Teatrais” e “Aventuras Musicais”), contação de histórias e eventos direcionados a portadores de deficiência visual. Um exemplo de usuário atraído pelas iniciativas culturais é o estudante Alysson Santos, de 17 anos, que frequenta a BPP em busca de novas edições do jornal Cândido. “Ao menos uma vez por mês venho pegar exemplares do Cândido. Além do meu interesse pelo mundo da literatura, gosto da tranquilidade e do ambiente da Biblioteca.”

Já a questão tecnológica, um dos pontos fracos da Biblioteca apontados pelos entrevistados, é uma prioridade, segundo Rogério Pereira, diretor da BPP. “Em 2012, conseguimos realizar uma grande reforma na rede lógica e elétrica do prédio, que foi trocada e expandida, o que possibilitou a implementação da internet sem fio, outra antiga reivindicação dos usuários. Desde o ano passado, também temos um novo site, que é alimentado diariamente com notícias sobre nossos projetos. No final de junho inauguramos a Biblioteca Online, uma sala com nove computadores com acesso gratuito à internet, que foi totalmente reformada”, diz.

Pereira lembra também que ainda neste ano devem iniciar as obras para a reforma total do prédio histórico da Cândido Lopes. O projeto para a revitalização, assinado pelo arquiteto Manoel Coelho, prevê mudanças arquitetônicas e funcionais em toda a Biblioteca, que abrigará um café e um espaço maior para exposições e lançamentos de livros.

Em julho deste ano, depois de seis décadas, os antigos fichários foram retirados e a busca ao catálogo informatizada. Com a reforma, pequenas ilhas com computadores para consulta ao acervo estarão disponíveis em todos os andares do prédio.

Perfil do usuário

A pesquisa também trouxe um olhar sobre o usuário da BPP. Grande parte das 3 mil pessoas que passam diariamente pela Biblioteca são frequentadores assíduos. “É interessante notar que as pessoas passam muito tempo no local. Estudantes, por exemplo, ficam até quatro horas diárias na Biblioteca”, explica Cláudio Shimoyama.

As mulheres são maioria entre os usuários (60%). A faixa etária varia entre 16 e 35 anos (69%) e a renda familiar vai de R$ 1.800 a R$ 6.200. A maioria é solteira (72%), não possui filhos (74%) e mora em Curitiba (78%), no centro da cidade e em bairros como Água Verde, Boqueirão, Cajuru e Campo Comprido.

O que os usuários querem na BPP

A atualização constante do acervo e a melhora tecnológica do prédio estão entre os serviços que os usuários mais gostariam de ver na Biblioteca Pública do Paraná. Em relação ao catálogo, a principal lacuna apontada por leitores se refere a livros técnicos, além de uma maior quantidade de títulos em espanhol e inglês.

Também foram sugeridas outras mudanças, como a implementação de uma cafeteria, com espaço para alimentação, além do horário de funcionamento estendido no sábado à tarde e aos domingos pela manhã. O Diretor da BPP, Rogério Pereira, diz que o resultado da pesquisa será debatido com todos os funcionários da Biblioteca, que vão analisar os números e possíveis pontos de melhoria. “Todas as sugestões são pertinentes. Algumas delas já estavam em nossa pauta, outras não. Há três anos, por exemplo, implementamos uma política de compra de livros. Desde então, a Biblioteca já comprou mais de 20 mil títulos. Ainda este ano, está prevista a compra de R$ 1 milhão em livros. Também reunimos uma comissão com professores de universidades da cidade para nos auxiliar na compra de títulos técnicos”, diz Pereira.

Alagoas incentiva o uso de bibliotecas


Fonte: Alagoas 24 Horas. Data: 05/08/2013.

Toda terça-feira o grupo Biblioencanta formado por alunos, professores e técnicos administrativos, se reúne no curso de Biblioteconomia com uma missão: difundir a leitura. Eles criam dinâmicas, peças teatrais com personagens literários e muitas vezes passam a noite pensando em formas criativas para transformar as bibliotecas em fontes de imaginação. O grupo faz parte do Projeto de Extensão Incentivo à leitura por meio da hora do Conto, em seu primeiro ano de atuação

O grupo já atende a três instituições: o Lar das Meninas, Localizado na Gruta de Lourdes, o Instituto de Estudos Herculano Pires, situado no Alto do Céu, e a Escola do Sesi, no Cambona, onde 18 turmas do primeiro ao sexto ano recebem visitas dos 13 voluntários para a contação de histórias, além de atender a convites para apresentação em diferentes locais. “Há dinâmica de música e brincadeiras, sempre levando as crianças a se interessarem pela leitura , fazendo com que elas criem o hábito de tomar emprestado os livros das bibliotecas dessas instituições”, relata Adriana Lourenço, coordenadora do projeto.

A professora comemora os bons resultados, ao falar que no Instituto Herculano Pires, as crianças já criaram o costume de pegar livros semanais para casa, mas complementa que nas comunidades com carência de leitura, o desincentivo é maior que o incentivo.

“As crianças são desestimuladas a leitura por desconhecer a existência das bibliotecas. Outras vezes as próprias escolas não fazem empréstimos dos seus livros para conservá-los, o que acarreta um desinteresse durante a formação das crianças. É necessário um trabalho de conscientização tanto das crianças, quanto dos educadores”, esclarece Adriana.

Pesquisa e extensão

Os voluntários do grupo Biblioencanta se reúnem, todas as terças-feiras para ensaiar as atividades lúdicas, que são realizadas uma vez por mês nas instituições. Esse trabalho é produzido sobre a orientação teórica de estudiosos do tema, já que o projeto nasceu do Grupo de Pesquisa Leitura, Biblioteca Escolar e Cidadania, que acredita no papel da leitura como agente de transformação social.

Pensando em diminuir os efeitos de estatísticas do relatório da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, que aponta o número decrescente de leitores brasileiros, o projeto visa contribuir para uma mudança do atual perfil de leitores do Brasil, mais especificamente de crianças em risco social atendidas por instituições da cidade de Maceió.

Adriana acrescenta que a contação de histórias foi uma das formas encontradas para superar essa realidade “entendendo que quanto mais cedo histórias orais e escritas entrarem na vida da criança, maiores a chance dela gostar de ler, vê-se a importância do incentivo à leitura para a formação de leitores e cidadãos”, defende a coordenadora.

Panorama da leitura no Brasil


Fonte: Diário da Manhã. Data: 11/07/2013.

Enquanto que em outros países a leitura é vista como parte indispensável e fundamental na educação do indivíduo, no Brasil poucos pesquisadores dispuseram a refletir sobre o assunto.

Nos Estados Unidos, por exemplo; foram publicadas 1.588 pesquisas na área da leitura no período 1975-1977. Esta quantidade está vinculada por apenas uma única revista especializada.

O panorama da pesquisa sobre leitura no Brasil, feita por Aparecida Joly Gouveia, consta nada mais que 50 pesquisas sobre leitura, sendo assim a leitura do aluno brasileiro está em escassez, merece um aplauso ...

Os alunos universitários onde estão suas propostas referente as pesquisas bibliográficas e os textos argumentados, não existem nem um inquérito importante do estudante leitor ou dos livros aos mesmo apresentados. É comum relatar que a produção e circulação de livros no Brasil é regida por padrões de modismo e não pelo valor de seus saberes. ‘’ Smith

É essencial que saibamos mais sobre os fatores envolvidos na leitura eficiente, os interesses e preferências dos alunos – leitores numa sociedade em constante mudança, os efeitos da leitura em diferentes segmentos da população, os procedimentos apropriados para o ensino da leitura, as necessidades da leitura na população urbana ( ... ) a lesta poderia interminavelmente ( ... ) os estudos não precisam se originar do próprio investigados. As escolas estão freqüentemente identificando os seus próprios problemas, poucas pesquisam a solução para esses problemas

Provavelmente os destinatários; pesquisadores e professores americanos de 1968 fazem esse alerta.

Acredito que serve para o contexto educacional brasileiro do presente.

Limitação de alfabetização restrita. O que da para perceber que o mesmo não passou de uma alfabetização mecanicamente passiva, inconsequentemente na primeira série, primeiro grau e só. Possivelmente venha a ser hoje o chamado ensino fundamental. Exemplo: segundo ano e terceiro ano, assim sucessivamente ... ( Rosa P. 2012 )

As pesquisas voltadas ao sistema educacional brasileiro, são problemáticas, ou seja, está a desejar, existem escassez pois não temos leitores suficientes, o que dá para perceber é que são poucas as pessoas que adquirem o ato de ler, possível falta de divulgação até mesmo na mídia, é óbvio, são leitores superficiais ônticos.

Diante desse contexto vê se que a escassez da leitura brasileira é suposto e ao mesmo tempo questionado como um enigma, onde não temos pistas, dados no panorama sobre a leitura no Brasil, muito menos resoluções estruturais concretas para soluções. – O que é paradoxal devido a própria escassez abrangente em todo sistema que atravessa o Brasil a fora ... O que da pra entender talvez possa também haver uma regressão na área da leitura de dominação social ?

Diante desse estudo bibliográfico gostaria de apresentar aos leitores, a escassez explícita de leitura na prova de uma faculdade particular, na qual solicitou o educando a descrever uma redação onde cujo tema era : Qual a importância do Vale da Paraíba.

A inquietação do aluno acredito que foi assustador pois vem acompanhando o mesmo ao longo do processo pede a resposta. A resposta gera a reflexão.

O que dar para perceber que no Brasil infelizmente os grandes índices de pessoas que não conseguem concluir o ensino médio, na maioria das vezes é devido ao trabalho; pois as mesmas necessitam do trabalho para os sustentos da família...

É preciso mencionar que há casos concretos que os educandos desistam da escola, por motivo sérios que merecem se analisados e investigados pelos profissionais da educação, pois segundos os mesmos a escola de hoje torna-se sem significados e opressora estes alunos sentem marginalizados diante dos signos; sendo assim o individuo sofre transformações, pois a história de vida não está ligada com o ensino da escola. Ou seja, com sua cultura o mesmo não está constituído no aprendizado cultural. Compreendo que a escola deveria apropria da experiência histórica do aluno para introduzir os diversos saberes, principalmente a leitura para que o mesmos possa continuar no ensino formal, ou seja, ampliar seus conhecimentos e pensamentos cognitivos, pois o mesmos estão interligados com sua cultura, até no dia-a-dia que certamente o aluno irá usá-la na sociedade globalizada, para lutar e sobreviver por dias melhores... onde vivemos.

Desta forma, o ser despertará por um interesse de um ensino de qualidade, ou seja, para os menos favorecidos que mais sofrem devido ao processo do aprender na escola do Século XXI...

É por isso que pretendo abordar a seguinte questão: até que ponto é importante o professor levar a cultura e facilitação do aprendizado, quais os principais recursos do que o mesmo dispõe para evitarmos a manifestação galopante, incentivada pelos meios de massa, preparando nossas crianças desde a “Educação infantil para desenvolverem e aprenderem com a leitura e ao mesmo levantam-se com a tentativa de solucionarmos o problema da invasão de leitura e escrita e dos trabalhadores que abandonam a escola.

Em relação do panorama da leitura e escrita consiste no seguinte o resgate urgentemente de conhecimento dos valores culturais, pois nascemos enraizados com a linguagem cultural por esse breve histórico poderá deduzir que desde o ingresso da criança na escola o mesmos aprende com o processo saber histórico cultural, pois já conhecem o litramento é preciso de orientações didáticas com as finalidades de subsidiar o “aprender” sendo assim a facilitação do planejamento pedagógica irá influenciar neste aprendizado pois o aluno irá abordarem certamente intervir na problemática da escassez da leitura o mesmo irá buscar a importância do ato da leitura que poderá satisfazerem a curiosidades e indagações de um ensino na formação cultural visando inclusive na renovação da própria cultura. Ressaltando que a cultura é também “arte”, pois arte sem leitura torna-se uma obra morta, a relação entre ensino e aprendizado é um fenômeno complexo, pois diversos fatores de ordem social, econômico interferem na dinâmica na sala de aula, isto porque a escola não é uma instituição independente, está inserida na trama do tecido social. Desse modo podemos perceber que certamente a leitura dos brasileiros ainda parece ser bem complexos em relação aos demais pais que resolveram “investir” em leitores pesquisadores públicos alvos mirins e infanto juvenil e adulto...

Na concretização deste artigo serve para o professor integra o educando na sociedade, objetivo é demonstrar a esses sujeitos mesmo que não tendo um conhecimento amplo são capazes de construir saberes por meio da leitura na sua vida, ou seja, na sociedade, pois os mesmos são merecedores de respeito, porque são seres sociais e históricos que constroem seu saber no dia-a-dia mediante o processo da leitura para sua sobrevivência nesta sociedade competitiva onde a disputa é diversa vence os preparados cujo papel da empresa privada, pois dinheiro compra qualquer coisa até mesmos a boa educação. Ou seja, de qualidade... “Não sendo assim fingimos que ensinamos vocês fingem que aprenderam”

Rosa P. Barbosa

Pedagoga, pós- graduada em Neuropedagogia, cursando Direito na FacLions

O que o leitor quer


Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 03/08/2013.

Autoria: Maria Fernanda Rodrigues.

Na Biblioteca de São Paulo, onde antes era o Carandiru, livros juvenis são os mais procurados. E mesmo não sendo mais a febre da garotada, a saga Harry Potter segue entre os cem títulos mais retirados. No primeiro trimestre, foram 63 empréstimos - e Harry Potter e a Câmara Secreta, o mais bem colocado, ficou na 10.ª posição. No segundo, foram 52 empréstimos. Conforme a coluna Babel, os mais procurados lá no primeiro semestre foram: Mar de Monstros (74) e A Maldição do Titã (73), da série Percy Jackson e os Olimpianos, de Rick Riordan. Para os mais tradicionais, a notícia é que A Droga da Obediência, clássico dos anos 1980 de Pedro Bandeira, foi retirado 23 vezes.

3 de set de 2013

Novo número: Datagramazero

O DataGramaZero de agosto de 2013 esta' disponível. Abaixo o sumário deste número:
Artigos:
1 A Fenomenologia da Informação: reflexões essenciais sobre a matriz do conhecimento. Marcos Aparecido Rodrigues do Prado
2 As tecnologias e a comunicação na contemporaneidade: a trilogia Matrix. Tânia Oliveira Pereira
3 Reflexões sobre os paradigmas de estudo da usabilidade na Ciência da Informação. Eliane Cristina de Freitas Rocha e Adriana Bogliolo Sirihal Duarte
4 Comunicação cartográfica: semântica em ferramentas de mapeamento colaborativo na web. Cárita da Silva Sampaio e Claudio Gottschalg Duque
5 O panopticon de Bentham e a visibilidade da tecnologia da arquitetura no espaço de informação. Manuela Eugênio Maia e Mirian de Albuquerque Aquino
6 A engenharia do conhecimento auxiliando o processo de comunicação da informação científica na contemporaneidade. Erik André de Nazaré Pires
7 Razão, ciência e os sentidos da informação. Marivalde Moacir Francelin

Detalhes nos URL:

Anais do Congresso de Biblioteconomia

A FEBAB publicou os Anais do XXV CBBD, que aconteceu no mês de julho de 2012, em Florianópolis. É possível ter acesso a todos os trabalhos aprovados para o evento.



IBICT terá novo diretor

Iniciado o processo de busca para escolha do futuro diretor do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT).
PORTARIA Nº 803, DE 21 DE AGOSTO DE 2013.
O MINISTRO DE ESTADO DA CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo art. 87, parágrafo único, inciso II da Constituição Federal e de acordo com a Portaria MCT nº 1.037, de 10 de dezembro de 2009, resolve:
Art.1º. Criar o Comitê de Busca para subsidiar o Ministro na escolha do novo Diretor do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia - IBICT, de acordo com o Art. 8º de seu Regimento Interno, aprovado pela Portaria nº 961, de 13 de dezembro de 2006.
Art. 2º O Comitê será composto pelos seguintes membros: Profa. Dra. Brasilina Passarelli, da Universidade de São Paulo - USP Prof. Dr. José Palazzo Moreira de Oliveira, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS Profa. Dra. Lena Vania Ribeiro Pinheiro, do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia - IBICT Profa. Dra. Mariângela Spotti Lopes Fujita, da Universidade Estadual de São Paulo, campus Marília - UNESP Prof. Dr. Paulo Roberto Rio da Cunha, da Universidade Federal de Pernambuco - UFPE. Parágrafo único. O Comitê será presidido pelo Prof. Dr. Paulo Roberto Rio da Cunha.
Art. 3º. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

MARCO ANTONIO RAUPP