29 de out de 2012

Evento: Ação cultural


O Congresso Nacional pela Qualidade da Ação Cultural em bibliotecas, arquivos, museus e centros culturais, será em Belo Horizonte, no SESC Palladium durante os dias 20, 21 e 22 de maio de 2013.

A proposta do evento nasceu da Associação dos Bibliotecários de Minas Gerais, ABMG e da Escola de Ciência da Informação da UFMG, que possui os cursos de graduação em Biblioteconomia, Arquivologia e Museologia, obtendo o valioso apoio do SESCMG, do Conselho Regional de Biblioteconomia 6ª região e outras instituições ligadas ao setor da área da informação.

O evento tem como objetivo conhecer as práticas adotadas pelas instituições e por meio da análise dos relatos dos seus representantes e das apresentações de trabalhos, com a colaboração de professores, pesquisadores e especialistas, identificar possíveis indicadores para desenvolver ações culturais, de incentivo à leitura, de democratização da informação, de acesso à cultura e de inclusão social.

Para isso pretendemos reunir em maio de 2013 representantes, diretores, planejadores e profissionais de diversas instituições culturais (bibliotecas, arquivos, museus e centros culturais) que a alguns anos, constituem instituições de sucesso em suas áreas de atuação em Belo Horizonte e outras cidades brasileiras e do exterior.

Maiores detalhes no URL:

Verba para periódico científico


ATENÇÃO: Chamada pública incentiva publicação de periódicos científicos O prazo final para submissão de propostas é o dia 3 de dezembro. Estão abertas as inscrições para a Chamada MCTI/CNPq/MEC/CAPES Nº 09/2012 que visa apoiar e incentivar a editoração e a publicação de periódicos científicos brasileiros em todas as áreas de conhecimento.

A chamada é fruto de parceria da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Terá prioridade o apoio às revistas divulgadas por meio eletrônico, na internet, em modo de acesso aberto, ou de forma impressa/eletrônica simultaneamente.

As propostas aprovadas serão financiadas com recursos no valor global estimado de R$ 6 milhões. O prazo final para submissão de propostas é o dia 3 de dezembro. As propostas devem ser acompanhadas de arquivo contendo o projeto e encaminhadas ao CNPq exclusivamente via Internet, por intermédio do Formulário de Propostas Online, disponível na Plataforma Carlos Chagas.

Detalhes no URL:

USP lança portal de revistas


O Sistema de Bibliotecas da Universidade de São Paulo acaba de lançar o seu Portal de Revistas, que conta com 104 títulos.

Detalhes no URL: www.revistas.usp.br/wp/

Biblioteca Nacional complete 202 anos


A Biblioteca Nacional comemora, nesta segunda-feira, 29/10, 202 anos de existência. Uma das dez maiores bibliotecas do mundo e a maior da América Latina segundo a UNESCO, a Biblioteca Nacional funciona diariamente e atende pesquisadores, estudantes e visitantes em geral (a partir do ano passado, passou a abrir também nos finais de semana e feriados para visitas guiadas). Seu acervo de 9 milhões de livros, jornais, revistas, fotografias, documentos e manuscritos, que inclui muitas raridades, abrange mil anos da cultura letrada da humanidade. As visitas orientadas por guias especializados é uma boa maneira de conhecer a história da biblioteca que chegou nas caravelas junto com a corte portuguesa e a arquitetura do prédio-sede construído há um século no centro do Rio. As visitas são grátis e acontecem de segunda a sexta de 10h às 17h, e sábados, domingos e feriados de 12h30 às 16h30. Para passeios especiais ou grupos, é recomendável agendar antes. A Biblioteca Nacional oferece também visitas guiadas em inglês e espanhol.

Mais informações pelos telefones (21) 2220-9484 e (21) 3095 – 3881, ou através do e-mail: visiguia@bn.br

Evento: Acervo raro


O Encontro Nacional de Acervo Raro, organizado pelo Plano Nacional de Recuperação de Obras Raras (Planor), da Fundação Biblioteca Nacional, terá como tema este ano uma discussão sobre os Critérios de Raridade de Acervos Raros e Especiais. O evento, já em sua 10ª edição, será nos dias 7 e 8/11. Entre os palestrantes, há vários especialistas da própria Biblioteca Nacional, como Ana Virgínia, Chefe da Divisão de Obras Raras, Jayme Spinelli, Coordenador de Preservação, Elizete Higino, Chefe da Divisão de Música e Arquivo Sonoro, e Maria Dulce de Faria, Chefe da Divisão de Cartografia.

Detalhes no URL: http://www.bn.br/planor/eventos.html

Nova Brasiliana nos Estados Unidos


Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 27/10/2012.

Autora: Maria Fernanda Rodrigues.

A coluna Babel informou no último sábado que todo o material doado em 2006 pelo historiador e professor de história latino-americana Thomas E. Skidmore à Brown University, nos Estados Unidos, que inclui 6 mil itens, entre os quais livros em português e inglês sobre o Brasil, ganhou espaço próprio com a inauguração, esta semana, da Brasiliana Collection, na Biblioteca da universidade.

25 de out de 2012

Universidade de Coimbra lança biblioteca digital


Fonte: Blogtailors. Data: 16/10/2012.

URL: http://blogtailors.com/

O blog português Blog Tailors informa que a Universidade de Coimbra lançou a plataforma UC Digitalis, um projeto para a agregação e difusão de conteúdos digitais de matriz lusófona, que pretende intensificar a ligação da Universidade com o contexto envolvente ao nível nacional e internacional. “Encontram-se integradas no projeto as plataformas Pombalina eImpactum. A primeira é um repositório digital de livros, diretamente ligado à atividade editorial da Imprensa da Universidade de Coimbra, apresentando-se com 1001 e-books e 500 artigos alojados na Impactum, repositório digital de publicações periódicas. Os artigos e cerca de metade dos e-books encontram-se em acesso livre, sendo apenas possível aceder aos restantes através de IP institucional.”

Biblioteca Pública de Niterói investe em inclusão social


Fonte: Correio do Brasil. Data: 17/10/2012.

URL: http://correiodobrasil.com.br/biblioteca-publica-de-niteroi-investe-em-inclusao-social/530816/

A Biblioteca Pública de Niterói vai além do incentivo à leitura. Diante da grande quantidade de moradores de rua que visitavam o prédio para acessar a internet a aproveitar o ar-condicionado, a direção decidiu desenvolver atividades de inclusão social.

Aos poucos, a aproximação dos funcionários foi decisiva na orientação de pesquisas, na emissão de documentos e no encaminhamento para albergues. O resultado transformou a vida desses frequentadores e foi além: deu ao espaço o direito de ser o único no Brasil aceito como membro da comunidade internacional de bibliotecas Beyond Acess. O trabalho em Niterói foi apresentado em uma conferência em Washington (EUA).

Ex-moradores da Rua Amaral Peixoto, no centro de Niterói, Eduardo Bispo, de 21 anos, e Jaqueline Paixão, de 19, consideram que tiveram suas esperanças renovadas com o apoio da biblioteca. Incentivados a regularizar os documentos, conseguiram sair da rua com o trabalho de reciclagem, alugaram um quarto e reconquistaram a custódia do filho de 7 meses novamente.

- Não acreditava nem que poderia entrar na biblioteca mal vestido. Estava desacreditado e aprendi que poderia seguir em frente – disse Eduardo, que gosta de acessar a internet e ler biografias.

Um espaço diferente

As mudanças da biblioteca surgiram após a reforma do Governo do Estado, finalizada em julho do ano passado. Com mais de 50 mil obras no acervo, entre livros e DVDs, a biblioteca oferece oficinas culturais, leituras dramatizadas, palestras e visitas guiadas. Cinquenta computadores e 24 notebooks estão espalhados pelas salas para pesquisa na internet.

Ludoteca (com brinquedos educativos para crianças) e sala de audiovisual completam as instalações.

- A combinação do antigo com o novo transformou a biblioteca num point. Nós nos reinventamos: montamos oficinas, desenvolvemos trabalhos com crianças e incentivamos a cidadania de moradores de rua – afirmou a diretora Glória Blauth

Bibliotecária de Auschwitz não se considera uma heroína


 

URL: http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI6209021-EI8142,00-Bibliotecaria+de+Auschwitz+nao+se+considera+uma+heroina+da+cultura.html

Uma mulher, que cuidava de uma pequena biblioteca, foi responsável por proporcionar um pequeno oásis de sanidade mental em meio ao horror de um campo de extermínio nazista, em Auschwitz, que apesar de não ajudar a sobreviver, fornecia um resquício de esperança.

Seu nome é Dita Kraus e atualmente tem 82 anos. Sua trajetória foi contada pelo escritor Antonio G. Iturbe, no romance A bibliotecária de Auschwitz, que parte de fatos reais para criar uma história de ficção na qual Dita é uma autêntica heroína da cultura, encarregada de cuidar de uma biblioteca clandestina no campo nazista.

Mas a Dita Kraus real afirmou, em entrevista à agência EFE em Praga, que não se considera uma heroína. "Nem fui especialmente forte, só que sempre tive a convicção de que não iria morrer, de que não acabaria na câmara de gás", declarou ao lembrar de sua infância.

Dita chegou a Auschwitz quando tinha 13 anos, procedente do gueto judeu de Terezin, na República Checa. "Em Auschwitz, havia uma coisa única. Havia um barracão de crianças. E como menina, estive neste barracão e era responsável pelos poucos livros que havia no local. Era algo único que não existia em outros campos de concentração", relatou.

Na realidade, dos livros que estavam lá, Dita só se lembra de um. "Tenho certeza de que Uma Breve História do Mundo, do romancista e filósofo britânico H.G. Wells, estava lá".

Dita se encarregava de cuidar desse livros, "alguns sem capas", e emprestá-los para as outras crianças, embora afirme que os livros não ajudavam a sobreviver. "Eles não tinham esse papel".

Segundo Dita, "Antonio Iturbe exagerou um pouco nisso", já que a tese do romance é que a literatura serviu de antídoto para o sofrimento e contribuiu para libertar as civilizações de seus fantasmas.

Os livros de Auschwitz, lembra Dita, chegavam das mãos de um presidiário polonês que selecionava a literatura em checo para as crianças do barracão 31 quando os novos presos chegavam à rampa de acesso e perdiam seus bens.

Com tudo, o barracão infantil, de fato, chegou a se transformar em uma espécie de oásis, como lembrou em várias de suas obras o escritor B. Kraus, também internado no campo de extermínio, onde conheceu Dita Kraus, com quem se casou mais tarde.

A passagem por Auschwitz marcou para sempre Dita. "Perdi toda a minha família ali. Meus pais e avôs e todos os meus tios", lamentou. "Penso que ninguém pode imaginar como é ser enviado para a câmara de gás". Dita ainda sofre com pesadelos frequentes pelo o que aconteceu com seus parentes.

"Meu sogro passou por isso. Não consigo superar. Por ele, penso na câmara. Não é uma morte rápida", disse. "Às vezes, me vem esse sentimento. Me identifico com o sofrimento que deviam ter na câmara de gás, que parecia com uma ducha. Porém, ao invés de água, soltavam gás e as pessoas começavam a ficar sufocadas e gritar", lembrou.

E Dita sofre ao ver que "as mães tentavam proteger seus filhos para que não fossem envenenados. Isso é uma das piores coisas que pode existir", acrescentou. Dita viaja para Barcelona e durante sua estadia na Espanha participará da apresentação do romance de Iturbe.

Google faz acordo com editores


Fonte: iBahia. Data: 7/10/2012.

URL: http://www.ibahia.com/detalhe/noticia/google-faz-acordo-com-editores-para-colocar-livros-em-sua-biblioteca-virtual/

O acordo aconteceu após o Google aceitar que as editoras decidissem se querem ou não que suas obras façam parte da coleção de materiais digitalizados

O Google e a Associação Americana de Editoras (AAP, na sigla em inglês), anunciaram um acordo sobre a digitalização de conteúdos protegidos por direitos autorais para o projeto da biblioteca virtual (Library Project) da empresa tecnológica.

O acordo aconteceu após o Google aceitar que as editoras decidissem se querem ou não que suas obras façam parte da coleção de materiais digitalizados pela companhia californiana, os quais estão disponíveis na ferramenta Google Books. No entanto, apenas 20% do conteúdo total de cada obra é acessado gratuitamente.

As editoras que optarem por deixar que seus trabalhos façam parte da base de dados do Google terão a possibilidade de solicitar uma cópia digital para seu uso, mas o acordo não impede que as editoras americanas possam assinar outros contratos individuais com o Google para o uso de seus trabalhos.

A disputa entre a AAP e o Google começou em outubro de 2005, quando cinco editoras (The McGraw-Hill Companies, Pearson Education, Penguin Group, John Wiley & Sons e Simon & Schuster) processaram a Google por infringir as leis de direitos autorais de propriedade intelectual.

O Google Library Project é um facilitador na busca de livros relevantes, especialmente aqueles que não podem ser encontrados de nenhum outro modo, como os livros descatalogados, sem violar os direitos de autores e editores'.

Complexo do Alemão ganha biblioteca


Fonte: Jornal do Brasil. Data: 05/10/2012.

Moradores do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, ganharam uma biblioteca com 1.200 livros, revistas e gibis doados pela Academia Brasileira de Letras. Os frequentadores também terão acesso a oito computadores, poderão assistir filmes, ouvir CDs e participar de oficinas. Os livros, DVDs e CDs não podem ser retirados do espaço. A biblioteca fica dentro da Estação Palmeiras do teleférico e ficará aberta de terça-feira a sábado, das 10h às 19h. A entrada é gratuita.

21 de out de 2012

Petição pública: mudanças no setor do livro, leitura e literatura

Abaixo-assinado CARTA ABERTA À PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF O SETOR DO LIVRO, LEITURA E LITERATURA PEDE PROVIDÊNCIAS

Para:Presidenta da República Federativa do Brasil

Senhora Presidenta,

Os que assinam esta Carta Aberta o fazem por entender que se esgotaram todas as possibilidades de mudanças nos rumos das políticas voltadas para a área do livro, leitura e literatura no âmbito do MinC (Ministério da Cultura) e FBN (Fundação Biblioteca Nacional). Para nós, é necessário que a Senhora, como leitora e incentivadora destas políticas, conheça de perto o real quadro deste importante e fundamental setor para a construção de uma nação realmente desenvolvida e independente.

Antes de expor nossos argumentos, é importante salientar que as pessoas que assinam este documento militam na área de cultura e foram, em sua maioria, defensoras de sua eleição. O principal motivo que nos levou a apoiá-la, além de outros avanços nas diversas áreas do país, foi o gigantesco salto dado pelo Brasil na construção de uma política de cultura como política de Estado nos dois governos Lula e, mais especificamente, os enormes passos dados na construção de uma política voltada para o livro, leitura e literatura, visando responder a enorme dívida social que o Estado Brasileiro tem com sua sociedade: o nosso grande déficit de leitores.

A Senhora representava a manutenção deste projeto e sua grande possibilidade de fazê-lo avançar ainda mais. Estávamos todos entusiasmados com o momento que o país vivia e confiantes de que o projeto político-cultural seria mantido. Sabíamos que ajustes eram necessários, mas também sabíamos que a manutenção da base e do caminho trilhado até sua posse seria o mais coerente.

Senhora Presidenta, não vamos aqui detalhar os problemas enfrentados na gestão da ministra Ana de Holanda, que vem recebendo muitas críticas de setores que sempre apoiaram os rumos das políticas culturais do Governo Federal desde a posse do ex-presidente Lula. Vamos nos limitar a analisar as questões relacionadas às políticas para o livro, leitura e literatura.

Desgoverno e propaganda
Senhora Presidenta, todo o problema na área do livro, leitura e literatura começou com a intervenção anti-democrática do senhor Galeno Amorim, nomeado presidente da FBN no início de 2011, que se dedicou a desmontar estruturas importantes em nosso setor, a desmobilizar o Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura e a retroceder em conquistas fundamentais, tudo em função de uma desastrosa centralização das políticas na Fundação Biblioteca Nacional.

Alertas para os problemas que trariam estas manobras, diversas moções e recomendações, além de correspondências encaminhadas à ministra Ana de Holanda, e ao presidente da FBN, Galeno Amorim, foram redigidas e manifestadas no âmbito do Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura e do Conselho Nacional de Política Cultural, instâncias do MinC para a participação da sociedade civil. Infelizmente, estas manifestações foram ignoradas.

A centralização das políticas para o setor em um único organismo, a Fundação Biblioteca Nacional, provocou o maior retrocesso que a área viu desde que se iniciou a implantação das políticas públicas para o livro, leitura e literatura. A Diretoria do Livro, Leitura e Literatura - DLLL, que funcionava vinculada à Secretaria de Articulação Institucional do MinC, passou a ser subordinada à FBN e iniciou-se um claro processo de desmonte de sua estrutura.

É preciso salientar que a conquista desta diretoria na estrutura do MinC representou grandes avanços para o setor. Sua mudança de subordinação administrativa gerou um intencional rebatimento político negativo com a paralisia de vários projetos como o PNLL (Plano Nacional do Livro e Leitura) e de uma mudança prejudicial no foco das políticas: antes voltadas para a formação de leitores e agora curvada ao comércio de livros, para atender alguns interesses imediatos do mercado editorial.

Esta mudança de foco atende a demandas antigas do mercado, mas é contraditória à medida que reduz os investimentos nos eixos estruturantes das políticas do setor: a criação literária e a formação de leitores, reduzindo o papel do Estado a agenciar políticas para a formação de uma imensa massa de novos consumidores, atendendo ao apetite desmedido do mercado.

Não temos posição contrária a políticas que dinamizem a indústria e o mercado editorial. O que questionamos é o que se nos revela como miopia política pela inversão de valores: a priorização dos interesses imediatos do mercado, em detrimento justamente das dimensões que dão lastro, sentido e qualidade às políticas públicas nacionais do livro, leitura e literatura: a Formação de Leitores. O que questionamos é a ênfase no livro como mera mercadoria e no leitor como simples consumidor desta mercadoria – e não como cidadão com direito universal de acesso ao conhecimento.

Para comprovar esta mudança de foco, fizemos um rápido levantamento dos investimentos feitos em 2011 e algumas comparações com 2010:

A FBN/MinC investiu no ano passado cerca de R$ 40 milhões no Livro Popular, um projeto para resolver as questões impostas pelo mercado, mais cerca de R$ 4 milhões em feiras do livro, contra apenas cerca R$ 6 milhões em leitura e pouco mais de R$ 2 milhões em fomento à literatura, ainda assim, parcialmente executadas e às custas do congelamento de políticas de sucesso implementadas pelo próprio MinC, e seus órgãos subordinados, como a Funarte, de 2007 para cá.

Em 2010 estavam aprovados e orçados no Fundo Nacional de Cultura (com editais com pareceres favoráveis) R$ 30 milhões para a área do livro, leitura e literatura. O único edital executado foi o de R$ 3 milhões para as pequenas e médias livrarias (que se insere nas demandas do mercado, apesar de o defendermos como de extrema importância, pois está vinculado à promoção cultural nestes espaços, que enfrentam a concorrência desigual das grandes redes). Os demais editais, todos voltados para a formação de leitores, mediadores e área literária foram ignorados pela nova gestão da FBN.

Vale ressaltar que o edital das livrarias foi aberto antes de o senhor Galeno Amorim assumir a FBN (em janeiro de 2011) e concluído a partir de uma pressão exercida pelo Colegiado, demanda assumida pelo secretário de Articulação Institucional do MinC, Luiz Roberto Peixe, e pelo então diretor da Diretoria do Livro, Leitura e Literatura, Fabiano Santos Piúba.

Segundo dados da própria FBN, é possível apurar os seguintes números orçados para a ação das políticas do livro, leitura e literatura em 2011, ainda que não saibamos da sua real execução:

LIVRO
- Edital para compra do Livro Popular: R$ 36,9 milhões
- Gestão do Livro Popular: R$ 1,5 milhão
- Circuito de Feira de Livros: R$ 3,3 milhões
- Gestão e execução do programa Livraria Popular: R$ 2 milhões
- Feira de Frankfurt: R$ 1 milhão
Total: R$ 44,79 milhões

Cabe ressaltar um dado grave: o montante destinado ao Edital de Compra dos Livros Populares é resultado de uma emenda parlamentar do deputado Angelo Vanhoni (PT-PR) que deveria ser executada com a finalidade de modernizar e implantar bibliotecas.

BIBLIOTECAS
- Edital Mais Cultura de Apoio a Bibliotecas: R$ 2,065 milhões
- Modernização da Biblioteca Estadual do RS: R$ 2,362 milhões
- Kits de Modernização de Bibliotecas Municipais: R$ 4,319 milhões
Total: R$ 8,746 milhões

LITERATURA
- Internacionalização: R$ 1 milhão
- Bolsas de Tradução: R$ 256 mil
- Caravana de escritores: R$ 1 milhão
Total: R$ 2,256 milhão
1. O presidente da FBN chegou a anunciar R$ 1 milhão para o programa de tradução, mas foram investidos apenas R$ 256 mil.
2. Não há clareza sobre o que significa o item orçamentário “Internacionalização”
3. O programa de Caravana de Escritores ainda não saiu do papel.
Ou seja, o investimento real em literatura, na verdade, se resumiu a pouco mais de R$ 1 milhão.

LEITURA
- PROLER (Cidadania e Leitura): R$ 2,1 milhões
- Agentes de Leitura: R$ 2,84 milhões
- PROLER (Formação de mediadores): R$ 912 mil
- Pontos de Leitura/Quilombolas: R$ 300 mil
Total: R$ 6,152 milhões

Vale lembrar que:

1. As ações do ProLer foram orçadas em 2010.

2. No programa Agentes de Leitura, havia R$ 5 milhões aprovados pela Comissão Nacional do FNC, mas a direção da FBN retirou R$ 2,16 milhões para o Programa Livro Popular, reduzindo para quase a metade as possibilidades de investimentos no principal programa formador de leitores do país.

3. A FBN coloca na conta cerca de R$ 7 milhões de restos a pagar de 2010 do Mais Cultura do MinC para convênios com os Estados e com as Prefeituras.

O resumo, SENHORA PRESIDENTA, é que para 2011 foram prometidos os seguintes blocos de investimentos, ressaltamos, sem o aval do Colegiado Setorial, e que caracteriza bem a mudança de foco do MinC/FBN nas políticas do livro, leitura e literatura:

- Livros: R$ 44.792.000,00
- Bibliotecas: R$ 8.746.000,00
- Literatura: R$ 2.256.000,00
- Leitura: R$ 6.152.000,00

Em torno de 76% voltados para ações de livros e em torno de 60% desse orçamento para a compra exclusiva de livros. A justificativa para os investimentos em compra de livros pode até ser a de que beneficiarão as bibliotecas, mas uma rápida análise comprova que a necessidade de nossas bibliotecas está muito além da simples renovação de seus acervos, sendo muito maior a necessidade de qualificação e ampliação de seus quadros profissionais (mediadores de leitura), a modernização de seus espaços, a presença de escritores dialogando diretamente com o público e sua transformação em verdadeiros centros culturais e não apenas meros depósitos de livros. Cabe ressaltar ainda que esta compra de livros populares, em boa parte, é feita a partir de estoques não vendidos das editoras (ou seja, edições antigas).

Outro investimento paralisado em 2011 (este não se trata de valores, mas sim de vontade política), definido como prioridade pela no processo da II Conferência Nacional de Cultura e pelo Colegiado Setorial, trata da institucionalização das Políticas:

- Instituto Nacional de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas
- Lei do Plano Nacional de Livro e Leitura
- Fundo Setorial Pró-Leitura

Há ainda os editais não executados em 2011, previstos no Fundo Nacional de Cultura em 2010:
1) Edital Todos pela Leitura - R$ 11 milhões
2) Edital Cidades de Leitores – R$ 3 milhões
3) Edital de Bolsa de Criação, Difusão, Formação e Intercâmbio Literário - R$ 10 milhões
4) Edital de Produção e Circulação de Periódicos Literários - R$ 3 milhões

Todos estes investimentos garantiriam R$ 14 milhões a mais nos programas de formação de leitores e outros R$ 13 milhões na área de literatura. A FBN/MinC subtraiu esses recursos para direcioná-los todos a compra de livros.

Vale lembrar ainda neste item, que em 2010 foram investidos R$ 4 milhões da Funarte nas Bolsas de Criação e Circulação Literária, programas que foram interrompidos em 2011 (ou seja, mais uma redução no investimento em literatura), com a promessa de retornarem em 2012. Este investimento foi interrompido por interferência direta da presidência da FBN, que gestionou para que estas bolsas fossem retiradas da Funarte.

PNLL – Plano Nacional do Livro e da Leitura
O PNLL é nosso documento de referência, não só por consolidar os grandes eixos do corpo das políticas públicas do livro, leitura, literatura e bibliotecas, mas por ser fruto do esforço dialogado entre governo e sociedade civil, e por ter sido, senão o primeiro, um documento de referência nas políticas culturais, inspirador para outros setores da cultura desencadearem o processo de elaboração de seus respectivos Planos.

A sistematização desse rico processo e seu grau de reconhecimento está bem posta no prefácio do José Castilho Marques Neto, ex-secretário Executivo do PNLL, na publicação PNLL Textos e História: 2006-2010, quando afirma que:
“Com o PNLL e seu desdobramento nos Planos Estaduais e Planos Municipais de Livro e Leitura, que já começam a acontecer desde 2009 em muitos cantos do país, o Brasil pode afirmar que está próximo de conquistar uma Política de Estado para a leitura.

O Brasil alcançou com o PNLL um patamar político e conceitual que é imprescindível para se consolidar uma Política de Estado para o setor, isto é, o desejado consenso entre governo e sociedade tanto no diagnóstico do que é preciso fazer quanto nos objetivos a alcançar para se tornar um país de leitores.

A obtenção deste consenso foi o que mais projetou o PNLL para os países ibero-americanos, tornando-o referência para muitos dos planos de leitura que também se desenvolvem nos países irmãos do continente americano e no mundo ibérico.
Os entrelaçamentos conceituais e práticos da ação do Estado com a sociedade e a indissociabilidade entre a cultura e a educação na formação de leitores são pontos referenciais que o PNLL do Brasil possui e foram intensamente debatidos e assimilados como necessidade da política pública de leitura em inúmeros foros internacionais”.

O PNLL está paralisado desde a saída do então secretário-executivo, José Castilho, em abril de 2011, o que torna o quadro das políticas para o livro, leitura e literatura ainda mais desalentador. Somente em dezembro de 2011 foi nomeada a professora Maria Antonieta Cunha, para substituí-lo. Para piorar a situação, dois meses depois Antonieta foi anunciada como nova titular da DLLL, deixando novamente acéfala a direção do PNLL.

Com a demora na nomeação da substituta do Castilho, a insegurança política gerada e o desmantelamento da equipe, o Plano ficou um ano praticamente paralisado. Em 2010 havia cerca de 700 municípios cadastrados. Além de não haver registro confiável da ampliação dos planos municipais em 2011, o DLLL não consegue monitorar o andamento dos Planos municipais e estaduais em curso.
O aspecto mais transparente desta paralisia pode ser resumido em três exemplos: desde abril de 2011 o site do PNLL não é atualizado, desde dezembro de 2010 não é expedido o boletim semanal do Plano e em 2010 foram realizados quatro cursos para gestores de PELLs e PMLLs, enquanto em 2011 somente um até março e outro iniciado em abril.

AGENTES DE LEITURA
Em 2011 foram formados 164 agentes de leitura nos municípios de São Bernardo do Campo (SP), Nilópolis (RJ) e Canoas (RS).
Os dados do MinC informam que até 2010 existiam convênios que garantiam a ação de 3.877 agentes de leitura em todo o país, divididos entre 9 governos estaduais, 16 municipais e três consórcios intermunicipais.
Fundo Pró-Leitura e Sistema Nacional de Bibliotecas
Outra situação grave, que vale ressaltar sempre, é o completo desaparecimento de pauta do Projeto de lei de criação do Fundo Pró-Leitura (projeto que vinha tramitando com pareceres técnicos e jurídicos consolidados dos ministérios da Cultura, Educação, Planejamento, mas sobretudo da Fazenda, que redigiu a forma e estrutura da Contribuição Social).

Esse projeto surgiu a partir da desoneração fiscal em 2004, pelo Governo Lula, do PIS/COFINS/PASEP para editoras, livrarias e distribuidoras. Em contrapartida, estes setores do mercado editorial se comprometeram e assinaram documentos em torno do compromisso de contribuir com 1% do faturamento anual para o Fundo Pró-Leitura. Os impostos que foram reduzidos a alíquota zero pelo Governo Federal impactavam em média 9% do faturamento da cadeia produtiva. Este processo nunca foi concluído, sempre sofreu oposição do setor produtivo e, coincidentemente com a entrada do referido atual presidente da FBN no gerenciamento das políticas, o debate desapareceu.

Por último, neste arrazoado de informações, também ficou esquecido o projeto de fortalecimento ou revitalização do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP). Apesar dos anúncios de investimentos em bibliotecas, o cenário beira o descaso quando se trata de bibliotecas municipais. Basta analisar o Censo Nacional de Bibliotecas Públicas.

Senhora Presidenta,
quando sistematizamos as informações referentes ao exercício de 2011, fica claro quais foram as prioridades desta gestão. Não somos oposição a este governo, muito pelo contrário, trabalhamos muito, vidas inteiras, para ajudar este projeto a ser implementado no País. Por isso é muito triste ver os rumos tomados pelo MinC/FBN em sua gestão.

É grande a ideia do PNLL: construir programas de base para a formação de leitores, valorizando os agentes de leitura e a centralidade da biblioteca; fomentando a nossa produção literária e a formação de educadores-leitores. O avanço seria inestimável se tudo isso continuasse no mesmo rumo, e o setor do livro, leitura e literatura daria uma contribuição imensa para a formação da base da nação que tanto sonhamos e tanto desejamos.

Sem o devido investimento em leitores, literatura e livros, jamais daremos o salto de que somos responsáveis: a proteção, garantia e efetivação do Direito Humano de toda a população brasileira ao seu pleno desenvolvimento cultural, educacional, econômico e social, onde o desenvolvimento das práticas leitoras exerce um papel estruturante.

Antônio Cândido, um dos nossos grandes intelectuais, que tanto reflete sobre a literatura como Direito Humano, afirma que esta é “fator indispensável de humanização” e “confirma o homem (o ser) na sua humanidade”, palavras que dialogam com as de Vargas Llosa, quando afirma que “a cultura, a literatura, as artes, a filosofia, desanimalizam os seres humanos, ampliam extraordinariamente seu horizonte vital, atiçam sua curiosidade, sua sensibilidade, sua fantasia, seus apetites, seus sonhos, e os tornam mais porosos à amizade e ao diálogo”.

Portanto, a prioridade na consolidação da política pública do livro, leitura e literatura, como política de Estado e com foco primordial na formação de leitores, na qualificação/ampliação de seus espaços e profissionais e no fomento à criação literária, é fundamental para a formação de sujeitos atuantes na construção de um modelo de desenvolvimento sustentável, pautado nos princípios da justiça e da igualdade.

Por isso, Senhora Presidenta, é que apelamos para sua atenção ao assunto, já que, como salientamos no início deste documento, todas as tentativas de diálogo da sociedade civil com o Ministério da Cultura resultaram em frustração e desmonte de um trabalho construído ao longo de anos.

Nossas melhores saudações democráticas,

Nilton Bobato, escritor e professor. Representante da Região Sul no Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura, e membro titular do Conselho Nacional de Política Cultural/CNPC.
Edgar Borges, escritor e jornalista. Representante da Região Norte no Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura.
Ademir Assunção, escritor e jornalista. Representante dos escritores (Cadeia Criativa) no Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura
Rogério Barata, pedagogo, formador de professores-leitores, contador de histórias. Representante da Cadeia Mediadora no Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura.
Mileide Flores, livreira. Representante da Região Nordeste no Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura, e coordenadora do Fórum de Literatura, Livro e Leitura do Ceará.
João Castro, poeta. Representante dos escritores (Cadeia Criativa) no Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura e presidente da União dos Escritores da Amazônia.
Izaura Ribeiro Franco, escritora e editora. Representante da Região Centro-Oeste no Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura.
Nêmora Rodrigues, bibliotecária. Representante da Cadeia Mediadora no Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura, e presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia.
Almir Mota, escritor, editor e produtor cultural. Representante dos escritores (Cadeia Criativa) no Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura.
Jasmine Malta, professora mestra da Universidade Federal do Piauí. Membro do Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura – Cadeia Produtiva.
Kelsen Bravos, professor, editor e escritor. Membro do Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura – Cadeia Mediadora.
Benita Prieto, contadora de histórias e produtora cultural. Membro do Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura – Cadeia Mediadora.

Os signatários
O apoio à petição pode ser feito no URL:
http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N23373

20 de out de 2012

Petição pública: biblioteca no metrô

«Incentivo à Leitura e ao Programa Embarque na Leitura das Estações do Metrô»
http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N30414

Eu concordo com este abaixo-assinado e acho que também concordarás.

Assina o abaixo-assinado aqui
http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N30414 e divulga-o por teus contatos

18 de out de 2012

Geração hiperconectada


Fonte: O Globo. Data: 17/10/2012.

No mundo povoado por sete bilhões de pessoas, há seis bilhões de celulares. A conclusão dos especialistas é que a tecnologia chega em lugares em que não há nem água potável. Quanto mais rico um país, mais acesso aos "gadgets". O termo tipicamente "nerd" significa novas geringonças tecnológicas. No Brasil, já existem mais celulares habilitados do que gente: 1,4 por pessoa. Com internet à mão, o país está no topo do ranking de tempo gasto na rede. A fartura de crédito - é possível comprar um computador em 12 suaves prestações - também contribui para o surgimento de uma geração viciada em internet: os hiperconectados.

"A minha mãe não entende: eu não sou viciado em internet", reclama o estudante Lucas Honda, de 15 anos. Morador de Brasília, o adolescente não se conforma com a proibição imposta pela mãe. Foi obrigado a ficar um fim de semana inteiro longe do iPhone. Ele já acorda conectado e ficou em recuperação "só" em duas matérias. Longe do seu xodó, tem de se contentar "apenas" com o iPad e o computador: onde também assiste a filmes e se diverte com os games.

Uso com limites - Offline é um status que só usa quando está na sala de aula. O recreio de Lucas serve para atualizar os 500 amigos do Facebook sobre as novidades das últimas horas e checar o que acontece no universo do Twitter. Pelo celular ainda olha as fotos que os contatos botaram no Instagram e responde as mensagens que recebeu no Whatsapp: o aplicativo da moda que funciona como o "messenger" para telefones. Os torpedos não pesam na conta no fim do mês porque as mensagens são envidas pela internet. E ainda podem ser mandadas para uma lista específica de contatos.

O ritual da atualização se repete ao soar do sinal que encerra o dia na escola. Antes do almoço, as novidades são checadas de novo. À tarde, faz as tarefas enquanto fica "logado" nas redes. "Eu sei me controlar porque sei a hora de fazer as minhas obrigações. Só a minha mãe acha que não sei."

A mãe do adolescente tem razão ao impor limites ao filho, segundo Cristiano Nabuco, professor da Universidade de São Paulo (USP), um dos maiores especialistas do assunto no Brasil.

No seu consultório, vivencia experiências dramáticas e não hesita em responder qual foi o pior caso que enfrentou. Conta que uma mãe desesperada levou um adolescente de 15 anos para se tratar após ter sido notificada pelo condomínio. Foi multada porque seu filho atirava cuecas sujas pela janela para não ter de "pausar" o videogame e ir ao banheiro. Entre os recordes que conseguiu, está jogar 45 horas interruptas. "Quando fui tratar o garoto, ele virou para mim e disse que, se bobeasse, ganhava muito mais dinheiro jogando do que eu", contou Nabuco.

Pela internet, o adolescente vendia caro os pontos que conseguia no videogame. É obeso mórbido, filho de pais separados e a mãe dava pouca atenção ao filho. Ele abandonou o tratamento.

Nabuco explica que os adolescentes, mais até que as crianças, são a principal faixa da população vulnerável ao vício da conexão na rede por não ter cérebro fisiologicamente maduro e perder com facilidade a noção do tempo. Mas ressalta que o mundo hoje, mergulhado em tecnologia, acentua essa situação. Um dos exemplos é que muitos filhos ensinam aos pais os meandros das novas mídias. E esse é um fato que parece natural, mas é a inversão dos princípios da humanidade, diz Nabuco.

Entrar na internet funciona para quem tem o vício como álcool ou droga: traz paz momentânea. Alivia a depressão. Dribla fobias sociais. O professor explica ainda que, por isso, depressivos, tímidos patológicos e bipolares são mais propícios a se tornarem dependentes da rede.

Na escola de Lucas Honda, uma das turmas de primeiro ano recebeu tablets para um projeto-piloto: substituir os livros. Alguns colegas passam madrugadas conectados. Substituíram aquelas antigas e enormes conversas típicas de adolescentes por telefone por teclar. A conta do telefone barateou, mas agora alguns pais começam a gastar com psicólogos. "É muito difícil se desconectar, mas no fim de semana o ideal é não responder e-mail nem trocar mensagens e dar mais atenção aos filhos", conclui o professor da USP.

Analice Gigliotti, psiquiatra e chefe do Setor de Dependências da Santa Casa da Misericórdia do Rio, afirma que este problema está crescendo em todo o mundo, mas tem um potencial maior no Brasil, onde a população tende a ser mais conectada que em outras nações. Para ela, a internet e as novidades tecnológicas, se usadas com cuidado, são até positivas para crianças, por estimular áreas do cérebro normalmente "esquecidas" na infância. Mas quando se tornam um problema?

"Para identificar se a pessoa está com problemas, os sintomas são deixar de fazer algo por causa da internet, reclamação de parentes e amigos, sentir a necessidade de estar conectado ou ansioso esperando o momento de estar on-line. Se isso ocorre, é necessário um tratamento", disse ela, por telefone, de Genebra, na Suíça, onde participa de um seminário sobre este tema.

17 de out de 2012

Evento: Gestão do conhecimento


Nas organizações contemporâneas? Como podemos transformar o conhecimento em fontes e fluxos de ativos intangíveis e de capital intelectual? O Programa de Pós-Graduação em Administração (doutorado) da Unigranrio promove, com apoio da FAPERJ, o “I Colóquio Brasileiro de Gestão do Conhecimento, Capital Intelectual e Ativos Intangíveis”.

DATA: dias 6 e 7 de novembro, das 9 às 18h, na Bolsa de Valores, Centro do Rio de Janeiro, Brasil.

Dois conferencistas internacionais confirmaram participação através de videoconferências

1) Goran Roos é professor da Warwick Business (Inglaterra), influente pesquisador nas áreas de estratégia, gestão da inovação e política industrial. Atua como professor de Ativos Intangíveis, Gestão e Avaliação de Desempenho.

2) Alexander Serenko, é professor de Administração e Gestão de Sistemas de Informação na Universidade Lakehead, no Canadá, além de especialista em comércio eletrônico é referência em gestão do conhecimento e inovação.

Detalhes no URL: http://migre.me/aXj3f.

Evento: Seminário sobre Informação na Internet


Já estão abertas as inscrições para o 4º Seminário sobre Informação na Internet, 3º GECIC e 10º Workshop Brasileiro de I.C. e Gestão do Conhecimento. Os eventos organizados pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) serão realizados no período de 19/11 a 21/11/2012, no Parlamundi, em Brasília.

Desde 2006, o IBICT vem realizando o Seminário sobre Informação na Internet na presença massiva de representantes do governo, da iniciativa privada e da academia. Temas como a banda larga no Brasil; transparência governamental; gestão da informação pessoal; os jovens e as mídias digitais; a privacidade e as redes sociais; acesso aberto e direitos autorais; o livro eletrônico no Brasil; a etiquetagem social e a folksonomia; e a preservação digital, entre outros, têm merecido destaque no evento.

Além dos representantes brasileiros destaca-se a participação de diversos consultores internacionais que trazem valiosas experiências existentes em outros países e que por meio de um estudo comparativo passam a integrar o modelo brasileiro de informação sobre a internet.

Evento: Congresso de Biblioteconomia 2013


Congresso Brasileiro de Biblioteconomia 2013 (XXV CBBD - 7 a 10/072013 – FLORIANÓPOLIS).

O Congresso tem como Tema central: Bibliotecas, Informação, Usuários –Abordagens de transformação para a Biblioteconomia e Ciência da Informação

As Áreas Temáticas definidas e os Procedimentos para apresentação e avaliação dos trabalhos encontram-se disponíveis a seguir.

1 TEMÁTICAS DO XXV CBBD 2013

Temática I: Tecnologias de informação e comunicação – um passo a frente

Especificidade e aplicabilidade em Bibliotecas e Serviços de informação. Características das tecnologias versus ambientes de informação e seus usuários. Relações profissionais e pessoais em ambiência digital. Políticas, metodologias e aplicativos para gestão e curadoria de acervos bibliográficos, memoriais e institucionais. Aplicações 2.0 e experiências em redes sociais online. Livros e leitura digitais e portabilidade. Competências e tecnologias na era digital. Avaliação da usabilidade de recursos de tecnologias da informação.

Temática II: Transcompetências: diferenciais do usuários e do profissional da informação

Competências na ambiência das Bibliotecas e Serviços de Informação. Formação dos profissionais da informação. Metacompetências e transcompetências em Bibliotecas e Serviços de Informação. Competências de acesso e uso da informação para a construção do conhecimento. Perspectivas e tendências de estudos e pesquisas sobre Competências em informação. Advocacy. Defesa de interesses, engajamento, ativismos e atuação dos profissionais da informação.

Temática III: Bibliotecas, serviços de informação & sustentabilidade

Inovação e sustentabilidade em Bibliotecas e Serviços de Informação. Projetos e alianças estratégicas. Compromisso social e responsabilidade em Bibliotecas e Serviços de Informação. Promoção do desenvolvimento sustentável em Bibliotecas e Serviços de Informação. Requisitos e valores para uma economia sustentável em Bibliotecas e Serviços de Informação. Bibliotecas Verdes. Avaliação de bibliotecas e serviços de informação.

 

Na novela Carrocel alunos vão à biblioteca


Os alunos decidem fazer uma expedição para desvendar o mistério que ronda a casa abandonada. Mas antes, tratam de se preparar bem para a aventura, buscando o máximo de informações para poder explorar o imóvel. Assim, mesmo no fim de semana, os pequenos vão à biblioteca da escola para pesquisar histórias sobre assombrações. Em meio a tantas prateleiras, eles encontram dois livros do século XIX, que falam sobre fantasmas. Para garantir a segurança, os alunos deixam Paulo (Lucas Santos) e Mário (Gustavo Daneluz) de vigia no pátio do colégio. Até que veem Olívia (Noemi Gerbelli) chegar. Eles correm para avisar Firmino (Fernando Benini) que a diretora está no pátio, e o zelador tenta distrair Olívia;

Verbas para projetos em bibliotecas


Com o objetivo de proporcionar a democratização do acesso a acervos literários, a Petrobrás patrocina projetos de resgate, pesquisa, preservação e organização desses acervos (priorizando aqueles em situação de risco) pertencentes a museus, arquivos e bibliotecas brasileiros. A verba total da área de seleção pública é de R$ 4 milhões e o valor máximo por projeto é de R$ 700 mil para projetos realizados entre julho de 2013 e junho de 2015.

Maiores detalhes no URL:

10 de out de 2012

Editora lança e-book com canções



O Estado de S. Paulo - 10/10/2012 - Por Ubiratan Brasil
O grande diferencial da editora Foz é sua aposta na combinação tecnologia/educação. Trata-se da coleção digital Mestre-Sala, que tem a supervisão da pesquisadora Marisa Lajolo. São títulos baseados em canções clássicas da MPB cuja leitura permite a abertura de links para mapas, fotos, depoimentos, ilustrações. Ou seja, ao mesmo tempo em que desfruta da letra da canção, o leitor/aluno acumula conhecimentos geográficos, históricos, sociológicos. Os primeiros livros chegam no início do próximo ano e serão baseados em “Morena de Angola”, de Chico Buarque, “O Mestre-Sala dos Mares”, de João Bosco e Aldir Blanc, e João e Maria, de Chico e Sivuca. Os próprios autores falarão sobre o processo de criação da obra e sobre o momento em que viviam na época. A confecção de cada livro envolve cerca de 80 pessoas a um custo aproximado de R$ 100mil.

Viva Ziraldo!



Fonte: O Globo. Data: 08/10/2012.
Autor: Ancelmo Gois.
Ziraldo será o homenageado da Bienal do Livro de 2013, no Rio. A 16ª edição do evento, conforme Ancelmo Gois, terá uma área de 400 m² decorada com temas inspirados na obra do mestre do traço. No espaço, que deve receber mais de 170 mil crianças, serão realizadas atividades lúdicas que estimulem o hábito da leitura.

Repositório Institucional da Universidade de Brasília

O Repositório Institucional da Universidade de Brasília, mantido pela
BCE e alimentado com a produção científica da UnB, foi citado como o
segundo melhor repositório brasileiro, no último ranking mundial de
repositórios, publicado em julho de 2012. O Repositório Institucional
da UnB encontra-se na 92º posição no ranking mundial, no total de
1.520 repositórios avaliados. Somos o 4º repositório na América Latina
e o 2º no Brasil.

O "Web Ranking de Repositórios do Mundo" é uma iniciativa do
Laboratório Cybermetrics, grupo de pesquisa pertencente ao Conselho
Superior de Investigacões Científicas (CSIC), maior organismo público
de investigação da Espanha. O Ranking de Repositórios é publicado
desde 2008, em duas edições anuais, geralmente no final de janeiro e
de julho. Para serem avaliados, os repositórios devem ter domínio ou
subdomínio web próprio e abrigar produção científica revisada por
pares.

Um repositório institucional é um repositório interoperável que
consiste de um conjunto de serviços oferecidos para gestão e
disseminação da produção científica e acadêmica de uma instituição de
pesquisa. Todos os seus conteúdos estão disponíveis publicamente e,
por estarem amplamente acessíveis, proporcionam maior visibilidade e
aumentam o impacto da produção científica da instituição.

Mais informações:
Sobre o ranking: http://repositories.webometrics.info/en
Sobre o Repositório Institucional da UnB: http://repositorio.bce.unb.br/