31 de mai de 2012

Como transformar o Brasil em um país de leitores

 Fonte: Jornal da Manhã. Data: 27/05/2012.
Autora: Iana Chan
URL: http://www.jmnews.com.br/noticias/mix/12,21446,27,05,como-transformar-o-brasil-em-um-pais-de-leitores.shtml

Não é por que o livro é caro, nem por que faltam bibliotecas: os brasileiros que não leem alegam desinteresse e falta de tempo.

Não é por que o livro é caro, nem por que faltam bibliotecas: os brasileiros que não leem alegam desinteresse e falta de tempo. Essa é uma das conclusões do seminário "Por um país de leitores: mobiliza, Brasil". Realizado em abril no SESC Vila Mariana pela Fundação Itaú Social em parceria com o Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária), o seminário deixou claro que a formação de leitores é o grande obstáculo que nos separa de uma nação leitora.
Apesar de acreditar-se que a leitura é um hábito importante para a formação do indivíduo, são poucos os brasileiros que efetivamente leem. O diretor regional do SESCSP, Danilo Miranda, resumiu o desafio: "para incentivar a leitura, é preciso que livros sejam incorporados aos nossos interesses, é preciso incentivar não só crianças e jovens, mas também adultos para que leiam".
O problema do acesso ao livro foi praticamente superado com o esforço do poder público em instalar bibliotecas. De acordo com o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), 99% das cidades possuem ao menos uma biblioteca.
Dados da pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil", também apresentada no evento, mostram que apesar de 67% dos entrevistados saberem da existência de uma biblioteca pública em sua cidade, apenas 24% deles dizem frequentá-las e só 12% usam seu espaço para ler. "Se temos a ideia de que a biblioteca é um lugar chato, também pensaremos que o livro é chato", refletiu Jéferson Assunção, secretário adjunto da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul.
Na complexa tarefa de conquistar adeptos ao hábito da leitura, diversas necessidades apareceram na discussão.
Os resultados da pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil" mostraram que o professor ultrapassou a figura da mãe como ator que mais influencia os leitores a lerem. Os pais estão em terceiro lugar. Além disso, 93% leem em casa, por isso, o bom exemplo dos pais diante dos filhos é importante. A relação afetiva e de exemplo também é muito importante. A pesquisa também confirmou o que já sabíamos: quem viu mais a mãe lendo lê mais. Quem ganhou livros quando criança lê mais.
Nota:
O texto integral da terceira edição da “Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil – 2011” (12,63 MB, PDF) pode ser vista no URL:

O futuro das bibliotecas


A entrevista, com o historiador Robert Darnton, foi publicada hoje pela Folha de S.Paulo. Entre outras coisas, o que não está no título, ele fala do futuro das bibliotecas com a digitalização.
O texto completo está no URL:http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1096772-o-eurocentrismo-morreu-diz-historiador-robert-darnton.shtml

Bibliotecas devem ter livros eróticos?


Fonte: Época. Data: 29/05/2012.

Autora: Margarida Telles

URL: http://colunas.revistaepoca.globo.com/mulher7por7/2012/05/29/bibliotecas-devem-ter-livros-eroticos/

Você já ouviu falar de “Fifty Shades of Grey”, o primeiro livro da trilogia escrita por E.L. James? Graças ao seu teor “caliente”, ele ganhou o apelido de “Crepúsculo para adultos”. A história do envolvimento de uma estudante com um empresário adepto do sadomasoquismo conquistou mulheres de todas as idades e fez a obra liderar a lista de livros digitais mais vendidos. Mas a maior polêmica sobre “Fifty Shades of Grey” foi a sua expulsão do catálogo de algumas bibliotecas.
m Brevard County , na Flórida, as bibliotecas públicas decidiram retirar os exemplares do livro de circulação. Os responsáveis afirmaram que não aceitavam pornografia em suas prateleiras. Quando questionados sobre terem obras como o “Kama Sutra” e “Trópico de Câncer”, justificaram que estes são “clássicos”.
A proibição gerou protestos, tanto dos fãs do livro como dos defensores da liberdade de expressão. Uma petição pública pedia a volta do livro, alegando que banir obras é inconstitucional, independente de seu conteúdo. “Não há espaço nas prateleiras das bibliotecas para a censura”, disse a Fundação Americana pela defesa das liberdades civis. Ontem, as manifestações surtiram efeito. As autoridades de Brevard County voltaram atrás, e decidiram colocar novamente “Fifty Shades of Grey” em seu catálogo.
Ainda não li o best seller, embora tenha bastante curiosidade. Dizem que o livro é ruim, em termos de escrita. Linguagem pobre, chavões, o pacote completo. Mas quando ele for editado no Brasil, espero que vá para as nossas bibliotecas. Me lembro do dia em que aluguei o “Trópico de Câncer”, de Henry Miller, na biblioteca da minha antiga faculdade – uma instituição católica.  Não gostei do livro, mas adorei ter constatado isso por conta própria, ao explorar as suas páginas.
Na minha opinião, censura é algo extremamente perigoso. Remete à ditadura, massificação, falta de autonomia civil e prepotência por parte do censurador. O livro é uma porcaria? Então deixe as pessoas decidirem. Como leitores, temos o direito de escolher se queremos ou não ler coisas ruins. Li a saga Crepúsculo inteirinha, achei péssimo em termos de literatura e mesmo assim adorei. Não vejo a hora de fazer o mesmo com “Fifty Shades of Grey”.

25 de mai de 2012

Giron versus biblioteca pública


Abaixo consta um artigo sobre o atendimento feito a um leitor numa biblioteca pública na cidade do Rio de Janeiro. Ele foi escrito pelo jornalista Luis Antonio Giron e publicado na revista Época, de 15 de maio de 2012. Esse texto causou enorme celeuma nos últimos dias; o próprio Conselho Federal de Biblioteconomia acaba de distribuir uma nota abordando esse imboglio. Os dois textos foram incluídos nesta mensagem.

Murilo Cunha

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Dê adeus às bibliotecas

Autor: Luis Antonio Giron. Data: 15/05/2012.

Fonte: Revista Época.

URL: http://revistaepoca.globo.com/cultura/luis-antonio-giron/noticia/2012/05/de-adeus-bibliotecas.html


 Luís Antônio Giron Editor da seção Mente Aberta de ÉPOCA, escreve sobre os principais fatos do universo da literatura, do cinema e da TV (Foto: ÉPOCA)

Nostalgia é o oitavo pecado capital destes tempos. Você pode ser retrô e reciclar informações do passado com o glamour e a retina exata do presente. Ser nostálgico e sentir saudade é pecar. Por que sentir falta de um passado que era mais atrasado, mais ridículo e mais sujo do que o presente? Como sei que o presente é o futuro passado e que os brilhos atuais vão parecer foscos aos olhos judiciosos do amanhã, continuo a gostar da nostalgia. Recaio sempre nela, e sinto o olhar reprovador de quem está por perto e nota a infração. Para horror de minha mulher, guardo uma edição da Encyclopedia Britannica, edição de 1962. Pior, vivo consultando seus verbetes absoluta e encantadoramente desatualizados. Agora que a Britannica deixou de ser publicada em papel e migrou inteirinha para a internet, só me resta o prazer táctil de folhear a minha velha prensagem da obra. Não posso evitar ser um ser pré-internético, pré-google, pré-instagram e o diabo a quatro.
Em um desses meus acessos incuráveis de nostalgia, cometi o crime de visitar a biblioteca pública do meu bairro. Cheguei de mansinho, talvez pensando em reencontrar nas prateleiras os livros que mais me influenciaram e emocionaram. Topei com prateleiras de metal com volumes empoeirados à espera de um leitor que nunca mais apareceu. O lugar estava oco. A bibliotecária me atendeu com aquela suave descortesia típica dessa categoria profissional, como se o visitante fosse um intruso a ser tolerado, mas não absolvido. Eu sei que as bibliotecárias, entre suas muitas funções hoje em dia, sentem-se na obrigação de ocultar os volumes mais raros de suas respectivas bibliotecas. Bibliotecas mais escondem do que mostram. Há depósitos ou estantes secretas vedadas aos visitantes. São as melhores – e, graças às bibliotecárias, você jamais chegará a elas. 
Na recepção daquela pequenina biblioteca municipal, eu me senti uma assombração do passado a importunar a ordem do agora. 
 “Procuro uma coletânea de contos fantásticos de Aluísio Azevedo”, disse à senhora. “O senhor trouxe a referência?” Não. “Por que não consultou o catálogo pela internet?” Sei lá por quê, eu só queria parar por aqui e ler uns livros difíceis de encontrar e talvez levar emprestados... “Os empréstimos são limitados a quatro volumes e a devolução acontece em 15 dias”, ela metralhou, com os olhos pregados no monitor velho e encardido do computador. Por fim, depois de dar um pequeno passeio pelo interior da biblioteca, voltou para informar que não tinha o livro que eu buscava. Virei as costas, imaginando o alívio da funcionária em me ver ir embora. Agora ela podia regressar a sua preguiçosa solidão.
Em tempos idos, eu encontrava nas bibliotecas públicas um abrigo para meditar, planejar e fugir do mundo. Passeava pelas estantes como quem viajasse por outros planetas, tempos e realidades, memórias, histórias, uma lição de vida aqui, uma descoberta da crueldade humana ali, fantasias inúteis acolá. Devo às bibliotecas a minha formação. Fiz mestrado e doutorado passando tardes enfurnado na Mário de Andrade, no Arquivo do Estado e na Biblioteca Nacional. E sempre frequentei bibliotecas de bairro. Anos atrás, elas costumavam ser lotadas de leitores ávidos. Os usuários se interessavam por cultura, e não apenas como uma ferramenta para subir na vida e destruir os concorrentes. Havia oficinas e debates. Os livros de poesia e os romances não paravam nas prateleiras. Agora os ácaros, os carunchos e toda sorte de inseto venceram os leitores. Para não falar da umidade – que, recentemente, quase acabou com os periódicos da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.
Saí da minha biblioteca do bairro e me dirigi a uma lan house próxima, repleta de meninos e adultos, absortos em pesquisar, mandar emails e jogar. Pela internet, encontrei O touro negro, de Aluísio Azevedo, disponível em arquivo digital no site do domíniopublico.br. Agora tudo quanto é livro pode ser encontrado em sites abertos, como archive.org, openlibrary.org e gutenberg.org. E pensei: perto de uma lan house imunda como aquela, as poeirentas bibliotecas públicas lembram santuários abandonados. Não espanta que as prefeituras de quase todas as cidades do Brasil queiram fechá-las. Daqui a pouco a venerável Biblioteca Nacional vai migrar inteira para o mundo on line, e proibir a entrada de leitores de livros em papel, os antigos livros reais. Será vetado o ingresso no recinto de leitores em carne e osso, gente atrasada que vive em busca de livros de papel. Tudo estará apenas “disponibilizado” (que verbo ridículo) pelas bases de dados via internet. 
Sou obrigado a dar razão a esses baluartes do conhecimento que são os prefeitos de todas as cidades do Brasil. As bibliotecas não servem mais para nada nem a ninguém. Nem mesmo a mim, que sempre as amei. Ainda assim, toda vez que passo diante do prédio da biblioteca do meu bairro com a intenção de dizer adeus, não consigo.

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Nota do Conselho Federal de Biblioteconomia ao artigo "Dê adeus às bibliotecas"

Fonte: Revista Época. Data: 24/05/2012.

URL: http://revistaepoca.globo.com/cultura/luis-antonio-giron/noticia/2012/05/resposta-do-conselho-federal-de-biblioteconomia-ao-artigo-de-adeus-bibliotecas.html

NÊMORA A. RODRIGUES, BIBLIOTECÁRIA, PRESIDENTE DO CONSELHO FEDERAL DE BIBLIOTECONOMIA
O artigo do jornalista Luís Antônio Giron, publicado no site de ÉPOCA, sob o título “Dê adeus às bibliotecas”, retrata uma experiência vivenciada no âmbito da biblioteca pública de seu bairro e, a partir disso, generaliza e atinge negativamente a atuação dos bibliotecários no exercício de sua atividade. Cabe destacar, entretanto, que o Primeiro Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais, proposto pelo Ministério da Cultura e executado pela Fundação Getúlio Vargas, apontou que no âmbito das 4.905 Bibliotecas Públicas pesquisadas há somente 75 bibliotecários atuando. Conclui-se, então, que a maioria dos usuários são atendidos por pessoal não habilitado e não por bibliotecários devidamente graduados. A responsabilidade da gestão dessas bibliotecas é do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, vinculado à Fundação Biblioteca Nacional (FBN).
E o Sistema CFB/CRB, ciente dessa realidade, enfatiza permanentemente a necessidade do investimento em pessoal qualificado para suprir tais lacunas, ante a premissa de que apenas acervos, espaço físico e equipamentos não atendem às necessidades de cidadãos brasileiros que merecem ter sua cidadania assegurada por meio de bons serviços públicos em todas as áreas. Ante o exposto, lamenta-se que o jornalista tenha atingido um profissional imprescindível para trabalhar com a informação e, dessa forma, contribuir para o desenvolvimento do país nos mais diversos segmentos sociais em que o bibliotecário atua. Afinal, toda a generalização corre o risco de afundar no abismo do descrédito e da intolerância. Assim como se espera que o jornalismo seja exercido baseado no compromisso com a verdade dos fatos, independente do ponto de vista pessoal e pontual, mas a partir da análise do todo o conjunto que compõe o cenário.

23 de mai de 2012

Digital Object Identifier (DOI) agora é norma da ISO


Data: 10/05/2012.
O Digital Object Identifier (DOI) é aprovado como norma internacional pela ISO. O DOI (ISO 26324:2012) provê um sistema de atribuição de um código de identificação internacional de objetos para uso em redes digitais. Ele deverá trazer enormes benefícios para os editores, gestores de informação, bibliotecas, arquivos e órgãos ligados ao patrimônio cultural.
Maiores detalhes nos URLs:

Brasiliana abrigará coleção do Estado

 Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 21/05/2012.

Autor: Edison Veiga.

Em 1996, um acordo firmado entre o jornal O Estado de S. Paulo e o Museu Paulista – mais conhecido como Museu do Ipiranga – tornava pública uma coleção riquíssima: um exemplar de cada uma das edições publicadas pelo veículo, desde a número 1, de 1875, quando o jornal ainda se chamava A Província de São Paulo.
Após 16 anos servindo a pesquisadores que recorriam à instituição, a coleção se mudará em breve para a nova sede na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, na Cidade Universitária. A mudança acontece no momento em que todo o conteúdo do jornal estará disponível na internet. A partir de quarta-feira (23/5), todas as edições publicadas nesses 137 anos estarão no portal Estadão.com.br.
“Os exemplares originais sempre eram acompanhados dos microfilmes para consulta”, comenta a historiadora Solange Ferraz de Lima, vice-diretora do museu. Ela acompanhou pessoalmente todas as etapas envolvendo o acervo.
Além dos exemplares de circulação diária, o museu recebeu também as séries completas do Supplemento em Rotogravura, dedicado a temas específicos da vida social, política e econômica brasileira, publicados entre 1928 e 1942. “No Museu Paulista, essas coleções dialogavam com os demais segmentos de nosso acervo, que incluem fotografias, objetos relacionados ao cotidiano e ao espaço doméstico, à vida pública, ao trabalho, atravessando temas variados, como a Revolução de 32, a vida de Santos Dumont, a evolução urbana da capital paulista”, acrescenta.
“Ambas as coleções são fontes de grande importância para a pesquisa histórica. Os jornais são fontes privilegiadas para o ofício do historiador. Especialmente no caso das linhas de pesquisa desenvolvidas no Museu Paulista, um museu universitário de história especializado no campo da cultura material”, diz.
O público pesquisador do museu é formado, em grande parte, por profissionais da área acadêmica. Aspectos da sociedade paulista e paulistana alimentaram muitas pesquisas de mestrandos, doutorandos e alunos de graduação sobre o cotidiano da cidade, a história política do Brasil no Império e na República.
Pesquisadores independentes também fizeram uso desse acervo, com consultas para caracterização de épocas para produção de filmes, e também para livros didáticos.
Estrutura
Entretanto, uma coleção desse porte também trouxe consigo alguns problemas. O Museu Paulista funciona em um edifício centenário, cuja construção foi concluída em 1890, e que não foi projetado para ser museu – as reservas técnicas ficam em áreas adaptadas.
“As condições do edifício, com pé direito muito alto, não permitem a criação de áreas inteiramente climatizadas”, comenta a vice-diretora. “Como não podemos sobrecarregar os pavimentos superiores, essas coleções necessitavam ficar no subsolo do museu.”
Mas os acervos da instituição continuaram crescendo, e muito. “Começamos a ter, e ainda temos sérios problemas para a acomodação do acervo. Existem projetos em curso nesse sentido, desde a adaptação do subsolo até um bloco técnico exclusivo para as reservas.”
Por causa disso, as coleções de jornais foram transferidas inicialmente para uma casa no Parque Cientec, espaço da USP na zona sul da capital, e, posteriormente, para outra casa alugada perto do museu. “Mas em nenhuma delas havia condições necessárias para abrigar um acervo de tal importância. Por essa razão, e com muito pesar, decidimos que para o bem da conservação desse acervo teríamos que abrir mão da tarefa de abrigá-lo.”
A melhor solução era que essas coleções continuassem na USP, senão no edifício do Museu Paulista, em outro espaço, mais adequado.
“É com prazer que vimos isso acontecer. As coleções que abrigamos por tanto tempo e com muito esforço continuarão na universidade, alimentando a produção de conhecimento, e em melhores condições, em um edifício especialmente construído para abrigar esses acervos.”
Higienização
Guardados provisoriamente num depósito climatizado até a transferência para a Brasiliana, os jornais foram higienizados página a página. “Conservação de jornais não é uma tarefa fácil”, explica a professora. “O papel ácido e as encadernações de couro ou material sintético resultam em um terreno propício para a proliferação de fungos.”
A logística era quase um ritual: os volumes ficavam na quarentena, dali saíam para limpeza com aspirador e trincha, remoção de dejetos e higienização interna folha por folha, com escova e aeração (folhear delicadamente o volume). Depois eram armazenados, enquanto outro lote ficava na quarentena.

Biblioteca de Afogados em ação itinerante para incentivar a leitura


Fonte: NE10. Data: 22/05/2012.
URL: http://ne10.uol.com.br/canal/educacao/noticia/2012/05/22/biblioteca-de-afogados-em-acao-itinerante-para-incentivar-a-leitura-344011.php
O projeto-piloto “BPA na Rua”, que terá ações itinerantes da Biblioteca de Afogados para despertar o gosto pela leitura entre os recifenses, será lançado nesta sexta-feira (25), em evento gratuito na Praça do Largo da Paz, no bairro de Afogados, Zona Oeste do Recife.
O lançamento está marcado para as 8h. Quinhentos livros serão doados. Haverá ainda contação de histórias, brincadeiras, atividades lúdicas e apresentações musicais e teatrais. Depois, o projeto deve passar por metrôs, praças, escolas e mercados.
Além do “BPA na Rua”, o acervo de 10 mil títulos da Biblioteca Popular de Afogados está disponível a todos. Basta cadastrar-se levando comprovante de residência, RG e uma foto 3×4 e realizando o pagamento de R$ 1,50. A biblioteca fica na Rua Jacira, s/n, Afogados, próximo à Igreja do Largo da Paz. Para mais informações, os telefones são: (81) 3355-3122 e 3355-302.

Biblioteca Vaticana: obra conta história através de imagens

 Fonte: Rádio Vaticano. Data: 22/05/2012.
URL: http://www.oecumene.radiovaticana.org/bra/articolo.asp?c=590143
Na sexta-feira, 25, na sala Barberini da Biblioteca Apostólica Vaticana, às 17h30, serão apresentados os volumes “The Papal Collection of Photographs in the Vatican Library”, de Sandra S. Philips, e o “Cem Imagens do Século XIX”, da coleção fotográfica da Biblioteca Apostólica Vaticana, de Anna Maria Voltan.
As obras são parte do acervo Documentos e Reproduções, da Biblioteca Vaticana, e fruto das pesquisas conduzidas no âmbito do projeto de valorização do patrimônio iconográfico conservado na Coleção Fotográfica da Biblioteca Apostólica Vaticana.
O primeiro volume traz um estudo sobre a coleção fotográfica vaticana e a análise de algumas das mais significativas imagens de documentação de lugares e eventos que foram enviadas aos Papas em diversas ocasiões, inclusive na assinatura da concordata de 1929 para a construção do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.
O segundo volume, por sua vez, é baseado no fundo fotográfico da Biblioteca vaticana proveniente da Academia Polonesa das Ciências, em Roma. Trata-se de 7 mil imagens que oferecem uma ideia panorâmica da evolução da fotografia dos anos sessenta aos anos noventa do século XIX. São imagens com vistas de cidades, Igrejas, prédios, ruínas, documentações de escavações e reproduções de obras de arte do mundo inteiro.

UnB cataloga e digitaliza acervo de 6 mil discos de vinil


Fonte: Portal G1. Data: 20/05/2012.
Autor: Felipe Néri.
URL: http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2012/05/unb-cataloga-e-digitaliza-acervo-de-6-mil-discos-de-vinil.html
Até o fim de 2013, informação de todos os álbuns estará na internet. Obras podem ser consultadas, mas não estão disponíveis para download.
A Biblioteca Central da Universidade de Brasília (UnB) começou a disponibilizar no último dia 10 a descrição do acervo de cerca de 6 mil vinis de obras lançadas a partir da década de 60. Desde setembro de 2011, mais de 1,6 mil álbuns foram catalogados, com informações sobre a obra, o artista e o nome de todas as faixas.
O material não pode ser tomado emprestado, mas é disponibilizado para ser escutado por qualquer usuário da biblioteca dentro de uma cabine. “Esse é o primeiro catálogo de vinis da cidade. 90% dos alunos da UnB nem sabe que essa coleção existe”, diz Fernando Silva, coordenador do projeto de catalogação dos discos.
O acervo da UnB é maior que o principal catálogo da Universidade de São Paulo, localizado na biblioteca da Escola de Comunicação e Artes – 5.071 discos, focados principalmente em música erudita –, mas menor que o da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro – 10.860 unidades.
Gêneros
Entre os vinis da UnB, divididos em 15 gêneros, há uma série de documentários alemães com trechos de marchas nazistas, hinos do período de Hitler e discursos do ditador. O acervo também conta com clássicos do rock, como uma versão distribuída na Argentina do álbum dos Abbey Road, dos Beatles, de 1969.
A maior parte dos discos é de música clássica. Na biblioteca, é possível escutar por exemplo uma gravação da Orquestra Sinfônica de Viena tocando “O lago dos cisnes”, de Tchaikoski. A próxima etapa da catalogação, que deverá concluída até o fim de 2013, segundo o coordenador do projeto, é concentrada principalmente em música orquestrada.
Música clássica
“Esta é a parte mais difícil, pois temos que diferenciar entre a música instrumental e a clássica”, disse Joanita Pereira, bibliotecária responsável pela supervisão dos estudantes de graduação que auxiliam no projeto. Segundo ela, um professor do Departamento de Música da UnB foi procurado para auxiliá-los nesta fase.
Cerca de 20 alunos da UnB, além de quatro profissionais da Biblioteca Central fixos no projeto e outros que contribuem eventualmente, se dividem nas tarefas de escutar os discos, buscar informações sobre cada álbum, e sistematizar as informações no software de pesquisa da biblioteca.
Para Joanita, uma das partes mais interessantes do trabalho é ver e tocar a capa dos discos, com imagens consagradas que hoje são raras de se ver no tamanho real dos encartes. “A geração atual perdeu a relação material de pegar o disco, olhar o encarte e ler a le tra da música”, afirmou Joanita.
A BCE não possui o registro da origem de cada disco. Segundo o coordenador do projeto de catalogação, os discos não aparecem nas listas de compras da universidade. "Acredito que eles tenham chegado aqui por meio de doações", disse Silva. "Todo este material estava subutilizado, com poucas consultas. Com este trabalho, queremos ajudar a preservar a história fonográfica", declarou.
Serviço
Os discos podem ser escutados de segunda a sexta-feira por qualquer usuário da biblioteca entre 7h e 19h no setor de Multimeios da biblioteca. Doações também podem ser feitas no mesmo local e horário. O acervo com informações digitalizadas pode ser acessado em connect.collectorz.com/users/gid/music/view ou em www.bce.unb.br.

Domínio público: centenas de livros digitais gratuitos


Na biblioteca digital Domínio Público podem ser acessadas, entre outras coisas:
·         as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ;
·         músicas em MP3 de alta qualidade;
·         as obras de Machado de Assis;
·         vídeos da TV Escola.
O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso, basta acessar o sítio:

16 de mai de 2012

Petição pública: rede de bibliotecas públicas



Prezados/as,
Estamos abrindo campanha de coleta de assinaturas no link:
O propósito é reivindicar a implantação em Florianópolis de uma rede municipal de Bibliotecas Públicas. Ficaremos muito grato se concordar com os termos, assiná-lo e divulgá-lo junto aos seus contatos.
Florianópolis, seus moradores e visitantes merecem!
Att.
Francisco das Chagas de Souza

15 de mai de 2012

Proler completa 20 anos com semana de grandes eventos


Fonte: Boletim da Biblioteca Nacional, n. 236. Data: 14/05/2012.
Em 13 de maio de 1992, o decreto presidencial nº 519 instituía o Programa Nacional de Incentivo à Leitura (Proler). Com a proposta de promover ações em prol do hábito de ler em todo país e aumentar o número de leitores brasileiros, uma rede foi constituída entre as diferentes esferas governamentais e entidades privadas em favor da leitura. “Em 20 anos, foram muitas as transformações”, avalia positivamente Carmen Pimentel, coordenadora do Proler. Hoje, a iniciativa conta com 74 comitês em todas as regiões do País. Este ano, o Proler terá um orçamento três vezes maior, abrirá mais 10 comitês e formará pelo menos 2.800 mediadores de leitura.

Evento sobre avaliação da biblioteca universitária


II Seminário Avaliação da Biblioteca Universitária Brasileira
O período de inscrição vai até o dia 19 de junho. As inscrições são somente on-line e custam R$ 100,00. Vagas limitadas
O II Seminário Avaliação da Biblioteca Universitária Brasileira está sendo organizado pelo Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal de Goiás (Sibi/UFG), com o apoio da Faculdade de Comunicação e Biblioteconomia da UFG (Facomb), da Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias (CBBU) e do Instituto de Ciência da Informação da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
O evento, que é voltado para profissionais da área de Ciência da Informação, acontecerá de 20 a 22 de junho do corrente, no auditório da Biblioteca Central. O valor da inscrição é R$ 100,00 e as vagas são limitadas a 220 (capacidade do auditório).
As inscrições podem ser feitas diretamente no site até o dia 19 de junho. Siga as orientações que estão no link Inscrições on line, no menu à esquerda.
Objetivo
A primeira edição deste evento foi realizada na Universidade Federal da Bahia (UFBA), sob a coordenação da Profa. Nídia Lubisco. Ela, que é autora da obra Biblioteca universitária brasileira: instrumentos para seu planejamento e gestão, visando a avaliação de seu desempenho (disponível em pdf), é uma das palestrantes da segunda edição do evento.
Este evento é resultado da necessidade de discutir, aperfeiçoar e validar, em fórum nacional específico, o modelo de avaliação desenvolvido no âmbito de uma pesquisa acadêmica, na perspectiva de vir a cobrir uma lacuna identificada no País desde 1970.
O propósito desta edição do evento é transformar a capital goiana em um ponto de convergência de profissionais envolvidos com a temática e, desta forma, avançar nas discussões.
Maiores detalhes no URL: www.bc.ufg.br/sabu

Bibliotecário cria livro de auxílio a pesquisa na internet


Fonte: União Sul Brasileira. Data: 9/05/2012.
URL: http://www.usb.org.br/educacao/noticia/bibliotecrio-cria-livro-de-auxlio-a-pesquisa-na-internet-6336
O bibliotecário do Instituto Adventista Cruzeiro do Sul (Iacs), Vanderlei Ricken acaba de lançar o livro "Arte da pesquisa: como encontrar rapidamente tudo que você precisa", com a finalidade de auxiliar os estudantes no uso da internet como fonte de pesquisa. Formado em biblioteconomia pela Universidade Federal de Santa Catarina, Vanderlei Ricken é casado com a professora de artes Vanderlande Ricken. Leia abaixo a entrevista concedida ao professor Elizeu Batista.
Elizeu Batista: O que o motivou a escrever o livro?
Ricken: Toda biblioteca e bibliotecários escolares se baseiam em duas direções principais: o incentivo à leitura e à pesquisa. O meu maior interesse está na área da pesquisa. Logo, fiquei muito surpreso ao perceber que não encontramos livros específicos que nos ajudem a desbravar o vasto mundo da web. Diante dessa necessidade, adquiri diversos livros sobre o assunto, na esperança de que pudesse encontrar algo específico sobre pesquisa o mesmo. Mas, praticamente não achava nada ou, quando muito, umas poucas páginas superficiais. Então, por sugestão dos alunos que trabalhavam comigo, resolvi escrever o livro: Arte da Pesquisa: dicas fundamentais para quem pesquisa na internet.
Batista: Quanto tempo levou para concluir a obra?
Ricken: Comecei a escrevê-lo há três anos.  O site www.artedapesquisa.com que complementa o conteúdo do livro, já havia sido colocado no ar em 2009.
Batista: Qual é o público alvo do seu livro?
Ricken: Acredito que, nos dias de hoje, poucas pessoas ficaram de fora do meu público alvo. Profissionais de todas as áreas, professores, pais e alunos nos mais variados níveis, principalmente para quem estiver na faculdade ou numa pós-graduação, todos poderão se beneficiar com a obra. Os alunos nas séries iniciais utilizarão uns 20% a 40% do livro. Já os do Ensino Médio, uns 30% a 70% e quem estiver fazendo Mestrado, poderá usar 100% do livro.
Batista: Que auxílio ele trará para o leitor?
Ricken: O objetivo do livro é facilitar a vida das pessoas quando estiverem procurando algo na internet. O leitor poderá ter um melhor aproveitamento dos inúmeros recursos gratuitos, disponíveis na mesma e, da qual, normalmente, usamos apenas o básico. Existem tantas opções de combinações que são possíveis de se fazer e, consequentemente, obter um resultado da busca sem tanto lixo informativo que, muitos ao lerem o livro, dizem: "Descobri que não sabia nada". Mas, em essência, o objetivo maior é que o leitor não perca tempo com o que não for relevante para a sua pesquisa.
Batista: Como está sendo esta experiência?
Ricken: Eu amo livros e bibliotecas. Também desejava escrever alguns livros. Espero que este seja só o primeiro. Mas, não teria coragem de escrever um livro que não fosse útil, em termos práticos, para o leitor. A minha linha é mais prática e o livro Arte da Pesquisa não poderia ser diferente. Trata-se de um livro muito prático. Tudo foi pensando no aproveitamento do tempo do leitor, por isso, a pessoa é direcionada direto ao que deseja encontrar.
Batista: Que conselho você daria para um adolescente que deseja se aventurar na arte da escrita?
Ricken: Aproveite as oportunidades! O futuro é agora. Este ano, o Iacs está com um projeto, desenvolvido pelo professor Márcio Fraiberg na criação de um livro coletivo sobre criacionismo. Cada aluno interessado (em especial os alunos dos primeiros anos) poderá ser um dos autores. Então, se você deseja escrever um livro ou parte dele, aproveite a oportunidade e fale com o professor Fraiberg e participe do projeto. 
Batista: Como os interessados poderão adquirir o livro?
Ricken: Por meio do site www.artedapesquisa.com ou diretamente comigo, na biblioteca do Iacs. O livro, no site custa R$ 43,00, já com as despesas de correio incluídas, mas quem comprar diretamente na biblioteca do internato investirá apenas R$ 35,00.