30 de abr de 2012

Como resolver o x do problema da leitura?

Tarcisio Zandonade,
Professor da UnB, aposentado
Fonte: Correio Braziliense (Brasília, DF). Data: 22/04/2012.
O Correio Braziliense publica regularmente oportunas matérias sobre a mais importante atividade na aprendizagem: a leitura. Este tema é quase sempre analisado sob a perspectiva da falência do ensino da leitura, ou seja, conclui-se sempre que o leitor brasileiro lê, mas não entende... Tony Buzan, um bem sucedido autor inglês, lança pela BBC desde 1974 periódicas edições ou reimpressões do livro Use Your Head (Use a Cabeça). O quarto capítulo desse livro trata da leitura, que para Buzan é o inter-relacionamento total do indivíduo com a informação simbólica. Esse inter-relacionamento desenvolve-se em sete passos.
            Os sete passos são os seguintes: (1) Reconhecimento – o aprendiz de leitor aprende os símbolos das letras e dos números. (2) Assimilação – o processo físico, pelo qual a luz é refletida a partir da palavra e recebida pelo olho do leitor e depois transmitida ao seu cérebro pelo nervo ótico. (3) Compreensão – o leitor faz uma ligação de todas as informações que está lendo, com as outras partes do mesmo texto. (4) Entendimento – o leitor analisa, critica, avalia, seleciona e rejeita o que está lendo e integra a informação que lê com todo o seu conhecimento anterior, fazendo as conexões entre os conceitos aprendidos. Assim, quanto mais livros o leitor lê, mais entenderá o próximo livro. (5) Retenção – o leitor armazena na sua memória o resultado de todos os passos anteriores, criando uma verdadeira “biblioteca” na sua cabeça. (6) Revocação – o leitor “chama de volta”, recupera ou lembra o que leu, no momento em que precisa da informação armazenada na sua memória. (7) Comunicação – o nível mais profundo, que é atingido somente quando se consegue transmitir aquilo que foi lido.
            Mas, como se dá o processo ótico da assimilação? Ao ler um texto, parece que os olhos se movimentam suavemente, do início até o fim de uma linha, e depois voltam ao início da linha seguinte, até o fim do texto. Esse processo, porém, é muito mais rico do que parece: os olhos movem-se em saltos rápidos (contrações) e rápidas fixações (estabilizações) pelas linhas do texto. A leitura acontece somente durante as fixações, que ocorrem de três a quatro vezes por segundo. Os olhos precisam dessa fixação ou parada para “fotografar” uma palavra ou uma sequência de palavras. A sensação de continuidade na leitura, portanto, é apenas uma ilusão! Esse processo foi descoberto somente no século 19 pelo oftalmologista francês Emil Javal. Conhecendo esse maravilhoso processo neuropsicológico, quais lições podem ser tiradas? Antes de tudo, o leitor deverá perceber que ler é uma técnica e uma arte. Além disso, deverá saber que mais de 80% do que se aprende é resultado da leitura.
            Conclui-se, então, que os pedagogos e os gestores educacionais, incluindo a família, devem conhecer a grande potencialidade da criança para aprender a ler. Com certeza, conhecendo a maravilha do processo de leitura, a criança será motivada a gostar de ler. Algumas lições podem ser tiradas dessas reflexões:
(a) A criança aprende a ler com muita facilidade, motivação e alegria, e com relativa rapidez. Os educadores, de modo geral, conseguem ensinar a ler de forma eficiente. Entretanto, se a criança não tiver o que ler, chegará somente ao nível (2) da leitura. Virá a ser mais um brasileiro que lê, mas não entende...
(b) Todas as escolas devem ter uma boa biblioteca, pois uma escola sem biblioteca não ensina a ler, apenas engana! As crianças, cujos pais lêem em casa, lerão mais e melhor! Mas, a responsabilidade de providenciar os livros para a leitura é da biblioteca escolar. Além disso, os jovens gostam de livros atualizados, bonitos, limpos e bem conservados! Não é com livros descartados de outras coleções que se vai motivar a leitura...
(c) Biblioteca escolar sem um bibliotecário para organizá-la e administrá-la torna-se logo um depósito de papel velho.  Há escolas públicas no Distrito Federal, que por economia fecharam as bibliotecas e abriram “salas de leitura” para não contratar bibliotecários. Para que uma biblioteca escolar funcione bem é preciso também que os bibliotecários escolares sejam remunerados, pelo menos, no mesmo nível dos professores, uma vez que o bibliotecário é o melhor colaborador do professor, tanto na educação dos alunos, quanto na atualização dos próprios professores.

Bernadete Campello (UFMG): trabalho conjunto do bibliotecário com o professor é fundamental

Fonte: Portal do Professor. Data: 20/04/2012.
URL: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/conteudoJornal.html?idConteudo=2232
Gosto de pensar a biblioteca como um espaço de aprendizagem, diz Bernadete Campello
Professora da Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Bernadete dos Santos Campello tem doutorado em ciência da informação e mestrado em biblioteconomia. Autora de diversos livros, ela participa, atualmente, de dois projetos de pesquisa – Documentando o conhecimento sobre biblioteca escolar no Brasil: diagnósticos, pesquisas e legislação e Letramento informacional: desafios para formar pessoas competentes no uso de informações.
Em entrevista ao Jornal do Professor, Bernadete Campello diz que o bibliotecário tem diversos papeis na escola, mas é fundamental que realize um trabalho conjunto com o professor. Em sua opinião, é importante que a biblioteca se dedique a um trabalho planejado, constante e persistente a fim de desenvolver e manter o interesse dos estudantes pela leitura. Além disso, acredita, as novas tecnologias, especialmente a internet, potencializam o papel das bibliotecas escolares.
Jornal do Professor – Qual é a importância que uma biblioteca na escola pode trazer para o aprendizado e a educação dos estudantes?
Bernadete Campello – A biblioteca na escola tem sido tradicionalmente associada à leitura. Eu gosto de pensar a biblioteca como um espaço de aprendizagem onde, além de ler, os estudantes têm oportunidade de aprender com os livros e as informações que ali estão reunidas. Além de aprender os conteúdos curriculares tradicionais, aprendem a desenvolver capacidades para encontrar, escolher e usar adequadamente as inúmeras informações que hoje estão disponíveis em diversos suportes.
JP – Qual é o papel que o (a) bibliotecário (a) deve exercer em uma biblioteca escolar?
BC – O bibliotecário tem diferentes papéis na escola. Na sua dimensão gerencial e técnica ele administra a biblioteca, atuando nos processos de seleção e aquisição de materiais, preparando instrumentos de acesso à informação (catálogos, bases de dados etc.), gerenciando recursos materiais e humanos, enfim, garantindo o bom funcionamento da biblioteca. Na dimensão educativa ele trabalha junto com os professores para fazer da biblioteca um espaço de aprendizagem, ajudando a planejar atividades de leitura e de pesquisa que requeiram o uso de recursos informacionais. Participa dessas atividades, colaborando na aprendizagem de habilidades informacionais que requeiram suas competências específicas de especialista na busca, na seleção e no uso de informações.
Percebe-se, então, que o trabalho conjunto do bibliotecário com o professor é fundamental. O bibliotecário tem uma formação específica, que o capacita para realizar todos os processos inerentes a um espaço complexo como a biblioteca, mas para exercer sua função educativa a parceria com os professores é essencial. Se os professores não integram a biblioteca às suas práticas pedagógicas e se não buscam a parceria com o bibliotecário é muito difícil que ela seja um espaço reconhecido e utilizado plenamente. Considero que a ampliação da colaboração professor/bibliotecário é atualmente o grande desafio para implementar metodologias construtivistas nas escolas.
JP – Que tipo de atividades podem ser realizadas em uma biblioteca a fim de atrair os estudantes e estimular o interesse pela leitura (da educação infantil ao ensino médio)?
BC – Percebo que existe uma preocupação muito grande em dinamizar a biblioteca, realizando atividades para atrair os estudantes para a biblioteca e a leitura. O problema é que muitas vezes são atividades esporádicas, pontuais. Em minha opinião, o importante é que a biblioteca se dedique a um trabalho planejado, constante e persistente a fim de desenvolver e manter o interesse pela leitura. Isso funciona se a escola investe coletiva e persistentemente em projetos de leitura. Essa é a situação ideal. Sem esse envolvimento a biblioteca se fragiliza, se transforma em depósito de livros.
JP – Que tipo de obra não pode faltar no acervo de uma biblioteca escolar?
BC – O acervo da biblioteca deve contemplar a diversidade textual. O acesso à variedade de textos é um pressuposto da educação atualmente, e o acervo da biblioteca reflete essa ideia. Então, além dos livros literários, penso que a biblioteca precisa fornecer boas possibilidades de acesso à internet, facilitando o acesso à riqueza de informações que a rede oferece.
JP – Com o surgimento das novas tecnologias, como fica o papel das bibliotecas?
BC – Entendo que as novas tecnologias, especialmente a internet, potencializam o papel das bibliotecas escolares. Por um lado, o papel continua o mesmo: fornecer acesso aos livros e às informações, ajudando o aluno a usar esses materiais para aprender. Por outro, a internet possibilita o enriquecimento do acervo, ao mesmo tempo em que exige capacidades para lidar com a abundância de informações que oferece. Então o bibliotecário tem um papel importante no desenvolvimento da competência informacional, que permite à pessoa lidar adequadamente com esse acúmulo de informações.
JP – A senhora coordena o Grupo de Estudos em Biblioteca Escolar (Gebe), localizado na Escola de Ciência da Informação da UFMG. Quando o Gebe foi criado, qual seu objetivo e quais os principais resultados obtidos?
BC – O Gebe começou suas atividades em 1998, na Escola de Ciência da Informação da UFMG e desde então vem se dedicando às atividades básicas de uma instituição acadêmica: pesquisa, ensino e extensão. Como professores em um curso de biblioteconomia, o fundamento de nossas ações é a biblioteca escolar como espaço de aprendizagem, isto é, entendemos que a biblioteca é um lugar para aprender com os livros e com as informações. Entendemos também que essa aprendizagem só ocorrerá se houver processos de mediação e que o bibliotecário tem um papel fundamental nessa mediação.
Os resultados se materializam no reconhecimento que temos obtido do trabalho do Gebe. Penso que a realização de pesquisas, a participação em fóruns internacionais, a preocupação em tornar nossas ideias conhecidas (ao publicar livros acessíveis para a comunidade educacional) e, principalmente, o esforço em ampliar a interlocução com professores, tem levado a esse reconhecimento.
JP – Um dos trabalhos realizados pelo Gebe foi a elaboração de parâmetros para as bibliotecas escolares. Qual o objetivo desse trabalho? Quais os principais pontos abordados nesses parâmetros?
BC – Os parâmetros foram resultado de uma parceria do Gebe com o Conselho Federal de Biblioteconomia e constituem um referencial para apoiar a criação e/ou reestruturação de bibliotecas escolares. Na verdade, até então, não tínhamos no Brasil esse tipo de diretriz. Não havia uma definição clara do que seja uma biblioteca. Os parâmetros fazem essa definição, propondo indicadores mínimos para espaço físico, coleção, acesso à internet, organização da coleção, serviços e atividades e pessoal. É um primeiro passo para que o Brasil tenha bibliotecas de qualidade, que atendam às exigências da Lei 12.244, que dispõe sobre a universalização de bibliotecas escolares.
JP – Sabe-se que muitas escolas não dispõem de profissionais especializados atuando nas bibliotecas. Como preparar os professores para exercer essa atividade? As instituições de ensino superior costumam promover cursos de especialização nesse sentido?
BC – Embora existam no Brasil, cerca de trinta cursos de biblioteconomia, que formam bibliotecários em nível de graduação, a grande maioria das bibliotecas escolares não conta com esse profissional. A atuação de professores nas bibliotecas, embora desejável, não contempla toda a gama de atividades necessárias para a constituição completa desse espaço. Eles, os professores, não têm formação para substituir o bibliotecário. Na minha opinião, o professor tem uma atuação importante na biblioteca escolar estimulando e apoiando os estudantes no uso da coleção. Os bibliotecários reconhecem a importância dessa atuação, tanto é que em boas bibliotecas dirigidas por bibliotecários, é comum que haja um professor na equipe.
Quanto aos cursos de especialização, algumas instituições de ensino superior têm oferecido cursos nesse nível, aberto a professores. Tenho conhecimento de cursos dessa modalidade oferecidos na Universidade Estadual de Londrina e nas universidades federais de Santa Catarina, Pará e Rio Grande do Sul.

Biblioteca Elcy Lacerda – Sala Afroindígena ganha pintura com elementos da cultura e da biodiversidade


Autora: Rita Torrinha.
Fonte: Correa Neto. Data: 27/04/2012.
URL: www.correaneto.com.br/site/?p=24771
A história e a cultura afrodescendente e indígena ganharam um cantinho especial na Biblioteca Elcy Lacerda. A sala funcionará no piso superior e está cheia de peculiaridades – objetos de etnias indígenas, instrumentos do marabaixo, manequins com indumentárias dessa tradição e claro, livros, documentos, pesquisas específicas.
O destaque está na pintura da parede de entrada. Um painel colorido com elementos da cultura, fauna e flora regionais promete encantar a todos. Composta pelo jovem artista Afrane ferreira Távora, que brinca com os desenhos encaixando uns aos outros. Uma arte que ele denomina de “Tudonotodo”.
“A pintura deu mais alegria a esta sala e é do jeito que o nosso povo negro e indígena são: alegres, cheios de vida e com uma carga cultural e histórica imensa para nos mostrar”, diz Lulih Rojanski, gerente da Biblioteca Elcy Lacerda.
A sala Afroindígena servirá como ponto de referência para a pesquisa historiográfica e dos aspectos das populações negras, quilombolas e indígenas do Amapá e do Brasil.
Pessoas e instituições podem ajudar com doações a aumentar o acervo, basta procurar a gerência da Biblioteca. Livros, roupas de marabaixo, batuque, sairé, zimba, objetos, enfim, tudo o que represente a cultura afroindígena será bem recebido.
A Secretaria Extraordinária de Políticas para Afrodescendentes (Seafro) fez a doação de roupas e caixas de marabaixo ao espaço, além de exemplares de livros e legislações e publicações voltadas à população negra, a exemplo do Estatuto da Igualdade Racial e da Lei 10.639, que trata do ensino da história afro-brasileira nas escolas públicas.
A Biblioteca Elcy Lacerda será reaberta nesta sexta-feira, 27, a partir das 17h. Após a solenidade oficial a programação continua no Largo dos Inocentes até às 23h, com apresentações musicais, recitais de poema, teatro, marabaixo e contação de história.

Biblioteca montada em jumento incentiva a leitura no interior de PE


Autora: Katherine Coutinho.
Fonte: Paraíba.com Data: 29/04/2012.
URL: www.paraiba.com.br/2012/04/29/56941-biblioteca-montada-em-jumento-incentiva-a-leitura-no-interior-de-pe
Uma biblioteca itinerante que tem como meio de transporte um jumento. A ideia inusitada faz parte do projeto 'Livros Andantes', que passeia atualmente pela Mata Sul de Pernambuco incentivando a leitura nas comunidades rurais de Raiz de Dentro e Estevinhas, em Amaraji. Cada um dos povoados vai receber quase 200 livros e cordéis, que ficam para a comunidade depois dos 16 encontros promovidos pelo projeto. Os encontros acontecem sempre aos domingos, com participação de professores e arte-educadores capacitados em oficinas do Livros Andantes.
Neste domingo (29), o projeto vai estar na comunidade de Raiz de Dentro durante a manhã. Na parte da tarde, é a vez de Estevinhas, ambos no município de Amaraji . “Pela nossa experiência, depois do 16º encontro, a comunidade já tem certa intimidade com os livros, já vai em busca deles. Afinal, nosso objetivo é realmente esse, deixar os livros, formar novos leitores”, conta Clara Angélica, coordenadora do projeto.
A escolha do jumento como meio de levar os livros às comunidades, que não tem um acesso fácil, faz parte do processo de conquista do público. “Quando eu pensei no projeto, pensei em ir em busca desse potencial leitor, que não tem como se deslocar até a biblioteca da cidade. O jumento é um meio de transporte bastante comum na região, eles usam para transportar o que plantam, como banana, inhame, cará. Era uma forma de fazer parte do cotidiano deles”, explica a coordenadora.
As atividades da biblioteca itinerante começam com a leitura de algum trecho ou capítulo de um livro e, depois, o público é convidado a escolher mais um para ser lido. Após a leitura, entram em cena os arte-educadores e os empréstimos dos livros, buscando sempre que o leitor compartilhe no encontro seguinte parte da obra com os outros. "Quando você tem contato com os livros, de alguma maneira uma luz se acende na sua vida. É como se você estivesse o tempo todo na escuridão, e quando você tem contato com o livro, o mundo se abre pra você de alguma forma. Isso não tem preço", defende Clara Angélica.
Entre os títulos à disposição das comunidades estão livros de autores pernambucanos, mas também de obras clássicas da literatura brasileira e mundial. “A gente leva Ariano Suassuna, Raimundo Carrero, literatura de cordel, não só naquela ediçãozinha de livreto, mas também uns de capa dura que já são publicados. Romeu e Julieta, uma versão mais adaptada para uma linguagem mais popular, a gente tem essa preocupação de trazer a boa literatura”, detalha Clara.
A primeira edição do projeto aconteceu em 2009, no povoado de Prata Grande, onde o projeto comemora mais de 1.200 empréstimos, e de Estivas, ambos em Amaraji. “Uma coisa que é muito legal é a receptividade, o encantamento que o livro provoca. Na primeira vez, muitos chegaram a cavalo e ficaram dentro de um abrigo. É todo um processo de conquista. No dia seguinte do primeiro encontro, seis adultos foram lá me procurar para serem alfabetizados”, lembra a coordenadora.
Nesta edição, além da ‘biblioteca-jumento’, o projeto criou também um cineclube, que leva curtas-metragens ligados às temáticas da comunidade. No primeiro encontro deste ano, no último dia 15 de abril, o filme foi ‘Terra para Rose’, de Tetê Moraes, documentário de 1985 que fala sobre reforma agrária. “Eles se identificaram, lembraram que foram de Vitória de Santo Antão para o Recife a pé, compartilharam experiências”, conta animada Clara.
Para esse domingo (29), o cineclube apresenta um documentário sobre mulheres que raspam mandioca. “É um documentário, um curta que tem totalmente a ver com a realidade deles. Eles têm casa de farinha, plantam a mandioca”, acrescenta a coordenadora.

25 de abr de 2012

Linguas indigenas na CDU

 Estimadas/os colegas,
En 2009 se incorporaron a las tablas auxiliares comunes de lengua de la CDU un buen número de idiomas indígenas sudamericanos, lo cual fue seguido, en 2010, por la adición de sus pares centro- y norteamericanos, deshaciendo así uno de los sesgos eurocentristas de la mayoría de los lenguajes de clasificación y proporcionando a todas las unidades de información —pero sobre todo a las latinoamericanas— de herramientas para clasificar debidamente sus lenguas y grupos étnicos nacionales.
En la última entrada del blog de la CDU en español (http://clasificaciondecimaluniversal.blogspot.com) hemos listado las clases más importantes con su debida notación, y explicamos como dichas notaciones pueden modificarse para designar al pueblo hablante de esa lengua, a la lengua en sí y a la literatura producida en dicho idioma.
Asimismo, aprovechamos la oportunidad para comentar que en breve presentaremos el sitio web oficial de la CDU en español, y que en dicho sitio se incorporarán los resultados iniciales del proyecto "CDU en lenguas indígenas" (traducción de la CDU a las lenguas indígenas latinoamericanas más importantes), así como escritos académicos complementarios emanados del trabajo de elaboración de estos materiales. Por supuesto, la participación en estas tareas sigue siendo necesaria, y toda colaboración será bienvenida.
Como siempre, quedamos a su disposición para comentarios y consultas, y agradeceremos la difusión de esta información.
Mis más cordiales saludos,
Lic. Edgardo Civallero
Editor Asociado - Consorcio de la CDU
(Clasificación Decimal Universal)
La Haya - Países Bajos
Web: http://www.udcc.org

24 de abr de 2012

Verba para livros e bibliotecas

 Ministério da Cultura investe R$ 373 milhões no PNLL para aumentar índices de leitura
Fonte: Biblioteca Nacional. Data: 23/04/2012.
URL: http://emkt.entrelinhasnaweb.net/emkt/tracer/?1,820161,25fc443f,e459
A Ministra da Cultura, Ana de Hollanda, anunciou nesta segunda-feira (23/04), Dia Mundial do Livro e dos Direitos do Autor, investimentos de R$ 373 milhões do Ministério da Cultura no Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) em 2012.  As ações apresentadas contemplam os quatro eixos estratégicos do Plano, que ganhou a condição de ação de governo – e não mais apenas do MinC e do Ministério da Educação – em decreto assinado em fins de 2011 pela presidenta Dilma Rousseff.
Ao todo, serão 42 projetos desenvolvidos em 2012 com o objetivo de promover o livro, a leitura, a literatura, as bibliotecas e a criação e a difusão da literatura brasileira. A coordenação será da Fundação Biblioteca Nacional (FBN).

EIXOS ESTRATÉGICOS
VALOR (EM R$)
1 – Democratização do Acesso
254.627.554,16
2 – Fomento à Leitura e a Formação de Mediadores
56.165.936,11
3 – Valorização Institucional da Leitura
8.000.000,00
4 – Fomento à Cadeia Criativa e à Cadeia Produtiva
54.907.059,00
TOTAL GERAL
373.700.549,27

Para 2012, o foco são os programas de construção e modernização de bibliotecas, que estão no topo da lista de recebimento de recursos públicos. O Ministério empregará nada menos que R$ 254 milhões em ações como a implantação de bibliotecas com telecentros nas Praças dos Esportes e da Cultura/PEC, em bibliotecas do Espaço Mais cultura e na construção e reforma de bibliotecas-parque e bibliotecas de referência e, ainda, no apoio às bibliotecas comunitárias e pontos de leitura e na implantação, revitalização e modernização de bibliotecas municipais.

Também serão investidos na ampliação dos acervos e na formação de bibliotecários e funcionários de 2.700 bibliotecas municipais e comunitárias de 1.500 municípios em todos os estados. Outra medida anunciada foi a ampliação do calendário nacional de feiras de livro e festivais literários para 200 eventos em 2012, a maior parte deles com apoio financeiro do MinC e apoio direto a 175 caravanas de escritores pelo País.
Ao mesmo tempo, será dobrado o número de agentes de leitura para atuar junto às famílias de baixa renda.
Entre as novidades anunciadas será a publicação de editais específicos para contemplar as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde os índices de leitura são menores. Outra inovação é a contemplação, em um desses editais, do chamado Custo Amazônico, que prevê a transferência de 30% a mais de recursos para os estados da Amazônia Legal.
Para o presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, que esmiuçou os objetivos do PNLL ao lado da Ministra Ana de Hollanda, “não será uma ação isolada que fará aumentar os índices de leitura no Brasil, mas sim um conjunto delas, de forma planejada, permanente e, sobretudo, crescente”.
Outros projetos anunciados:
·       Ampliação do Programa Agentes de Leitura, com criação de 4 mil agentes, junto com o Ministério da Educação, para apoiar as bibliotecas escolares/comunitárias e a fomentar a leitura entre as famílias no campo. Com os novos convênios e desembolsos, serão, no total, 7.672 agentes atuando em 2012;
·       Formação de 1.200 novos agentes mediadores de leitura em 40 encontros realizados pelos 74 comitês do Proler e, ainda, a implantação de 10 novos comitês em regiões ainda desassistidas;
·       Projeto Cidadania & Leitura, com a formação de 400 agentes mediadores de leitura para atuar em bibliotecas comunitárias, pontos de leitura e promover em ações de leitura em comunidades atendidas por 20 comitês do Proler, dentro das comemorações de seus 20 anos de fundação;
·       Programa de Formação de Pessoal para Bibliotecas, com cursos presenciais e/ou à distância que vão atender 2.800 bibliotecários e gestores. Outros 1.100 profissionais participarão, em 2012, dos cursos, seminários, encontros e painéis para oferecer maior qualificação na área;
·       Implantação de 30 pontos de leitura da Ancestralidade Africana em ex-quilombos e terreiros, mediante repasse de recursos financeiros e distribuição de acervos, mobiliários e computadores;
·       Apoio à implantação de Planos Estaduais e Municipais de Livro e Leitura;
·       Bolsa Biblioteca Nacional/Funarte de Criação Literária e Bolsa Biblioteca Nacional/Funarte de Circulação Literária, totalizando 50 bolsas para apoiar a criação literária e a circulação dos escritores das diversas regiões do país pelo território nacional;
·       Projeto Livraria Popular, com a criação de 700 pontos de venda de livros de baixo preço e formação de 1.300 micros e pequenos varejistas do livro em cursos de educação à distância;
·       Programa de Internacionalização do Livro e da Literatura Brasileira, com ampliação do número de bolsas concedidas (150 novas em 2012, além de outras 70 em andamento), implantação, em 2012, do Colégio de Tradutores (seis residentes e 160 participantes de atividades), do intercâmbio de 40 autores nacionais no exterior para divulgar suas obras e publicação de revista internacional de literatura brasileira em inglês e espanhol;
·       Ampliação da participação nas principais feiras de livros internacionais, para aumentar a presença da literatura brasileira no exterior, inclusive com realização de grandes exposições;
·       Lançamento de coleção com 100 Clássicos Brasileiros no formato ebook, para disponibilização para as bibliotecas digitais;
A Ministra Ana de Hollanda salientou que “a leitura não é um ato reflexo, aprendida naturalmente. É o resultado de uma sofisticada operação, aprendida ao longo de anos, e que, por isso mesmo, precisa ser cultivada cuidadosamente, para além dos muros da escola”.
 “Para tal, precisamos de uma boa e vasta literatura, de uma competente e ampla rede editorial e de divulgação. Necessitamos de um exército de mediadores de leitura, que dentro das bibliotecas e nos mais variados espaços ajudem sobretudo crianças e jovens a descobrirem a necessidade humana do prazer da leitura”, destacou a Ministra.
Os investimentos de R$ 373 milhões do MinC no PNLL não incluem projetos e programas que ocorrerão este ano, cujos investimentos foram realizados em exercícios anteriores. Tampouco abrange ações de outros órgãos do Governo Federal que também vão integrar o PNLL.

21 de abr de 2012

23 de Abril : Dia Internacional do Livro

O Dia Internacional do Livro e dos Direitos Autorais, 23 de abril, é comemorado para estimular a reflexão sobre a leitura, a indústria de livros e a propriedade intelectual (direito sobre a criação de obras científicas, artísticas e literárias).

A data foi instituída em 1995,  pela Unesco – organização voltada para a Educação, Ciência e Cultura, que integra as Organização das Nações Unidas. A escolha do Dia do Livro não foi aleatória: em 23 de abril de 1616 faleceram Cervantes e Shakespeare, dois destaques da literatura universal.

O Dia do Livro é, portanto, uma oportunidade de render uma homenagem mundial ao livro e aos seus autores, motivar a descoberta do prazer da leitura e reconhecer a contribuição dos escritores para o progresso social e cultural. A ideia dessa celebração surgiu na Catalunha (Espanha), onde, nessa data, tradicionalmente, dá-se uma rosa ao comprador de um livro.


20 de abr de 2012

Tempo de guarda dos documentos judiciais do Superior Tribunal de Justiça

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) publicou nesta segunda-feira (9) a Resolução 5, de 30 de março de 2012, que dispõe sobre o Plano de Classificação e Tabela de Temporalidade dos Processos e Documentos Judiciais da Corte (PCTT/Área Fim).
O PCTT/Área Fim é o instrumento arquivístico de classificação e destinação dos processos e demais documentos judiciais de competência originária do Tribunal, independentemente do suporte em que estejam registrados.
O Plano de Classificação estabelece a organização física e lógica dos processos e documentos, constituindo-se em referencial básico para sua localização e recuperação, enquanto a Tabela de Temporalidade, resultante de procedimento de avaliação, define o tempo de guarda e a destinação final dos processos e documentos.
Em linhas gerais, o PCTT/Área Fim atribui prazos prescricionais e precaucionais aos autos findos, após os quais são separados aqueles de interesse informativo e histórico, que serão guardados permanentemente, daqueles sem importância para o STJ e para a sociedade, os quais serão encaminhados para descarte.
Quanto à eliminação de processos e documentos, serão observadas práticas de responsabilidade social e preservação ambiental por meio da reciclagem do material descartado e da destinação do resultado para programas sociais ou entidades sem fins lucrativos.
A resolução também se aplica, no que couber, aos processos e documentos judiciais do extinto Tribunal Federal de Recursos.
O instrumento é fruto do trabalho realizado pelo Programa Nacional de Gestão Documental e Memória do Poder Judiciário (Proname) e do Conselho Nacional de Justiça, e contou com a participação de representantes da área de gestão documental do STJ.

Evento: Simpósio sobre Informação Clínica

O Simpósio sobre Informação Clínica SIC 2012 será realizado de 23 a 25 de agosto de 2012, no espaço de eventos da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, Brasil.
Maiores informações no URL: www.hcrp.usp.br/sic2012

Com quase 4 livros por habitante, bibliotecas de São Carlos superam índice internacional

Fonte: Portal Inteligemcia. Data: 4/04/2012.
URL: www.inteligemcia.com.br/67457/2012/04/04/com-quase-4-livros-por-habitante-bibliotecas-de-sao-carlos-superam-indice-internacional/
A cidade de São Carlos ultrapassou o índice da Federação Internacional das Associações Bibliotecárias, que prevê que as bibliotecas públicas ofereçam, no mínimo, de 1,5 a 2,5 livros por habitante.
O município é reconhecido no cenário brasileiro por seu alto desenvolvimento tecnológico e o conhecimento acadêmico oriundos de suas universidades (UFSCar e USP) e centos de pesquisa (duas unidades da Embrapa e dois parques tecnológicos). Livros e bibliotecas não poderiam faltar em uma cidade que respira educação.
Em 2010, São Carlos foi apontada a 5ª cidade do país em bibliotecas por habitante, segundo ranking realizado pela Fundação Getúlio Vargas a pedido do Ministério da Educação, no 1º Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais.
Agora, um levantamento da prefeitura de São Carlos mostra que a população conta com um acervo de cerca de 850 mil livros à disposição (exatos 844.610 livros). Isso equivale a 3,8 livros por habitante (221 mil moradores segundo o IBGE 2010).
Segundo o estudo Guidelines for Public Libraries (Orientações para Bibliotecas Públicas), elaborado pela Federação Internacional das Associações Bibliotecárias (IFLA, da sigla em inglês) em 2000 e reeditado em 2001, as bibliotecas públicas devem oferecer, no mínimo, de 1,5 a 2,5 livros per capita.
Em São Carlos, os livros que podem ser retirados – e levados para casa – são em número menor, 2,2 livros/pessoa, porém dentro da orientação da Ifla.
Entre as bibliotecas em que qualquer pessoa da comunidade pode se cadastrar e fazer a retirada de livros estão a biblioteca da Unicep com um acervo de aproximadamente 76 mil livros; a Biblioteca Comunitária da UFSCar com acervo de 241.563 livros; as Bibliotecas Municipais e das Escolas do Futuro, com acervo de 164 mil livros; e a do Centro de Divulgação Cientifica e Cultural (CDCC) da USP São Carlos, com 19 mil volumes.
Além destas, as bibliotecas locais da USP (bibliotecas da Escola de Engenharia de São Carlos, do Instituto de Física de São Carlos, do Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação, e do Instituto de Química de São Carlos) disponibilizam o acervo para consulta a qualquer cidadão e empréstimos apenas para os estudantes da universidade. As bibliotecas da USP têm, juntas, aproximadamente 376 mil livros.
Entre as empresas da cidade, a Tecumseh do Brasil mantém a biblioteca Ítalo Savelli com acervo disponível para funcionários e familiares com aproximadamente 7.800 livros.
Biblioteca Inclusiva – A cidade de São Carlos também se destaca por oferecer um acervo diferenciado de 3.197 livros em Braille que podem ser encontrados no Espaço Braille (2 mil livros) e biblioteca Comunitária da UFSCar (com outros 1.119 livros). No Espaço Braille é possível encontrar literatura diversificada para pessoas com deficiência visual, que vão desde literatura infanto-juvenil até temas mais complexos como medicina e saúde. Estes usuários também conseguem através do Espaço Braille, ter acesso a autores consagrados como Mário Quintana, Eça de Queiroz e Carlos Drummond de Andrade entre outros.