30 de mar de 2012

Curso de Gestão de Bibliotecas Digitais

Atividades reunirão abordagens teórica e prática do tema
Até 15 de junho, estão abertas as inscrições para o 1º curso de gestão de Bibliotecas Digitais. O evento acontece de 2 a 6 de julho no Auditório Machado de Assis e no Laboratório de Digitalização, na Biblioteca Nacional. São 60 vagas disponíveis para a atividade, que acontece de segunda a sexta-feira, de 9h às 17h30. Além de embasamento teórico, o curso oferece abordagem prática, onde o aluno poderá vivenciar in loco o processo de trabalho da BNDigital.
Durante uma semana, serão discutidos os principais conceitos e práticas relacionados à criação e gestão de bibliotecas digitais. Além disso, padrões e tecnologias envolvidos nos processos de digitalização, armazenagem e preservação digital estão entre os temas do curso. A atividade é voltada para profissionais da área de informação, tais como bibliotecários, arquivistas, museólogos e analistas de sistemas. Os alunos com mais de 75 porcento da carga horária cumprida receberão certificado de participação.
O uso de ferramentas de software livre na criação de Bibliotecas Digitais e a capacitação para planejamento e gerenciamento de informações em meio digital também estão entre os objetivos da atividade. O valor do curso é 500 reais. Dúvidas podem ser esclarecidas por meio do e-mail bndigital@bn.br e nos telefones (21) 2220-4281 e 3095-3954.
Acesse o site da Biblioteca Nacional Digital para conferir a programação e baixar ficha de inscrição
1º curso de gestão de Bibliotecas Digitais
De 2 a 6 de julho na Biblioteca Nacional
Inscrições até 15 de junho
Informações: bndigital@bn.br e nos telefones (21) 2220-4281 e 3095-3954

Evento: Informação e Inovação

Tefko Saracevic será o conferencista de abertura do Seminário sobre Informação e Inovação, organizado pelo PPGCI da UFRJ-Ibict no Rio de Janeiro. O tema da conferência de abertura será Recursos Inovadores de Informação para Qualidade de Vida e Sustentabilidade.
O evento será realizado na cidade do Rio  no período de 09 a 11 de maio de 2012. O Seminário tem como temática central a relação entre Informação e Inovação, em seus múltiplos aspectos, com o objetivo de promover o debate e o desenvolvimento das questões relativas às políticas, iniciativas e empreendimentos em distintos setores de atividades do país.
Os conteúdos temáticos do evento foram definidos com base nas áreas estratégicas do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação – MCTI, agregados em três campos:
Energia e Desenvolvimento
Saúde e Qualidade de Vida
Ambiente e Sustentabilidade
Maiores informações em http://www.ppgci.ufrj.br/

Especialistas dão dicas para a publicação de artigos científicos

Fonte: Agência FAPESP. Data: 23/03/2012.
Autora: Karina Toledo.
Editores de revistas científicas procuram trabalhos com resultados inéditos, escritos em inglês claro e conciso e que despertem interesse em seu grupo de leitores. Artigos que abordam temas quentes do momento levam vantagem, pois têm mais chance de serem citados em futuras pesquisas e de contribuírem para aumentar o fator de impacto do periódico.
Essas foram algumas das dicas apresentadas por Daniel McGowan, diretor do Grupo Edanz, durante o workshop “How to Write for and Get Published in Scientific Journals”, realizado no dia 16 de março pela FAPESP e pela editora científica Springer.
Desde 1990, o número de artigos submetidos para revisão teve um aumento 100% superior ao do número de novos periódicos, segundo dados do Grupo Edanz, empresa de consultoria na área. Com o crescimento da competição, de acordo com McGowan, “o mínimo que os editores esperam é ciência de qualidade e linguagem adequada”.
“A pesquisa brasileira é boa, mas vejo dois grandes desafios a serem superados pelos pesquisadores do país: a dificuldade com a língua inglesa e a falta de entendimento de como deve se estruturado um artigo científico. Muitos parecem não saber o que colocar na introdução, na discussão e na conclusão do trabalho”, disse McGowan à Agência FAPESP.
Durante sua apresentação no workshop, McGowan explorou o tema e deu exemplos de como estruturar um resumo, como inserir tabelas, gráficos e figuras no texto, como formatar referências e escolher o título e como elaborar uma carta de apresentação ao editor. Deu também dicas sobre o tempo verbal mais adequado nas diferentes situações e recomendou aos cientistas redigir frases na voz ativa e deixar sempre o sujeito da oração perto do verbo.
“Grande parte das pessoas que vão ler o artigo científico também não tem o inglês como primeira língua. O que elas desejam é ler rapidamente, apenas uma vez e conseguir entender a lógica do pesquisador”, destacou.
Para McGowan, ex-editor associado da Nature Reviews Neuroscience, o primeiro passo para melhorar a qualidade da produção científica é a leitura do maior número possível de artigos publicados.
“Isso ajuda o pesquisador a saber se está fazendo as perguntas certas, usando os métodos adequados, interpretando os resultados no contexto apropriado, citando os estudos mais relevantes da área e escolhendo o periódico com o perfil indicado para sua pesquisa”, disse.
Como cada publicação tem regras próprias para estruturar o texto e citar referências, a redação do artigo só deve começar após estar definida a revista para a qual ele será submetido.
“O pesquisador deve ser honesto ao avaliar o grau de relevância e novidade da pesquisa e escolher um periódico com fator de impacto compatível. Ela traz um avanço incremental ou conceitual? Afeta a vida de uma pequena população ou de milhares de pessoas? Melhora o conhecimento sobre um fenômeno ou apresenta uma nova tecnologia?”, exemplificou McGowan.
O pesquisador deve ainda considerar fatores como o perfil do público a ser atingido, o prestígio da publicação e se ela trabalha como sistema de acesso aberto ou assinatura. “Acesso aberto permite alcançar um número maior de leitores e, portanto, gera mais citações. Mas também tem um custo muito maior”, disse.
Segundo McGowan, um artigo nunca deve ser enviado a mais de um periódico ao mesmo tempo. “Por outro lado, se um pesquisador demora muito para publicar suas descobertas, pode ocorrer de outro grupo publicar antes. Recomendo, portanto, entrar em contato com o editor caso não receba retorno após seis semanas. Se depois de dois meses ainda não houver resposta, sugiro cancelar formalmente a submissão e só então enviar para outra revista”, afirmou.
Outra dica do consultor é relatar no fim do artigo os financiamentos recebidos de agências de fomento ou de outras instituições e empresas, descrever possíveis conflitos de interesse e as limitações do trabalho, como tamanho pequeno da amostra por exemplo.
“Os editores percebem quando há falhas ou limitações na pesquisa, mas ainda assim podem publicá-la se os resultados forem interessantes. Não mencionar esses fatores, porém, pode ser um motivo para rejeição”, disse.
Pesquisa brasileira
Na abertura do workshop, o vice-presidente da editora Springer, Paul Manning, contou que o motivo que levou a empresa a abrir um escritório no Brasil foi o crescimento expressivo da produção científica do país.
“A Springer surgiu na Alemanha no século 19 e foi para Nova York após a Segunda Guerra, pois era onde a ciência estava acontecendo. Nos anos 1970, fomos para o Japão pelo mesmo motivo. Agora, percebemos que havia muita coisa interessante aqui no Brasil”, disse. A Springer atualmente está presente em 20 países.
Segundo dados apresentados pelo diretor da Springer Brasil, Harry Blom, a produção científica brasileira cresce a uma taxa de 17% ao ano – enquanto a média mundial é de 3% – e já corresponde a 55% da produção científica da América Latina.
Mariana Biojone, editora da Springer Brasil, apresentou as ferramentas gratuitas oferecidas no site da empresa para apoiar pesquisadores. Uma delas é o Author Mapper, que mostra os temas mais pesquisados do momento e em quais centros. “Isso pode ajudar o cientista a encontrar colaboradores para seu projeto”, afirmou.

As apresentações do evento estão disponíveis em: www.fapesp.br/6848

29 de mar de 2012

Biblioteca Sonora do Porto comemora 40 anos

Fonte: RTP Noticias. Data: 26/03/2012.

URL: www.rtp.pt/noticias/index.php?article=539204&tm=4&layout=123&visual=61

Autora: Graça Rocha.

A Biblioteca Sonora do Porto completou 40 anos. A iniciativa que foi pioneira inspirou-se na experiência da “Students Tape Library” do Royal National Institute for the Blind, do Reino Unido.

Este serviço representa há quatro décadas o principal apoio de leitura às pessoas portadoras de deficiência visual e tem proporcionado a várias gerações de cegos e amblíopes o acesso a livros gravados, alguns dos quais já disponibilizados em linha no catálogo coletivo das bibliotecas municipais do Porto.
A história da Biblioteca Sonora do Porto é mostrada numa exposição documental patente no claustro da Biblioteca Municipal do Porto até 30 de abril.

100 mil gravações de shows. Tudo livre

Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 28/03/2012.

URL: http://blogs.estadao.com.br/tatiana-dias/100-mil-shows-ao-vivo-tudo-livre/

Autora: Tatiana de Mello Dias.

O Internet Archive acaba de atingir a marca de 100 mil gravações de shows ao vivo. Tudo em domínio público. Estão ali shows de artistas como Smashing Pumpkins (com 902 gravações), Jack Johnson (138), Matisyahu (265) e Grateful Dead (com inacreditáveis 8,6 mil gravações).
É que o Grateful Dead foi o pioneiro nesse tipo de registro. Eles começaram nos anos 60 uma prática que hoje é corriqueira: permitiram que os fãs gravassem suas apresentações. A única exigência era que o registro não fosse usado para fins comerciais.
 (Vale lembrar: o compositor do Grateful Dead, John Perry Barlow, foi um dos fundadores da Eletronic Frontier Foundation, uma das principais organizações que lutam por liberdade na web)
A prática se tornou corriqueira e chegou a outras bandas. Barlow adaptou a permissão de se gravar à web. Em 2002 o site que armazenava as gravações (o eTree.org) se tornou parte do Internet Archive. A proposta foi ousada: o Archive ofereceu ao projeto “armazenamento ilimitado, banda ilimitada, para sempre, de graça”.
Hoje a coleção completa, com registros ao vivo de 5,2 mil bandas, tem 112TB de música.

Câmara dos Deputados começa a analisar Marco Civil da Internet

Fonte: Portal do Ministério da Justiça. Data: 29/03/2012.
A Comissão Especial da Câmara dos Deputados, que vai analisar o projeto de lei do Marco Civil da Internet (PL 2.125/2011), foi instalada na quarta-feira (28/4). O projeto de lei estabelece direitos e responsabilidades de usuários, provedores e do poder público no uso da internet. A proposta foi elaborada em conjunto com a sociedade, a partir de debates realizados pelo Ministério da Justiça por meio da própria internet. Ao longo do processo, foram recebidos mais de 2,3 mil comentários que resultaram no texto enviado pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional em 2011.
Com a instalação, começa a tramitação do projeto na Câmara dos Deputados. A comissão especial irá realizar audiências públicas e discutir o projeto de lei para levá-lo à apreciação do Plenário da Câmara dos Deputados. Depois de aprovada, a proposta seguirá para análise no Senado Federal.
Relator do projeto de lei, o deputado Alessandro Molón quer concluir os trabalhos da comissão até junho, para que o PL possa ser votado na Câmara ainda este semestre. “O ideal seria conseguir levar o Marco Civil ao plenário agora no primeiro semestre e faremos aquilo que pudermos nesse sentido. No entanto, isso é algo que depende não apenas do nosso trabalho, mas também do calendário da Casa”.
O secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Marivaldo Pereira, explica que a aprovação do projeto de lei trará regras que vão estimular o desenvolvimento da internet, a promoção de políticas públicas de universalização de acesso e a garantia da liberdade de expressão dos internautas. “É urgente a aprovação de uma legislação especifica para o setor e que respeite a natureza da internet. Aprovar o Marco Civil é uma prioridade para o governo”.

Brasileiro lê, em média, quatro livros por ano

Fonte: Agência Brasil. Data: 29/03/2012.
O brasileiro lê em média quatro livros por ano e apenas metade da população pode ser considerada leitora. É o que aponta a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada ontem (28) pelo Instituto Pró-Livro. O estudo realizado entre junho e julho de 2011 entrevistou mais de cinco mil pessoas em 315 municípios.
Em 2008, o instituto divulgou pesquisa semelhante que apontava a leitura média de 4,7 livros por ano. Entretanto, a entidade não considera que houve uma queda no índice de leitura dos brasileiros, já que a metodologia da pesquisa sofreu pequenas alterações para torná-la mais precisa.
De acordo com o levantamento, o Brasil tem hoje 50% de leitores ou 88,2 milhões de pessoas. Se encaixam nessa categoria aqueles que leram pelo menos um livro nos últimos três meses, inteiro ou em partes. Entre as mulheres, 53% são leitoras, índice maior do que o verificado entre os entrevistados do sexo masculino (43%).
Ao perguntar para os entrevistados quantos livros foram lidos nos últimos três meses, período considerado pelo estudo como de mais fácil para lembrança, a média de exemplares foi 1,85. Desse total, 1,05 exemplar foi escolhido por iniciativa própria e 0,81 indicados pela escola.
Entre os estudantes, a média de livros lidos passa para 3,41 exemplares nos últimos três meses. Os alunos leem 1,2 livro por iniciativa própria, divididos entre literatura (0,47), Bíblia (0,15), livros religiosos (0,11) e outros gêneros (0,47).
De acordo com o estudo, a Bíblia aparece em primeiro lugar entre os gêneros preferidos, seguido de livros didáticos, romances, livros religiosos, contos, literatura infantil, entre outros.
Zonas urbanas
A pesquisa mostrou também que o maior percentual de leitores na população está entre os jovens. A renda familiar, o lugar onde se vive e a escolaridade também são fatores que influenciam o gosto pela leitura. "Os leitores do Brasil são pessoas que têm acesso a bibliotecas, a livros diversificados, que não são aqueles os comprados ou oferecidos pelas escolas. [Os leitores] são aqueles que têm incentivo dentro de casa, dos pais e dos familiares", disse a presidenta do Instituto Pró-Livro, Karine Pansa.
Dos 5 anos de idade até os 24, o índice de leitores verificado na pesquisa é sempre superior ao de não leitores. Na faixa etária de 14 a 17 anos, por exemplo, estão 14% do total de leitores e apenas 5% dos considerados não leitores. O quadro muda à medida que avança a idade: no grupo entre 50 e 69 anos, por exemplo, encontram-se 23% dos não leitores e apenas 12% da população que lê.
A zona rural concentra 66% do total de não leitores no País e as capitais, 22%. A renda também é fator determinante no hábito da leitura. Na classe A, os entrevistados responderam ter lido, em média, 3,6 livros nos últimos meses. Na classe C, o índice foi 1,79 e na D/E , 0,99.
Entretanto, o preço do livro não é apontado como um fator que dificulta a leitura. Entre as principais razões apontadas por aqueles que não leram nenhum exemplar nos últimos três meses, a principal é a falta de tempo, citada por 53%, seguida pelo desinteresse, admitido por 30%. Apenas 4% dizem que não leem porque o livro é caro e 6% porque não têm bibliotecas perto de casa.
"Às vezes, questionamos se o livro é caro, mas isso não aparece como fator de impedimento na pesquisa. Percebemos que é falta de conhecimento do prazer da leitura mesmo. Quando a pessoa diz que não tem tempo para ler, na verdade, ela tem tempo para outras coisas, como ver televisão", afirmou Karine.

27 de mar de 2012

Lançamento: “Revistas científicas"

A Ateliê Editorial e Livraria da Vila convidam para o lançamento do livro: Revistas Científicas dos processos tradicionais às perspectivas alternativas de comunicação.
Organizado por: Dinah Aguiar Población, Geraldina Porto Witter, Lúcia Maria S. V. Costa Ramos, Vânia M. B. de Oliveira Funaro.
No dia 26 de março de 2012 | segunda-feira; das 19h às 22h
Livraria da Vila – Lorena
Alameda Lorena, 1731
Jardins, São Paulo – SP
Tel: 11 3062-1063
Maiores detalhes no URL: www.atelie.com.br

Ministra da Cultura chega a Belém para inauguração

Fonte: Diário do Pará. Data: 22/03/2012.

URL: www.diariodopara.com.br/N-153014-MINISTRA+DA+CULTURA+CHEGA+A+BELEM+PARA+INAUGURACAO.html

A ministra da cultura Ana Buarque de Holanda chega a Belém nesta quinta-feira para marcar um momento histórico da leitura no Pará com a inauguração da biblioteca pública no município de Afuá. Com isso, o Estado zera o déficit de municípios sem biblioteca pública. A inauguração ocorre na sexta-feira (23) e será realizada pelo Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas do Pará, da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves, em parceria como Ministério da Cultura.
Ana Buarque de Holanda participa também, a partir das 16h desta quinta-feira, das comemorações do aniversário de 141 anos da Biblioteca Pública, em uma cerimônia no Teatro Margarida Schivasappa, onde será apresentado à ministra um pouco da história e do trabalho da Biblioteca Arthur Vianna, a maior do Estado do Pará e terceira maior da região.
A ministra ainda divulgará no Estado a campanha do governo federal de incentivo à leitura “Leia mais, seja mais”, quando será realizado também um pacto pela leitura entre a esfera federal, esfera estadual e os municípios do Pará.
A inauguração da Biblioteca Pública de Afuá terá a participação de gestores da Fundação Tancredo Neves, como o presidente da instituição, Nilson Chaves, além de outras autoridades como Galeno Amorim, presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Luiz Fernando de Almeida, Presidente do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Márcia Rollemberg, Secretária de Cidadania Cultural do Minc, além de outras autoridades nacionais. A cerimônia será acompanhada de uma festividade com elementos da cultura amazônica.
O evento completa um ciclo histórico de incentivo à leitura nos diversos municípios paraenses: em 2010, havia 21 municípios sem bibliotecas públicas no Pará, o que representaria mais de meio milhão de paraenses sem acesso gratuito ao livro e à leitura. Historicamente, o fluxo de crescimento no número de bibliotecas públicas no Estado iniciou na década de 60, prolongou-se pelos anos 80 e ganhou renovado fôlego no século XXI.
“A inauguração da biblioteca de Afuá credenciou o Estado a vencer um déficit histórico há muito almejado. Pela primeira vez na história, todos os municípios paraenses possuem biblioteca pública”, afirma Nilson Chaves, presidente da Fundação Tancredo Neves.
Nascimento de uma biblioteca
O trabalho de inauguração de uma biblioteca pública é longo e composto de diversas fases como o estudo técnico inicial do local onde será montada a biblioteca, a aquisição de infra-estrutura, aquisição de acervo, treinamento do pessoal que trabalhará no espaço e, finalmente, a inauguração da biblioteca pública.
Além do planejamento e estruturação do espaço, as distâncias percorridas para levar a leitura a todos os municípios são grandiosas: apenas em 2011, aproximadamente 40 mil quilômetros foram percorridos de avião, balsa, barco e veículos terrestres.
“Em 2011, os técnicos do Governo do Estado percorreram mais de 40 mil quilômetros para atender 72 municípios nas 12 regiões de integração do Pará. 145 multiplicadores que atuam em bibliotecas foram capacitados e 18 municípios receberam investimentos em acervo, mobiliários, equipamentos audiovisual e capacitações, totalizando aproximadamente 1,5 milhões de reais investidos pelo Governo federal e pelo governo do Pará”, comenta Guilherme Relvas, Secretário do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas do Pará.
Leia mais, seja mais
Além da inauguração, a ministra Ana Buarque de Holanda irá divulgar no Pará a campanha “Leia mais, seja mais”, que visa tornar a aquisição e o reforço do ato da leitura um hábito nacional. A campanha envolve metas como o aumento do número de livros que os brasileiros lêem anualmente: hoje em dia, o Brasil lê apenas 1,8 livro por ano, mas a ideia é que esse número chegue à quatro livros anualmente.
Esse objetivo consta, ainda, no Plano Nacional de Cultura, lançando em dezembro de 2011 pelo Ministério da Cultura. A campanha parte do pressuposto que o desenvolvimento pessoal e o de uma nação passa pela aquisição de conhecimento como fator fundamental.

Pesquisa sobre leitura no Brasil

Fonte: Agência da Câmara. Data: 23/03/2012.
A Comissão de Educação e Cultura realizará na próxima quinta-feira (29) audiência pública para discutir os resultados da terceira edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pelo Instituto Pró-Livro, que tem por objetivo avaliar o comportamento do leitor brasileiro. O debate foi proposto pela deputada Fátima Bezerra (PT-RN) e pelo deputado Artur Bruno (PT-CE).
O resultado da pesquisa será apresentado no dia anterior (28) no 2º Seminário Retratos da Leitura no Brasil, que será realizado no Centro de Convenções de Brasília.
Com a visita a mais de cinco mil municípios brasileiros, o propósito da pesquisa é diagnosticar e medir o comportamento leitor e levantar junto aos entrevistados opiniões relacionadas à leitura. Para isso, foi utilizada a pesquisa quantitativa de opinião com aplicação de questionário estruturado por meio de entrevistas presenciais (com duração média de uma hora).
O desenvolvimento do estudo foi realizado sob a coordenação do Instituto Pró-Livro, com apoio da Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares (Abrelivros), da Câmara Brasileira de Livros (CBL) e do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e de especialistas responsáveis pela análise dos dados coletados.
Foram convidados para a audiência:
- o ministro da Educação, Aloizio Mercadante;
- a ministra da Cultura, Ana de Hollanda;
- o diretor-geral do Centro Regional Para el Fomento del Libro en America Latina y el Caribe (Cerlalc/Unesco), Fernando Zapata;
- a presidente do Instituto Pró-Livro, Karine Gonçalves Pansa.
A reunião será realizada às 10 horas, no Plenário 10.

Lançamento: "Letramento informacional: pesquisa, reflexão e aprendizagem”


A Professora Kelly Kelley Cristine Gonçalves Dias Gasque, da Faculdade de Ciência da Informação da Universidade de Brasília, estará lançando em 30/3/2012, sexta-feira, às 10 horas, o livro : "Letramento informacional: pesquisa, reflexão e aprendizagem".
Nota do blog: o documento está disponível no URL: http://leunb.bce.unb.br/handle/123456789/22

Biblioteca da SBE será reinaugurada em Campinas

 Fonte: 360 Graus. Data: 21/03/2012.
No próximo sábado (24) será reinaugurada a biblioteca Guy-Christian Collet, na sede da Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE), em Campinas SP, onde também ocorrerá a premiação e exposição de fotos do concurso fotográfico Cavernas do Brasil 2011.
A reestruturação da biblioteca e o concurso fotográfico fazem parte do plano de ação da Cooperação Técnica estabelecida no ano passado entre a SBE, Votorantim Cimentos (VC) e Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA).
A Biblioteca, e sede da SBE, passou por reformas na estrutura física, além de ser reequipada com novo mobiliário, computadores e projetor, modernizando e adequando-a para guardar seu rico acervo.
As publicações estão sendo catalogadas em um banco de dados próprio para bibliotecas e as referências ficarão disponíveis para consulta de qualquer interessado no site da SBE.
Além da solenidade de reinauguração, será aproveitada a oportunidade para apresentar as novidades do Cadastro Nacional de Cavernas do Brasil (CNC).
Programação:
Manhã - Apresentação do CNC
A partir das 9h30 os coordenadores do CNC, Ricardo Martinelli (SBE 1308) e Fábio Geribello (SBE G079) apresentarão as novidades do cadastro que permitirá a plotagem das cavernas no Google Earth entre outras novidades.
Tarde - Biblioteca, exposição fotográfica
A partir das 14h30 começa a solenidade de reinauguração da biblioteca e premiação oficial dos vencedores do concurso fotográfico "Cavernas do Brasil 2011". O Concurso Fotográfico Cavernas do Brasil selecionou 15 fotografias utilizadas no calendário, carteirinha da SBE e para a capa de um livro a ser lançado em breve.
Logo após as apresentações haverá um coquetel e exposição das fotos premiadas. O evento é aberto a qualquer interessado.
Saiba como chegar à SBE: http://www.cavernas.org.br/sociedade_sede.asp

26 de mar de 2012

Literatura brasileira para download

João do Rio, Euclides da Cunha, José Veríssimo e Lima Barreto são apenas alguns dos nomes consagrados da literatura brasileira, que têm obras para download no site da Biblioteca Nacional Digital. Além das obras em PDF disponíveis gratuitamente, a BN Digital traz curiosidades como manuscritos digitalizados de Cecília Meireles, Adélia Prado e Carlos Drummond de Andrade. Leituras imperdíveis a um clique.
Para busca acesso o endereço: http://bndigital.bn.br

A nova cara da Wikipedia no Brasil

Fonte: Globo. Data: 22/03/2012.

Oona Castro vai levar sua experiência de mais de quatro anos como coordenadora do Overmundo para a Wikipedia. A jornalista será a responsável pelo escritório da Wikimedia Foundation no Brasil, que deve entrar em atividade nos próximos seis meses. A vivência no Overmundo, um site de cultura colaborativa, será aplicada na busca de formas de incentivar o uso da enciclopédia online, também construída de forma coletiva por qualquer um interessado em colaborar. O projeto, que parecia utópico quando foi lançado por Jimmy Wales e Larry Sanger em 2001, hoje se tornou uma das principais referências de informação na internet - basta ver a frequência com que aparecem seus verbetes na primeira página de buscas do Google.
Com mais de 716 mil verbetes, a Wikipedia em português está entre as dez maiores do mundo. Em termos de visualizações de páginas, o Brasil está em nono lugar com 2,6% do total global. Os EUA lideram com 24,3%, seguidos por Alemanha (7,4%) e Japão (7,4%). Há espaço para crescimento tanto nesse quesito quanto no destino dos internautas quando entram na Wikipedia por aqui: 15,4% deles preferem ler artigos em inglês, muitas vezes mais completos que os produzidos em nosso idioma. Em Portugal esse número sobe para 37,4%.
Em entrevista ao GLOBO, Oona explica quais são as metas da fundação com o escritório no Brasil e como pretende alcançar esses objetivos. Para o coletivo de voluntários da Wikimedia Brasil, grupo de editores mais ativos no país, “a vinda da Wikimedia Foundation facilitará parcerias com diversas entidades voltadas ao ensino, não apenas universidades, como editoras, secretarias de ensino, centros culturais, empresas de software, entre outros”.
Como está o processo de abertura do escritório da Wikimedia Foundation em São Paulo?
Estou sendo contratada como consultora da Wikimedia Foundation. Vou ajudar a implementar o escritório no Brasil, me engajar em atividades com a comunidade e fazer todo o planejamento. A expectativa é que assim que tivermos o escritório no país eles revisem meu status para um cargo de coordenação ou direção. Isso deve acontecer em seis meses. Agora está no momento de passar pelas burocracias, pedir CNPJ, criar estatuto, falar com Receita Federal, INSS, etc.
Os usuários vão sentir uma diferença?
É um processo. O escritório, pelo que eu entendo, nem precisa existir para sempre. A ideia é formar uma equipe para criar projetos e um programa de fortalecimento da Wikimedia de modo geral. A Wikipedia é o projeto mais conhecido, mas a Wikimedia Foundation tem também o Wikibooks, Wikiversity, Wikitionary, Wikiquotes, Wikinews, Wikisource e o Commons, que é o repositório de imagens usados nos sites parceiros.
Me parece que o Brasil tem um potencial muito grande de crescimento, com a popularização da banda larga, maior participação das pessoas na internet, melhor formação. Não precisa ser especialista para colaborar com a Wikipedia, mas as pessoas precisam se sentir a vontade, ou estimuladas a fazer isso, então um ambiente com mais oportunidade de estudo e formação ajuda.
Como funcionam as entranhas da Wikipedia? A publicação e edição são livres, mas existe uma moderação, certo?
A fronteira não é entre países, mas idiomas. Qualquer um pode editar, mas existem voluntários que fazem parte da construção da Wikipedia, e outros projetos da Wikimedia, pois contribuem com mais frequência. É um processo no qual o conjunto de pessoas torna o conteúdo mais apurado e preciso. Editar os artigos é muito simples, o mais complicado é aprender a se comunicar lá dentro, se comportar na comunidade e avaliar o conteúdo.
Existem procedimentos para editar. Uma informação que não tenha fontes não deve ser usada, pois a Wikipedia não é fonte primária. Pesquisas científicas inéditas, por exemplo, devem ser publicadas nos sites especializados e só depois referenciadas na Wikipedia. Também há o conceito de notoriedade, pois não interessa ao usuário um artigo sobre a sua avó ou a loja do seu tio. No segundo caso, o verbete pode ser considerado spam e será deletado. São princípios e regras que devem ser seguidos.
Como a Wikipedia em português pode melhorar?
Precisamos criar formas de fazer com que as pessoas conheçam a Wikipedia e percebam que podem editar e contribuir, seja conferindo, revisando, editando ou criando novos verbetes. A segunda coisa é pensar em projetos para melhorar o conteúdo. A Wikipedia em inglês é muito mais completa e tem uma comunidade maior, pois teve mais gente engajada e processos que contribuíram para isso. Como facilitar aqui?
Uma das experiências possíveis saiu no Globo outro dia. Trata-se de um projeto de universidades como Unirio, UFRJ, USP e Unesp para melhorar o conteúdo da enciclopédia online. Outros podem ser feitos, com instituições como a Fiocruz, que tem conhecimento específico na área de saúde e uma vocação para trabalhar em projetos de divulgação científica.
Mas o principal é os internautas passarem a nos acompanhar e cada vez que alguém disser que viu uma informação errada na Wikipedia, entender que ela mesma pode corrigir. Todos os projetos estão sujeitos a erros, mas os da Wikimedia também estão sujeitos a correções.
Como funcionam esses grupos organizados de voluntários, como a Wikimedia Brasil?
A Wikimedia Brasil é um grupo de voluntários independentes que promove uma série de atividades online e offline, com palestras, eventos. Agora tem também um projeto da FAU para tratar monumentos arquitetônicos, com fotos e informações sobre obras da cidade. Não é um projeto da Wikimedia Foundation e nem da Wikipeda exatamente.
Na comunidade brasileira o modo de trabalho é em torno de mutirões. Recentemente, foi feito Iº GP Wikimedia Brasil, um concurso de edição de verbetes que durou dois meses e durante o qual foram revisados mais de 500 artigos da Wikipedia em português.
A ideia é criar outros núcleos como esse?
O meu trabalho não incidirá sobre essas comunidades. Eu não tenho autoridade nenhuma sobre elas. Elas são pessoas que participam mais da criação e revisão de artigos da Wikpédia. Em vários países existem os chamados "chapters" (seções), que nascem nas comunidade de editores. São organizações que coexistem com a Wikimedia Foundation. Foi a forma que a comunidade encontrou para se organizar, desenvolver projetos e pensar suas questões locais.
A ideia é contribuir, mas independente deles. O escritório pode potencializar o crescimento da Wikimedia Brasil nos próximos dois, três anos. Cabe a nós questionar como a Wikipedia e outros projetos da Wikimedia Foundation podem contribuir para a formação dos estudantes e das pessoas no Brasil e como a formação dessas pessoas pode contribuir para melhorar a Wikipedia em português.
É muito importante que os projetos da Wikimedia Foundation sejam entendidos como recursos educacionais, acessíveis a todos e abertos à contribuição de qualquer pessoa. Queremos fazer parcerias com Ipea, institutos de física, química, Inmetro, Minc, etc. A cultura brasileira pode enriquecer o conteúdo global, pois existem voluntários que traduzem verbetes para outras línguas.
O segundo ponto é criar projetos que facilitem a entrada de novos editores. Para as pessoas saberem como contribuir com algo que não será deletado por algum problema de conteúdo. Os projetos de educação tem um embaixador que explica os requisitos básicos, criam o conteúdo e conversam sobre ele. Com o tempo, os novos editores entram com capacitação, formação e tendem a ser menos desestimulados a continuar. Um dos desafios no Brasil é criar processos que contribuam na continuidade dos novos voluntários.
O escritório de São Paulo representará toda a Wikipedia lusófona? Existe escritório em Lisboa?
A Wikimedia Foundation não tem escritório em Portugal, mas em Lisboa tem um chapter. Claro que será mais fácil desenvolver parcerias no Brasil, mas todos os outros países que compõe a comunidade lusófona estão no nosso radar. Precisaremos construir parcerias com os chapters locais.
Se conseguirmos desenvolver pilotos nesses países, com parcerias e programas de educação, a gente contribui muito para que esse trabalho não se encerre na fronteira do Brasil. Mesmo assim vale mencionar que hoje os brasileiros representam praticamente 90% da comunidade, o que tem a ver também com a diferença da população, pois a nossa é muito maior que a dos outros países de língua portuguesa.
Como se equacionam diferenças entre brasileiros e portugueses na Wikipedia?
Existem algumas dificuldades com isso, mas para cada problema ou conflito, criamos uma solução. Quando você começa o verbete em português do Brasil, termina naquele registro. Procura-se evitar correções da grafia, quando a norma usada é aceita em um dos países lusófonos. No caso de nomes de filme, por exemplo, decidiram sempre colocar o original no título e informar no início do texto as traduções no Brasil e em Portugal.

Projeto de catalogação de espécies será premiado na Espanha

Fonte: Portal Terra. Data: 24/03/2012.

URL: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5683411-EI238,00-Projeto+de+catalogacao+de+especies+sera+premiado+na+Espanha.html

A equipe responsável pela Enciclopédia da Vida (EOL), um projeto de catalogação de espécies com 940 mil páginas disponíveis na Internet, será premiada no próximo dia 28 de março pela Sociedade Geográfica Espanhola em Madri.
O diretor da EOL, Erik Mata, afirmou à Agência Efe que a premiação deste "ambicioso projeto" ajudará os cientistas de todo o mundo a participar e motivar suas respectivas instituições para colaborarem com o projeto.
"Vai ser muito importante para nos posicionar na Europa e, sobretudo, na Espanha. A premiação trará mais visibilidade ao projeto e poderá fazer com que o público em geral e os cientistas, um público muito importante, se interesse mais pela enciclopédia", assinalou Mata.
Coordenado pela secretaria do Instituto Smithsonian em Washington, a pesquisa, que contou com mais de 200 centros de pesquisa e cientistas de todo o mundo, espera apresentar mais 1,9 milhões de itens catalogados em seu site (http://www.eol.org/), um para cada espécie conhecida pela ciência.
Por enquanto, a pesquisa conta com mais de 700 mil páginas e mais de um milhão de imagens e vídeos em diferentes idiomas, todas validadas por cientistas.
A Sociedade Geográfica Espanhola assinala na concessão do prêmio que esta enciclopédia "é um exemplo de colaboração da comunidade científica internacional" apresentada em vários idiomas, como inglês, espanhol e árabe.
Além do prêmio, a EOL também deverá contar com a colaboração do Real Jardim Botânico de Madri e da Universidade de Granada, que devem fornecer algumas de suas bases de dados digitalizados.
Desta maneira, a enciclopédia aumenta sua dimensão de conteúdo todos os dias e também caminha para novas direções, como a ideia de se tornar um aplicativo gratuito. Este projeto seria elaborado em parceria com a iNaturalist para facilitar o acesso dessa experiência de "ciência cidadã".
A enciclopédia, que conta com mais de 900 mil páginas, também conta com o respaldo da chamada Biblioteca da Biodiversidade, que conta com 35 milhões de documentos digitalizados, entre eles os 330 volumes da biblioteca de Charles Darwin.

21 de mar de 2012

Nova lei pode liberar xerox do livro inteiro

 Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 12/03/2012.
Autora: Mariana Mandelli.
Uma possível mudança na lei de direitos autorais, em análise na Casa Civil, vai facilitar a vida dos estudantes que sofrem para pagar o preço exigido pelos livros e apelam até para o scanner na hora de copiar textos. Caso o projeto seja aprovado no Congresso, o xerox de uma obra inteira, que é proibido hoje, será liberado para uso não comercial.
Atualmente, só é permitido copiar algumas páginas e capítulos - apesar de não ser difícil encontrar papelarias que fotocopiem o livro todo.
O anteprojeto de lei, construído pelo Ministério da Cultura (MinC) nos últimos anos por meio de consultas públicas, pode ser avaliado ainda neste semestre, segundo Marcia Barbosa, diretora de direitos intelectuais da Secretaria de Políticas Culturais da pasta.
Além da possibilidade da cópia do livro original na íntegra para uso privado - até mesmo para meios digitais -, as alterações da lei preveem a possibilidade de uso educativo das obras. "É o uso didático de um livro em sala de aula. O professor pode mencionar o livro, mostrá-lo e fazer citações pequenas."
As possíveis mudanças com a revisão da Lei dos Direitos Autorais preocupam a Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR). O advogado Dalizio Barros, representante da ABDR, diz que permitir a cópia do livro inteiro pode fazer a situação sair do controle. "Não pode haver fins lucrativos. Então, a cópia não pode ser feita numa copiadora, que teria lucro com isso. Tem que ser por conta própria e não vale cópia da cópia", explica.
Barros afirma que a maior preocupação da associação hoje é a pirataria digital. "As mídias eletrônicas são ignoradas pela lei. Um PDF num e-mail vai para todo mundo em questão de minutos - é uma pulverização muito grande." Segundo ele, alguns livros são caros porque são importados. Além disso, afirma, as bibliotecas deveriam ser melhor aparelhadas.
Com os altos preços dos livros e a proibição de tirar cópias de obras inteiras, os universitários se viram para economizar e, ao mesmo tempo, não deixar de estudar. As ideias vão além da famosa "pasta do professor", em que o docente deixa os textos das aulas disponíveis para cópia na sala de xerox da faculdade - prática condenada pela ABDR. Algumas infringem a lei, como pegar livros da biblioteca da faculdade e fotografar as páginas - para depois enviar para os colegas de sala, por exemplo.
Opções. Há quem prefira os livros usados. Lucas Filippelli, de 21 anos, estudante de Engenharia de Produção de uma universidade particular do ABC, compra as obras que seus veteranos de curso utilizaram nos anos anteriores. "Paguei R$ 200 em três. O preço de um só novo é R$ 250", conta. "Seria melhor se os livros fossem mais baratos. Prefiro gastar R$ 150 em um novo do que R$ 90 em xerox, que pode vir com folhas e letras faltando."
A internet também facilita a busca. "Alguns artigos encontro no Google Acadêmico ou no Google Books. Quando não acho, alguém da sala escaneia partes ou o livro todo e gera um PDF", afirma a estudante de Design de Moda Camila Regis, de 20 anos. A atual legislação é criticada pelos estudantes. "É inútil por ser de difícil controle - seja pelo xerox, seja por meios digitais", afirma Paulo Amarante, de 26, estudante de Engenharia.
Alguns alunos não acreditam que as mudanças na lei vão alterar o cenário. "Haverá apenas a manutenção do sistema, em que só parte da população tem condições de comprar livros", afirma Julio de Souza Neto, de 23 anos, aluno de Geografia. Ele calcula que gastaria R$ 2,5 mil por semestre se comprasse todos os livros da bibliografia do curso.
Os professores que lecionam em faculdades e universidades destacam ainda mais um problema: muitos livros - alguns clássicos e essenciais para os cursos de ensino superior - têm edições esgotadas.
"Existem livros que só se consegue pela fotocópia. Isso dificulta inclusive no planejamento das aulas, por exemplo", afirma Caroline de Mello Freitas, da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo e da Faculdade Santa Marcelina.
PARA ENTENDER
Legislação é de 1998
A reprografia de obras literárias foi um dos sete temas que receberam atenção na revisão da Lei de Direitos Autorais. Um anteprojeto de lei foi elaborado em 2010 e submetido à consulta pública. Depois de passar por revisão do Ministério da Cultura, encontra-se na Casa Civil. Não há prazo legal para que siga ao Congresso.
A lei de vigente (n.º 9.610) é de 1998. De acordo com a legislação, são protegidos os textos de obras literárias, científicas, conferências, sermões, ilustrações, cartas geográficas, músicas (com ou sem letra), desenhos, pinturas, esculturas e arte cinética, entre outras.

UFRJ cria centro para preservar e divulgar a memória


Fonte: Universidade Federal do Rio de Janeiro. Casa da Ciência/UFRJ.
Data: 13/03/2012.
No dia 16 de março, será lançado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) o projeto CIM - Centro Interuniversitário de Memória e Documentação, que envolverá outras universidades públicas e organizações da sociedade civil. A proposta, financiada pelo Ministério da Educação, é criar um espaço para divulgação de acervos artísticos e científicos que potencialize ações e políticas de preservação do patrimônio material e imaterial brasileiro.
A diretora da Faculdade de Letras da UFRJ, Eleonora Ziller, destaca que o CIM vai permitir que pesquisadores de todo o País acessem acervos digitalizados e contará também com uma incubadora de instituições gestoras de memória. Além disso, haverá lugar para exposições, debates, eventos e outras ações de divulgação de todo esse patrimônio para o público.
A Ocupação Boal é o projeto piloto que impulsiona a criação do CIM. Ele nasceu de uma parceria entre a Faculdade de Letras, a Casa da Ciência da UFRJ, a reitoria da universidade e o Instituto Augusto Boal - criado e mantido pela família do dramaturgo e que, em 2011, cedeu seu acervo para a universidade. Cecilia Boal, viúva do teatrólogo, afirma estar "confiante e esperançosa com a possibilidade de criar um polo de interesse vivo e crescente pelo teatro, pela literatura dramática, não só brasileira como também latino-americana". A data do lançamento festeja também o aniversário de nascimento de Augusto Boal, que completaria 81 anos.
Entre os dias 16 e 23 de março, a UFRJ abrigará uma intensa programação que inclui mesas de debate sobre memória e política no Brasil e exibição de filmes sobre a trajetória de Augusto Boal. Um dos filmes exibidos no dia 17 (sábado) é Augusto Boal e o Teatro do Oprimido, de Zelito Viana. O próprio diretor participa de um debate, ao final da sessão, com Fabian Boal, filho do dramaturgo e Helen Sarapeck, coordenadora do Centro de Teatro do Oprimido (CTO-Rio).
Já no dia 21 (quarta), por exemplo, Noni Ostrower, filha da artista plástica Fayga Ostrower, participa de uma das mesas de debate do evento que discute as políticas de memória e preservação do patrimônio. Noni vem enfrentando nos últimos anos inúmeros desafios para manter e preservar o acervo de sua mãe, e hoje preside um instituto criado com esse fim. No último dia, será concedido ao dramaturgo, pela Faculdade de Educação da UFRJ, o título de Honoris causa. Todas as palestras e exibições acontecem no auditório da Casa da Ciência/UFRJ, no Campus Praia Vermelha, na Urca, Rio de Janeiro.

20 de mar de 2012

II Festival do Livro e Leitura de Diadema

Dias 22 e 23 de março – das 9h às 20h
Dia 24 de março, das 9h às 13h
Esta segunda edição do festival terá como foco a "Juventude e a Leitura",
sempre no intuito de integrar a comunidade com a produção literária e o
fazer cultural. Irá reunir escritores, artistas, produtores culturais, com
palestras, debates, uma feira de livros permanente com preços acessíveis,
lançamento de exemplares, intervenções poéticas, círculos de leitura e
apresentações de grupos de música e de dança da cidade.

Teatro Clara Nunes/Centro Cultural Diadema
Rua Graciosa, 300 – Centro - Diadema (ao lado da Praça da Moça)
Tel.: 4056-3366
Para mais detalhes sobre a programação, acesse
http://festivaldolivroeleituradiadema.webnode.com

19 de mar de 2012

Biblioteca Municipal dá início ao Projeto Livro Livre [Bauru, SP]


Fonte: Jornal da Cidade - JCNet. Data: 13/03/2012.
URL: http://www.jcnet.com.br/Bairros/2012/03/biblioteca-municipal-da-inicio-ao-projeto-livro-livre-nesta-quartafeira.html
A Divisão de Bibliotecas dá início, nesta quarta-feira (14), o Projeto Livro Livre, na Feira Livre Noturna do Núcleo Mary Dota.
O projeto tem por objetivo fazer a leitura circular pela cidade, aumentando o acesso da população aos livros e possibilitando a troca, e consiste na doação ou troca de livros referentes ao excedente da reserva técnica da Divisão de Bibliotecas. Mais de mil exemplares entre livros, revistas e gibis foram separados para o projeto.
De acordo com o diretor das Bibliotecas, Nilson Batista Jr, o Projeto Livro Livre é uma expansão da banca de trocas que funciona na Estação Arte, no terceiro domingo de cada mês, no Museu da Imagem e Som.
O projeto acontecerá toda quarta-feira no Mary Dota e também aos domingos no Jardim Botânico Municipal.
A Feira Livre também terá uma atração cultural a cada edição, em parceria com os Pontos de Cultura e a Divisão de Ensino às Artes. Na abertura do projeto acontecerá apresentação dos instrutores de circo da Secretaria de Cultura. A Feira acontece no espaço da antiga Regional na rua Izaat Muhammad Saadeh, s/n. O Projeto Livro Livre tem parceria da Secretaria Municipal de Agricultura e do Jardim Botânico. Outras informações: (14)  3235-1312.

Argélia terá biblioteca de Oscar Niemeyer

Fonte: Portal Terra. Data: 13/03/2012.

URL: http://diversao.terra.com.br/arteecultura/noticias/0,,OI5661827-EI3615,00-Argelia+tera+biblioteca+de+Oscar+Niemeyer.html

Uma biblioteca árabe-sul-americana projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, 104 anos, será construída dentro de seis meses nas proximidades de Argel, como parte de um acordo de intercâmbio cultural entre as duas regiões. O projeto, que será construído em uma área de 40 mil metros quadrados em Zeralda, localidade na periferia sudoeste de Argel, deve ficar pronto em 30 meses, segundo o diretor da agência nacional responsável por grandes projetos culturais, Abdelhalim Serrai.
Com um custo avaliado em R$ 1 milhão, financiados pela Argélia, a biblioteca foi proposta na reunião de cúpula de chefes de Estado sul-americanos e árabes de 2005 em Brasília. Nesta segunda-feira (12), foi assinado um contrato de estudo do projeto com o escritório de arquitetura de Oscar Niemeyer.

Crianças preferem perguntar ao Google do que aos pais

 Pesquisa ainda mostra que 14% não acham seus pais inteligentes
Fonte: Época Negócios. Data: 13/03/2012.
URL: http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Resultados/noticia/2012/03/criancas-preferem-perguntar-ao-google-do-que-aos-pais.html
Google é o pai da informação para as crianças
A “geração Google” não se arrisca mais a perguntar aos pais as suas principais dúvidas sobre o mundo. De acordo com estudo realizado pelo centro de pesquisas britânico Birmingham Science, 54% dos jovens entre seis e 15 anos recorrem primeiramente ao Google quando têm qualquer dúvida. Os pais também perdem para os professores – 3% deles apenas pensam em questionar os seus mestres. Além de não serem a “referência” para esclarecerem as dúvidas dos jovens, os professores não são procurados em nenhuma hipótese por 9% dos jovens dessa faixa etária.
Os pais são lembrados em segundo lugar por esses jovens – 26% deles afirmaram que os pais são a chave para responderem às suas principais dúvidas. Mas há constatações piores: 34% dessas crianças não acreditam que seus pais são capazes de ajudá-los com a lição de casa e 14% (mais de um em cada dez jovens) não acham seus pais inteligentes. Considerando que a pesquisa foi feita no Reino Unido.
Um quarto das crianças também não sabe o que é uma enciclopédia. Uma em cada dez delas “chutaram” que seria algo para “cozinhar” ou “viajar”.
Outras alternativas
Se as crianças não encontram o que procuram no Google, a Wikipedia (essa enciclopédia eles conhecem) é a segunda alternativa – um quinto das crianças faz essa opção. O dicionário (impresso) também nunca foi utilizado por 19% dos jovens.
“Com as crianças crescendo em um ambiente digital é aceitável esse padrão. Nós queremos apenas ver como isso tem afetado as suas pesquisas e buscas. Não é surpresa que com as respostas à um clique, jovens geralmente utilizem o Google antes de recorrerem a seus pais, amigos e professores”, afirmou Pam Waddell, diretor do Birmingham Science.
Ele complementa que o cenário não é necessariamente ruim. “Ele mostra apenas como a tecnologia é um lugar comum para as crianças hoje e o quão confortável elas estão em utilizá-la. Crianças, não interessa de qual geração, cresceram com isso, e têm uma curiosidade natural. Então, o fato de serem capazes de usar as novas tecnologias para buscar respostas é positivo para o futuro”, disse.
A pesquisa também indicou que 31% dessas crianças já usam o iPad, Kindle ou algum computador para lerem livros. E, o que já não é uma novidade, eles também preferem se comunicar com seus amigos virtualmente: Facebook e e-mail são as ferramentas mais populares entre eles.
A pesquisa foi feita com 500 crianças britânicas entre seis e 15 anos.

16 de mar de 2012

Evento: II EUSEER

Estão abertas as inscrições para o II Encontro Nacional de Usuários do Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER). O evento serve para o compartilhamento de experiências desenvolvidas ao longo de quase uma década de criação de um grande número de revistas eletrônicas por meio do SEER e disponíveis para o público em geral no Brasil, além de atender à necessidade de investimento na qualidade da publicação periódica criada e gerida por meio do sistema.
Para isso, foi idealizado o Encontro de Usuários do SEER (EUSEER), cuja primeira edição se deu em 2010, em Santa Catarina. O evento encontra-se, neste ano de 2012, em sua segunda edição, realizada em Brasília nos dias 13, 14 e 15 de junho.
Maiores detalhes no URL:

Deputado pede biblioteca para escola de Três Lagoas

Fonte: Midiamax News (Mato Grosso do Sul). Data: 15/03/2012.
URL: http://www.midiamax.com/noticias/789527-deputado+pede+biblioteca+para+escola+tres+lagoas.html
O deputado Eduardo Rocha (PMDB) apresentou indicação à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa solicitando a implantação de uma biblioteca na Escola Estadual Fernando Corrêa, no município de Três Lagoas.
A indicação, que será encaminha da secretária de estado de educação Maria Nilene Badeca, com cópia para o governador André Puccinelli, foi apresentada nesta quinta-feira (15), durante a sessão plenária.
A Escola Estadual Fernando Corrêa iniciou seu funcionamento no ano de 1954, com ensino fundamental. Hoje, atende 1.373 alunos, distribuídos nos três períodos nas séries iniciais, finais e ensino médio.
De acordo com o deputado, durante esse período, o prédio já foi ampliado, mas o material bibliográfico para consulta dos alunos continua numa sala “minúscula” e improvisada, incapaz de propiciar o devido atendimento da grande demanda dos estudantes.

Nova biblioteca será inaugurada em maio

Fonte: Jornal da Manhã (Ponta Grossa, PR). Data: 15/03/2012.
URL: http://www.jmnews.com.br/noticias/ponta%20grossa/1,19016,15,03,nova-biblioteca-sera-inaugurado-em-maio.shtml
A nova sede da Biblioteca Municipal Professor Bruno Enei, construída nas antigas indústrias Wagner na região de Olarias, deve ser inaugurada em maio deste ano. As obras estão na fase final e ainda dependem das condições climáticas para serem concluídas. Depois de pronta, a Biblioteca de Ponta Grossa será uma das mais modernas do Paraná, estando próxima a outros prédios ligados à Cultura, como a Pinacoteca e o Canal da Música, no chamado Complexo Cultural. A informação é da secretária de Cultura e Turismo, Elizabeth Schmidt
Hoje, a biblioteca funciona em condições longe do ideal no prédio da Estação Ferroviária, que deve ser transformada em museu. Durante 71 anos, a biblioteca passou de um edifício para o outro no município, gerando desgastes no seu acervo. Hoje ela possui cerca de 31 mil exemplares de livros, nem todos em boas condições.

14 de mar de 2012

Após 244 anos, Enciclopédia Britânica deixa de ser impressa

Fonte: Jornal do Brasil. Data: 13/03/2012.
A tradicional Enciclopédia Britânica vai deixar de ser impressa depois de 244 anos. Segundo o jornal The New York Yimes, com a concorrência da era digital e da internet - principalmente da Wikipédia -, a Britânica vai concentrar seus esforços em enciclopédias online e currículos educacionais para escolas.
A última edição da enciclopédia será de 2010, um conjunto de 32 volumes que pesa 129 kg e inclui atualizações sobre o aquecimento global e o Projeto Genoma Humano. "É um rito de passagem desta nova era" afirmou Jorge Cauz, presidente da Encyclopaedia Britannica, empresa sediada em Chicago. "Algumas pessoas vão se sentir tristes e nostálgicas com isso. Mas nós temos uma ferramenta melhor agora. O site é atualizado continuamente, é muito mais extenso e conta com recursos multimídia", afirmou.
As vendas de publicação atingiram o pico em 1990, quando 120 mil obras foram vendidas nos Estados Unidos. Atualmente, porém, a versão impressa da enciclopédia representa apenas 1% da receita da companhia. Cerca de 85% vêm da venda de produtos do currículo escolar em disciplinas como matemática, ciências e língua inglesa. O restante, segundo o The New York Times, vem de assinaturas do site.

Ministro diz que país precisa avançar na educação e cultura

Fonte: O Documento (Cuiabá). Data: 13/03/2012.
O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria Geral da Presidência) afirmou nesta segunda-feira (12) que o governo tem consciência de que precisa avançar em políticas nas áreas de educação e cultura para não ter um "voo de galinha".
"O Brasil se destaca no cenário mundial de crise porque estamos conseguindo continuar crescendo a taxa menores, a distribuir, mas temos consciência de que se não dermos um salto de qualidade exatamente na questão da educação, da cultura, da informação, da qualificação será um voo curto, o chamado voo de galinha", afirmou o ministro durante evento de comemoração dos 50 anos da profissão de bibliotecário.
O ministro citou os programas desenvolvidos na educação com o Pronatec e o Brasil Sem Fronteiras, como bons exemplos.
"A cultura assegura para nosso país um novo lugar no cenário internacional, mas, sobretudo um lugar de equidade, de acesso aos direitos fundamentais além do pão, à cultura, ao lazer a todos os bens que mais dignificam o ser humano."

Professor fala sobre a importância do curso de bibliotecário

Fonte: MS Notícias. Data: 13/03/2012.
URL: http://www.msnoticias.com.br/?p=ler&id=82343
Atendendo ao convite do vereador Cristóvão Silveira, o professor Rodrigo Pereira do curso de Biblioteconomia do Instituto Superior da Funlec, ocupou a tribuna da Cãmara de Campo Grande durante a sessão ordinária desta terça-feira (13) para discorrer sobre o curso de bibliotecário.
Na oportunidade, Rodrigo Pereira ressaltou que o momento atual está sendo importante para a biblioteconomia sul-mato-grossense e defendeu a relevância do Projeto de Lei, de autoria do vereador Cristóvão Silveira (PSDB), que dispõe sobre a criação do sistema de bibliotecas escolares no município de Campo Grande/MS. “Em uma sociedade politizada , a biblioteca escolar se constitui como o principal instrumento politizador. Com absoluta certeza seremos pessoas melhores, agentes mais eficientes, cada qual na nossa área, cumprindo com nosso papel. É importante perceber que biblioteca escolar não se prende a guarde de matérias bibliográficos”, disse o professor.
Segundo, Rodrigo Pereira, toda escola privada ou pública têm de dispor de uma biblioteca escolar, e também de um bibliotecário, para auxiliar, organizar, os livros, pois só assim, conforme o professor, isso contribuirá para o aperfeiçoamento da educação brasileira. “Não há outro caminho a ser seguindo. Esta Lei pode em prazo médio e longo mudar a realidade da população campo-grandense. É um instrumento indispensável . nós precisamos catalisar instrumentos pedagógicos”, colocou.
A referida proposta mencionada pelo professor Rodrigo Pereira tem por finalidade elaborar, implementar, acompanhar e avaliar a Política Escolar Municipal das Bibliotecas, que terá como objetivo o estímulo da leitura, a formação de alunos leitores, o incentivo à produção literária e artística, a preservação da cultura e o desenvolvimento da competência em informação.