29 de fev de 2012

Biblioteca Pública de Londrina deve ser ampliada

 Fonte: O Bonde. Data: 20/02/2012.
A Prefeitura de Londrina pretende ampliar o espaço físico da Biblioteca Pública da cidade, localizada na Avenida Rio de Janeiro.
No jornal oficial do município de sexta-feira (20), foi declarada de utilidade pública uma área de 680 metros quadrados para fins de desapropriação. "O imóvel, depois de desapropriado, será integrado aos bens de domínio do Município de Londrina e destinado à ampliação da Biblioteca Pública Municipal", diz o artigo segundo do decreto número 175, de 10 de fevereiro de 2012.
O secretário de Gestão Pública Fábio Reali, que assina o documento, não foi encontrado pela reportagem nesta segunda-feira (20) para comentar o assunto.
A Biblioteca Pública funciona no prédio do antigo Fórum, cedido pelo governo estadual, desde 1984. Com a transferência do prédio, foi criada a Biblioteca Infantil e o Teatro Zaqueu de Melo.

Physlets interativo

 Você certamente irá perguntar: o que é um physlet? Na prática é uma combinação das palavras “fisica” e “applet”, que pode ser usado para demonstrar um conceito de física por meio de animação ou interação. Esse aplicativo foi criado por pesquisadores da Grenfell Memorial University, em Corner Brook, Newfoundland (Canadá).
Maiores detalhes no URL: www2.swgc.mun.ca/physics/physlets.html

28 de fev de 2012

Novo número: Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação

Acaba de ser publicado no novo número da “Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação”. No sumário desse número (v. 7, n. 1, 2011) constam os artigos abaixo e que podem ser acessados no URL: http://rbbd.febab.org.br/index.php/rbbd
Editorial. Glória Georges Feres
Artigos
Comunicações e Documentos. Glória Georges Feres, Regina Célia Baptista Belluzzo.
Entrevistas
  • Competência em informação e bibliotecas escolares. Katharina Berg.
Notas e Registros. Glória Georges Feres
Resenhas
  • ECO, Umberto; CARRIERE, Jean-Claude. Não contem com o fim do livro. Rio de Janeiro: Record, 2010. 272p. Glória Georges Feres
  • TARAPANOFF, Kira (Org.) Aprendizado organizacional. Curitiba: Ibpex, 2011. 2v. Regina Célia Baptista Belluzzo.

27 de fev de 2012

Autor publica um livro no Facebook

Fonte:
O autor Alex Epstein está lançando a sua mais nova coleção de histórias curtas como um álbum de fotos do Facebook. O “livro” contém 88 peças de “micro-ficção” que foram salvos como imagens em um álbum de fotos.

Ministério Público Federal vai à Justiça para mudar verbete do Dicionário Houaiss

Fonte: Procuradoria da Republica em Minas Gerais. Data: 27/02/2012.
URL: www.prmg.mpf.gov.br/imprensa/noticias/direitos-do-cidadao/mpf-vai-a-justica-para-mudar-verbete-do-dicionario-houaiss
Publicação teria referências preconceituosas contra minoria étnica e editora se recusou a suprimi-las
O Ministério Público Federal (MPF) em Uberlândia ajuizou ação civil pública contra a Editora Objetiva e o Instituto Antônio Houaiss, para a imediata retirada de circulação, suspensão de tiragem, venda e distribuição das edições do Dicionário Houaiss que contêm expressões pejorativas e preconceituosas relativas aos ciganos.
Os réus também deverão recolher todos os exemplares disponíveis em estoque que estejam na mesma situação.
O objetivo é obrigá-los judicialmente a suprimir do dicionário quaisquer referências preconceituosas contra uma minoria étnica, que, no Brasil, possui atualmente mais de 600 mil pessoas.
Para o MPF, os significados atribuídos pelo Dicionário Houaiss à palavra “cigano” estão carregados de preconceito, o que, inclusive, pode vir a caracterizar crime. “A publicação faz semear aos que consultam esse significado a prática da intolerância, especificamente da intolerância étnica, em verdadeira afronta aos artigos 3º e 5º da nossa Constituição”, afirma o procurador da República Cléber Eustáquio Neves.
“Ao se ler em um dicionário, por sinal extremamente bem conceituado, que a nomenclatura cigano significa aquele que trapaceia, velhaco, entre outras coisas do gênero, ainda que se deixe expresso que é uma linguagem pejorativa, ou, ainda, que se trata de acepções carregadas de preconceito ou xenofobia, fica claro o caráter discriminatório assumido pela publicação”, diz o procurador.
Recusa
A ação originou-se de investigação iniciada em 2009, quando o Ministério Público Federal em Uberlândia recebeu representação de um cidadão de origem cigana questionando a prática de discriminação e preconceito pelos dicionários de língua portuguesa contra sua etnia.
Para esclarecer os fatos, o procurador enviou ofícios a diversas editoras com pedidos de informações.
Recebidas as respostas, ele expediu Recomendação às editoras para que fosse suprimida das próximas edições qualquer expressão pejorativa ou preconceituosa nos significados atribuídos à palavra cigano.
As Editoras Globo e Melhoramentos atenderam a Recomendação. A Editora Objetiva recusou-se a cumpri-la, sob o argumento de que seu dicionário é editado pelo Instituto Houaiss, sendo apenas detentora exclusiva dos direitos de edição.
“Por isso, não tivemos outra saída a não ser ingressar em juízo para garantir o respeito às leis e à própria Constituição, que proíbem não só a prática, mas o próprio ato de induzir à discriminação ou ao preconceito étnico”, explica Cléber Neves.
Racismo
O procurador da República afirma que “o direito à liberdade de expressão não pode albergar posturas preconceituosas e discriminatórias, sobretudo quando caracterizada como infração penal”. Segundo ele, a significação atribuída pelo Houaiss violaria o artigo 20 da Lei 7.716/89, que tipifica o crime de racismo.
O procurador lembra que o próprio STF já se pronunciou sobre o assunto, ao julgar o Caso Ellwanger. Naquela oportunidade, o Supremo Tribunal Federal entendeu que a propagação de ideias discriminatórias contra um povo, em um livro, constitui crime de racismo, não sendo apenas mera expressão de liberdade intelectual.
“O preconceito tende a desconsiderar a individualidade, atribuindo, a priori, características, em geral grosseiras, aos membros de determinado grupo. Portanto, o que o Dicionário Houaiss faz é um juízo antecipado, de índole extremamente negativa, acerca da nação cigana, igualando todos os seus membros”, lembra Cléber Neves.
Para ele, o fato de as afirmações serem feitas por uma publicação, que, por sua própria natureza, encerra um sentido de verdade, agrava ainda mais a situação. “Ora, trata-se de um dicionário. As pessoas consultam-no para saber o significado de uma palavra. Ninguém duvida da veracidade do que ali encontra. Sequer questiona. Pelo contrário. Aquele sentido, extremamente pejorativo, será internalizado, levando à formação de uma postura interna pré-concebida em relação a uma etnia que deveria, por força de lei, ser respeitada”.
Segundo Cléber Neves, “ao invés de disseminar preconceitos, os dicionários, como instrumentos reveladores do conhecimento, deveriam fornecer informações que pudessem justamente acabar com esses preconceitos”.
O MPF revela que, desde 2009, empreendeu vários esforços, com a expedição de inúmeros ofícios e recomendações à Editora Objetiva, para que a publicação excluísse as expressões pejorativas e preconceituosas, mas os réus ignoraram todos os pedidos. “Ao contrário da Editora Globo e da Melhoramentos, que prontamente acataram a recomendação e mudaram os seus textos”, afirma o procurador.
De acordo com o Ministério Público, a atitude da editora e do instituto teria causado, inclusive, dano moral coletivo, na medida em que agrediu de maneira absolutamente injustificável o patrimônio moral da nação cigana.
Por isso é que, na ação, além da retirada do Dicionário Houaiss de toda e qualquer expressão de cunho preconceituoso ou pejorativo contra os ciganos, o MPF também pediu a condenação dos réus ao pagamento de indenização por dano moral coletivo no valor de 200 mil reais.

26 de fev de 2012

Livronauta: nova livraria na internet

Nesta época de começo de aulas, sempre estamos procurando aquele livro especial, com um preço ainda mais. Com um ano de idade, o Livronauta reune 3.500.000 livros usados a venda em 500 sebos. Ele aceita depósito bancário e ainda conta com o serviço de pagamento digital, que garante a operação (se não receber o livro em 14 dias, pode bloquear a transação), permite parcelar as compras no cartão de crédito, ou ainda pagar no boleto bancário sem taxas extras.
Maiores detalhes no URL: www.livronauta.com.br

Novo número da “Perspectivas em Gestão e Conhecimento”

Acaba de sair o n. 2, v. 1, 2011, da revista “Perspectivas em Gestão & Conhecimento”, publicada pela Universidade Federal da Paraíba. Os textos completos dos artigos podem ser acessados no URL: http://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/pgc/issue/current/showToc
Abaixo o sumário do número mais recente.
Editorial
  • Publicação sobre gestão e conhecimento: cooperação solidária em busca por uma contributiva excelência. Jorge de Oliveira Gomes, Luciana Ferreira da Costa.
Carta aos Leitores
  • Cooperação profícua entre a Universidade Federal da Paraíba e  o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia. Emir José Suaiden.
Artigos de Revisão
  • Gestão da noite e oportunidades de desenvolvimento dos territórios. Teresa Alves.
  • Uso das fontes de informação para a geração de conhecimento organizacional. Charles Rodrigues, Ursula Blattmann.
  • Processo de pensamento da teoria das restrições: uma abordagem para compreensão, aprendizagem e ação sobre problemas complexos. Daniel Pacheco Lacerda, Luis Henrique Rodrigues, Secundino Henrique Corcini.
  • The essence of entrepreneurial process and the complexity of the individual: perceptions from the perspective of knowledge typologies. Thais Vick, Marcelo Seido Nagano, Bárbara Ilze Semensato.
  • Política nacional de informação e informática em saúde: avanços e limites atuais Ricardo Bezerra Cavalcante, Marta Macedo Kerr Pinheiro.
  • Um olhar teórico sobre os processos de aprendizagem organizacional e a possibilidade de sua relação com a mudança estratégica nas organizações. Daniele Maria Vieira do Nascimento, Ionete Cavalcanti de Moraes.
  • Cenário mundial dos resíduos sólidos e o comportamento corporativo brasileiro frente à logística reversa. Cristina Maria Dacach Fernandez Marchi.
  • Capital social, democracia e desenvolvimento. Silvia Adriane Teixeira Amaral, Luciene Dal Ri.
Relatos de Pesquisa
  • Gestão do conhecimento: uma análise das pesquisas brasileiras desenvolvidas na primeira década do século XXI. Ewerton Alex Avelar, Eliane Apolinário Vieira, Thiago de Sousa Santos.
  • Gerenciamento de documentos eletrônicos: estudo de caso com o sistema de gestão de conteúdo Plone. Marcello Peixoto Bax, Josmária Lima Ribeiro de Oliveira, Daniel Mendes Barbosa.
  • Knowledge management at EMBRAPA: sharing our experience on the building of a collaborative model. Rivadávia Correa Drummond de Alvarenga Neto, Job Lúcio Gomes Vieira.
  • O impacto da tecnologia da informação na gestão hospitalar: o caso do Hospital Santa Cruz revisitado. Luis André Wernecke Fumagalli, Luciana Cláudia Piva, Heitor Takashi Kato
  • Sistematização da gestão do conhecimento: um estudo a partir da experiência na elaboração de um manual de segurança em uma empresa de energia. Marcela de Sá Marques Bezerra, Gilson Brito Alves Lima.
  • O Geoparque Araripe como pólo difusor do conhecimento no Semi-Árido Nordestino. Francisco Ricardo Duarte, José Garcia Vivas Miranda.
  • Um estudo sobre as competências gerenciais de pequenas empresas de confecções no município de Caruaru/PE. Maria das Graças Vieira, Maria Auxiliadora do Nascimento Melo.
  • Concepções e práticas educativas baseadas na gestão do trabalho com projetos. Christianne Medeiros Cavalcante.
  • Bibliotecas públicas e imagem organizacional: diferentes olhares. Maria Cleide Rodrigues Bernardino, Emir José Suaiden.
Pontos de Vista/Comentários
  • Las premisas esenciales de la preservación digital. Barbara Muñoz de Solano y Palácios.

24 de fev de 2012

Crescimento do periódico eletrônico na academia

Fonte: Daily Iowan (University of Iowa). Data: 10/02/2012.
A Biblioteca da Universidade de Iowa não está mais recebendo verbas sobre o equivalente dos materiais impressos, em parte por causa do aumento da confiança na longevidade dos formatos eletrônicos. A Biblioteca da Universidade de Wisconsin-Madison pretende gastar mais de 50% do seu orçamento bibliográfico em documentos eletrônicos, e essa instituição faz parte de um grupo de universidades que trabalham com a Editora MacMillan num teste piloto sobre o uso do livro eletrônico. A Biblioteca da Universidade Estadual de Michigan gastou mais de 70% do seu orçamento com materiais inteiramente em formatos eletrônicos.

Prisioneira à antiga quer livros e não acesso online!

Interessante matéria acaba de sair no blog “Legal As she is Spoken”, da New York Law School, sobre uma prisioneira que quer livros e não somente o acesso em linha. Desde 1989 ela vem cumprindo pena em uma prisão no Estado de Ohio por estupro, seqüestro e agressão criminosa. Frustrada que a biblioteca da prisão substituiu os livros impressos de Direito para somente o acesso em linha ao sistema Westlaw, ela está processando a prisão, pedindo US$ 80.000,00 em danos compensatórios e até duzentos mil dólares em danos punitivos pela violação do seu direito constitucional de uma biblioteca jurídica.
Maiores detalhes no URL:
Além do aspecto bizarro essa notícia nos faz pensar sobre a quase inexistência de bibliotecas nas prisões do Brasil e o nível tecnológico alcançado por algumas dessas bibliotecas no contexto americano. O importante disto tudo é que o prisioneiro também tem direito de acessar a informação – seja ela no formato impresso ou eletrônico!
Murilo Cunha

23 de fev de 2012

Preço de acesso a pesquisas impede inovação

Fonte original: Folha de São Paulo.
Fonte: JC e-mail 4400. Data: 17/02/2012.
Organizador de boicote à maior editora de revistas científicas critica modelo de publicação.
Um abaixo-assinado que critica as práticas de mercado da maior editora científica do mundo, a Elsevier, já tem mais de 6.200 signatários, a maioria pesquisadores de instituições públicas. O organizador do boicote contra a empresa, porém, está na iniciativa privada.
Tyler Neylon diz que os altos custos de assinaturas de periódicos e o policiamento contra a livre circulação de artigos na internet prejudica as pequenas companhias que contribuem para a ciência e para a inovação. Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, Neylon explica o que o motivou a começar o movimento.
Folha - O sr. está fora do meio acadêmico. O que o motivou a propor um boicote à Elsevier?
Tyler Neylon - Sou cofundador de uma empresa pequena e gosto de fazer pesquisa, mas não tenho como arcar com esses preços. Se eu quiser escrever um artigo sério, com cem citações, e o preço médio de periódicos científicos continuar em US$ 40, faça as contas: eu teria de pagar US$ 4.000 para submeter um único artigo. Se eu quiser assinar um periódico, estão brigando pelo direito de abrir o acesso ao resultado de suas pesquisas. E esse é mesmo um problema importante, mas existem outros atrapalhando a pesquisa na iniciativa privada.
Como vocês esperam que a Elsevier reaja ao boicote?
A maior parte dos pesquisadores apenas quer abandonar completamente a publicação lucrativa e mudar para o acesso aberto, mas isso não é algo em que a Elsevier os acompanharia. Uma coisa menos drástica que a editora poderia fazer é dar apoio a um projeto de lei de acesso público de pesquisa, que foi lançado há uma semana no Congresso dos EUA. Hoje eles apóiam outro projeto de lei, cujo objetivo é praticamente o oposto.
Vocês acham que vão afetar o prestígio de periódicos da Elsevier com o boicote?
Pelo menos três ganhadores da Medalha Fields - o prêmio para matemáticos que tem o mesmo peso de um Nobel - já prometeram nunca mais publicar em periódicos da Elsevier. Timothy Gowers, Terence Tao e Wendelin Werner assinaram a petição. Em um dos periódicos da editora, um matemático anunciou que vai abandonar o conselho editorial. Então, acho que já estamos tendo algum impacto.
O abaixo-assinado não está tentando crucificar a Elsevier por uma prática que há em todo o setor de publicação?
O fato de as editoras precisarem de dinheiro para organizar a revisão de artigos é verdade até certo ponto. Alguns periódicos têm editores e equipes pagos pela editora, mas na maioria das publicações não é assim.
Se tem tanta gente trabalhando de graça, por que não fazer isso dentro de uma plataforma em que o acesso aos artigos seja gratuito?
A razão pela qual nos concentramos na Elsevier e não na Springer ou na Wiley-Blackwell é que existe um consenso maior entre os pesquisadores que são contra as práticas deles. Muitos pesquisadores evitam esse tipo de confronto. Existe um tabu, um medo de se voltar contra publicações que têm prestígio. Se nós tivéssemos decidido incluir outras editoras, não sei se tantas pessoas teriam assinado a petição.
Outro lado - Em um comunicado público, ao preço médio é US$ 22 mil. Mesmo eu tendo um doutorado hoje, fazer pesquisa é algo fora do meu alcance.
Você esperava que o abaixo-assinado ganhasse tanta força nas instituições públicas e universidades?
Bom, as pessoas que realmente têm influência são os professores universitários e eles estão mais a par de problemas como o dos NIH [Institutos Nacionais de Saúde dos EUA], que Elsevier diz que fixa preços razoáveis dentro do mercado de publicações científicas e que o custo de acesso está caindo. Segundo a empresa, o texto do abaixo assinado "The Cost of Knowledge" tem "distorções". "Em média, cobramos um quinto daquilo que cobrávamos há dez anos pelo download de um artigo", diz o documento, colocado à disposição no site da empresa.
"Ao contrário do que foi dito, bibliotecas nunca são forçadas a comprar 'pacotes' de assinaturas. (...) A maioria delas opta por escolher coleções grandes porque assim recebem descontos." A editora também menciona possuir oito periódicos de acesso aberto e afirma que em 1.100 periódicos pagos os autores têm a opção de financiar o download gratuito de seus artigos publicados. "Nenhum modelo de publicação único vai ser a solução para todos os tipos de periódico", diz o comunicado.
A empresa também afirma ser favorável à divulgação gratuita do resultado de pesquisas financiadas com dinheiro público, desde que isso seja feito sem "sabotar a sustentabilidade do sistema de publicação com revisão por pares".

Um bilhão para a biblioteca!

Fonte: New York Times. Data: 16/02/2012.
Depois de uma pausa por causa da crise econômica, a Biblioteca Pública de New York (NYPL) parece que está dando a volta por cima! O seu plano de um bilhão de dólares para reformar as suas sucursais e o prédio principal (na Quinta Avenida) parece que está tendo sucesso. Com a possibilidade de futura expansão essa biblioteca se tornará a maior biblioteca circulante nos Estados Unidos.
O texto completo do artigo pode ser consultado no URL: <http://www.nytimes.com/2012/02/16/books/new-york-public-library-revives-its-overhaul-plan.html?_r=2&ref=nyregion

Controvérsias sobre o livro eletrônico nas bibliotecas

O autor, Charles Hamaker, analisa a situação atual dos livros eletrônicos (e-books) a partir da perspectiva da biblioteca, mostrando o que está faltando. São discutidos inúmeros aspectos ligados ao livro eletrônico, desde a sua maleabilidade, o seu custo, as restrições orçamentárias e as limitações que sofrem em relação aos direitos da propriedade do conteúdo. Sugere que os bibliotecários e os consumidores precisam se unir para exigir um modelo de licenciamento diferente para o livro eletrônico, caso contrário, pode haver a destruição do nosso patrimônio cultural. Termina afirmando que se deve dizer não para as atuais opções de licenciamento.
Maiores detalhes no artigo original, de autoria de Charles Hamaker, publicado na revista “Searcher”, v. 19, n. 10, de dezembro de 2011 [nota: este título está disponível no Portal da CAPES].

Murilo Cunha

Wolfram Alpha: o mecanismo de busca que dá a resposta

Fonte: New York Times. Data: 6/02/2012.
Três anos atrás o cientista Stephen Wolfram lançou um novo tipo de mecanismo de busca chamado Wolfram Alpha. Ao contrário do Google ou Bing, ele usa o seu próprio banco de dados para encontrar resposta para as indagações dos seus usuários. A nova versão, lançada em oito de fevereiro de 2012, pode lidar com dados e imagens.

Caem os gastos com as bibliotecas universitárias

A Association of Research Libraries (ARL) acaba de publicar um levantamento mostrando os gastos realizados pelas bibliotecas universitárias dos Estados Unidos e Canadá. Os dados, relativos ao período 2008-2009, apontam quedas nos orçamentos dessas bibliotecas.
Maiores detalhes sobre o documento no URL: www.arl.org/stats/annualsurveys/eg/index.shtml

Murilo Cunha

21 de fev de 2012

BIREME e OPAS Brasil - projetos de cooperação técnica no país

O Brasil ocupa uma posição de destaque e liderança no desenvolvimento e operação da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e suas redes complementares, participando com 33 instâncias na Rede BVS no país. Em 2012 estão em desenvolvimento os projetos BVS Brasil, BVS Bioética e Diplomacia e Saúde, BVS Pan-Amazônica, BVS Atenção Primária em Saúde/Telessaúde e apoio à iniciativa EVIPNet Brasil– Rede de Políticas Informadas por Evidência, além da busca integrada nos repositórios de objetos educacionais das instâncias nacionais que compõem o Campus Virtual em Saúde Pública (CVSP) liderado pela OPAS. Esses projetos foram viabilizados no contexto da Estratégia de Cooperação da OPAS no país, por meio de Termos de Cooperação com a OPAS Brasil, com apoio técnico e subsídio financeiro nacional.

Senado doa legislação em braile ao Tribunal de Justiça e à OAB de São Paulo

Fonte original: Agência do Senado.

Fonte: Correio do Brasil. Data: 14/02/2012.

URL: http://correiodobrasil.com.br/senado-doa-legislacao-em-braile-ao-tribunal-de-justica-e-a-oab-de-sao-paulo%C2%A0/379901/ 

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e a seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) receberam, nesta segunda-feira (13), exemplares em braile de 16 leis brasileiras. O material foi impresso pela Gráfica do Senado e entregue pela prefeitura de São Paulo, signatários de um acordo de cooperação técnica como parte do Programa Ler para Crer, da Coordenadoria de Projetos de Inclusão da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED).
Com a proposta de promover a inclusão social e o incentivo ao exercício da cidadania pelas pessoas com deficiência visual, foram entregues volumes da Constituição Federal; do Código do Processo Penal; do Código de Transito Brasileiro; do Código de Processo Civil; do Código Eleitoral; do Código Penal; do Código Tributário Nacional; do Código Comercial; da Consolidação das Leis do Trabalho; do Código Civil Brasileiro; do Código de Defesa do Consumidor; da Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência; do Estatuto da Criança e do Adolescente; do Estatuto do Idoso; da Lei de Doação de Órgãos; e da Lei Maria da Penha.
A entrega das obras ocorreu em solenidade realizada na sede do TJ, na capital paulista, com a presença do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab; do presidente do tribunal, desembargador Ivan Sartori; e do presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D’Urso. O Senado foi representado pela sua diretora-geral, Dóris Peixoto, que destacou que todos precisam fazer a sua parte para proporcionar a inclusão das pessoas com deficiência, mas que os órgãos públicos devem ser os primeiros a dar o exemplo.
- Essa cerimônia é um ato que mostra a preocupação das instituições públicas. Vamos resgatar a enorme dívida social que pesa sobre os ombros do Brasil – disse a diretora-geral.
Ao todo serão impressas 50 coleções, que comporão o acervo das bibliotecas do TJ-SP e das subseções da OAB-SP.A Gráfica do Senado também disponibiliza, como praxe, um exemplar de tudo o que publica para a Biblioteca do Senado.
No mesmo evento, os representantes do TJ-SP, OAB e Secretaria da Pessoa com Deficiência assinaram um termo de cooperação pelo qual a secretaria realizará gratuitamente cursos de acessibilidade e inclusão para funcionários e membros do TJ-SP e da OAB.

Barão do Rio Branco: tablet desde o maternal

Fonte: Baguete. Data: 14/02/2011.

URL: http://www.baguete.com.br/noticias/hardware/14/02/2012/barao-do-rio-branco-tablet-desde-o-maternal

Autora: Camila Freitas.

A escola catarinense Barão do Rio Branco vai disponibilizar, a partir deste ano, quatro tablets Breeze, da taiwanesa AOC, como ferramenta de ensino aos alunos.
De acordo com a instituição, os dispositivos não vão substituir os livros e podem ser utilizados por crianças a partir de dois anos.
Os tablets ficam alocados na biblioteca e permitem acesso à Internet, jornais, revistas, jogos educativos e e-books.
“Com os aparelhos, a biblioteca passa a proporcionar tanto a leitura convencional quanto a interatividade com as novas tecnologias”, afirma Marcos da Silva, diretor da escola catarinense.
Sem revelar o investimento com os tablets adquiridos, a Barão prevê a compra de mais quatro equipamentos, mas de outra fabricante, ainda não definida.
O objetivo, segundo Silva, é fazer testes de adaptação junto aos alunos.
Além disso, em 2013, a escola projeta a aquisição de mais 30 tablets, visando a criação de um laboratório móvel.
Com sede em Blumenau, a Barão do Rio Branco tem cerca de 1,8 mil alunos, conta com duas unidades de ensino, oferecendo desde o nível infantil até cursos técnicos

Novo projeto antipirataria conserta falhas do Sopa

Fonte original: Folha de S. Paulo. Data: 12/02/2012.
Extraído do: JC e-mail 4436. Data: 13/02/2012.
Apesar do aplauso de especialistas e de lados opostos do debate, proposta ainda não é vista como solução.
Deputados e senadores americanos pedem a colaboração do público para editar uma nova lei contra a pirataria on-line, após o Sopa ser engavetado em meio a dúvidas sobre sua eficácia e seu efeito na liberdade na internet. O Open (abreviatura de Lei para Proteger e Policiar o Comércio Digital On-Line, mas também "abertura"), apresentado em janeiro pelo deputado Darrell Issa e pelo senador Ron Wyden, ganhou elogios dos dois lados do debate sobre direitos autorais.
Desde a semana passada, a proposta está no site www.keepthewebopen.com para edição do público antes do debate no Congresso, ainda sem data.
Apesar do aplauso (em contraste com o Sopa, Lei para Parar com a Pirataria On-line, em inglês), o Open não é visto como solução final. Conserta, porém, as principais falhas e lacunas do antecessor, que permitiria punir quem dividisse arquivos com amigos e sites com links para endereços com pirataria (mesmo que desconhecessem seu Acaba também com o processo sumário que tiraria do ar e cortaria o canal financeiro de qualquer site acusado de usar material pirata, imediatamente após a queixa. "Os alvos do projeto são muito mais bem definidos, e ele prevê um processo antes de tirar sites suspeitos do ar", disse à Folha David Weinberger, filósofo e autor de livros sobre a internet do Centro Berkman para Internet e Sociedade, em Harvard.
Lobby - "Um especialista apontou ambiguidades que podem levar a driblar a aplicação [da lei]. Mas ao menos o Open serve de base para algo", escreveu no "New York Times" Bill Keller, ex-editor-executivo do jornal e hoje colunista. Keller lamenta a falta de menção a mecanismos de busca e sites hospedeiros, que a seu ver deveriam evitar listar domínios piratas. No Sopa, esses sites recebiam igual tratamento aos infratores em si. Mas sua eliminação total do texto resulta do lobby do Google e de outros gigantes da internet.
Já Weinberger afirma que, além de reformar a lei que policia a proteção dos direitos autorais, é preciso reformar a lei que define esses direitos. Ambas precedem o imediatismo da internet. Seu colega Jonathan Zittrain, professor de direitos autorais de Harvard, elogiou em artigo o fato de o texto não expor qualquer um que reproduza material sem ser dono do copyright, mesmo que seja de própria lavra.
Mas questionou se a Comissão de Comércio Internacional, um órgão burocrático e esquecido, tem meios para fazer valer as regras e lamentou que não tenha sido feito um levantamento sobre o alcance da pirataria. Weinberger concorda: "Qualquer lei está sujeita a abuso. Se vamos nos submeter ao risco, vale saber o tamanho real do problema".
Longe do fim, o debate parece ao menos ter chegado a um consenso entre produtores de conteúdo, que se sentem roubados, e quem defende que a criatividade na rede depende de um modelo mais flexível, que não puna quem reproduza material sem lucro nem escala. Nisso, o Open é claro: põe "lucro" na base da definição de pirataria.

20 de fev de 2012

Biblioteca Virtual em Saúde (BVS): 14 anos em operação

Biblioteca Virtual em Saúde (BVS): 14 anos em operação
A Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) completa 14 anos em 2012. O Portal Regional da BVS inclui as principais fontes de informação e evidência científica em saúde produzidas na América Latina e Caribe (AL&C) com cerca de 20 milhões de referências bibliográficas de documentos com links para mais de 1,8 milhões de textos completos, dos quais 216 mil estão no idioma português ou espanhol. São registrados acessos de mais de 200 países, liderados pelo Brasil, México, Portugal, Espanha, Colômbia, Argentina, Peru e Chile. Ao Portal Regional da BVS convergem os portais das instâncias da Rede BVS, seguindo as mesmas metodologias e tecnologias comuns para o armazenamento e publicação dos conteúdos. A rede BVS está presente em mais de 30 países, com um total de 125 instâncias com portais de redes nacionais e temáticas em operação regular, constituindo-se como um modelo de gestão da informação e do conhecimento. A BVS é um componente da Estratégia e Plano de Ação de eHealth da Organização aprovada em 2011 na 51ª Sessão do Conselho de Direção da OPAS.

Biblioteca do Museu Politécnico

Fonte: Gazeta Russa. Data: 19/02/2012.

Autora: Aleksandra Guzeva.

URL: http://gazetarussa.com.br/articles/2012/02/19/deposito_secreto_de_livros_antigos_e_encontrado_em_biblioteca_de_mus_14213.html

Nos calabouços da biblioteca do Museu Politécnico foi encontrado um verdadeiro tesouro – um depósito secreto de livros e revistas antigos. Quando, quem e, o mais importante, por que motivo alguém escondeu as publicações ninguém sabe, mas todos os livros são de valor único e sem precedentes não apenas como antiguidade, mas também do ponto de vista do conhecimento científico que eles contêm.
A biblioteca preparava-se para mudar para um espaço temporário, uma vez que o edifício em que está localizada tem mais de cem anos e já precisa de uma restauração. Os funcionários começaram a recolher antecipadamente os principais livros, já que embalá-los leva muito tempo. "A disposição da sala não é exatamente adequada para uma biblioteca, de modo que o armazenamento de livros foi formado aleatoriamente. Quando era preciso um lugar novo, no improviso, íamos construindo prateleiras onde era possível", conta a diretora-adjunta da biblioteca do Museu Politécnico, Svetlana Kukhtévitch.
Para gerar espaço para as caixas de livros, prateleiras vazias foram desmontadas. Então, atrás de uma delas, foi encontrada uma parede de madeira compensada, que "balançava" de forma estranha. "Nós removemos a madeira compensada e vimos que atrás dela havia livros! Claro, nós imediatamente quebramos a parede e na nossa frente apareceram montanhas de livros empilhados do chão até o teto!", contou Svetlana.
De acordo com cálculos preliminares, no nicho de dois metros de comprimento havia cerca de 30 mil livros, que eram considerados perdidos. No esconderijo foram encontrados basicamente livros pré-revolucionários em línguas estrangeiras: francês, alemão, latim e grego. "Todos os estudiosos e qualquer pessoa minimamente instruída do século 19 sabiam diversas línguas, por isso, não havia demanda por livros em russo", afirma Svetlana. O exemplar mais antigo é o livro "Descrição pictórica das áreas ocupadas pela Alemanha", publicado em 1706. Mas a maioria foi publicada no final do século 19, início do século 20. Um dos livros mais recentes é "Mapa Administrativo da URSS", da editora NKVD, de 1936.
A biblioteca do Museu Politécnico foi fundada em 1871, antes mesmo do próprio museu, e consistiu sua coleção primeiramente com doações da Sociedade de História Natural, que era composta por professores da Universidade de Moscou (Mendeleev, Butlerov Metchnikov, Setchenov, Timiriazev).
A reposição da coleção contribuiu para o intercâmbio de publicações com o Museu de História Natural de Paris e com a Sociedade Real de Edimburgo. Após a Exposição Politécnica em Moscou, da qual a biblioteca fez parte, ela começou a receber para a sua coleção, literatura de todos os congressos científicos e exposições.
A maior parte dos livros do "tesouro", como o esconderijo foi chamado pelos funcionários, entrou na biblioteca do Politécnico através de um depósito público que mantinha todas as coleções privadas nacionalizadas. Ex-proprietários nobres de alguns livros podem ser localizados de acordo com antigos livreiros. Assim, em um catálogo completo de aves na língua francesa, estão registrados desenhos dos famosos comerciantes Mámontov.
Foi possível ver em vários livros a anotação "remover o sinal" e marcas de antigas livrarias arrancadas. Nos tempos soviéticos, tentavam, assim, de modo literal, apropriar-se e nacionalizar todas as coleções privadas. Milagrosamente, a marca pessoal do ministro da Educação do Povo durante o reinado de Nicolau I, o conde Semion Uvarov, permaneceu no livro com letras de ouro, em uma edição em língua francesa de "A História dos Insetos", datada de 1734.
Dos livros em russo, merece atenção especial o tomo "As Forças Produtivas da Rússia", sobre todas as fábricas em todos os setores. "Quando você lê um livro desses você entende que tudo prosperou no nosso país, e houve tanto progresso. Progresso que talvez não tenha acontecido em vários países ocidentais", comenta Olga Plechkova, bibliotecária-chefe do espaço.
Datado de 1906, o livro de história do estudante do segundo ano do ginásio Serguêi Tchelnokov conservou uma vida antiga subterrânea. Dentro, folhas foram acondicionadas com as anotações a lápis do menino. Nelas, vê-se claramente que a princípio ele começara a escrever uma lição ou a fazer anotações, e quando se cansou, ele desenhou alguma coisa e ficou exercitando a escrita do nome do comandante Barclay de Tolly.
Após essa descoberta maravilhosa no porão da biblioteca, foi encontrada ainda outra parede de madeira compensada. Ela foi quebrada sem demora, e foram achados dois nichos também cheios até o teto de periódicos estrangeiros do século 19 – revistas sobre a história da ciência e da tecnologia, sobre as artes e arquitetura. "Agora nós podemos não apenas complementar a nossa coleção de periódicos, mas também substituir as revistas copiadas sem valor por aquelas encontradas no esconderijo", conta Svetlana.
Um dos presentes proporcionados pela descoberta é ter, por exemplo, quase todos os números da revista “Engenharia” a partir de 1884. Tal descoberta não é boa somente para bibliógrafos, mas também para pesquisadores da área de tecnologia – a revista reúne praticamente todo o patrimônio dos conhecimentos de engenharia.
Nos tempos soviéticos, a biblioteca fazia parte do Comissariado de Educação do Povo.
Ela organizava exposições relacionadas a todos os avanços científicos e tecnológicos do país, de "Literatura popular científica sobre a agricultura" a "Engenharia da luz".
A biblioteca recebeu exemplares de leitura obrigatória sobre ciência e tecnologia, publicados na Rússia. Hoje, nos arquivos, absolutamente todos os livros sobre história da ciência e tecnologia têm sua versão escrita em russo.
O mistério permanece do mesmo modo: por que esconder todos esses livros ideologicamente inofensivos e revistas sobre química, física, biologia, agricultura, matemática, história, astronomia e outras ciências?
Não ficou nenhuma evidência de que a gerência da biblioteca ou o governo soviético deu uma diretriz específica para destruir os livros. Mas talvez por medo de perder essas publicações valiosas, os funcionários do museu decidiram escondê-las. Segundo Kukhtévitch: "Nós ficávamos imaginando que em algum lugar na biblioteca poderia ter um esconderijo com livros, mas não sabíamos onde. A antiga diretora trabalhou aqui 30 anos e não encontrou nada". Os bibliotecários têm em mente ainda um lugar onde pode haver outro esconderijo.

Reforma da biblioteca municipal de Volta Redonda termina em maio

Fonte: Diário do Vale. Data: 19/02/2012.
URL: http://diariodovale.uol.com.br/noticias/4,53121,Reforma%20da%20biblioteca%20municipal%20de%20Volta%20Redonda%20termina%20em%20maio.html#axzz1mvWJyDkp
Fechada desde janeiro de 2010, a Biblioteca Municipal Raul de Leoni, em Volta Redonda, finalmente será reinaugurada. A reforma, que duraria quatro meses, acabou se prolongando e chegando a dois anos. De acordo com o presidente do IPPU-VR (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Volta Redonda), engenheiro Juvenil Neves Teixeira, as obras deverão ser concluídas em maio. A autarquia é responsável pela elaboração do projeto e acompanhamento da reforma.
- Ao longo da construção, algumas alterações e ajustes técnicos foram necessários, o que contribuiu com o atraso na entrega - explicou Teixeira, justificando a data.
Mas, segundo o presidente do IPPU, a demora na conclusão da reforma teve como principal razão a troca de construtora. A empresa responsável pela obra enfrentou problemas e não pôde levar o contrato adiante. Por isso, o processo precisou ser paralisado por cerca de 40 dias.
- A lentidão foi causada, primeiro, pelas dificuldades técnicas da empresa. Depois, com a decisão de cessar o contrato, foi preciso iniciar um novo processo de contratação para a segunda empresa. Por isso, acabou demorando um pouco mais. Hoje, a construtora corresponde bem às nossas expectativas - acrescentou.
Atualmente, a obra se encontra em fase de conclusão. Entre 10 e 15 operários estão trabalhando no chamado acabamento, em que são feitos serviços como limpeza e pintura. No momento, o prédio também está sendo preparado para receber o elevador, uma das novidades do novo projeto.
- A instalação de um elevador também requer um tratamento especial. Foi preciso contratar uma empresa especializada nisto para que tudo ocorra de modo a oferecer total segurança aos usuários da biblioteca - afirmou Teixeira.
O elevador, inclusive, faz parte de uma característica marcante da "nova biblioteca": a acessibilidade.
- Hoje todos os projetos que nascem no IPPU têm esse item.
De acordo com Jessé Holanda Cordeiro Júnior, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e responsável pela coordenação e concepção do projeto e reforma da Biblioteca Municipal, o grande objetivo é entregar para a população de Volta Redonda um novo espaço cultural, além de melhorar a qualidade e a quantidade do acervo.
- Serão investidos na obra cerca de R$ 2 milhões, entre verbas estaduais e municipais, sendo que a maior parte do investimento virá do Programa de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios (Padem). Haverá a aquisição de novos livros e será feita uma política de descarte dos exemplares antigos, que serão substituídos por novos. Também haverá a instalação de ar refrigerado em todas as dependências do local - afirmou Jessé

Biblioteca da UNIGUAÇU/FAESI entra no ritmo do carnaval

Fonte: Jornal O Farol. Data: 18/02/2012.
Alguns setores da Faculdade de Ensino Superior de São Miguel do Iguaçu (UNIGUAÇU/FAESI) foram decorados para lembrar a maior festa do povo brasileiro: o Carnaval.
Chamou a atenção a decoração da Biblioteca onde está exposto um painel desejando boa folia aos estudantes e também a distribuição de um lápis que tem em sua extremidade uma  pequena máscara. Os funcionários do setor se vestiram a caráter com máscaras, entre outras decorações.
A responsável pelo local, Fabiana Wychoski, disse que o objetivo foi mostrar que a biblioteca, além de um ambiente de conhecimento e estudo, também pode ser divertida e alegre.
 “A ideia foi ainda resgatar um pouco da cultura do carnaval que é folclórica e rica e desejar aos acadêmicos uma boa folia”.
Fabiana contou que os alunos adoraram a iniciativa. “O mais esperado era receber a lembrancinha que além de ter a decoração do carnaval é útil para eles”.
A recomendação de toda a equipe da UNIGUAÇU/FAESI é que todos se divirtam, mas com responsabilidade.

17 de fev de 2012

Biblioteca Pública do Paraná passa por reforma estrutural

Fonte: Agencia de Noticias do Paraná. Data: 16/023/2011.
URL: www.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=67745&tit=Biblioteca-Publica-passa-por-reforma-estrutural
A Biblioteca Pública do Paraná, no centro de Curitiba, terá rede de internet sem fio (wi-fi) ainda este ano. Desde o começo do mês o prédio passa por reforma estrutural, que possibilitará também a instalação de novos terminais de consulta e a retirada dos fichários do saguão de entrada. Para que o atendimento ao público não seja prejudicado, o trabalho é realizado das 20 horas às 8 horas. A previsão é que seja concluído em 60 dias.
Esta é a primeira vez, em 17 anos desde sua instalação, que as redes lógica e elétrica são ampliadas. Esse é o primeiro passo para a implementação da rede wi-fi na biblioteca. “Com a reforma, novos pontos de rede serão instalados, possibilitando que mais computadores sejam utilizados pelos funcionários, melhorando as condições de trabalho e o atendimento ao público”, diz Rogério Pereira, diretor da Biblioteca Pública do Paraná.
FACHADA
Outra mudança importante ocorre na fachada da Biblioteca, com a implantação do novo projeto paisagístico, elaborado pela empresa L.A. Cicarrino. Além de revitalizar o espaço, com o novo paisagismo, árvores e arbustos que serviam de abrigo para usuários de drogas foram substituídos por outras plantas.
As obras dão início ao projeto de reestruturação física da BPP, que prevê a reforma geral do prédio e de seu mobiliário. O projeto está sendo elaborado pelo escritório Manoel Coelho Arquitetura.
Serviço:
Biblioteca Pública do Paraná
Rua Cândido Lopes, 133, Centro. Curitiba.
Horário de atendimento: de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 20h;
Aos sábados, das 8h30 às 13h.
Mais informações: 3221-4917.

Biblioteca recebe exposição sobre carnaval de Teresina

Fonte: 180 Graus. Data: 16/02/2011.
URL: http://180graus.com/cultura/biblioteca-recebe-exposicao-sobre-carnaval-de-teresina-497494.html
Quem visitar a Biblioteca do São João poderá enriquecer ainda mais o saber sobre Teresina. A partir das 11h desta sexta-feira (17/02), o espaço recebe a exposição "Batuques, Confetes e Serpentinas", um apanhado de 70 anos da história do Carnaval na capital piauiense, numa homenagem a quem contribuiu para as festas.
A exposição, que recebe apoio da Fundação Monsenhor Chaves, tem curadoria do jornalista Raimundo Alves Lima, o Ral, e conta com uma diversidade de materiais relacionados ao Carnaval, como recortes de jornais, entrevistas, fotografias, adereços, fantasias, desenhos, entre outros. "O nosso objetivo é mostrar como eram os antigos carnavais de Teresina, além de figurinos, fantasias de passistas e peças que compuseram os desfiles de escolas de samba", destaca o jornalista Ral.
Em meio à revolução carnavalesca de Teresina, em que o gênero de festa vem se fortificando, tão interessante quanto à folia é a informação. Tais exposições contribuem para a contação de histórias, além de servirem como memória do Carnaval da capital.
Outros nomes lembrados na mostra são Wellington Sampaio, Antônio Linhares Mormos, além do carnavalesco Francisco Falazar, que integra a mostra com figuras, fotografias e muitas peças carnavalescas. "Vamos mostrar tudo sobre o Carnaval, como a história da confecção dos instrumentos de percussão, o surgimento das músicas de instrumentos de sopro da banda da Polícia Militar nas Escolas de Samba", destaca Ral.
A exposição traz ainda imagens dos antigos concursos de fantasia, de samba-enredo, guerra de confetes e serpentinas das crianças nos clubes, material sobre as escolas Escravos do Samba, Farrapos do Samba, Araçagi do Samba, Malucos por Samba, Turma da Mangueira, Piratinga do Ritmo, Bambas da Folia, Zig-Zag, bem como os blocos Em Cima da Hora, Bafo de Onça, Los Baleados, Unidos do Pererê, Unidos da Esquina, Arrumação e muito mais.
"Batuques, Confetes e Serpentinas" ficará em exposição gratuitamente na Biblioteca do São João durante todo o mês de fevereiro. Ela fica localizada na Rua Belisário da Cunha, N°720, no bairro São João [Teresina, Piauí].

16 de fev de 2012

Palestras médicas do Howard Hughes Medical Institute

O Howard Hughes Medical Institute disponibilizou para acesso livre mais de vinte palestras médicas para o público leigo. Os temas são variados e incluem, entre outros, “Ferramentas de pedra e da evolução do comportamento humano”, “Evolução humana e a natureza da ciência”.
Os textos podem ser vistos no URL: www.hhmi.org/biointeractive/lectures

Relatório Britânico sobre acesso livre

Importante documento oficial do Parlamento do Reino Unido acaba de ser publicado. Ele aponta que a internet transformou a natureza da pesquisa científica, abrindo novas maneiras de coletar, utilizar e divulgar a informação cientifica. Isto levou ao aumento da demanda para o acesso a tais informações. O documento comenta o Acesso Aberto (AO), importante ação visando tornar as revistas cientificas disponíveis gratuitamente online, ao invés de cobrar dos leitores para visualizá-las.
O texto completo do documento [Open Access to Scientific Information; PDF, 342.9 KB] pode ser lido no URL: URL: www.parliament.uk/business/publications/research/briefing-papers/POST-PN-397

14 de fev de 2012

Acúmulo de lixo faz com que Biblioteca Central da UnB feche

Fonte: Mais Comunidade. Data: 13/02/2012.

URL: http://www.maiscomunidade.com/conteudo/2008-05-19/brasilia/124829/ACUMULO-DE-LIXO-FAZ-COM-QUE-BIBLIOTECA-CENTRAL-DA-UNB-FECHE.pnhtml

Com movimento diário de 2,5 mil usuários no mês de janeiro, a Biblioteca Central (BCE) da UnB sofre há pelo menos cinco semanas com o acúmulo de lixo e a falta de limpeza em suas instalações. A situação chegou a tal ponto que a direção do órgão decidiu suspender as atividades no último final de semana.
"Apesar do fechamento ir contra a nossa política, adotamos essa medida restritiva para preservar o conforto dos usuários, que estão reclamando das condições higiênicas do prédio, especialmente os banheiros", justificou Neide Aparecida Gomes, diretora em exercício da BCE. Os problemas começaram no início do mês, quando o número de funcionários foi drasticamente reduzido em decorrência dos problemas trabalhistas envolvendo a empresa AST, que presta o serviço em toda a universidade.
ROTINA
A limpeza da Biblioteca é tocada, diariamente, por duas equipes - com 11 pessoas cada - que se alterna em turnos que vão das 7h às 16h e das 18h às 6h. É durante a madrugada que os banheiros e todas as dependências do prédio são lavados, aproveitando a ausência de pessoas. No horário de funcionamento, o espaço é varrido e o lixo, recolhido.
"Acontece que, por causa do não-pagamento de salário e vale-transporte, as equipes da limpeza na madrugada pararam de vir e o número de funcionários do dia caiu de 11 para menos de quatro, prejudicando a manutenção", explicou Neide. "Desde então, a manutenção tem sido superficial", acrescentou.

Bibliotecas do agreste sergipano se reúnem em Encontro

Fonte: Infonet. Data: 13/02/2012.
Na última sexta-feira, 10, o município de Itabaiana recebeu gestores de bibliotecas e secretários de cultura de 11 cidades que compõem o agreste sergipano, para participar do II Encontro Territorial do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de Sergipe. Este foi o primeiro de uma série de oito encontros que ocorrerão em cada um dos territórios sergipanos e que conta com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult).
O objetivo desses encontros é orientar os gestores para que possam tornar as bibliotecas dos seus municípios cada vez mais participativas na vida da comunidade e informar sobre as diversas políticas públicas que vem sendo adotadas a fim de desenvolver e incentivar o gosto pela leitura em Sergipe e no Brasil.
“O encontro tem como objetivo fazer esse intercâmbio com os municípios para que possamos dialogar e descobrir quais os entraves que existem para o desenvolvimento das bibliotecas. O papel do Sistema Estadual de Bibliotecas é passar essas orientações e incentivá-los a buscar a nossa ajuda”, explicou Sônia Carvalho, diretora da Biblioteca Pública Epifânio Dória (BPED) e coordenadora do Sistema Estadual, que engloba as bibliotecas dos 75 municípios sergipanos.
O texto completo pode ser visto no URL: http://www.infonet.com.br/cultura/ler.asp?id=124469

Transição do formato MARC para o RDA

Na recente reunião da American Library Association, realizada em Dallas (Texas), foram divulgadas novas informações sobre a transição do formato MARC para o novo formato denominado Descrição de Recursos e Acesso (RDA, Resource Description Access). Segundo Beacher Wiggins, diretor de Aquisições e Acesso da Library of Congress e membro do RDA Test Coordinating Committee, ambos os esforços estão no caminho certo.
O texto completo do artigo, de autoria de Michael Kelley, está disponível no “Library Journal” [URL: http://lj.libraryjournal.com/2012/01/shows-events/library-of-congress-officials-say-marc-transition-implementation-of-rda-on-track/].

Murilo Cunha

12 de fev de 2012

Biblioteca Russa de Literatura Estrangeira completa 90 anos

Fonte: Diário da Rússia. Data: 9/02/2012.

URL: www.diariodarussia.com.br/cultura/noticias/2012/02/09/biblioteca-russa-de-literatura-estrangeira-completa-90-anos/

A Biblioteca de Toda a Rússia de Literatura Estrangeira está comemorando 90 anos e tem como marco a publicação do livro "Quase todo o século 20", com documentos, fotos e lembranças compilados pela fundadora e diretora da biblioteca, Margarita Rudomino, e texto de seu filho, Adrian Rudomino.
Nos tempos soviéticos, a Biblioteca se tornou uma janela para a Europa, com coleções que foram constantemente renovadas. A instituição transformou-se, no período da União Soviética, em um local estudo para os descendentes reais, um abrigo para os geneticistas e um espaço de milhares de textos sem censura, incluindo as letras das canções dos Beatles.

11 de fev de 2012

Centenário da Biblioteca Estevão de Mendonça será comemorado

Fonte: 24 Horas News (Cuiabá, MT). Data: 9/02/2012.
Criada em 26 de março de 1912, a Biblioteca Estadual Estevão de Mendonça, comemora seu centenário com muitas atividades culturais. A Secretaria de Cultura do Estado de Mato Grosso (SEC/MT) já está preparando uma agenda única que deve levar ao público diversas ações durante todo o ano de 2012.
A primeira atividade proposta é o Concurso de Logomarcas que se encerra no próximo dia 27. A Logomarca escolhida será utilizada durante todas as ações realizadas em alusão ao centenário. O prêmio para o participante deste concurso é um Tablet, que será entregue durante as comemorações. Outras ações em andamento são as oficinas literárias, ministradas pela poetisa Luciene Carvalho na Escola Estadual Senador Azeredo e pelo jovem escritor Vinícius Masutti, no Pavilhão das Artes.
Além dessas ações, a SEC pretende ainda realizar um ciclo de palestras, reunindo nove autores no Pavilhão das artes, uma exposição iconográfica que contará a história do Palácio da Instrução e da Biblioteca, o lançamento do selo comemorativo do Centenário, a parceria na realização do Encontro Nacional de Contadores de Histórias, entre outras ações que estão sendo debatidas pelo secretário de Estado de Cultura, João Malheiros, e a equipe da SEC.

Como a internet atua em nosso cérebro?

Fonte: PublishNews. Data: 2/02/2012.
URL: www.publishnews.com.br/telas/noticias/detalhes.aspx?id=66963
Indicado ao prêmio Pulitzer de 2011 e listado entre os livros mais vendidos nos Estados Unidos do mesmo ano, A geração superficial (Agir, 384 pp., R$ 49,90 – Trad. Mônica Gagliotti Fortunato Friaça), discute como o uso intensivo da internet influencia o modo de vida das pessoas. Segundo o autor, Nicholas Carr, a web trouxe consequências intelectuais e culturais problemáticas para a humanidade, como, por exemplo, a dificuldade de concentração e a superficialidade nos relacionamentos interpessoais. A obra detalha diversas descobertas recentes da neurociência e explica como o cérebro humano se modifica com as experiências diárias e com o uso cada vez maior de tecnologias. Carr é colunista do The Guardian, membro do conselho editorial da Enciclopédia Britânica e autor dos livros The big switch (2008) e Does IT matter? (2004). Seus títulos já foram traduzidos para mais de 20 idiomas.

Liberte seu livro

Fonte: Biblioteca de São Paulo.
A Biblioteca de São Paulo (BSP) postou um texto onde indica dois projetos que aceitam doações de livros. Segundo a BSP, ela recebe pelas redes sociais muitos contatos de pessoas que querem fazer doações de obras que não se encaixam nos critérios da entidade, mas que podem interessar outras iniciativas. Uma delas é o projeto LivraLivro, onde os usuários cadastram títulos que possuem para trocar e relacionam as obras que gostariam de receber – depois, os livros são trocados por correio. Outra é o BookCrossing Brasil, que consiste em deixar um livro num local público (cafés, transportes públicos, bancos de praças etc.), para ser encontrado e lido por outro leitor. Os livros recebem uma identificação que, depois, permite ver por onde eles viajaram

10 de fev de 2012

Nova carreira para o bibliotecário: curador de conteúdo digital

Com o avanço da internet nos últimos anos acabou surgindo um novo nicho profissional para o bibliotecário: curador de conteúdos digitais. Esta é uma tarefa para a qual os bibliotecários estão bem adaptados e é uma fonte potencial de emprego.
O texto completo do artigo, de autoria de John Farrier, está disponível no “Library Journal” [URL: http://lj.libraryjournal.com/2012/02/opinion/backtalk/digital-content-curation-is-a-perfect-career-fit-for-librarians-backtalk/]

Murilo Cunha