28 de fev de 2011

Terremoto atinge biblioteca

Fonte: Auckland New Zealand Herald, Feb. 22, 2011.
O terremoto que atingiu a cidade de Christchurch, na Nova Zelândia, em 21 de fevereiro, causou enormes estragos na biblioteca publica. Outras bibliotecas da cidade também foram atingidas, a saber: a Biblioteca Nacional, a biblioteca de Direito e a da Universidade de Canterbury. Essas bibliotecas permanecem fechadas desde o cataclismo geológico.

CCBB prepara uma biblioteca-referência

Fonte: O Globo. Data: 26/02/2011.
Autora:  Luciana Martinez.
Os cariocas fãs de livros já podem começar a comemorar: a cidade recebe em outubro a biblioteca do Centro Cultural Banco do Brasil completamente reformada. Com cerca de 140 mil livros no acervo, a biblioteca será reinaugurada com um auditório, cerca de nove mil volumes novos, um moderno sistema de segurança. “Poucas pessoas sabem, mas o CCBB do Rio nasceu da biblioteca. E estava há muito tempo sem reformas. Além do próprio mobiliário, havia a necessidade de uma modernização tecnológica”, conta Marcos Mantoan, gerente do centro cultural. A lista de melhorias é extensa. Inclui um espaço dedicado exclusivamente a audiobooks, um novo ambiente para as crianças e uma grande novidade: a consulta ao arquivo histórico, antes restrita, será finalmente liberada.
Comentário do blog:
O Banco do Brasil está de parabéns por devolver à cidade do Rio de Janeiro essa importante biblioteca. Agora serão necessário ações de divulgação para mostrar aos cariocas a importância desse rico acervo.
Murilo Cunha

26 de fev de 2011

2º Congresso Internacional do Livro Digital

Fonte: Câmara Brasileira do Livro.
O 2º Congresso Internacional do Livro Digital - promovido pela Câmara 
Brasileira do Livro (CBL), que se realiza dias 26 e 27 de julho 
próximo, em São Paulo  promove uma  sessão de trabalhos científicos e 
acadêmicos. O objetivo é estimular a divulgação de pesquisas e 
trabalhos empíricos ou conceituais e inéditos sobre os temas: 
Novos Modelos de Negócios relacionados aos livros digitais; Aspectos de usabilidade de leitores digitais (e-readers); Bibliotecas Digitais; Aspectos educacionais dos livros digitais; Direitos autorais e Copyright; Marketing do livro digital; Redes sociais e livros digitais; O novo papel do editor; e outros trabalhos afins.
Os autores dos trabalhos aceitos para apresentação na sessão receberão a inscrição 
para a participação no congresso (uma inscrição por trabalho) e terão seus trabalhos publicados no site do evento.

Os dois melhores trabalhos apresentados receberão fast track para 
publicação na Rege - Revista de Gestão da USP.  O trabalho vencedor 
recebe prêmio de R$ 1000 e o segundo colocado R$ 500 (valores brutos).

O prazo final de envio dos trabalhos é dia 2 de maio e o resultado 
será divulgado dia 2 de julho; a data de apresentação dos trabalhos 
será comunicada aos vencedores neste mesmo dia.  Os trabalhos devem 
ser enviados para os seguintes e.mails calesou@
usp.br com cópia para 
digital@
cbl.org.br

25 de fev de 2011

Regulamentação de doações de material bibliográfico

Com o objetivo de valorizar o acervo das Bibliotecas Juiz Cândido Gomes de Freitas e Juiz Osiris Rocha, bem como aprimorar o atendimento ao público interno e externo, o TRT-MG, por meio da Ordem de Serviço nº 01, de 14/02/2011, regulamenta a doação de livros e publicações à Instituição.
O documento estabelece critérios para a aceitação de material bibliográfico, doado por qualquer instituição ou pessoa física, com relação ao interesse histórico, temático, estado geral de conservação, qualidade da obra quanto à sua adequação aos objetivos da Instituição, entre outros.
Os interessados em doar qualquer material bibliográfico ao TRT devem preencher a proposta de doação, indicando a intenção de doar, e o anexo à proposta de doação, relacionando nesta os itens em ordem alfabética, constando título da obra, autor, ano, edição e estado geral de conservação.
Fonte: Lista Infolegis, 25/2/2011.

A cura pela leitura

Autora: Mariane Morisawa.
Fonte: Valor Econômico. Data: 25/02/2011.
Um relacionamento que termina é sempre um motivo de tristeza ou de pausa para repensar a vida. Para superar a fase difícil, que tal um bom livro? Do Amor, de Stendhal, pode auxiliá-lo a lidar com a melancolia, e As consolações da filosofia, de Alain de Botton, pode servir mesmo de consolo. Acabou de perder o emprego? Dureza, mas não se desespere! Uma boa pedida é rir com o conto Bartleby, de Herman Melville. Essas são indicações genéricas de Ella Berthoud, da School of Life de Londres, fundada em 2008. Na prática, as "receitas" são individualizadas. O interessado pode marcar uma consulta pessoalmente, por telefone ou Skype. Depois de responder a um questionário sobre suas preferências literárias e conversar com a especialista, recebe uma lista de livros mais adequados às suas aflições. Usar literatura para ajudar a superar alguma dificuldade ou dor tem nome: biblioterapia.

1001 filmes

Fonte: Publish News. Data: 25/02/2011.
Traduzido para 25 idiomas e com mais de um milhão de exemplares vendidos, 1001 filmes para ver antes de morrer (Sextante, 960 pp., R$ 59,90), organizado por Steven Jay Schneider, inclui obras de mais de 30 países e revela o que há de melhor no cinema de todos os tempos. Nesta edição atualizada, que conta com sucessos recentes, mais de 50 críticos selecionaram 1001 filmes imperdíveis e os reuniram neste guia de referência para todos os apaixonados pela sétima arte. Organizado por ordem cronológica, o livro pode ser usado para aprofundar seus conhecimentos sobre um filme específico ou simplesmente para escolher o que assistir hoje à noite. Traz ainda centenas de cartazes, cenas de filmes e retratos de atores.

Livros do Oscar

Fonte: Publish News. Data: 25/02/2011.
Com a proximidade do Oscar – a entrega será neste domingo (27 de fevereiro), vale relembrar alguns dos livros que inspiraram os filmes que estão na disputa por uma estatueta e que já chegaram às livrarias brasileiras:
·         O discurso do rei (José Olympio, 292 pp., R$ 29,90 – Trad. Sônia de Souza e Celina Portocarrero), de Mark Logue e Peter Conradi;
·         Bilionários por acaso: a criação do Facebook, uma história de sexo, dinheiro, genialidade e traição (Intrínseca, 232 pp., R$ 29,90 - Trad. Alexandre Matias), de Ben Mezrich;
·         Bravura indômita (Alfaguara, 192 pp., R$ 29,90 – Trad. Cássio de Arantes Leite), de Charles Portis.
·         Como treinar seu dragão (Intrínseca, 224 pp., R$ 19,90 – Trad. Heloisa Pietro), de Cressida Cowell;
·         Harry e as relíquias da morte (Rocco, 590 pp., R$ 59,90 – Trad. Lia Wyler), de J. K. Rowling;
·         Alice no País das Maravilhas (várias editoras).

Folha de S. Paulo agora está digital.

O jornal Folha de S. Paulo acaba de disponibilizar sistema de busca digital de todo o acervo desde 1921, inclusive com busca de texto.
Basta acessar http://acervo.folha.com.br (enquanto estiver disponível gratuitamente...). É possível imprimir e salvar cada página como imagem.

24 de fev de 2011

Enciclopédia Britânica oferece conteúdo aos estudantes

Fonte: Enciclopédia Britannica.
Estudantes do ensino fundamental, matriculados em escolas públicas de todo o país, podem acessar o conteúdo da Britannica Escola Online. A ferramenta de ensino está disponível no Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
Ao acessar a interface da Britannica Escola Online, alunos e professores poderão utilizar durante o processo de aprendizado ferramentas de ensino e recursos multimídia disponíveis no Portal, como artigos de enciclopédia, imagens e vídeos, um atlas do mundo que incorpora a tecnologia do Google Maps, biografias, notícias diárias voltadas para as crianças, recursos interativos de geografia, jogos interativos, entre outros.

Vade Mecum inova

URL: WWW.livrariasaraiva.com.br
O Vade Mecum Saraiva 2011 é possivelmente um dos livros mais pesados do catálogo da Saraiva e algumas edições são, inclusive, acompanhadas de uma bolsinha para carregá-lo. Agora, sua robustez – ele reúne todas as legislações brasileiras em um único volume - não será mais um problema: a Saraiva acaba de lançar sua versão digital. Tudo poderá ser consultado a partir de um computador ou um iPad. Na obra, há hiperlinks, facilitadores de pesquisa, índices, notas de rodapé, destaques indicando as alterações legislativas de 2010 e 2011, notas entre as matérias correlatas e conteúdo atualizado em janeiro de 2011. O livro é vem em formato ePub e tem DRM. O preço básico é de R$ 114,00.

MinC perde R$ 237 milhões de fundo

Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 23/02/2011.
Autor: Jotabê Medeiros.
O Congresso Nacional cortou anteontem R$ 237 milhões em emendas parlamentares para o Ministério da Cultura, o que reduz drasticamente as verbas destinadas ao setor este ano no País. Grande parte das emendas cortadas está agrupada em rubricas vagas, como "fomento a projetos de arte e cultura", sem a especificação de quais seriam esses projetos. Poucas tinham destino certo, mas essas devem comprometer planos de instituições e programas importantes pelo País. É o caso, por exemplo, de três emendas do deputado William Woo (PPS-SP), que destinariam R$ 900 mil para o Instituto Manabu Mabe, R$ 200 mil para o Instituto Tomie Ohtake e R$ 100 mil para o Museu Brasileiro de Escultura. Esse dinheiro não chegará mais. O Ministério da Cultura esteve no centro de um escândalo no ano passado, quando o Estado revelou que diversas emendas parlamentares para a área artística, na verdade, foram destinadas a entidades fantasmas

22 de fev de 2011

Biblioteca Nacional inaugura mostra de livros raros

Fonte: Biblioteca Nacional. Assessoria de Comunicação.
Data: 21/02/2011.


Fonte: Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

Vampiros, lobisomens, anacondas e sereias são alguns dos personagens que figuram na exposição de livros raros que a Fundação Biblioteca Nacional (FBN), vinculada ao Ministério da Cultura, inaugurou hoje (21), em sua sede no Rio de Janeiro.
A mostra Monstros: memórias da ciência e da fantasia, que reúne 16 livros e 12 imagens de personagens do imaginário popular poderá ser conferida pelo público até o dia 20 de abril de 2011.
A exposição foi montada a partir de uma pesquisa sobre obras científicas, realizada no início deste ano no acervo da Divisão de Obras Raras da FBN. “Para montar o acervo da mostra, nos guiamos por um bestiário de figuras extraordinárias, descritas como manifestações monstruosas pelo imaginário de viajantes, escritores e poetas dos séculos passados”, explicou Ana Virgínia Pinheiro, chefe da Divisão de Obras Raras e curadora da exposição. Segundo ela, para coletar o material, a Divisão de Obras Raras buscou registros em distintas áreas de conhecimento como a medicina, a história, a geografia, além de livros sobre relatos de viagens, estudos da natureza, ecologia, biologia e biodiversidade.
Serviço:
Monstros: memórias da ciência e da fantasia: Exposição de livros raros na Biblioteca Nacional.
Período: de 21 de fevereiro a 20 de abril de 2011.
Horário: de segunda a sexta-feira, das 10 às 16h.
Curadoria: Ana Virginia Pinheiro, Bibliotecária. Chefe da Divisão de Obras Raras
Entrada franca.
Local: Fundação Biblioteca Nacional/ Divisão de Obras Raras, 3º andar.
Endereço: Av. Rio Branco, 219, Rio de Janeiro.
Nota do blog:
O catálogo da exposição está disponível no URL: http://www.bn.br/portal/arquivos/pdf/ObrasRaras_Monstros.pdf

21 de fev de 2011

Machado na web

Autores: Mànya Millen e Miguel Conde.
Fonte: O Globo. Data: 19/02/2011.
“Memorial de Aires” é o 9º romance de Machado de Assis a ganhar uma edição online com links e notas explicativas no site, informa a coluna No Prelo. A página, mantida por um grupo da Casa de Rui Barbosa coordenado por Marta de Senna, abriga ainda um banco de dados de citações e alusões feitas nos textos de Machado, além de ensaios sobre sua obra.
Comentário:
O texto completo do romance pode ser acessado no URL: http://www.machadodeassis.net/. Este é um projeto interessante pois “a edição, preparada com o cuidado necessário para torná-la fidedigna, o leitor poderá não apenas desfrutar o romance em si, mas também achar, nas notas em forma de links, explicações sobre todas as citações e alusões do texto: tanto as de natureza simbólica (autores, obras de arte, personagens, fatos históricos referidos por Machado de Assis), como as menções a lugares e instituições não-ficcionais (bairros e ruas da cidade do Rio de Janeiro, lojas, teatros, cafés que as personagens machadianas frequentam)” (sítio do projeto).
Murilo Cunha

Grades em biblioteca reacendem polêmica

Autor: Edison Veiga.
Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 21/02/2011.
A reinauguração da Biblioteca Mário de Andrade reacendeu uma velha polêmica paulistana: espaços públicos devem ou não ser protegidos por grades? Isso porque o projeto de restauro da histórica biblioteca previa nos fundos uma área externa ligando a biblioteca à Praça Dom José Gaspar, sem grades rodeando a construção. O prédio ficou tinindo, mas as grades continuam lá. "O projeto ficou incompleto", lamenta o arquiteto José Armênio de Brito Cruz, sócio do Piratininga e um dos autores da obra. "Havíamos previsto um diálogo do prédio com a cidade. Botar cerquinha em volta faz com que o prédio, apesar de público, não interaja com o entorno." A Secretaria Municipal da Cultura justifica que a decisão de manter as grades foi para proteger o paisagismo realizado ali - ao custo de R$ 500 mil.

Brasiliana da USP

Autora: Josélia Aguiar.
Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 19/2/2011.
A Brasiliana-USP, criada a partir da doação de José e Guita Mindlin, começa a exportar sua tecnologia para bibliotecas e arquivos de todo o país: Biblioteca Nacional (RJ), Universidade Federal de Pernambuco, Fundação Pedro Calmon (BA), Arquivo Público do Estado de São Paulo, além de outras bibliotecas da própria USP, são algumas das instituições que querem aprender com a experiência, informa a coluna Painel das Letras. A um ritmo de seis livros digitalizados por dia, já estão on-line 1.400 de um total de 17 mil títulos.
Comentário:
O acervo dessa biblioteca pode ser consultado no URL: http://www.brasiliana.usp.br/
Ela é um ótimo exemplo de construção de acervos digitais.
Murilo Cunha

Disputa cada vez mais apertada pelo PNBE

Autora: Raquel Cozer.
Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 19/02/2011.
Está cada vez mais acirrada a disputa de editoras para emplacar livros no Programa Nacional de Biblioteca na Escola (PNBE), que garante a compra de grandes tiragens pelo governo. Conforma a coluna Babel, pela primeira vez, o número de casas inscritas superou em muito o de títulos a serem selecionados para distribuição em escolas federais. O edital para 2012, encerrado no dia 4, atraiu 301 editoras, com um total de 3.059 obras inscritas, sendo que 250 títulos serão escolhidos. Em 2006, apenas 165 editoras manifestaram interesse. Em geral, segundo Rafael Torino, diretor de ações educacionais do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, de 60 a 90 editoras têm livros selecionados.

17 de fev de 2011

Bibliotecas comunitárias levam livros a quem tem pouco acesso.

Fonte: Rede Globo, Programa MGTV. Data: 16/02/2011.
Criadas com o apoio de moradores, cerca de 40 bibliotecas comunitárias na Região Metropolitana de Belo Horizonte oferecem acesso a livros gratuitamente. Algumas destas bibliotecas contam com doações e contribuem com a formação intelectual de quem não tem acesso fácil a títulos da literatura brasileira e internacional.

O ano alemão no Brasil

Autor: Ubiratan Brasil.
Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 17/02/2011.
Diretor mundial do Instituto Goethe, o cientista Klaus-Dieter Lehmann chega amanhã a São Paulo para oficializar 2013 como o Ano da Alemanha no Brasil. Membro do conselho consultivo responsável pela organização, ele vai anunciar também a formação de parcerias com empresas alemãs sediadas no País, a fim de se criar um fomento para as ações previstas. Quase todas essas empresas têm departamentos para fomento a cultura ou atividades sociais. "Nós nos complementamos", comentou Wolfgang Bader, diretor do Goethe-Institut Brasil. Sobre o projeto, Lehmann falou ao Estado

Rede de livrarias Borders pede concordata nos EUA

Fonte: Reuters. Data: 16/02/2011.
A Borders Group fez um pedido de proteção judicial contra falência nesta quarta-feira (16) e afirmou que planeja fechar quase um terço de suas livrarias após anos de vendas fracas que tornaram impossível para a empresa administrar sua dívida. A esperada concordata da companhia dará à segunda maior rede de livrarias dos Estados Unidos uma chance de arrumar suas finanças e encolher seus negócios em um momento em que os consumidores optam cada vez mais por produtos online. O processo de recuperação judicial pode ajudar a rival maior Barnes & Noble, que também enfrenta dificuldades, por conta da queda no número de lojas rivais.
Comentário:
Como todo o tipo de empresa as livrarias também passam por grandes transformações. Vale a pena indagar se, em tempos de Amazon e outras livrarias eletrônicas, as grandes livrarias enciclopédicas ainda têm futuro. A meu ver, somente as pequenas livrarias especializadas, que contam com pessoal que entende do conteúdo e que personalizam o atendimento do seu cliente é que irão sobreviver. O que você acha disto?
Murilo Cunha

15 de fev de 2011

Reposição de livros didáticos custa R$ 87 mi ao ano

Autora: Amanda Cieglinski.
Fonte: Agência Brasil. Data: 13/02/2011.
Todos os anos, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) precisa repor em torno de 16% das publicações compradas para serem distribuídas a alunos do ensino fundamental e médio de escolas públicas do país. De acordo com a coordenadora-geral dos Programas do Livro, Sonia Schwartz, o índice está dentro do esperado e nunca será “zerado”. Ainda assim, representa um gasto anual de R$ 87 milhões.

14 de fev de 2011

Maceió: sede do próximo congresso brasileiro de biblioteconomia


O XXIV Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação será realizado em Maceió (Alagoas), no período 7 a 10 de agosto de 2011.
O evento “pretende revelar o estado da arte das pesquisas, das práticas, e do desenvolvimento de produtos e serviços relacionados às bibliotecas, sistemas de informação, documentação e redes de bibliotecas no Brasil e do exterior, no contexto da sociedade da informação e do conhecimento”.
Detalhes sobre submissão de trabalhos podem ser conseguidos no URL:

Redução do acesso livre pelos países pobres


As grandes editoras estão cortando o acesso livre dos países pobres aos artigos científicos que elas publicam. No começo de 2011, pesquisadores de Bangladesh receberam uma carta comunicando que quatro grandes editoras não mais forneceriam acesso livre as 2,5 mil revistas científicas do sistema Health InterNetwork for Access to Research Initiative (Hinari).
Pesquisadores de outros países receberam comunicados semelhantes. O Hinari permitia o acesso a 700 publicações a 4,8 mil instituições de 105 países, dos quais 64 são pobres. Em 2009, a Elsevier obteve um lucro de US$ 693 milhões por meio da publicação e venda de artigos científicos; a Wolters Kluwer, proprietária da Lippincott Williams & Wilkins, outra grande editora, lucrou US$ 234 milhões; e a Springer, € 275 milhões.
Tracey Koehlmoos, de Bangladesh, e Richard Smith, da Inglaterra, os dois autores de um artigo da revista The Lancet que descreve essa situação, consideram urgente uma revisão nessas decisões.
Maiores detalhes no URL:

Metamorfose para o livro digital 2.0

Autora: Raquel Cozer.
Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 12/02/2011.
Desde janeiro, editores e designers da paulistana Bei convivem com um corpo estranho para o ambiente de trabalho ao qual estavam habituados. A mais recente contratação da casa, especializada em títulos de arte, culinária e turismo, foi a de um cinegrafista, Marco Aslam. A existência na editora de um funcionário fixo responsável pela produção de vídeos, algo inimaginável anos atrás, reflete uma evolução do mercado que, com a chegada de tablets como o iPad e o Galaxy, começa a ganhar força no Brasil. Trata-se dos enhanced e-books (livros digitais aprimorados) ou, como preferem alguns editores por aqui, e-books 2.0, capazes de oferecer recursos interativos como áudio, vídeo, foto e animação. Essas publicações eletrônicas ganharam no segundo semestre do ano passado suas primeiras versões nacionais, por editoras como a Bei, a Saraiva e a Globo. Vários outros projetos estão em andamento.

11 de fev de 2011

Quanto cabe de informação no mundo?

Fonte: Agência FAPESP. Data: 11/2/2011.

URL: http://www.agencia.fapesp.br/materia/13441/quanto-cabe-de-informacao-no-mundo-.htm

Dezenas de jornais e revistas, centenas de canais de televisão, milhares de sites com milhões de páginas na internet e bilhões de chamadas e de mensagens em redes sociais transitando por computadores, celulares e outros dispositivos eletrônicos.
Informação demais? Longe disso, por mais incrível que pareça. Segundo artigo publicado nesta sexta-feira (11/2) no site da revista Science, o mundo não está nem perto de um eventual limite, pelo menos do ponto de vista tecnológico, para lidar com dados digitais.
Os autores do estudo, Martin Hilbert e Priscila López, da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, calcularam a capacidade mundial para armazenamento, processamento e comunicação de informações a partir da análise de tecnologias analógicas e digitais disponíveis de 1986 a 2007.
Os resultados incluem números grandiosos. Em 2007, a humanidade era capaz de lidar com 295 exabytes de dados (ou 2,95 vezes 10 elevado a 20). Para se ter uma ideia da dimensão, se cada estrela no Universo fosse um único bit de dado, haveria uma galáxia de informações para cada pessoa no mundo.
Parece muito, mas depende de onde está a comparação, pois se trata de menos de 1% da informação armazenada em todas as moléculas de DNA de um ser humano.
O estudo observou que 2002 pode ser considerado o início da era digital, pois foi o primeiro ano em que a capacidade de armazenamento digital de dados superou a capacidade analógica. Em 2007, quase 94% da informação produzida pelo homem estava em formato digital.
Em 2007, a humanidade transmitiu 1,9 zetabytes de dados por meio de tecnologias de transmissão de sistemas como televisão e GPS, o que equivale a 174 jornais por dia para cada habitante do planeta.
No mesmo ano, a comunicação bidirecional, como telefones, foi responsável pela troca de 65 exabytes de dados, o equivalente a 6 jornais por pessoa por dia.
Todos os computadores existentes no mundo em 2007 foram responsáveis pelo processamento de 6,4 vezes 10 elevado a 18 instruções por segundo. Para processar tal ordem de magnitude à mão seriam precisos 2,2 mil vezes o período desde o Big Bang.
Os autores estimaram que, de 1986 a 2007, a capacidade de computação mundial cresceu 58% ao ano, enquanto as telecomunicações cresceram 28% e a capacidade de armazenamento, 23%.
“São números impressionantes, mas ainda minúsculos quando comparados com a ordem de magnitude na qual a natureza lida com informações. Entretanto, enquanto o mundo natural é fascinante em sua dimensão, ele permanece relativamente constante. Por outro lado, as capacidades tecnológicas de processamento da informação no mundo crescem em valores exponenciais”, disse Hilbert.
O artigo The World’s Technological Capacity to Store, Communicate and Compute Information (10.1126/science.1200970), de Martin Hilbert e Priscila López, pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org.

10 de fev de 2011

Seja um contador de histórias

Fonte: Associação Viva e Deixe Viver. Data: 09/02/2011.
A Associação Viva e Deixe Viver está aceitando inscrições para novos voluntários desde o dia 4 deste mês. As pessoas devem ter disponibilidade para, depois de treinadas (em oficinas específicas), trabalhar no mínimo duas horas por semana em hospitais, contando histórias. O objetivo da associação é levar um pouco de alegria, imaginação e sonho para as crianças internadas.
Os requisitos para a inscrição:
a) Conhecer e concordar com a missão, causa, princípios e visão da Associação Viva e Deixe Viver;
b) Ter idade superior a 18 anos;
c) Gostar de ler, ter disponibilidade para estudar livros infantis e interesse em ser Contador de Histórias;
d) Ter disponibilidade para atuar uma vez por semana durante duas horas no hospital de sua escolha;
e) Participar de oficinas de capacitação oferecidas pela Associação para aperfeiçoamento da atividade de contar histórias;
f) Saber que o trabalho voluntário não será considerado como um estágio;
g) Não buscar colocação profissional nos hospitais parceiros da Associação Viva e Deixe Viver.
Maiores informações no URL: http://www.minhasinscricoes.com.br/viva_processoseletiv/index/

Três em um

Autora: Laura Brentano.
Fonte: Portal Globo G1. Data: 09/02/2011.
A extensa lista de material escolar no início do ano letivo está sendo substituída por um único item. No lugar da mochila abarrotada de livros, cadernos e lápis, um computador portátil de menos de 1 kg reúne todas as necessidades do aluno e começa a fazer parte do ambiente escolar. É uma das mudanças proporcionadas pela revolução dos tablets, formato que promete substituir a maioria dos notebooks e desktops nos próximos anos. A iniciativa de trocar os pesados livros pelo equipamento não nasce apenas dos estudantes. Instituições no Brasil estão buscando adaptar os seus padrões de ensino com as novas tecnologias. A partir de agosto, o grupo Estácio vai distribuir aos alunos do curso de Direito do Rio de Janeiro e do Espírito Santos tablets que rodam o sistema operacional Android. Cerca de 5,5 mil estudantes irão trocar as apostilas e o material didático pelo aparelho, que poderá ficar com o aluno depois que ele se formar.

8 de fev de 2011

Programa de distribuição de bibliotecas não avança

Autor: Por Marcelo Bortoloti.
Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 08/02/2011.
A falta de adesão dos municípios frustrou a meta do governo Lula (2003-2010) de garantir pelo menos uma biblioteca pública para cada cidade brasileira até o final do seu mandato. Embora o governo federal tenha comprado kits com livros e estantes, e distribuído para centenas de prefeituras pelo país, muitas não inauguraram sua biblioteca, seja por falta de interesse ou de espaço para abrigá-la. Entre 2008 e 2010, foram distribuídos kits para 1.126 municípios brasileiros. Desses, apenas 215 enviaram documentação comprovando a abertura da biblioteca. O município que recebe o kit deve como contrapartida, providenciar uma sala e um funcionário.
Comentário:
Já vimos este filme! A distribuição de livros sem uma contrapartida da prefeitura municipal pode levar a perda inexplicável de recursos públicos. Até os anos 1980, quando ainda existia o antigo Instituto Nacional do Livro, o município para receber as doações de livros precisava aprovar uma lei municipal de criação da biblioteca pública, comprovar a existência de área apropriada e o mínimo de recursos humanos. Sem essas três coisas é quase impossível que “apareça” uma biblioteca pública.
Esperamos agora que haja uma auditoria por parte dos órgãos federais para investigar onde foram parar esses livros e estantes bem como identificar os possíveis responsáveis por esses desvios. É o mínimo que cidadão quer de um governo sério.
Murilo Cunha

Bibliotecário: 46º melhor emprego


Classificação elaborada pelo Wall Street Journal mostra que, num grupo de 200 profissões, o bibliotecário é o 46º melhor emprego dos Estados Unidos. Nessa lista a nossa profissão ficou, por exemplo, na frente de juiz (63º), escritor (74º) e dentista (97º).
A classificação adotou os seguintes critérios: 
remuneração, ambiente de trabalho, estresse, esforço físico e perspectivas de emprego.
O texto completo está disponível no URL:
http://online.wsj.com/public/resources/documents/st_BESTJOBS2010_20100105.html 
 

Video: It´s a book!

Interessante vídeo, preparado por Lane Smith, com legendas em português sobre algumas características únicas do livro.
O URL é:


7 de fev de 2011

Política do livro é unificada sob a Fundação Biblioteca Nacional

Fonte: PublishNews. Data: 07/02/2011.
No último dia 21 de janeiro, foi anunciado o nome do novo presidente da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), o jornalista ribeiropretano Galeno Amorim. O que passou despercebido foi uma mudança importante dentro da coordenação da política do livro e leitura exercida pelo Ministério da Cultura (MinC), que veio junto com o novo nome na presidência da fundação do Rio de Janeiro. Antes, parte da política do livro e leitura do país era articulada pela Diretoria de Livro, Leitura e Literatura (DLLL), vinculada à Secretaria de Articulação Institucional (SAI) do MinC, e outra parte pela própria FBN. Agora, ao aceitar o novo cargo, Galeno conseguiu colocar a DLLL sob o guarda-chuva da FBN, simplificando e unificando assim a coordenação da política do livro e leitura no Brasil. Outra novidade é que José Castilho Marques Neto, atual secretário-executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), que anunciara em novembro sua saída, deve permanecer no cargo por pelo menos mais seis meses. Fabiano dos Santos também continua na direção de Livros, Leitura e Literatura, ainda que dentro da FBN. Vale lembrar que o PNLL é resultado de uma portaria interministerial entre o MinC e o Ministério da Educação (MEC), que indicam o conselho diretivo, o comitê executivo e o secretário-executivo do plano. Mas agora a interação com o Minc ficará mais simplificada.

Fim do projeto que cessa a censura às biografias

Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 05/02/2011.
Autor: Jotabê Medeiros.
Grande esperança dos biógrafos processados desse país foi sepultada na Câmara dos Deputados no último dia 31 o Projeto de Lei n.º 3378/2008, proposto há dois anos pelo então deputado Antonio Palocci (hoje ministro da Casa Civil da Presidência). O projeto visava a uma ementa ao artigo 20 do Código Civil brasileiro que permitisse "a divulgação da imagem e de informações biográficas sobre pessoas de notoriedade pública, personalidades da política e da cultura". Há um acúmulo de casos em que famílias de artistas (ou os próprios) têm ido à Justiça (com sucesso) para impedir a publicação de livros de terceiros que contem suas vidas. Por causa disso, o escritor Ruy Castro chegou a brincar afirmando que, no Brasil, "o biografado ideal tem que ser órfão, solteirão, filho único, estéril e brocha". O projeto foi arquivado apesar do parecer favorável do relator da matéria, o então deputado José Eduardo Martins Cardozo (hoje também ministro).

Datagramazero de fevereiro de 2011

O DataGramaZero de Fevereiro 2011 traz os artigos abaixo. O acesso pode ser feito pelos URLs:
1 - A leitura segundo Merleau-Ponty. Por Clarice Fortkamp Caldin
Resumo: Merleau-Ponty, filósofo partidário da corrente de pensamento chamada fenomenologia, criou uma teoria da expressão, em que a linguagem é gesto expressivo, pois faz parte do mundo da existência. Advogou que a leitura é um confronto entre o corpo da fala do autor e o corpo da fala do leitor.
2 - Patchwork como princípio de produção e organização do conhecimento. Por Solange Puntel Mostafa e Denise Viuniski da Nova Cruz.
Resumo: A figura da colcha de retalhos é proposta como princípio de produção e organização do conhecimento, tendo em vista a lógica das relações no empirismo e pragmatismo americanos, em que o conhecimento é construído pouco a pouco, pedaço por pedaço, por meio de junções sucessivas.
3 - Arquivo em (dis)curso: o sujeito-arquivista discursivizado em Brazil, o filme. Por Jonathan Raphael Bertassi da Silva e Lucília Maria Sousa Romão.
Resumo: A tensão entre apatia e engajamento vivida pelo sujeito-arquivista no filme Brazil (1985), dirigido pro Terry Gilliam procura ser mostrada. Em nosso trajeto, buscamos outros conceitos de “arquivo” e recuperamos as preocupações sobre o papel do arquivista pós-moderno tal como enunciadas pelo canadense Terry Cook.
4 - Problemas éticos em representação do conhecimento: uma abordagem teórica. Por Suellen Oliveira Milani e José Augusto Chaves Guimarães.
Resumo: A representação do conhecimento consiste em uma tomada de decisão constante e que seus produtos devem figurar-se defensáveis, destaca-se no texto a existência de problemas de natureza ética nesse contexto. Desse modo, parte-se de um recorte teórico da literatura internacional no tocante aos aspectos éticos envolvidos na organização e representação do conhecimento .
5 - Semiótica e produção de sentido. Por Lidia M. B. Brandão Toutain; Flávia Catarino C. Ferreira; Raquel do Rosário Santos; Rafael Barros Marinho.
Resumo: O artigo tem como objetivo traçar a importância dos ícones, símbolos e imagens, na produção de sentidos. Aborda também a interseção entre a Semiótica e a informação no website do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal da Bahia.
6 - Uma Perspectiva Interacional da Articulação dos Profissionais da Informação com o Campo da Ciência da Informação. Por Carlos Cândido de Almeida.
Resumo: Discute os conceitos conhecimento ocupacional e conhecimento científico, levando em consideração a existência de um campo da Ciência da Informação formado pelos sub-campos profissional e científico. Apresenta as incursões na sociologia e na teoria sistêmica das profissões, com o intuito de ampliar a visão da base de conhecimento existente entre os profissionais da informação.

Ainda, no DZG de fevereiro 2011 temos a recensão do livroHomo deletabilis Corpo, percepção, esquecimento do século XIX ao XXI".
Em Colunas o texto: A Relatividade de Todo Conhecimento de Tobias Barreto, relembrando o primeiro número do Datagramazero em 1999.

4 de fev de 2011

Biblioteca no metrô reabre as portas

Fonte: Jornal do Commércio, Recife. Data: 28/01/2011.
URL: http://jc.uol.com.br/canal/cotidiano/grande-recife/noticia/2011/01/28/biblioteca-no-metro-reabre-as-portas-254755.php
A biblioteca Leitura nos Trilhos reabre na próxima terça-feira, 1º de fevereiro, às 9h. Ela fica na estação central do metrô, no Recife, e funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 19h. Fechada desde abril do ano passado, a unidade volta a funcionar por iniciativa do Instituto Brasil Leitor (IBL) e do Metrô de Recife (Metrorec).
Enquanto estava aberta, a Leitura nos Trilhos emprestou 51.598 livros para seus quase cinco mil sócios. O local teve que fechar as por portas temporariamente devido à não continuidade do contrato de patrocínio.
Os antigos associados podem voltar a retirar os livros normalmente – mais de 3,6 mil títulos dos mais diversos gêneros (literatura brasileira, auto-ajuda, best-seller, infanto-juvenil, filosofia, religião, ciências sociais, linguística, artes e história) estão disponíveis para empréstimo gratuito.
Novos usuários vão precisar fazer um cadastro sem custo algum. Os interessados devem apresentar documento de identidade e CPF (originais e cópias), juntamente com uma foto 3x4. Também é necessário levar o comprovante de residência atual (original e cópia). Menores de 18 anos devem estar acompanhados dos pais. Os novos sócios são cadastrados e recebem uma carteira de identificação com foto e código de barra.

Semear livros

Autora: Elizabeth Lorenzotti.
Fonte: Panorama Editorial. Data: 01/02/2011.
URL: http://www.panoramaeditorial.com.br/textos.asp?codigo=101
O bookcrossing é uma atividade que se espalha pelo mundo, e já está presente em várias cidades do Brasil. Em 2009, quando o Twitter ainda era incipiente, a campanha “Doe um Livro” foi lançada com o objetivo de incentivar a doação de livros no Natal. Foi um sucesso e arrecadou 180 mil livros até janeiro de 2010.
A campanha começou com o assessor de marketing político mineiro Heber Dias e  conta com a colaboração da professora  universitária também mineira Laura Furquim Werneck Xavier e do professor da PUC/SP José Luis Goldfarb, curador do Prêmio Jabuti. As doações são direcionadas para comunidades carentes, bibliotecas públicas e escolas.
Desta vez, a meta são 300 mil livros e os postos de coleta foram ampliados para 400 pontos. O site oficial do projeto indica onde devem ser entregues  as doações. O objetivo  prioritário são livros de literatura, já que os didáticos, de uma ou outra forma, são distribuídos nas escolas por programas de governos.
Nas redes sociais, cada pessoa que recebe a mensagem se torna sujeito ativo quando passa adiante a informação. Todos os colaboradores se engajam voluntariamente, sempre pela internet, e as parcerias surgem a todo o momento.
A campanha tornou-se um dos assuntos mais comentados no ambiente do Twitter e, desde então, tem sido incentivada por vários artistas ou pessoas que trabalham na mídia, como a cantora Maria Rita, o apresentador Serginho Groisman, o escritor Paulo Coelho, o jornalista William Bonner, entre outros. Muitos livros foram arrecadados no show de Maria Rita, por exemplo, em maio, na capital mineira.
Em pouco tempo, a campanha conquistou diversos parceiros, entre eles os rotarianos, a Fundação Abrinq, a rede Droga Raia e outras empresas.
Quem quiser conhecer, pode encontrar informações em:
http://www.causes.com/causes/535538?m=3d507fc0

Roger Chartier: "Os livros resistirão às tecnologias digitais"

Autora: Cristina Zahar.
Fonte: Nova Escola. Data:

Roger ChartierO francês Roger Chartier - é um dos mais reconhecidos historiadores da atualidade. Professor e pesquisador da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais e professor do Collège de France, ambos em Paris, também leciona na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, e viaja o mundo proferindo palestras.

Sua especialidade é a leitura, com ênfase nas práticas culturais da humanidade. Mas ele não se debruça apenas sobre o passado. Interessa-se também pelos efeitos da revolução digital. Estamos vivendo a primeira transformação da técnica de produção e reprodução de textos e essa mudança na forma e no suporte influencia o próprio hábito de ler, diz.

Diferentemente dos que prevêem o fim da leitura e dos livros por causa dos computadores, Chartier - acha que a internet pode ser uma poderosa aliada para manter a cultura escrita. Além de auxiliar no aprendizado, a tecnologia faz circular os textos de forma intensa, aberta e universal e, acredito, vai criar um novo tipo de obra literária ou histórica. Dispomos hoje de três formas de produção, transcrição e transmissão de texto: a mão, impressa e eletrônica e elas coexistem.

No fim de junho, Chartier - esteve no Brasil para lançar seu livro Inscrever & Apagar, em que discute a preservação da memória e a efemeridade dos textos escritos. Nesta entrevista, ele conta como a leitura se popularizou no século 19, mas destaca que bem antes disso já existiam textos circulando pelos lugares mais remotos da Europa na forma de literatura de cordel e de bibliotecas ambulantes. Confira os principais trechos da conversa.

Como era, no passado, o contato das crianças e dos jovens com a leitura?
Roger Chartier A literatura se restringia às peças teatrais. As representações públicas em Londres, como podemos ver nas últimas cenas do filme Shakespeare Apaixonado, e nas arenas da Espanha são exemplos disso. Já nos séculos 19 e 20, as crianças e os jovens conheciam a literatura por meio de exercícios escolares: leitura de trechos de obras, recitações, cópias e produções que imitavam o estilo de autores antigos, como as famosas cartas da escritora Madame de Sévigné (1626-1696) e as fábulas de La Fontaine (1621-1695).

Quando a leitura se tornou popular?
Chartier No século 19, surgiu um novo contingente de leitores: crianças, mulheres e trabalhadores. Para esses novos públicos, os editores lançaram livros escolares, revistas e jornais. Porém, desde o século 16, existiam livros populares na Europa: a literatura de cordel na Espanha e em Portugal, os chapbooks (pequenos livros comercializados por vendedores ambulantes) na Inglaterra e a Biblioteca Azul (acervo que circulava em regiões remotas) na França. Por outro lado, certos leitores mais alfabetizados que os demais se apropriaram dos textos lidos pelas elites.O livro O Queijo e os Vermes, do italiano Carlo Guinzburg, publicado em 1980, relata as leituras de um moleiro do século 16.

As práticas atuais de leitura têm relação com as práticas do passado?
Chartier É claro. Na Renascença, por exemplo, a leitura e a escrita eram acessíveis a poucas pessoas, que utilizavam uma técnica conhecida como loci comunes, ou lugares-comuns, ou seja, exemplos a serem seguidos e imitados. O leitor assinalava nos textos trechos para copiar, fazia marcações nas margens dos livros e anotações num caderno para usar essas citações nas próprias produções. No século 16, editores publicaram compilações de lugares-comuns para facilitar a tarefa dos leitores, como fez o filósofo Erasmo de Roterdã (1466-1536).

Em que medida compreender essas e outras práticas sociais de leitura pode transformar a relação com os textos escritos?
Chartier Os estudos da história da leitura costumam esquecer dois importantes elementos: o suporte material dos textos e as variadas formas de ler. Eles são decisivos para a construção de sentido e interpretação da leitura em qualquer época. Dom Quixote de La Mancha, de Miguel de Cervantes (1547-1616), era lido em silêncio, como hoje, mas também em voz alta, capítulo por capítulo, para platéias de ouvintes. Todas as pesquisas nessa área formam um patrimônio comum com o qual os professores podem construir estratégias pedagógicas, considerando as práticas de leitura.

Que papel a literatura ocupa na Educação atual?
Chartier A escola se afastou da literatura, principalmente no Brasil, porque está preocupada em oferecer ao maior número possível de crianças as habilidades básicas de leitura e escrita. Mas acredito que os professores devem acolher a literatura novamente, da alfabetização aos cursos de nível superior, como mostram várias experiências pedagógicas. Na França, por exemplo, um filme recém-lançado exibe uma peça do dramaturgo Pierre de Marivaux (1688-1763) encenada por jovens moradores de bairros pobres.

Muitos dizem que desenvolver o gosto dos jovens pela leitura é um desafio.
Chartier Certamente. Mas é papel da escola incentivar a relação dos alunos com um patrimônio cultural cujos textos servem de base para pensar a relação consigo mesmo, com os outros e o mundo. É preciso tirar proveito das novas possibilidades do mundo eletrônico e ao mesmo tempo entender a lógica de outro tipo de produção escrita que traz ao leitor instrumentos para pensar e viver melhor.

O senhor quer dizer que a internet pode ajudar os jovens a conhecer a riqueza do mundo literário?
Chartier Sim. O essencial da leitura hoje passa pela tela do computador. Mas muita gente diz que o livro acabou, que ninguém mais lê, que o texto está ameaçado. Eu não concordo. O que há nas telas dos computadores? Texto  e também imagens e jogos. A questão é que a leitura atualmente se dá de forma, fragmentada, num mundo em que cada texto é pensado como uma unidade separada de informação. Essa forma de leitura se reflete na relação com as obras, já que o livro impresso dá ao leitor a percepção de totalidade, coerência e identidade  o que não ocorre na tela. É muito difícil manter um contato profundo com um romance de Machado de Assis no computador.

Essa fragmentação dos conteúdos na internet não afeta negativamente a formação de novos leitores?
Chartier Provavelmente sim. Na internet, não há nada que obrigue o leitor a ler uma obra inteira e a compreender em sua totalidade. Mas cabe às escolas, bibliotecas e meios de comunicação mostrar que há outras formas de leitura que não estão na tela dos computadores. O professor deve ensinar que um romance é uma obra que se lê lentamente, de forma reflexiva. E que isso é muito diferente de pular de uma informação a outra, como fazemos ao ler notícias ou um site. Por tudo isso não tem dúvida de que a cultura impressa continuará existindo.

As novas tecnologias não comprometem o entendimento e o sentido completo de uma obra literária?
Chartier Sim e não. A pergunta que devemos nos fazer é: o que é um texto? O que é um livro? A tecnologia reforça a possibilidade de acesso ao texto literário, mas também faz com que seja difícil apreender sua totalidade, seu sentido completo. É a mesma superfície (uma tela) que exibe todos os tipos de texto no mundo eletrônico. É função da escola e dos meios de comunicação manter o conceito do que é uma criação intelectual e valorizar os dois modos de leitura, o digital e o papel. É essencial fazer essa ponte nos dias de hoje.

O novo suporte tecnológico pode auxiliar a leitura, mas não necessariamente o desempenho escolar.
Chartier Pesquisas realizadas em vários países mostram que o uso do computador na Educação, quando acompanhado de métodos pedagógicos, melhora, sim, o aprendizado, acelera a alfabetização e permite o domínio das regras da língua, como a ortografia e a sintaxe. É preciso desenvolver políticas públicas que tenham por objetivo a correta utilização da tecnologia na sala de aula.

O senhor acha que o e-paper (dispositivo eletrônico flexível como uma folha de papel) é o futuro do livro?
Chartier Os textos eletrônicos são abertos, maleáveis, gratuitos e esses aspectos são contrários aos da publicação tradicional de um texto (que pressupõe a criação de um objeto de negócio). Para ser publicado, um texto deve ser estável. Na internet, os textos eletrônicos continuaram protegidos, ou seja, não podem ser alterados, e têm de ser comprados e descarregados no computador do usuário integralmente. Para mim, a discussão sobre o futuro dos livros passa pela oposição entre comunicação eletrônica e publicação eletrônica, entre maleabilidade e gratuidade.

Ao longo da história da humanidade, acompanhamos a passagem da leitura oral para a silenciosa, a expansão dos livros e dos jornais e a transmissão eletrônica de textos. Qual foi a mais radical?
Chartier Sem dúvida, a transmissão eletrônica. E por uma razão bastante simples: nunca houve uma transformação tão radical na técnica de produção e reprodução de textos e no suporte deles. O livro já existia antes de Guttenberg criar os tipos móveis, mas as práticas de leitura começaram lentamente a se modificar com a possibilidade de imprimir os volumes em larga escala. Hoje temos no mundo digital um novo suporte, a tela do computador, e uma nova prática de leitura, muito mais rápida e fragmentada. Ela abre um mundo de possibilidades, mas também muitos desafios para quem gosta de ler e, sobretudo para os professores, que precisam desenvolver em seus alunos o prazer da leitura.

É muito fácil publicar informações falsas na Internet. Como evitar isso?
Chartier A leitura do texto eletrônico priva o leitor dos critérios de julgamento que existem no mundo impresso. Uma informação histórica publicada num livro de uma editora respeitada tem mais chance de estar correta do que uma que saiu numa revista ou num site. É claro que há erros nos livros e ótimos artigos em revistas e sites. Mas há um sistema de referências que hierarquiza as possibilidades de acerto no mundo impresso e que não existe no mundo digital. Isso permite que haja tantos plágios e informações falsas. Precisamos fornecer instrumentos críticos para controlar e corrigir informações na internet, evitando que a máquina seja um veículo de falsificação.

Comentário do blog:
Várias obras de Roger Chartier estão disponíveis na língua portuguesa. Abaixo estão listadas as principais.
  • Chartier, Roger. Aventura do livro: do leitor ao navegador. São Paulo: UNESP, 1999. 160 p.(Coleção Prismas) ISBN 9788571392236
Sinopse:
“A Internet faz renascer o sonho de universalidade no qual toda a humanidade participa do intercâmbio de idéias. Mas suscita também a angústia de ver desaparecer a cultura do livro. Qual é o futuro do livro? O que nos ensina seu passado? Roger Chartier mostra por que a história do livro é inseparável dos gestos violentos que o reprimem, dos autos-de-fé à censura, mas, também, como a força do escrito tornou tragicamente derrisória esta obscura vontade. Na evocação do jogo de papéis entre autor, leitor, editor e suportes técnicos do escrito, Chartier preserva tanto da nostalgia conservadora como da utopia ingênua”.
  • Chartier, Roger. A História cultural: entre práticas e representações. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1990. 245p.
Sinopse:
“Composta por oito ensaios publicados entre 1982 e 1986, Chartier evidencia que, nos anos de 1950 e 60, os historiadores buscavam uma forma de saber controlado, apoiado sobre técnicas de investigação, de medidas estatísticas, conceitos teóricos dentre outros. Esses historiadores acreditavam que o saber inerente à história devia se sobrepor à narrativa, por acharem que o mundo da narrativa era o mundo da ficção, do imaginário, da fábula. Contudo a tendência hegemônica da historiografia atual propõe uma nova forma de interrogar a realidade, toma como base temas do domínio da cultura e salienta o papel das representações”.
  • Chartier, Roger; Cavallo, Guglielmo. História da leitura no mundo ocidental. São Paulo: Ática, 1998. 2 v.
Sinopse:
“O volume 1 aborda desde a Antiguidade até o final da Idade Média. O volume 2 abrange o período que vai do Renascimento até os dias atuais. Os historiadores que contribuíram para esta obra procuraram reconstruir, nas suas diferenças e singularidades, as diversas maneiras de ler que caracterizaram as sociedades ocidentais, fazendo ainda uma antecipação do futuro da leitura”.
  • Chartier, Roger. Ordem dos livros. 2. ed. Brasília: Editora UnB, 1998. 110 p. ISBN 9788523003784
Sinopse:
“Neste livro Chartier discute a imagem do livro na Europa nos séculos XIV e XVIII, destacando a relação entre leitor e obra. Reflete sobre a construção da imagem do autor, as regras de formação das comunidades leitoras ou as significações utilizadas na edificação de bibliotecas”.