6 de dez de 2016

Cosmópolis (SP): fogo destrói biblioteca pública com 16 mil livros

Fonte: G1. Data: 4/12/2016.

Um incêndio destruiu a Biblioteca Municipal de Cosmópolis (SP), que tinha cerca de 16 mil livros, e mais dois estabelecimentos comerciais. O fogo começou por volta das 23h deste sábado (3) em uma pizzaria, segundo o Corpo de Bombeiros. Havia clientes no local. As chamas se espalharam e chegaram ao prédio público e a uma funilaria. Os três imóveis ficaram destruídos.
A Biblioteca Pública Municipal "José Kalil Aun", além dos cerca de 16 mil livros, mantinha um acervo da cidade e arquivos com jornais publicados desde 1923. Todos os materiais foram destruídos.
Os estabelecimentos e a biblioteca ficam na Rua Antonio Carlos Nogueira, no Centro de Cosmópolis. As pessoas que estavam na pizzaria quando o incêndio começou conseguiram sair a tempo e ninguém ficou ferido, de acordo com os Bombeiros.
Como parte do teto de um dos imóveis desabou devido às chamas, a Defesa Civil do município foi chamada ao local na manhã deste domingo (4) para fazer uma vistoria. As causas do incêndio ainda serão investigadas.

Os prejuízos causados aos dois comércios e à Prefeitura de Cosmópolis, que é responsável pela Biblioteca Municipal, ainda não foram divulgados.

Sem bibliotecas não há educação perfeita

Autoria: Silas Corrêa Leite.
Fonte: Pravda. Data: 04.12.2016.

"Só  quem  tem  fé  em  si é capaz de ser fiel aos outros..."

(Erich Fromar)
Para Monteiro Lobato
Nenhum projeto pedagógico é confiável, se no seu contexto - mesmo de interdisciplinaridade - não pensar a inclusão do estatuto da Biblioteca como suporte assistencial-humanista no próprio processo ensino-aprendizagem.+
Sem Biblioteca não há Educação que se preze. Mestres e Alunos trocam relações-lições. Passa por aí a visão da reciprocidade, a didática salutar, o básico conteúdo importantíssimo, claro, e como instrumentalização direta e imediata, a indispensável Biblioteca enquanto ótimo acervo-sustentação de um objetivo, um propósito, um estágio seqüencial evolutivo, até como retaguarda epistemológica, inclusiva e fundamental também a partir disso. Professor que não utiliza livros (assim mesmo no plural) desconfie. Leituras e releituras como um todo são importantes. Professor que despreza esse espaço-opção não é bom professor.+
Livro é tão hábil-útil quanto pode ser o giz, um apagador, a lousa, a informática, a história em quadrinhos, o teatro, a banda de rap: livro é tudo. Professor que não facilita a biblioteca (e seu acervo) aos alunos, é, de certa forma, um profissional com precariedade inerente, um professor limitado. E cego de alguma forma, portanto.  Se o pior ignorante é o cidadão que sabendo ler não lê, o que dizer de um educador que sabe pensar e não pensa; que deveria criar e não cria, que deve preescrutar horizontes e não saca o óbvio que está na cara?+
O que dizer de um educador que não planifica uma utilização prático-racional a partir de seu cunho pessoal num projeto aula-biblioteca, no seu curso letivo de aulas, com reviçadas técnicas, letramentos e mesmo enquanto laboratório/oficina de produções, sensibilizações cognitivas, lúdicas e outras pensagens? A biblioteca é a alma de um espaço de saber, de ciência e da produção dela, de produção de conhecimentos e de levantamento de dados importantes. A biblioteca é tudo isso e muito mais. E não é só caminho suave, linguagem, português, aulas vivas, habilidades, letras e literatura que faz o bom uso da biblioteca. Todas as matérias da grade curricular devem necessariamente passar por ela, precioso espaço enquanto habitat primordial de estudos, enquanto palco de encantações para abrir corações e mentes, cursos e coragens, inclusões literárias, bases lítero-culturais, letramentos de tantas aventuras possíveis; de bagagens e mesmo o diáfano reino da fantasia tão cativante em suas maviosas inclinações criativas por abstração e curiosidade.+
O melhor amigo do aluno - enquanto ser humano e alma cidadã fora do circuito sócio familiar - é o pedagogo. E o melhor amigo dessa relação de troca, de soma e de busca consubstancial, é o livro enquanto chave-mestra de tantos encantários, um mosaico de ninhais e aprendizados, inclusive no aspecto sócio-comunitário e ainda mais no meio empírico-científico. Já pensou?   Ler é adorável. Escrever é resultante matriz de primeira. Um livro é uma ferramenta espetacular nesse extraordinário contexto docente-discente todo.+
Como brincar de ler, como ler para brincar de aprender e sonhar refinamentos íntimos, abstrair com riqueza de imaginação,  moldar a sensibilidade, a ternura e a  emoção, repaginando idéias a partir daí, pela capa atrativa, pela história especular, pela sonoridade e leveza do texto, pelo final feliz de uma viagem nesse compasso imagético livro a dentro, um sururu de aleluias de palavras, parágrafos, pontos, metáforas, eufemismos, travessões, acentos, maravilhosos achados poéticos e acidentes de percursos gramaticais diferentes que assim seja.  +
Se quem lê vale ouro, imagine o autor criando o inexistente, fabricando idéias, pondo minhocas elétricas na cabeça dos sensíveis alunos procurando rumos novos, pescando horizontes variados, sacando caixinhas de surpresa além do skate, descobrindo mundos além do webpage, palavras novas além do blogue, construções e reforços de estima num feedback muito bem avaliado? Imaginem então o Mestre pondo livros na cabeça dos alunos: Essa é a idéia. É bem por aí mesmo. Professor, mostre a língua. Livro é vida. Um livro é um tesouro. Quem didaticamente aprende junto com a escola cíclica a ter livros e livros como suporte na sala de aula, a partir do trabalho escolar feito em casa, vê a vida diferente, pensa o mito muito além da lenda, numa estimativa além de 360 graus. É a metáfora da viagem. É a matemática do folclore.+
É a história da feição humana. É a geografia do aparato cênico.  É a ciência na produção de conhecimentos, iluminismos e iluminuras. É a linguagem táctil que brota em chão fértil, é a arte que fecunda evoluções futuras, revisitanças imedististas, exemplos salutares, descobertas como incentivos, referenciais como fábulas em visões que partem do micro espaço pueril para abranger altos céus e testemunhos de grandezas precoces. Biblioteca é dez! A biblioteca vale ouro nessa relação contextual.+
Ler & escrever é referencial de ser e de humanização continuada, reforço  e estrutura construidora, pois um bom livro estimula, equilibra, dá um dínamo na capacidade do aluno, faculta novos desafios e acena viagens interiores de sonhos e prazeiranças. Que o colega professor dê livros de reforço; cobre resumos de histórias lidas em grupo e em alto e bom tom; faça a prova dos noves em criatividades vernaculares, em toda matéria enseje leituras, redações críticas, produções de textos, estudos reflexivos, sempre a partir de um livro, de preferência um bom livro para cada idade e em seu tempo serial.+
Uma boa história de sucesso na educação enquanto estimulo para a categoria em resultantes sociais, passa pelo menos pela dinamização do uso inteligente da biblioteca.  Alunos são livros também.  Vamos abrir essas páginas de rosto?
Já dizia o poeta "Bendito o que semeia/Livros a mão cheia". É por aí. Use e abuse da biblioteca. 

Faça dela a sua melhor amiga. Sem biblioteca não há educação que preste. Livros, revistas, gibis, jornais, imagens e palavras, desenhos, pôsteres e enfeitações.  Tudo a ler.  Tudo a ser? Seja esse bendito Anchieta no limiar do século trinta, abrindo leques de opões em elencos clássico de literatura para abrir sensibilidades desses alunos-livros.  Afinal, se dizem que cada alma é um livro aberto, vamos fazer a "Teoria da Biblioteca na Educação" ser cem por cento positiva, dinâmica e funcional. Era uma vez uma idéia.

Poeta Prof. Silas Corrêa Leite - Estância Boêmia de Itararé-SP
E-mail: poesilas@terra.com.br
Prêmio Lígia Fagundes Para Professor Escritor, CRE-Centro de Referência em Educação Mário Covas - relator da ONG Transparência nas Políticas Públicas
Teórico da Educação, Jornalista Comunitário e Escritor Premiado
Autor de Porta-Lapsos, Poemas, 2005

Site pessoal: www.itarare.com.br/silas.htm

Pesquisadores desvendam a história de livros roubados por nazistas

Autoria: Clarissa Neher.
Fonte: O Povo (Fortaleza, CE). Data: 29/11/2016.
Durante o Terceiro Reich, nazistas confiscaram obras de arte e também livros de judeus. Muitos deles foram parar nas estantes de bibliotecas alemães. Pesquisadores vasculham acervos para devolvê-los aos legítimos donos. Em meio aos cerca de 8,5 milhões de livros do acervo das bibliotecas da Universidade Livre de Berlim, Ringo Narewski e sua equipe têm uma nobre missão: encontrar livros que foram confiscados de judeus por autoridades nazistas durante o Terceiro Reich (1933-1945). O objetivo dos pesquisadores é devolvê-los aos legítimos donos.
O caminho até devolução, porém, é longo e exige um minucioso trabalho de investigação. O ponto de partida é a identificação de todos os livros impressos antes de 1945. A universidade estima que cerca de 1,5 milhão de livros se encaixem nesta categoria.
“A maior dificuldade neste trabalho é o volume de livros para serem avaliados sem termos qualquer estimativa sobre o resultado final. Além disso, se há a suspeita sobre determinada obra, é preciso muito tempo para desvendar 70 anos de história de uma pessoa”, afirma Narewski, diretor do grupo de trabalho responsável por identificar obras saqueadas por nazistas que fazem parte do acervo de bibliotecas da universidade.
Nesse trabalho de detetive, a Universidade Livre de Berlim ganhou reforço extra há um ano. Além dela, três instituições – a Fundação Nova Sinagoga, a Universidade de Potsdam e a Biblioteca Estadual de Berlim – reuniram as informações sobre pesquisas realizadas nesta área num banco de dados online, o “Looted Cultural Assets” (bens culturais roubados).
Pegadas no Brasil
Nos últimos anos, a instituição verificou cerca de 44 mil livros. Atualmente, eles investigam a origem de 2 mil assinaturas em livros. E uma dessas histórias tem passagem pelo Brasil.
Um dos livros roubados encontrados no acervo pertenceu ao jornalista Ernst Feder, que fugiu de Berlim para Paris em 1933. Com a marcha nazista em direção à França, Feder emigrou para o Brasil em 1941, onde viveu, em Petrópolis, até 1957, quando retornou para Berlim.
Sua biblioteca, com quase 10 mil títulos, foi saqueada pelo regime nazista, e um destes exemplares foi parar na Universidade Livre de Berlim. No momento, os pesquisadores tentam entrar em contato com os herdeiros do jornalista para devolver a obra.
Saques durante o Terceiro Reich
De acordo com o historiador Götz Aly, a prática do confisco foi instrumentalizada pelos nazistas para garantir a lealdade da população alemã ao regime. Segundo ele, o roubo e redistribuição de bens e economias dos judeus, na Alemanha e, posteriormente, em países ocupados, favoreciam economicamente o povo alemão.
As coleções roubadas foram distribuídas entres bibliotecas públicas, centros culturais nazistas e funcionários do regime. Depois da Segunda Guerra Mundial, muitas destas peças foram vendidas a antiquários ou doadas para instituições.
Desta maneira, livros saqueados foram parar também em estantes de bibliotecas criadas depois de 1945, como é o caso das da Universidade Livre de Berlim, fundada em 1948. Segundo Narewski, além das doações privadas, as bibliotecas da instituição receberam livros confiscados de funcionários do regime nazista pelo exército americano no fim da guerra.
Longa investigação
O atual projeto da equipe de Narewski se concentra na análise de cerca de 70 mil livros que foram adquiridos pela universidade entre 1952 e 1968. Com os títulos suspeitos em mãos, a próxima fase é buscar nos livros pistas sobre suas origens, que podem ser um carimbo, um nome escrito a caneta, um ex libris (selo personalizado que identifica as obras de bibliotecas particulares ou públicas) ou algum número de referência. Descoberta alguma identificação, começa o trabalho para decifrar a história e o percurso percorrido por esse livro até chegar às estantes da biblioteca.
A investigação mais longa da universidade já dura três anos e é referente a um livro que pertenceu à família Frohmann-Holländer, de Frankfurt, que, perseguida durante o regime nazista, fugiu para os Estados Unidos.
“Não sabemos o que aconteceu com essa biblioteca durante três anos na década de 1930, antes da emigração da família. Como há a possibilidade de que alguns destes livros tenham sido vendidos na época, não podemos afirmar com certeza se a obra foi confiscada, por isso, ainda não podemos devolvê-la, e a pesquisa continua”, explica Narewski.
Após reconstruir a história dos livros, o grupo precisa desvendar a história dos proprietários legítimos dos títulos e de suas famílias para poder restituí-los. E aqui há outra dificuldade, entrar em contato com estas pessoas. Muitas vezes, pesquisadores sabem quem são os herdeiros, mas não conseguem ter acesso a eles, e, em alguns casos, e-mails ou cartas enviadas são ignorados pelos destinatários.
Trabalho que compensa
Nos últimos dois anos, a Universidade Livre de Berlim devolveu 160 livros que foram saqueados pelos nazistas aos seus legítimos donos. As devoluções a 75 herdeiros e instituições ocorreram na Alemanha, Áustria, Polônia, Letônia, Holanda, Estados Unidos, Israel, República Checa, Reino Unidos e Ucrânia.
“Essa restituição tem uma dimensão moral. Não é uma tentativa de reparação, pois é impossível reparar os crimes cometidos pelos nazistas, mas se trata de devolver às vítimas um pedaço da sua história”, diz Narewski.

O pesquisador destaca que, além de ser uma revisão da história da universidade, esse trabalho preserva a memória daquele período, para evitar que crimes como os cometidos pelo regime nazista voltem a acontecer.

Biblioteca de Porto Velho (RO) recebe 5 mil novos livros

Fonte: Prefeitura de Porto Velho (RO). Data: 28/11/2016.
Clássicos como 1808, 1822, 1889, assim como títulos da história regional, livros técnicos e ainda obras de Machado de Assis, José de Alencar, Jorge Amado, entre outras referências da literatura, fazem parte dos novos livros adquiridos pela Biblioteca Municipal Francisco Meirelles em uma compra recente de mais de 5 mil unidades, avaliada em R$ 60 mil. As novidades já estão disponíveis para empréstimo da comunidade. Os novos exemplares passaram pelo processo técnico da informação, onde foram classificados, catalogados, etiquetados e carimbados para serem arquivados nas estantes conforme a Classificação Decimal Dewey (CDD), utilizada pela Francisco Meirelles para recuperação e organização de forma eficaz, facilitando e agilizando o acesso ao livro. Para a bibliotecária do município, trata-se de uma conquista. “Fazia algum tempo que não disponibilizávamos livros novos adquiridos pela própria biblioteca e existe uma necessidade de atualização do acervo. Os nossos livros são bastante velhos, a renovação é até um meio de atrair os usuários para conhecerem e fazerem o empréstimo”, disse Laiane Rodrigues. A escolha dos títulos, segundo o diretor Adson Muniz, baseou-se na demanda. Hoje como muitos utilizam o espaço para a preparação de concursos públicos, esta foi uma das preocupações na hora da atualização do acervo.
“Há cerca de doze anos a Biblioteca não recebia uma compra motivada pelo poder público municipal e foi uma resposta ao anseio da comunidade e do usuário essa renovação, principalmente na área de concursos. Nós adquirimos muitos livros ligados a essa área de direito administrativo e direito constitucional e ainda a uma demanda que também era grande, de livros regionais que falam da história da Amazônia, da nossa própria história, da nossa cultura”, comentou ao agradecer a Secretaria Municipal de Educação (Semed) pelo recurso disponibilizado. “Foi um avanço muito grande essa compra e a gente agradece essa sensibilidade da secretária e do prefeito com o nosso importante espaço de cultura e de informação”, comentou o diretor.
Segundo a bibliotecária Laiane Rodrigues, o empréstimo é permitido somente a usuários cadastrados junto à biblioteca e que para se cadastrar, basta apresentar um documento pessoal com foto e um comprovante de residência. No primeiro empréstimo, o requerente pode levar um livro pelo prazo de 7 dias, podendo ser renovável por mais 7. Já no segundo, ele pode levar até dois livros, também pelo mesmo prazo. Laiane reforça que é extremamente importante fazer a devolução dentro do prazo.

A estimativa é de que em torno de 5 mil livros estejam perdidos. “A devolução é importante para que todos tenham o mesmo acesso”, concluiu a bibliotecária.

Biblioteca Central de NYC ganha um 'bunker' de livros

Autoria: Valeria Robecco (ANSA).
Fonte: UOL Notícias. Data: 25/11/2016.
O Bryant Park, um dos lugares mais icônicos de Nova York, floresce no meio dos concretos de Manhattan, principalmente no Natal. Com mercadinhos, feirinhas e pista de patinação, o que ninguém imagina é que embaixo do parque existe um verdadeiro "bunker", só que não para pessoas, e sim, para livros.
O local com mais de cinco mil metros quadrados se estende pelos espaços subterrâneos da Fifth Avenue e chega até a Biblioteca Central de NYC.

No "bunker", há uma mini linha férrea, com um sofisticado sistema de transporte com "vagões" que carregam os livros de um lado para o outro. A linha custou US$ 2,6 milhões. A biblioteca já tinha um sistema de transporte mecanizado para os livros, no entanto, estava ultrapassado, com mais de 25 anos de uso. O novo sistema é mais veloz e confiável. "Cada vez que um vagão se bloqueava, o sistema ficava fora de uso por uma semana, 10 dias", disse Gerry Oliva, diretor das atividades operativas da biblioteca, enfatizando que nessas ocasiões o transporte tinha que ser feito manualmente. O novo trem, além de ser duas vezes mais rápido -o trajeto da biblioteca até o bunker dura cerca de 45 minutos- , e em caso de problemas, o mini vagão pode ser removido sem grandes operações e deixar a linha ferroviária livre para a circulação. Cada vagãozinho tem um motor elétrico e é monitorado por sensores que os permitem andar tanto horizontalmente quando verticalmente. Os livros no bunker são catalogados não por autor - como geralmente é feito -, mas sim pelas suas dimensões. Cada tamanho tem um código e organização, dessa forma, a capacidade de armazenamento do espaço pode aumentar em cerca de 40%. (ANSA)

Biblioteca do século XXI abre em Marvila com serviços gourmet para a população

Autoria: Marina Marques.
Fonte: Diário de Notícias (Lisboa). Data: 29/11/2016.
Foram precisos 20 anos e quase quatro milhões de euros para que a freguesia de Marvila ganhasse uma biblioteca que, para além de livros, quer ser um espaço de encontro da comunidade, onde se pode circular sem cartão
"As bibliotecas podem ser fast food, e é ótimo, muito simples, é só dizer olhe, o livro está ali; ou pode ter um serviço gourmet, e essa é a mais-valia que as bibliotecas podem dar". A imagem é de Susana Silvestre e não é por estarmos na cafetaria da nova Biblioteca de Marvila que a usa. O espaço só é inaugurado no domingo, mas e "ainda antes de o senhor presidente [da câmara] cá entrar convidámos a população a conhecer o edifício". E já foram mais de mil as que por lá passaram.
De todas as vivências que o edifício já teve, a responsável pelas bibliotecas municipais destaca um: "Para mim, o dia mais marcante e emocionante, foi o dia 23 de abril, Dia Mundial do Livro". Não estava prevista qualquer atividade para esse dia, mas, "uma semana antes, numa reunião com uma associação local, soubemos que nesse dia iria haver uma caminhada aqui pela freguesia. Perguntámos se não queriam acabar a caminhada na biblioteca. Tivemos aqui mais de cem pessoas", relembra.

No domingo, pelas 15.00, quando a placa já estiver colocada à entrada, substituindo o papel que na quarta-feira anunciava que a Biblioteca de Marvila foi inaugurada pelo presidente Fernando Medina no dia 27 de novembro de 2016, devem ser muitas mais as pessoas a participar na festa de inauguração da "primeira biblioteca a ser construída de raiz pela câmara municipal", como assinalou Catarina Vez Pinto ao DN.

1 de dez de 2016

Fim de convênios põe Bibliotecas Parque em risco

Fonte: Extra. Data: 28/11.2016.

URL: http://oglobo.globo.com/oglobo-20550507#ixzz4RWMMh5PL

As Bibliotecas Parque, projeto que já foi uma das vitrines do governo do estado na área de cultura, e que ficou seriamente ameaçado pela crise financeira, vive agora uma nova fase de incertezas. Os convênios com as prefeituras do Rio e de Niterói, que deram sobrevida à iniciativa, terminam em dezembro e não se sabe ainda se serão renovados. Com o colapso financeiro do estado, a gestão das unidades do Centro, da Rocinha e de Manguinhos, que demanda R$ 1,5 milhão por mês, foi assumida na maior parte por Eduardo Paes em novembro de 2015.

Já a unidade de Niterói, que custa cerca de R$ 250 mil mensais, ficou com o prefeito reeleito Rodrigo Neves. Como não há ainda sinal de renovação dos contratos, o Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), organização social responsável pela operação das bibliotecas, deu aviso prévio a todos os 153 funcionários, conforme antecipou a coluna de Ancelmo Gois no GLOBO.

Biblioteca Mário de Andrade ganha intervenção de Alex Flemming

Autoria: Felipe Stoffa.

Fonte: Select. Data: 29/11/2016.

URL: http://www.select.art.br/de-cara-nova/

Uma nova obra integra o acervo da Biblioteca Mario de Andrade, em São Paulo, que entra em 2017 de cara nova. Localizada no centro da cidade, o espaço tem sua fachada de vidro alterada, abrigando rostos de pessoas anônimas que usualmente frequentam a biblioteca, projeto assinado pelo artista Alex Flemming. São, ao todo, 16 chapas de vidro estampadas, produzidas a partir de uma técnica desenvolvida especialmente para a ocasião.

O trabalho dialoga com sua outra intervenção na Estação de Metrô Sumaré, mas carrega algumas especificidades. “Não poderia repetir as obras que realizei há 18 anos atrás. O trabalho do artista deve ser dinâmico, refletir o momento em que é realizado. Nessa série para a Biblioteca Mario de Andrade eu me utilizei de inúmeras inovações de ordem técnica e introduzi a cor dentro do conceito da imagem-retrato. A Biblioteca é um organismo vivo, pulsante, multifacetado. Ela vibra por causa das pessoas que circulam aqui diariamente, e eu concretizei plasticamente nos meus retratos a ideia de um conceito de um mundo livre, sem amarras e sem preconceitos”, comenta Flemming.
Na fachada da Biblioteca, os sujeitos estampados ganham corpo e volume a partir de efeitos de visualidade, impressionando quem transita pelo local, como se as figuras estivessem em 3D. “Sempre fui fascinado pela beleza do ser humano, e como acredito que todos nós somos iguais, considero a miscigenação uma das grandes virtudes do Brasil. A pluralidade étnica é o amanhã. A cidade de São Paulo se apresenta como queremos o futuro para o mundo: cosmopolita, multicultural, inesgotável. Viva a miscigenação!”, completa o artista, que mantém constante em seu trabalho a busca pela pluralidade.

“Essas obras demonstram toda a maturidade do artista, pois condensam os aspectos mais significativos do seu trabalho”, diz Armando Bagolin, diretor da Biblioteca. “A Biblioteca Mário de Andrade se tornou nos últimos dois anos um lugar de modernidade no centro de São Paulo, aberta a novas experiências e adepta ao cosmopolitismo”, completa.

CIC inaugura Biblioteca de Artes nesta terça em Florianópolis

Fonte: Diário Catarinense. Data: 29/11/2016.
Ele conta com um jardim de inverno anexo que será usado para apresentações musicais, saraus literários e outros eventos culturais. Além disso, a biblioteca possui um acervo de aproximadamente dois mil exemplares, entre livros e dicionários de artes e cultura.

O público encontrará obras com informações sobre cinema, teatro, música, design, arquitetura e artes visuais. O horário de atendimento será de segunda a sexta-feira, das 13h às 19h, e os exemplares estarão à disposição para pesquisa no local.

literatura na sala de aula: como incentivar seus alunos a lerem mais

Fonte: Universia Brasil. Data: 29/11/2016.
É verdade que, às vezes, fazer com que os alunos leiam alguma obra – em especial da literatura clássica – se mostra uma tarefa bastante difícil. Alguns reclamam, outros não leem por completo e muitas vezes as aulas acabam rendendo menos do que o professor gostaria. Nós reunimos algumas dicas de como atrair os alunos para os livros:
Trabalhar em grupo tende a fazer com que os estudantes se sintam mais animados sobre trabalhos em geral. Com a leitura é a mesma coisa. Sempre que possível, separe a turma e ofereça opções de obras para eles escolherem.
Outro recurso interessante que pode ajudar na memorização – e também no aumento do interesse – é fazer com que os alunos marquem os trechos que mais acharam importantes. Um livro cujo o aluno pode retirar alguma frase que irá se relacionar com a sua vida com certeza marcará mais na memória do que outro em que isso não seja possível.
Muitos jovens acabam por ter seu interesse pela leitura despertado após ver a obra adaptada para o cinema. Incentive os alunos a conhecerem filmes relacionados ao livro em questão. Você mesmo pode passar trechos de alguns durante a aula. As imagens tendem a captar a atenção e instigar o espectador a conhecer mais sobre a história.
Uma das principais dificuldades que os alunos têm na hora de se relacionar coma história de um clássico é a distância no tempo. Traga o tema do livro para a atualidade e incentive os estudantes a buscarem no dia a dia fatos atuais que se relacionem com algo vivido por determinado personagem.
Quando o personagem se torna próximo do leitor, o interesse pela história aumenta. Que tal propor aos alunos a criação de perfis para os personagens principais? Rosto, características, personalidade. Peça-os para construir essa pessoa a partir do que eles sentem sobre ela enquanto leem.

Varie o tema. Busque mesclar obras fundamentais com obras contemporâneas, que atraiam o gosto dos alunos de acordo com a faixa etária. Após uma obra mais densa, estude outra que esteja mais presente no cotidiano dos estudantes. Fazer essas trocas ajuda na hora de incentivar e faz com que eles anseiem para chegar ao livro escolhido pela turma logo.

Harvard exige mil páginas de leitura por semana, diz aluna

Fonte: Exame. Data: 29/11/2016.
URL: http://exame.abril.com.br/carreira/harvard-exige-mil-paginas-de-leitura-por-semana-diz-aluna/
Segundo a paulista Tábata Amaral, que se graduou em Ciências Políticas e Astronomia pela, a instituição se diferencia de todas as outras em três pontos principais: o foco no pensar, e não no conteúdo; o contato com pessoas que são as melhores do mundo em suas áreas; e a formação de pessoas englobando seus mais diferentes interesses.
“Lá, o objeto de estudo importa muito pouco; como você aprende a pensar importa muito”, explica ela. No vídeo abaixo, gravado durante um encontro de Bolsistas da Fundação Estudar, a jovem explica como uma formação tão diversa (as pessoas sempre a questionam o porquê da escolha por Astrofísica) contribuiu para o seu desenvolvimento.
Na ocasião, ela também comentou sobre a sua rotina na – comparando com o período em que estudou Física na, considerada a melhor universidade do Brasil. “Em Harvard, a gente passa muito pouco tempo em aula e muito tempo na biblioteca”, explica. “Em ciências políticas, tem aula que tem mais de mil páginas de leitura por semana. Normal”, completa.

Por fim, Tábata argumenta que lá ela aprendeu a ser uma pessoa completa, que podia, sim, se interessar ao mesmo tempo por matemática, política e – por que não? – danças latino-americanas.

25 de nov de 2016

100 anos do Samba: Biblioteca Nacional faz homenagem

Para comemorar o centenário do samba, celebrado em 27 de novembro, a Fundação Biblioteca Nacional inaugura a exposição virtual “Ai, ai, ai… cem anos o samba faz!”. A mostra, composta por mais de 40 itens, resgata a memória do ritmo brasileiro nascido a partir do registro de Pelo Telephone, do músico e compositor Donga, no departamento de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional.
Em 1898, com a promulgação da Lei n º 496, que definiu e garantiu os direitos autorais, os músicos da época puderam registrar suas composições. Em 27 de novembro de 1916, o samba ganhou “certidão de nascimento”, tornando-se a primeira música identificada como tal a fazer sucesso.
Dentre as peças da exposição, estão a partitura original de “Pelo Telephone” (1916) e algumas canções como ‘Ai que saudade da Amélia’ (Mario Lago e Ataulfo Alves), ‘A flor e o espinho’ (Nelson Cavaquinho) e ‘Ave Maria no morro’ (Herivelto Martins).
Serviço:
Exposição virtual ‘Ai, ai, ai… cem anos o samba faz!’

Período: a partir de 27/11/16.

Segredos da biblioteca do Vaticano vão ser revelados

Fonte: Jornal Económico. Data: 21/11/2016.
Graças à consultora Everis, mais de 82 mil manuscritos armazenados na biblioteca do Vaticano vão finalmente ver a luz do dia.
Uma obra de arte é eterna e tem o poder de imortalizar o seu autor, mas o seu acesso limitado pode fazer com que a mesma seja esquecida e foi por isso que em 2010 se propôs ao Vaticano digitalizar a sua enorme biblioteca e torna-la acessível a qualquer pessoa.
Desde que a biblioteca abriu portas em 1448 com o Papa Nicolau V, esta é a primeira vez que o estado do Vaticano partilha com o mundo os seus textos históricos: 82 mil manuscritos que versam sobre questões de religião e cultura.
A tarefa não é fácil, dado o elevado valor e fragilidade da generalidade dos manuscritos. Cada imagem demora duas horas para ser digitalizada e pesa entre 200 e 300 megabytes.

Iniciado em 2010, o projeto tem a duração de 18 anos e até ao dia de hoje, 10 mil manuscritos foram digitalizados, segundo o jornal “Expansión”.

3 livros que vão virar filme em 2017

Fonte: Cinema 10. Data: 23/11/2016.
Transportar a história de um livro para a telona nem sempre é missão fácil. Muitos amantes da literatura ficam inconformados com os “cortes” necessários para a adaptação, enquanto cinéfilos ressaltam a contribuição dos efeitos especiais e das grandes atuações para dar vida à história contada em papel.
Em 2016, grandes obras literárias foram revividas no cinema, como “A Garota No Trem”, “Alice Através do Espelho” e “Como eu Era Antes de Você”. No ano que vem, outras grandes obras também vão estrear como filme no Brasil.
Para você já ir se aquecendo, separamos a sinopse de três livros que serão adaptados para o cinema e ainda indicamos onde é possível comprá-los.
A Longa Caminhada de Billy Lynn (Ben Fountain)
O livro Billy Lynn’s Long Halftime Walk, que ainda não foi traduzido para português, conta a história de Billy Lynn, soldado americano, de 19 anos, e seus companheiros de exército. Após serem filmados derrotando inimigos na guerra no Iraque, eles se transformam em sensação no YouTube. O governo os traz de volta para casa para uma turnê pelo país e, durante as últimas horas da visita, Billy vai se misturar com os ricos e poderosos, suportar a política e louvor de seus colegas americanos e se apaixonar. Porém, amanhã ele deve voltar para a guerra.
Vencedor do National Book Critics Circle Award, na categoria Ficção, o livro está a venda na Saraiva.
Sete Minutos Depois da Meia-Noite (Patrick Ness)
O livro, que pode ser encontrado na versão digital na Amazon, conta a história de Connor, um menino de 13 anos que sofre com a doença da mãe, os maltratos da avó e o bullying dos colegas. Todas as noites, Connor acorda de um terrível pesadelo e recebe a visita de um monstro-árvore, que promete o ajudar desde que o garoto nunca minta para ele.
Baseado na idéia de Siobhan Dowd, Sete minutos depois da meia-noite é uma história em que fantasia e realidade se misturam, em um livro que traz ilustrações lindíssimas que complementam a sensibilidade do texto.
Deixe a Neve Cair (Jhon Green, Maureen Johnson e Lauren Myracle)
Dividido em três histórias distintas que se cruzam em algum momento – O Expresso Jubileu, O Milagre da Torcida de Natal e O Santo Padroeiro dos Porcos – o livro traz contos que acontecem na véspera de Natal e têm como pano de fundo uma forte nevasca. Com uma leitura leve, a obra é voltada para o público adolescente, mas combina bem com um fim de semana na praia. Você pode comprá-lo na Americanas.com.

Aproveite as dicas para renovar os livros de cabeceira. Não se esqueça que comprando pelo Méliuz você tem acesso a cupons de desconto exclusivos e ainda recebe de volta, em dinheiro, uma parte do valor gasto (cashback).

Projeto quer reduzir pena de detentos no ES por meio da leitura

Autoria: Kaique Dias.
Fonte: G1. Data: 20/11/2016
Um projeto da Defensoria Pública da União no Espírito Santo (DPU-ES) propõe a redução da pena de detentos por meio da leitura de livros. O objetivo é ressocializar e educar os presidiários para que não voltem para o mundo do crime.
O detento vai ter até quatro dias a menos na pena a cada livro lido. Para provar, ele precisa fazer uma resenha, corrigida por alunos e professores universitários e homologada por um juiz da Vara de Execuções Penais.
A defensora pública Karina Rocha Mitleg Bayerl é idealizadora de uma campanha chamada ‘Remir pela leitura’, que prevê arrecadar livros para os presídios do estado.
Segundo ela, a inspiração veio de ideias semelhantes em outros estados e em uma penitenciária de São Mateus, no Norte do Espírito Santo, onde o projeto já existe, por iniciativa da direção.
"Eu vejo a remissão da leitura não apenas como uma forma para reduzir a pena, mas para fazer um trabalho integrado com a psicologia e assistência social, para se fazer um perfil desse interno e trabalhar melhor a ressocialização dele”, analisou a defensora.
Próximos passos
A defensora explica que junto à arrecadação dos livros é realizada uma conversa com o governo do estado, para que um projeto de lei seja levado à apreciação dos deputados na Assembleia Legislativa para formalizar a remissão das penas.
A doação dos livros que serão levados para os presídios já pode ser feita por qualquer pessoa na sede da Defensoria Pública da União, no Bairro Santa Lúcia, em Vitória, até março de 2017.
Em nota, a Secretaria de Estado de Justiça disse que ainda não foi procurada para discutir a proposta de remissão pela leitura, mas foi convidada para um evento nesta segunda-feira (20) para tratar do assunto.

A secretaria disse que existem, hoje, 2,6 mil internos trabalhando e 2,5 estudando e oferecerá 6 mil vagas em cursos de qualificação profissional até o final do ano.

23 de nov de 2016

A nomeação do bibliotecário, Cristian Santos, foi publicada na última sexta-feira (18) no Diário Oficial da União

Bibliotecário da Câmara dos Deputados, Cristian José Oliveira Santos, foi nomeado como o novo diretor do Departamento de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLLB) da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura. A nomeação do bibliotecário foi publicada no Diário Oficial da União do dia 18 de novembro, sexta-feira. Lembrando que o Departamento estava sem comando desde o início do mandato do agora ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero.
Santos é o primeiro bibliotecário responsável pela pasta desde a sua criação. “Todas as atividades desenvolvidas pelo Departamento têm por fim democratizar o acesso ao livro e à biblioteca no país, fomentando práticas de leitura, em particular da literatura. A última edição do Retratos da Leitura do Brasil comprova que avançamos, ainda que timidamente”, avalia o novo diretor. Segundo ele, no DLLLB é necessário fortalecer o que já foi implementado e estabelecer novas frentes de atuação. “Nesse contexto de desafio (recursos escassos e projetos audaciosos), o trabalho em rede, envolvendo instituições públicas e privadas, é uma das melhores estratégias destinadas a aumentar a capilaridade das ações em prol dos brasileiros”, planeja.
O Diretor Cristian Santos é redator da Coluna Arenas na CRB-1 em Revista, exerceu cargo de conselheiro do Conselho Regional de Biblioteconomia da Primeira Região; e possui doutorado em Literatura e Práticas Sociais, mestrado em Ciência da Informação e graduação em Biblioteconomia, Letras (Língua e Literatura Francesas), Filosofia e Tradução, além destes títulos foi, também, agraciado com o Prêmio Casa de las Américas em 2016.
O DLLLB foi criado em 2008, e é responsável pela formulação, implementação, monitoramento e avaliação da política do MinC no campo do livro e da leitura. Em 2011, deixou de ser diretamente subordinada ao MinC e passou a reportar à Fundação Biblioteca Nacional. Em 2014, voltou a pertencer à estrutura organizacional do MinC onde ganhou mais importância e passou a incorporar na sua estrutura o Sistema Nacional de Bibliotecas (SNBP); o Programa Nacional de Incentivo à Leitura (Proler); e a Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles – BDB, além das Coordenações-Gerais de Leitura e de Literatura e Economia do Livro.

Fonte: CRB-1. Data: 22/11/2016.

Evento: Bibliotecas digitais


Biblioteca Estevão de Mendonça recebe doação de livros em aramaico

Fonte: FolhaMax (Cuiabá). Data: 11/11/2016.
A Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça passa agora a contar com 23 volumes do livro Zohar. A publicação foi doada na tarde desta sexta-feira (11.11) e entregue à secretária adjunta de Estado de Cultura, Regiane Berchieli, pelo secretário de Planejamento (Seplan), Gustavo de Oliveira.
Os escritos datam de dois mil anos atrás e tratam sobre os mistérios do universo. Os textos estão estruturados sob a forma de diálogos entre estudiosos e mestres espirituais.
A Kabbalah Centre Brasil, instituição sem fins lucrativos responsável pela doação, realizou o primeiro contato com o Governo do Estado, por meio da Seplan. A instituição tem como objetivo tornar os ensinamentos da Kabbalah compreensíveis e relevantes no cotidiano dos praticantes da doutrina.
Segundo os disseminadores do projeto Zohar, no Brasil, a iniciativa já chegou a todas as bases militares da fronteira da floresta Amazônica, tendo edições enviadas também para áreas atingidas por enchentes, escolas, favelas, presídios, entre outros.

Localizada no Palácio da Instrução, no centro histórico de Cuiabá, a Biblioteca Estevão de Mendonça é conhecida por conter o maior quantitativo de acervo dentro da esfera de biblioteca pública do Estado, com aproximadamente mais de 100 mil volumes. A Biblioteca, subordinada à Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso (SEC), foi fundada em 26 de março de 1912. 

Biblioteca sedia curso sobre serviços de informação ao cliente

A Biblioteca Professor Nelson Foot sedia, dia 1º de dezembro, curso sobre serviços de informação ao cliente: do atendimento presencial ao virtual. A atividade será pelo Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas de São Paulo (SisEB) e integra o programa Aprender Sempre.
O curso é voltado para profissionais de bibliotecas, salas de leitura e programas de incentivo à leitura. As inscrições estão abertas e podem ser feitas no link: http://cadastro.aprendersempre.org.br/workshop/inscricao.do?acao=cadastrar.
Das 10h às 17h, serão apresentadas informações e habilidades para prestação de serviço de informação de excelência para assegurar o contínuo aprimoramento das equipes e a satisfação das exigências qualitativas dos novos usuários das bibliotecas públicas.

A responsável pelas aulas será Adriana Maria de Souza, mestre em Ciência da Informação pela ECA-USP, docente do curso de Biblioteconomia e Ciência da Informação da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), além de consultora em Unidades de Informação.

22 de nov de 2016

Quando a internet é a melhor biblioteca



Fonte: Veja. Data: 4/11/2016.
Os 168 milhões de smartphones em uso no país são a principal forma de acesso à internet para o usuário doméstico, atestam os dados da Fundação Getúlio Vargas. Nesse papel de porta de entrada para a internet, os smartphones se tornaram ferramenta indispensável para diversas atividades – inclusive a leitura.
Segundo o instituto Pew, o número de pessoas que leem em smartphones e tablets está crescendo continuamente, superando aparelhos específicos para leitura, como o Kindle, da Amazon. De acordo com o instituto, esse resultado demonstra que os celulares estão tornando a leitura digital mais acessível para a população.
Reflexos dessa popularização já podem ser vistos no mercado de publicações digitais. A atividade de e-publishing, que engloba livros, revistas e jornais digitais, está em franco crescimento. No Brasil, a expectativa é que o faturamento do segmento supere 435 milhões de reais, de acordo com previsões do instituto Statista. Espera-se ainda um aumento de cerca de 10% ao ano, resultando em um mercado valorizado em mais de 700 milhões de reais na próxima década.
O crescimento do segmento chama a atenção dos grandes players do mercado. O Grupo Abril, que edita VEJA, lançou em outubro o Go Read, plataforma de assinatura de revistas digitais que já conta com mais de 100 títulos disponíveis para leitura – todo o catálogo é disponibilizado ao usuário mediante pagamento de uma mensalidade única. As revistas podem ser acessadas por meio de um aplicativo.
A plataforma é a evolução de um produto já existente, o Iba Clube, que já apresentava crescimento considerável no número de assinantes – o faturamento da ferramenta aumentou 40% de 2014 para 2015.
A estratégia é semelhante à de outras empresas inseridas na economia on demand, composta por serviços e produtos digitais capazes de suprir uma necessidade ou um desejo do consumidor por meio do acesso imediato e conveniente. O sucesso das plataformas de streaming de filmes e séries, com milhões de usuários espalhados pelo mundo, não deixa dúvidas do potencial desse formato de consumo de conteúdo online.
Nota do blog
A matéria da revista Veja fez uma publicidade da sua plataforma Go Read. Na verdade, está tentando “vender” a importância da assinatura paga de revistas eletrônicas. A comparação com a biblioteca não faz sentido.
A biblioteca é uma instituição democrática, aberta a todos e que não COBRA pelo uso do seu potencial de informação. Ela inclusive pode se tornar assinante do Go Read e passar a oferecer, de forma GRATUITA, os produtos digitais para os seus leitores.
            Murilo Cunha