27 de mai de 2015

Novo número: Datagramazero

O DataGramaZero de JUNHO  2015 já esta ONLINE e traz os seguintes artigos:
 
1 Lígia Maria Arruda Café e Raimundo Nonato Macedo dos Santos e Camila Monteiro de Barros Artigo: Os estudos de Gruber e Guarino sobre ontologias na Ciência da Informação e nas Ciências da Computação      
 
2  Aldo de Albuquerque Barreto. Artigo: A informação no processo do conhecimento: o texto e o hipertexto           
 
3 Josiane Klettenberg e Clarice Fortkamp Caldin e Angel Godoy Viera.Artigo: A contextualização da engenharia social nos contos infantis           
 
4 Simone Torres e Mauricio B. Almeida.Artigo: Classificação: uma operação inerente às linguagens documentárias?
            
5 Thiago Blanch Pires e Cláudio Gottschalg-Duque .Artigo: Sistemas de gerenciamento de tradução: uma proposta de análise multimodal
 
Colunas: Ser público não é só estar disponível por Aldo de Albuquerque Barreto.
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Ainda, no DataGramaZero de JUNHO  2015  temos:
 
Colunas: Ser público não é só estar disponível por Aldo de Albuquerque Barreto
 
 
 
O DataGramaZero de junho de 2015 está disponível em:
 

http://www.dgz.org.br  

Congresso da BAD

A BAD - Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas organiza o 12º Congresso Nacional de Bibliotecários Arquivistas e Documentalistas, de 21 a 23 de Outubro de 2015, subordinado ao tema "Ligar. Transformar. Criar valor".


TEMÁTICA
Ligar. Transformar. Criar Valor

Este é o lema para o 12º Congresso da BAD que serve de mote à reunião dos profissionais de informação e documentação, das bibliotecas e dos arquivos de Portugal. Convocam-se todos os profissionais, investigadores, académicos e estudantes para um percurso de desenvolvimento técnico e científico, sustentado neste lema e com o objetivo de:
1) Provocar um olhar atento sobre os sinais e as transformações permanentes da profissão e das instituições;
2) Investir no engenho e energia comum para afirmar o valor económico e social das instituições e a permanente urgência de revalorização e recriação dos serviços;

3) Apostar forte e estrategicamente na construção e aprofundamento de redes para interligar sistemas de informação, recursos, conteúdos e estruturas de organização.

Evento: Informação e Negócios

INFORMAÇÃO E NEGÓCIOS: CONHECENDO ALGUMAS EXPERIÊNCIAS

A UNIFAI e a ABRAINFO convidam para o primeiro Debate sobre mercado e negócios ligados à informação, apresentando alguns profissionais que atuam na cidade de São Paulo para falarem de suas experiências.


Palestrantes Convidadas:
Ana Marysa
UX Designer no Walmart.com, formada em Biblioteconomia (ECA-USP), Especialista em Gestão da Comunicação em Midias Digitais (SENAC).

Dora Steimer
Analista ecommerce do Walmart.com, formada em Biblioteconomia (UFSC), Especialista em Gestão da Informação Digital (FESP-SP) e Editora do blog Bibliotecários Sem Fronteiras.

Gabriela Oliveira
Indexadora de fotografias digitais na empresa Pulsar Imagens e pesquisadora iconográfica na Editora FTD, formada em Biblioteconomia (UNESP), Especialista em Gestão da Informação Digital (FESP-SP). Desde 2006 trabalha com pesquisa e organização de documentos fotográficos e audiovisuais (analógico e digital). Atuou nos centros de documentação das seguintes empresas: TV TEM - Novo Interior Comunicações (filiada da Rede Globo), Conteúdo Expresso, Museu da Imagem e do Som de São Paulo e Editora Abril.

Roberta Gravina
Bibliotecária na SP Escola de Teatro e Gestora Administrativa na Metodológica Gestão da Informação, formada em Biblioteconomia (FESP-SP), História (UNICSUL) e Moda (SENAC-SP), possui experiência em gestão de projetos, coordenação de equipes e tratamento técnico de informação em Bibliotecas, Museus e Arquivos, com enfoque em coleções especializadas e na área de Moda.


Mediação:
Alisson de Castro
Consultor e palestrante, atua desde 1996 no planejamento e implantação de ferramentas  em software livre para o Gerenciamento da Informação e Conhecimento. Formado em Automação Industrial (Mecatrônica), atualmente cursa Biblioteconomia e Ciência da Informação na FESPSP.


Data:
09 de junho de 2015 – 19 horas


Local:
Centro Universitário Assunção - UNIFAI
Auditório
Rua Afonso Celso, 671 - Vila Mariana (a cinco minutos da Estação Santa Cruz do Metrô)


Vagas limitadas


Reserve sua vaga gratuitamente preenchendo o formulário abaixo disponível no site:

25 de mai de 2015

Portal da CAPES

A Comissão Brasileira e Bibliotecas Universitárias está trabalhando em várias frentes e em breve novo site estará no ar.   A Diretoria da CBBU participou da “I Reunião de Bibliotecas de Instituições Participantes do Portal CAPES-  2015”, ocorrida no período de 24 a 26 de março p.p. em Brasília, DF. Na ocasião a CBBU entregou ao Ministro da Educação um manifesto em defesa da manutenção do Portal CAPES.  O teor do documento expressa a preocupação da CBBU, que representa as bibliotecas universitárias do Brasil, com a manutenção da integridade e atualização do Portal de Periódicos da CAPES, tendo em vista o anúncio de cortes orçamentários. A CBBD manifesta a necessidade de continuidade desse relevante serviço prestado à sociedade brasileiraprimordial ao desenvolvimento da Ciência no País.

O documento destaca que a efetiva contribuição do Portal, ao longo destes quinze anos de sua existência, incontestável para o avanço da ciência, tecnologia e inovação no contexto nacional. Aponta ainda que a iniciativa de sua criação não só favoreceu o acesso aos saberes disponíveis, como também promoveu a racionalização dos recursos orçamentários, uma vez que eliminou, no país, a redundância de gastos com aquisição de periódicos científicos pelas instituições de ensino e pesquisa, favorecendo o amplo acesso não só pela comunidade acadêmica, mas também por todo cidadão brasileiro que frequenta as bibliotecas de ensino e pesquisa no país. Vamos acompanhar os desdobramentos dessa ação!
Fonte: FEBAB

Evento: CBBD

26º. Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação

Estamos nos aproximando da realização da 26ª. Edição do CBBD que acontecerá no período de 21 a 24 de julho p.f., no Centro de Convenções Rebouças, na cidade de São Paulo. A programação do evento está praticamente completa, e contará com a presença de especialistas nacionais e internacionais. O tema dessa edição “Biblioteconomia, Ciência e Profissão” pretende estimular os profissionais a participar de uma discussão ampla da área, independentemente da tipologia de biblioteca que trabalha. Isso porque precisamos estar juntos para enfrentar os desafios que estão sendo impostos para as bibliotecas e, principalmente, integrar os profissionais em torno de um mesmo propósito – o fortalecimento das  bibliotecas de modo que o cidadão possa ter acesso à informação, à leitura, à cultura e ao conhecimento.
Detalhes no URL: http://www.acquaviva.com.br/cbbd2015/

Curso: Metadados

Curso “Metadados para ambientes digitais”, com a Prof.ª Dr.ª Zaira Zafalon


Ambientes digitais cada vez mais têm sido caracterizados como dinâmicos, intuitivos e criativos além do potencial de criação coletiva bem como para compartilhamento de informação. Entretanto, por envolverem diretamente mecanismos de busca e recuperação, são requeridos padrões de representação que promovem a qualificação da informação por meio de atributos que garantem a interoperabilidade entre sistemas, a integridade dos registros e a acessibilidade aos recursos informacionais. Esse é o ponto central desse curso no qual serão apresentados os padrões de metadados para os mais variados recursos informacionais e que considera arranjos segundo áreas de domínio, comunidades, função e propósito de cada padrão.

Objetivos:
- Contextualizar o conceito de metadados, bem como os padrões adotados e a aplicação;
- Incentivar a adoção de padrões de reconhecimento internacional para que seja possível o intercâmbio de dados;
- Subsidiar os participantes quanto às questões a serem analisadas no processo de identificação, seleção e aplicação de metadados;
- Apresentar e discutir os vários padrões de metadados.

Carga horária do curso: 06h, realizado em um sábado.

Conteúdo Programático:
- Metadados;
- Padrões de metadados para projetos em ambientes digitais;
- Linguagens de marcação;
- Dados de autoridade.

Metodologia: aulas expositivas e práticas com discussão de conceitos, propostas e aplicações; recursos multimídia; atividades em grupo; apresentação de link´s relacionados.

Público-Alvo: Profissionais que atuam com a informação; Estudantes de Biblioteconomia, interessados em geral.

Programe-se!
Data30 de maio de 2015 (sábado).
Horário: das 9h às 16h.

Local: Ação Educativa - Rua General Jardim, 660, Vila Buarque, São Paulo/SP - Próximo às estações de metrô Santa Cecília e República.
Maiores informações e inscrições:

Evento: Informação e Mediação

II ENCONTRO DE PESQUISA EM INFORMAÇÃO E MEDIAÇÃO (EPIM)


Realização: UNESP e UEL

Local: Anfiteatro I - Unesp – Câmpus de Marília
Data: 28, 29 e 30 de maio de 2015
Horário: 08h00 às 18h00

Tema geral: Mediação da Informação e da Leitura

Dia 28 de maio de 2015 (Quinta-Feira)
08h00 – 9h00

Entrega de Material
Abertura Oficial do Evento
09h00 – 10h00

Conferência de Abertura: “Informação, Educação e Leitura”

Conferencista: Edmir Perrotti – ECA/USP

10h00 – 10h30
Coffee-Break
10h30 – 11h30
Palestra: Oralidade e mediação de leitura na escola

Palestrante: Rovilson José da Silva – UEL

11h30 – 12h00
Mesa de Debates
12h00 – 14h00
Almoço
14h00 – 15h45
Apresentação de Trabalhos
15h45 – 16h00
Coffee-Break
16h00 – 18h00
Apresentação de Trabalhos


Dia 29 de maio de 2015 (Sexta-Feira)
08h00 – 9h00
Exposição de pôsteres - Visitação
09h00 – 10h00
Palestra: “A ordem informacional dialógica”
Palestrante: Ivete Pierucini – ECA - USP
10h00 – 10h30
Coffee-Break
10h30 – 11h30

Palestra: “Mediação e Comunicação da Informação”

Palestrante: Henriette Ferreira Gomes - UFBA

11h30 – 12h00
Mesa de Debates
12h00 – 14h00
Almoço
14h00 – 15h45
Apresentação de Trabalhos
15h45 – 16h00
Coffee-Break
16h00 – 18h00
Apresentação de Trabalhos

Dia 30 de maio de 2015 (Sábado)

09h00 – 10h00
Palestra: “Leitura e sociedade”
Palestrante: Sueli Bortolin – UEL
10h00 – 10h30
Coffee-Break
10h30 – 12h00
Mesa Redonda: Mediação da leitura
Painelistas: Dagoberto Buim Arena – UNESP/Marília
Oswaldo Francisco de Almeida Junior – UEL/UNESP
12h00 – 14h00
Almoço
14h00 – 15h45
Apresentação de Trabalhos
15h45 – 16h00
Coffee-Break
16h00 – 17h45
Apresentação de Trabalhos
17h45 – 18h00
Encerramento

22 de mai de 2015

Evento: Informação na Internet

Já estão abertas a inscrições para o 5º SEMINÁRIO SOBRE INFORMAÇÃO NA INTERNET e o II SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE PRESERVAÇÃO DIGITAL. Acesse o site para mais informações:

Palmas lança projeto "Viajando no mundo da leitura"

Fonte: RBJ.
URL: www.rbj.com.br/geral/departamento-de-educacao-de-palmas-lanca-o-projeto-viajando-mundo-da-leitura-5020.html
Trata-se de uma biblioteca itinerante, que funcionará dentro de um ônibus, incentivando o hábito da leitura.
O departamento de educação de Palmas, sul do Paraná, lança a partir do 2º semestre, o projeto “Viajando no Mundo da Leitura”. Trata-se de um biblioteca itinerante, que funcionará dentro de um ônibus modificado especificamente para atender e levar a vários pontos da cidade o acesso à leitura a toda a população.
De acordo com a coordenadora de bibliotecas do departamento municipal, Cleidis Brasil, o projeto visa incutir o hábito da leitura desde as crianças até idosos. Destacou que a iniciativa tem recebido vários elogios e apoio de toda a comunidade. Salientou que os trabalhos para a modificação e adequação do ônibus estão em fase adiantada.  O cronograma da biblioteca passará por escolas municipais e outros pontos para que toda a população palmense conheça o projeto.

Enfatizou que a contribuição da comunidade é de extrema importância, visto que o projeto encontra-se na fase de montagem do acervo da biblioteca itinerante. Incentivou à população que possuir livros, revistas, gibis, jornais, entre outros, para que contribua doando esses materiais. (...)

De bibliotecas e jardins

Fonte: Brasileiros. Data: 21/05/2015.
 “Se tem uma biblioteca com jardim, você tem tudo.” A passagem de Cicero (106 a.C.-43 a.C.) se situa em um contexto particularmente importante para a história da cultura romana. O próprio poeta organizara pelo menos duas coleções particulares. A primeira foi reduzida a brasas e a outra, ao que parece, sobreviveu ao seu patrono. É que as crises políticas e as guerras faziam sucumbir não apenas a energia dos homens, mas também seus livros.
Ocorre que Roma viveu nesse período um surto de bibliotecas. O modelo era Alexandria. Conhecemos a afeição especial que Julio Cesar (100 a.C.-44 a.C,) devotara a essa cidade brilhante, cravada às margens férteis do Nilo. Ele não ignorava a importância que a dinastia dos Ptolomeus devotara a esse projeto grandioso de conservar os melhores livros do mundo. Era conhecido o cuidado dos reis para com a coleção, as acomodações do edifício, seus bibliotecários e os gastos necessários para manter e fomentar as estantes (ou nichos) onde eram depositados os volumes. Da mesma forma, não se ignorava a generosidade com que remuneravam seus empregados e como recebiam os sábios com um lauto banquete.
Julio Cesar cobiçava Alexandria, o Museu, os livros e sua musa, Cleópatra (69 a.C.-30 a.C.). Mas não descuidava de Roma e de sua vida cultural. Pretendera implantar na capital latina uma biblioteca pública, seguindo o modelo alexandrino. Nomeara Cicero como mentor intelectual do projeto. A ideia vingaria mais tarde, noutra conjuntura. Pouco importa. Na verdade, salta aos olhos a preocupação de um homem belicoso, figura política de grande proa e de pretensões imperiais, com uma instituição destinada a prover os cidadãos de boa leitura. Pois era disso que se tratava. É certo que as bibliotecas gozavam nesse momento de uma aura elitizada, senão hedonista. Jardins e bibliotecas se compunham dentro das mansardas de romanos endinheirados. Dirá Seneca (4 a.C.-65 a.C.), não sem um grau de despeito, que bibliotecas e termas eram ornamentos requisitados entre os novos ricos, muitos deles analfabetos. Havia, contudo, espaço para recintos mais austeros, nos quais a leitura era um fim, embora ela não dispensasse um jardim e boas companhias. A moda pegou tanto que, às vésperas de sua queda, em 476, Roma contava com 29 bibliotecas públicas.
O número não surpreende mais do que a certeza da vitória dos livros, estes mesmos que periclitaram noutros tempos. Durante a Alta Idade Média, por exemplo, as invasões assolaram as cidades, seus homens e seus livros, relegando bibliotecas opulentas a coleções mirradas, encerradas em mosteiros distantes. A ação desses estadistas da Antiguidade espanta ainda mais diante da constatação de que cidades brasileiras ainda são desprovidas de bibliotecas. Pior, muitas fecham. Morrem de inanição. Ao dissertar sobre a natureza do papiro, Plinio, o ancião (23-69) lembra que o “papel é essencial para o desenvolvimento da civilização, ao menos para fixar suas lembranças”. De forma análoga, pode-se dizer que quando se fecham as portas de uma biblioteca, portas da civilização ficam cerradas. O que resta? O vazio da lembrança.
*Professora da Universidade de São Paulo. Autora de O Império dos Livros: Instituições e Práticas de Leituras na São Paulo Oitocentista (São Paulo: Edusp, Fapesp, 2011, 448 páginas). Prêmio Sérgio Buarque de Holanda da Fundação Biblioteca Nacional, 2011; Prêmio Jabuti, 2012; e Edições e Revoluções – Leituras Comunistas no Brasil e na França (Cotia: Ateliê Editorial, 2013, 334 páginas). Para ler mais, entre na página http://bibliomania-divercidades.blogspot.com.br/

21 de mai de 2015

Evento: ética profissional

Convidamos todos os bibliotecários para participarem do Workshop “Ética Profissional”, que será realizado pelo Conselho Federal de Biblioteconomia em parceria com o Conselho Regional de Biblioteconomia – CRB-8, no dia 22.05. 2015, das 13h30 às 15h30, na FEA/USP, Av. Prof. Luciano Gualberto, 908, Butantã,em São Paulo – SP.

O evento é gratuito e acontecerá paralelamente ao 12º CONTECSI - Congresso Internacional de Gestão da Tecnologia e Sistemas de Informação.

Workshop “Ética Profissional”
Horário: 13h30-14h30
As Tecnologias e a Ética nas Bibliotecas do Futuro
Cristian Santos (Bibliotecário, pós-doutorando em História pela Casa de Rui Barbosa. Doutor em Literatura e Práticas Sociais pela Universidade de Brasília. Mestre em Ciência da Informação, graduado em Filosofia, Tradução, Biblioteconomia e Letras (Língua e Literatura Francesas). Bibliotecário da Câmara dos Deputados.
A atuação das bibliotecas públicas e escolares brasileiras: a ética como referência.
Raimundo Martins (Coordenador da Comissão de Ética do Conselho Federal de Biblioteconomia – CFB, mestre pela Universidade Federal da Paraíba (1998) e doutorado pelo Programa de Pós-Graduação em Sociedade e Cultura na Amazônia da Universidade Federal do Amazonas. Professor do Departamento de Arquivologia e Biblioteconomia da Universidade Federal do Amazonas).

Moderadora: Regina Céli de Sousa (Presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia – CFB, bibliotecária, gerente de Conhecimento e de Informações de Machado Meyer Advogados).

Biodiversidade

Fonte: Agência FAPESP. Data: 18/05/2015.

Autoria: Elton Alisson.

URL: http://agencia.fapesp.br/publicacoes_internacionais_sobre_biodiversidade_ganham_acesso_livre/21164/

As coleções de livros e outras publicações em papel pertencentes às bibliotecas das principais instituições de pesquisa no mundo – incluindo as do Brasil –, com acervos relevantes sobre biodiversidade, estão sendo digitalizadas e disponibilizadas para acesso livre na internet por meio do consórcio internacional de bibliotecas botânicas e de história natural Biodiversity Heritage Library (BHL).
Lançada em 2006, nos Estados Unidos, com o objetivo de tornar a literatura mundial sobre biodiversidade disponível por meio do acesso aberto e facilitar seu uso em projetos de pesquisa e outros fins, a iniciativa evoluiu e resultou na criação da rede global da BHL (gBHL), com a participação da África do Sul, Austrália, China, Egito, Estados Unidos e Europa. O Brasil integra a iniciativa por meio da rede BHL-SciELO.
Liderada pelo programa SciELO, da FAPESP, a rede envolve o programa BIOTA, também da Fundação, além da Sociedade Brasileira de Zoologia e os sistemas de informação e coleções de bibliotecas das Fundações Zoobotânica (FZB), Biblioteca Nacional (FBN) e Oswaldo Cruz (Fiocruz); Institutos Butantan, de Botânica do Estado de São Paulo (Ibot) e de Pesquisas da Amazônia (Ipam); Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ); museus Nacional, Paraense Emilio Goeldi e de Zoologia da Universidade de São Paulo (MZ-USP); e a Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Entre os dias 6 e 8 de maio, a rede global da BHL realizou no Instituto Butantan e na FAPESP a sua primeira reunião em um país da América Latina.
 “A proposta de criação da rede BHL-SciELO surgiu de um projeto conjunto entre a Sociedade Brasileira de Zoologia, o Museu de Zoologia da USP e o programa SciELO, e sua implementação foi discutida, em 2006, em uma assembleia de pesquisadores da área realizada durante a COP-8 [Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB)], em Curitiba”, disse Abel Packer, diretor do programa SciELO na abertura da reunião, na FAPESP.
“Desde então, percorremos um longo caminho até o lançamento da BHL-SciELO, em 2010.”
A criação e o desenvolvimento da rede foram financiados por meio do projeto SciELO Biodiversidade, apoiado pela FAPESP no âmbito do programa BIOTA e de projetos de digitalização on-line de coleções de obras essenciais em biodiversidade das bibliotecas brasileiras apoiados pela Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente.
“O Ministério do Meio Ambiente financiou a infraestrutura de digitalização dos documentos das bibliotecas das instituições participantes. Por sua vez, a FAPESP financiou a organização, tratamento e publicação das fontes de informação”, explicou Packer.
De acordo com Packer, estima-se que 25% da produção científica brasileira relacionada à biodiversidade seja publicada em periódicos brasileiros, sendo a maioria indexada e publicada em acesso aberto pela SciELO.
Há uma série de documentos relevantes relacionados ao tema, contudo, que só está disponível em papel nas bibliotecas de universidades e instituições de pesquisa na área, ponderou.
“Nossa proposta é preencher essa lacuna na publicação de conteúdos sobre a biodiversidade brasileira com um esforço mais exaustivo possível de digitalizar todo o material relevante que está em papel e disponibilizá-lo on-line para que possa interoperar com artigos e periódicos publicados na SciELO e outras fontes de informação”, disse Packer.
“Além disso, o objetivo é tornar esse material disponível globalmente e ingressá-lo no fluxo internacional de informação por meio da rede global da BHL”, explicou.
Foram digitalizados nos últimos três anos 869 documentos, provenientes de quatro bibliotecas – Museu de Zoologia da USP (232), Jardim Botânico do Rio de Janeiro (176), Instituto Butantan (285) e Museu Paraense Emílio Goeldi (176) –, que estão com indexação pendente.
A meta é digitalizar até o fim de 2016, ao todo, mais de 2 mil obras sobre biodiversidade consideradas relevantes, contou Packer.
 “Estimamos que seria necessário digitalizar entre 3,5 mil e 4 mil obras para fazer uma cobertura exaustiva dos documentos relevantes sobre biodiversidade que estão em papel nas bibliotecas das instituições de pesquisa brasileiras”, disse.
A SciELO tem hoje 45 revistas indexadas e em acesso aberto relacionadas à biodiversidade, publicadas por seis países das Américas: Argentina, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Chile e México. Além disso, a biblioteca virtual desenvolveu uma coleção sobre legislação em biodiversidade que deverá ser atualizada até o fim de 2015.
Outra novidade da biblioteca é um tesauro (lista de palavras semelhantes, dentro de um domínio específico de conhecimento) em biodiversidade, em português, inglês e espanhol. “Esse tesauro contribuirá para os processos de indexação automática de conteúdos e possibilitará ao usuário fazer buscas em diversos idiomas”, avaliou Packer.
Acesso à informação qualificada
Na avaliação de Carlos Joly, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenador do programa BIOTA-FAPESP, o acesso à informação qualificada sobre biodiversidade é uma ferramenta de suma importância para o fortalecimento da comunidade científica nacional e internacional e representa um dos principais gargalos para a realização de diagnósticos de biodiversidade em diferentes regiões do mundo.
 “De maneira geral, a informação sobre biodiversidade no mundo é fragmentada, dispersa e, muitas vezes, de difícil acesso, porque está disponível apenas em literatura não publicada, como teses, monografias e relatórios, e mesmo quando está publicada, não há a possibilidade de ser usada para o aperfeiçoamento de políticas públicas porque os dados são pontuais”, avaliou o pesquisador em sua palestra durante o evento.
“Foi por isso que quando foi criado o programa BIOTA-FAPESP começou a ser desenvolvido um mecanismo para reunir informações altamente técnicas, combinadas com uma base cartográfica e com acesso aberto, pela internet, que permitisse o uso dessas informações para formulação e aperfeiçoamento de políticas públicas”, contou.
Denominado SinBIOTA, o banco de dados sobre biodiversidade do programa BIOTA-FAPESP reúne toda a informação taxonômica das espécies coletadas nos biomas do Estado de São Paulo, incluindo onde, como, em que condições e por quem foram coletadas.
O banco de dados do BIOTA integra o Global Biodiversity Information Facility (GBIF), ao qual a BHL pretende se integrar.
“Esperamos que a base do GBIF possa ser usada pela Plataforma Intergovernamental de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos [IPBES, na sigla em inglês] para a realização de diagnósticos regionais”, disse Joly, que é membro do painel multidisciplinar de especialistas da entidade internacional criada em 2012 com a função de sistematizar o conhecimento científico acumulado sobre biodiversidade para subsidiar decisões políticas no âmbito internacional.
“Estamos implementando um programa de trabalho bastante ambicioso no âmbito do IPBES e um dos gargalos que identificamos para fazer diagnósticos de biodiversidade em diferentes regiões do mundo é o acesso à informação qualificada. Certamente o GBIF e a BHL serão parceiros estratégicos para que possamos avançar nesse sentido”, avaliou.
Até o momento, a BHL já digitalizou mais de 45 milhões de páginas de mais de 159 mil publicações das bibliotecas que integram o consórcio.

“O número de visitantes das páginas atingiu em 2014 a marca de mais de 927 mil”, disse Nancy Gwinn, presidente do conselho de membros da BHL e diretora do Smithsonian Institution Libraries.

Digital Rights Management em livros eletrônicos

BITTAR, Ana Carolina. Digital rights management, concorrência e acesso ao conhecimento no mercado de livros digitais. Rio de Janeiro: Fundação Getulio Vargas, 2015.
Resumo
Os livros digitais facilitam o acesso aos livros, por meio de fatores como a diminuição de barreiras geográficas e financeiras, constituindo um importante instrumento para a promoção do acesso ao conhecimento no século XXI. Como forma de combater a pirataria na rede, os ebooks são protegidos por digital rights management (DRM), uma trava tecnológica que permite que os titulares de direitos autorais protejam seus direitos por meio do controle do que os usuários conseguem fazer com os arquivos digitais. O DRM pode determinar variáveis como em quais circunstâncias, quantas vezes, por quanto tempo e em quais plataformas o um arquivo pode ser acessado. Essa trava, por sua vez, é protegida por leis anticircunvenção que proíbem que os usuários a alterem ou a removam. Em regra, essas leis não exigem que a arquitetura dos sistemas de DRM observe os mesmos limites e exceções impostos ao direito autoral. Por conta disso, é possível que os sistemas de DRM estabeleçam novas regras para o uso de trabalhos artísticos, que ultrapassam a proteção conferida pelas leis de propriedade intelectual. No mercado de livros digitais, tais regras têm um impacto particular na concorrência. Uma vez que as livrarias usam diferentes sistemas proprietários de DRM em seus livros digitais, compatíveis com um número limitado de dispositivos de leitura, o leitor enfrenta problemas de interoperabilidade para adquirir e-books em uma loja diferente daquela em que seu dispositivo de leitura foi comprado. Essa baixa interoperabilidade vincula os leitores a um determinado ecossistema e aumenta os efeitos de rede, custos de mudança e barreiras à entrada nesse mercado, propiciando a concentração. Como resultado, as livrarias são capazes de exercer um grande poder sobre o fluxo de informações nesse mercado, minando o potencial dos e-books para difundir o conhecimento e promover a leitura. Assim, esta pesquisa examina como os sistemas de DRM e as normas anticircunvenção afetam a concorrência no mercado de livros digitais e como essa dinâmica concorrencial, por sua vez, impacta no acesso aos livros. A análise inicia-se com a descrição do mercado de livros digitais e avança à discussão teórica, consistente na revisão da literatura especializada sobre direito autoral, direito da concorrência e acesso ao conhecimento. Sob uma perspectiva de desenvolvimento como liberdade, conclui-se que a revisão das leis anticircunvenção é essencial para fomentar a concorrência nesse mercado, garantir a autonomia dos indivíduos e concretizar o potencial dos e-books para a expansão do acesso ao conhecimento.
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