21 de abr de 2015

Vídeos científicos

Centenas de vídeos científicos estão disponíveis no site The Science Network. Os principais assuntos cobertos são: Células (137), neurociência (103 itens), Educação (49), Sono (44), Evolução (40), Genética (37), Cognição (36).

Curso de Biblioteconomia completa 100 anos

O primeiro curso de biblioteconomia do Brasil foi o Curso de Biblioteconomia da Biblioteca Nacional, inaugurado há exatamente 100 anos, no dia 10 de abril de 1915. Atualmente, o curso está associado à Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).
Mesa de abertura do primeiro curso de biblioteconomia do Brasil
Parte importante da história do antigo curso é contada no volume 130 dos Anais da Biblioteca Nacional, no artigo “Desenvolvimento de coleções no curso de Biblioteconomia da Biblioteca Nacional (1915-1949”), de autoria da bibliotecária Simone Weitzel, que hoje dirige a Escola de Biblioteconomia da UNIRIO.
O artigo, que trata da história da criação e evolução da disciplina que ficaria conhecida como “Desenvolvimento de Coleções”, uma das mais importantes para a formação dos bibliotecários, teve como fontes principais os relatórios anuais dos diretores da Biblioteca Nacional, os programas das disciplinas ministradas, além das publicações de biblioteconomia na época. O curso funcionou na Biblioteca Nacional até 1969, quando foi transferido para aquela universidade. O volume 130 dos Anais da Biblioteca Nacional publica ainda outros quatro estudos referentes às áreas da ciência da informação e biblioteconomia, todos resultantes de bolsas que vêm sendo concedidas desde 2004 pela Fundação Biblioteca Nacional.
Segundo Marcus Venicio Ribeiro, coordenador-geral do Centro de Pesquisa e Editoração e editor dos Anais, “essas bolsas favorecem tanto os pesquisadores de várias áreas do conhecimento – que hoje dispõem de um novo espaço institucional de pesquisa –, quanto a Biblioteca Nacional, que multiplica os estudos sobre o seu acervo”.
Em outro desses estudos “A Biblioteca Nacional nos Tempos de Ramiz Galvão”, a historiadora Ana Paula Sampaio Caldeira traça o perfil do médico e erudito Benjamim Franklin de Ramiz Galvão, que dirigiu a Biblioteca Nacional de 1872 a 1884, período em que se delineou o papel a ser desempenhado pela instituição nos séculos seguintes.
Os outros trabalhos resultantes do PNAP são A produção editorial da biblioteconomia lusófona no acervo da Biblioteca Nacional: do século XX aos dias atuais, de Vinicios Souza de Menezes, “A Biblioteca do antigo Colégio dos Jesuítas: Inventário das obras que restaram, de Bruno Martins Boto Leite”, e “Conhecer e conviver: as bibliotecas públicas na Baixada Fluminense e construção da democracia”.
O número 130 dos Anais da Biblioteca Nacional traz ainda algumas das comunicações do IX Encontro Nacional de Acervo Raro e na seção Preciosidades do Acervo, reproduz e transcreve uma das 69 cartas da chamada “Coleção Andradina”, correspondência dos irmãos Andradas (José Bonifácio, Antônio Carlos e Martim Francisco) com Antônio de Menezes Vasconcelos de Drummond, durante o período de exílio na França. Comentada pela bibliotecária Ana Lúcia Merege, da Divisão de Manuscritos, a carta transcrita foi escrita por José Bonifácio em 1825, logo após a assinatura do Tratado de Paz e Amizade, em que Portugal, representado pela diplomacia inglesa, reconheceu a independência do Brasil. Na carta, o “Patriarca da Independência”, diante da obrigação do Brasil de indenizar Portugal pelos prejuízos decorrentes da independência, em dois milhões de libras esterlinas, afirma que “a soberania nacional recebeu um coice na boca do estômago”.

Fonte: Biblioteca Nacional.

Foto: Sessão solene de abertura do Curso. Fonte: Biblioteca Nacional .


6 de abr de 2015

Curso: gestão de acervos bibliográficos, arquivísticos e museológicos

O Curso procura preencher uma lacuna identificada na rotina de muitas instituições no tratamento dos acervos sob sua guarda e responsabilidade. Essa lacuna está localizada na confluência entre os diversos saberes que regem as atividades comuns ao tratamento dos acervos históricos, arquivísticos  e bibliográficos: a conservação, o tratamento técnico, a pesquisa e a difusão. Todas essas atividades são complementares e só adquirem sentido quando executadas em conjunto e de forma articulada. Em outras palavras, só tem sentido realizar investimentos em conservação – investimentos que podem ser exponencialmente multiplicados quando há o cuidado com a restauração – se o acervo for tecnicamente organizado, catalogado, estudado e transformado em fonte de pesquisa e conhecimento pelas diversas formas midiáticas disponíveis hoje. Denomina-se Gestão de Acervos a execução de forma planejada e articulada dessas atividades, aspectos que serão trabalhados no curso.

Vagas: 200 (para candidatos de todo Brasil)
Carga horária: 180 horas-aula desenvolvidas a distância, com um encontro presencial ao final do curso, que acontecerá em Recife-PE.
Duração: 6 meses.
Valor: o Curso é gratuito.
Inscrições: 30/03/2015 a 30/04/2015.
Endereço: Capacita/Diretoria de Formação/Fundação Joaquim Nabuco(Fundaj)   -   Telefone: (81) 3073-6629
Rua Dois Irmãos, 92 - Edifício Antiógenes Chaves - Apipucos
CEP: 52071-440 - Recife/PE.

Novo número:Revista Brasileira de Educação em Ciência da Informação

Comunicamos a publicação de novo número da Revista Brasileira de Educação em Ciência da Informação (REBECIN), da Associação Brasileira de Educação em Ciência da Informação:
SUMÁRIO
URIBE-TIRADO, A. 75 lições aprendidas de programas de competência em informação em universidades da Ibero-América: 2009-2013. Revista Brasileira de Educação em Ciência da Informação, v.1, n.2, p.4-18, jul./dez. 2014. Disponível em: <http://www.abecin.org.br/revista/index.php/rebecin/article/view/16/pdf_9>.

FERREIRA, B. C. F; CASTRO FILHO, C. M. de. A relação entre a bibliografia e a formação do profissional da informação. Revista Brasileira de Educação em Ciência da Informação, v.1, n.2, p.19-36, jul./dez. 2014. Disponível em: <http://www.abecin.org.br/revista/index.php/rebecin/article/view/9/pdf_10>.

ALMEIDA, A. S. de. A epistemologia da prática docente: uma análise sobre os professores do Curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Revista Brasileira de Educação em Ciência da Informação, v.1, n.2, p.37-56, jul./dez. 2014. Disponível em: <http://www.abecin.org.br/revista/index.php/rebecin/article/view/12/pdf_11>.

MÚNERA-TORRES, M. T. Algunas consideraciones sobre las titulaciones de la formación bibliotecológica en América Latina. Revista Brasileira de Educação em Ciência da Informação, v.1, n.2, p.57-88, jul./dez. 2014. Disponível em: <http://www.abecin.org.br/revista/index.php/rebecin/article/view/15/pdf_12>.

SANTOS, M. R. de S. Competência em informação no ambiente de trabalho: uma visão sobre o uso de competências do bibliotecário. Revista Brasileira de Educação em Ciência da Informação, v.1, n.2, p.89-112, jul./dez. 2014. Disponível em: <http://www.abecin.org.br/revista/index.php/rebecin/article/view/11/pdf_13>.


ERNESTO, E. et al. Marketing e comunicação nos serviços de curadoria de informação: eixos teóricos e reflexões desenvolvidas em contexto acadêmico. Revista Brasileira de Educação em Ciência da Informação, v.1, n.2, p.113-129, jul./dez. 2014. Disponível em: <http://www.abecin.org.br/revista/index.php/rebecin/article/view/13/pdf_14>.

Limeira: no Parque Cidade novo recanto para viajar na leitura

Fonte: Gazeta de Limeira. Data: 5/04/2015.
URL: www.gazetainfo.com.br/ns/noticia.php?titulo=No-Parque-Cidade-novo-recanto-para-viajar-na-leitura?r=noticias&id=33206
Autoria: Daíza Lacerda.
Gerações de limeirenses passaram seu período escolar pesquisando nos fichários da Biblioteca Municipal, procurando o assunto e dados de algum livro para trabalho e levando até o balcão para que um bibliotecário lhe auxiliasse. Essa operação vai ficar na memória dos mais saudosistas já que, para a nova geração, o esquema será outro: acesso livre a todo o acervo e pesquisa eletrônica pelos totens. Ainda este ano Limeira vai, finalmente, ganhar uma biblioteca do porte que nunca teve, e que a demanda atual de leitores exige. Adequada especificamente para receber a biblioteca, o novo e principal ponto de leitura será em prédio localizado dentro do Parque Cidade, onde antigamente funcionou o Ceprosom, ao lado do ginásio de esportes Vô Lucato.
Desde a sua criação, em 1940, a biblioteca de Limeira passou por várias mudanças, principalmente antes de ter sido estabelecida em prédio anexo ao do museu, do antigo Grupo Escolar Coronel Flamínio, em 1986. As mais recentes foram vividas pela coordenadora Ligia Consuelo Araújo, provavelmente uma das mais longevas bibliotecárias, no posto desde 1996. Começou com o fechamento do prédio para reforma, em novembro 2009. Somente em abril de 2010 é que o acervo ficou novamente disponível, em prédio alugado na Rua Senador Vergueiro, no Centro acima, de onde saiu novamente de mudança em fevereiro deste ano. Desta vez, para local definitivo e mais amplo.

Junto com a diretora de Cultura Fernanda Moreira, Ligia conta que, mesmo que o plano fosse voltar para o prédio do museu, o espaço seria insuficiente para o acervo, como já estava à época do fechamento para obras. São cerca de 40 mil volumes, entre livros e periódicos, além de audiolivros e obras em braile, que já estavam.

2 de abr de 2015

Dicas para gostar de ler

Autoria: Ana Lourenço.
Fonte: Guia do Estudante. Data: 28/03/2015.
URL: http://guiadoestudante.abril.com.br/blogs/estante/2015/03/28/5-dicas-infaliveis-para-gostar-de-ler/
Quando eu estava no colégio, era normal ser chamada de nerd pelos meus amigos porque eu estava sempre carregando um livro, ou mais de um. Na minha sala, alguns colegas gostavam de ler, mas a maioria não era muito fã, não. Por algum tempo, eu achava que isso era uma coisa que você simplesmente tinha: tem gente que gosta de ler, tem gente que não. Hoje, sei que não é exatamente isso. O hábito de gostar de ler não é nada mais do que um treino, ou seja, requer bastante prática e persistência.
Eu sou uma leitora compulsiva desde pequena, mas conheço muitas pessoas que não eram, e se tornaram depois de adultas. Por isso, se você não gosta de ler, mas sente que deveria, fique tranquilo: ninguém nasce gostando. Se você tem disposição e quer que esse se torne um hábito seu, há algumas dicas simples que você pode seguir. Veja qual pode te ajudar e comente depois se funcionou!
1.     Comece com séries ou best-sellers
Um best-seller só é muito vendido por um motivo: o público adora. Normalmente, eles agradam muita gente porque são tramas mais envolventes, ou até com a linguagem fácil e divertida. Que tal dar uma chance a eles? Podem ser sua porta de entrada para o gosto pela leitura. Assim, também, são as séries de livros, aquelas histórias contadas em mais de um volume. Normalmente, cada livro da série acaba deixando algo inacabado, que só vai ser resolvido no próximo livro (ou até no último), ou seja: nada melhor para atiçar sua vontade de devorar o próximo volume.
2.     Leia inspirações ou adaptações
Adorou o último filme do Jogos Vorazes? Ficou viciado no game Diablo 3? Já pensou em ir atrás dos livros que foram inspiração, ou foram inspirados neles? Você provavelmente já sabe, mas as sagas Jogos Vorazes e Divergente são baseadas em livros, assim como A culpa é das estrelas. Se você adorou os filmes, vá atrás dos livros: muita gente desperta o interesse na leitura desse jeito. Se você não é muito fã de filmes, mas adora games, a moda de escrever livros baseados nas histórias dos jogos está cada dia mais em alta. Nos últimos anos, títulos como Assassin’s Creed, Diablo, God of War e Battlefield já ganharam suas adaptações literárias. Se você já adora o jogo, dobram as chances de querer ler o livro.
3.     Descubra seu gênero
Cada um tem o seu gosto. A questão está em descobrir qual é o seu. Talvez você não seja muito chegado em leitura justamente porque não fez essa descoberta ainda. Se você não gosta dos livros que a escola obriga a ler, não significa que você não vá se interessar por leitura em geral. Então, se seu estilo não é exatamente ler os clássicos, não se preocupe, há muitos e muitos outros gêneros literários: ficção científica, terror, suspense, romance, fantasia. Encontre o seu e divirta-se!
4.     Não insista se não estiver gostando
Como falei no item anterior, insistir em uma coisa que você obviamente não está gostando não ajuda em nada. Só vai fazer você sentir como se aquilo fosse uma obrigação, o que tira todo o prazer e a vontade de continuar. Por isso, se estiver achando aquele livro um saco, desista dele e parta para o próximo. Mas isso não significa, também, não gostar do primeiro parágrafo e já jogar o livro para o lado. Dê mais uma lida (um capítulo, pelo menos), porque alguns livros demoram para “engatar”. Se, mesmo assim, você não curtir, pode ir procurar o seguinte.
5.     Reserve um tempo diário para ler
Aqui, eu retomo o que disse no início do post: gostar de ler é treino, e, por isso, precisa de bastante empenho, dedicação e vontade. Se você quer gostar de ler, primeiro precisa fazer da leitura um hábito. Reserve algum tempo todos os dias para se dedicar àquele livro. Pode ser do jeito que você quiser: ler no ônibus; ler à noite, em casa; ler no intervalo das aulas; ler até no banheiro. O importante é fixar essa rotina e o tempo que você dedica a ela, seja meia hora, seja uma ou mais horas. Você também não deve desistir se ficar com preguiça, porque, como eu disse, esse é um exercício de persistência!

Eu garanto, o esforço vale a pena. Logo você poderá ser também um fanático pela (alerta de clichê) magia que é ler um livro. Vem amar ler com a gente!

31 de mar de 2015

Novo número: Datagramazero

O DataGramaZero de ABRIL 2015 está online no http://www.datagramazero.org.br/abr15/F_I_art.htm
Sumário:
1- No balanço das redes dos contadores de histórias: a identificação das competências em informação dos narradores contemporâneos. Meri Nadia Marques Gerlin e Elmira Luzia Melo Soares Simeão.
Apresenta o resultado de uma pesquisa que teve como objetivo identificar as competências em informação que os contadores de histórias possuem e que são necessárias à conexão em redes de colaboração na sociedade da informação. Constata que os contadores de histórias são possuidores de habilidades e competências passíveis de serem compartilhadas em espaços presenciais e virtuais de diversas regiões brasileiras

2- A colaboração entre pesquisadores brasileiros e franceses no programa Capes/Cofecubi - 2004-2009). Thais Mere Marques Aveiro

3 A influência do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais INEP na organização e administração de bibliotecas de Intituições de ensino superior privadas. Fátima Santana, Clóvis Montenegro de Lima , Geni Fernandes.

4- Busca elementos para uma condução administrativa de bibliotecas em instituições privadas de ensino superior.
E que favoreça uma administração contemporânea, tendo em conta as necessidades dos usuários e os objetivos a serem alcançados por essas instituições

5- Pensando o espaço público do presente: a biblioteca pública em sua função social. Giulia Crippa.
Esse trabalho, propomos um retrato de bibliotecas públicas como espaço físico através de seu papel mais essencial: elas participam do processo de costura social enquanto.

5- Análise de consenso aplicada à elaboração de metalinguagens: estudo do campo semântico da biotecnologia. Juliana de Assis e Maria Aparecida Moura.

A representação e organização do conhecimento baseiam-se em um modelo de produção e difusão do que atualmente se encontra dinamizado pela diversificação das formas de criação, compartilhamento e apropriação dos saberes.

Braille em biblioteca pública de Uberlândia

Fonte: Portal G1. Data: 30/03/2015.
URL: http://g1.globo.com/minas-gerais/triangulo-mineiro/noticia/2015/03/curso-de-braile-e-oferecido-em-biblioteca-publica-de-uberlandia.html
A Biblioteca Pública Municipal Juscelino Kubitschek de Oliveira, em Uberlândia, oferece na Sala Braille “Inhazinha Vilela”, um curso de alfabetização para deficientes visuais. Atualmente, cerca de 15 pessoas participam destas e de outras formações disponíveis no local. Os interessados no aprendizado devem procurar o local e realizar a inscrição. Os cursos são gratuitos.
A formação ensina a utilização do processo de escrita e leitura baseado em 64 símbolos em alto relevo, resultantes da combinação de seis pontos dispostos em duas colunas de três pontos cada. O método permite representação de letras, algarismos e sinais de pontuação com leitura feita ao toque de uma ou duas mãos ao mesmo tempo.
A informática também é ensinada com recursos como um software que permite que pessoas com a deficiência utilizem computadores no desempenho de uma série de tarefas, adquirindo mais independência nos estudos e trabalhos.
Os usuários da Sala Inhazinha Vilela podem ainda utilizar os serviços de empréstimos de livros e periódicos especializados, leituras a viva-voz, apoios pedagógicos em conteúdos escolares, desenvolvimento tátil e cursos de alfabetização para pessoas com baixa visão com o uso de letras grandes.
Serviço:
Sala Braille Inhazinha Vilela
Local: Biblioteca Pública Municipal Juscelino Kubitschek de Oliveira, praça Cícero Macedo, s/n, bairro Fundinho, (34) 3234-1600

Horário de atendimento: Segunda à sexta-feira, exceto feriados, 8h15 às 18h45, e sábados, das 8h15 às 11h45, exceto feriados

50 anos das Ciências da Comunicação no Brasil

A Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (INTERCOM) e a FAPESP lançaram, no dia 14 de março, uma coleção de livros com revisões de 100 obras publicadas em cinco décadas das Ciências da Comunicação no Brasil, com foco no trabalho pioneiro realizado por autores e instituições do Estado de São Paulo.
Os três livros que integram a coleção Ciências da Comunicação no Brasil - 50 anos: Histórias para contar, produzida com apoio da FAPESP, reúnem as apresentações do ciclo de conferências 50 anos das Ciências da Comunicação no Brasil: a contribuição de São Paulo, realizado ao longo do segundo semestre de 2013 na sede da Fundação e na Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP).
A coleção apresenta um panorama da evolução dos estudos em Comunicação no país ao analisar obras de autores que contribuíram para o desenvolvimento da área. Os capítulos, escritos por pesquisadores e profissionais que participaram das conferências, tratam de diversos aspectos do conhecimento científico e do exercício profissional em Comunicação, como as mudanças de paradigmas entre os séculos 20 e 21 e o impacto das novas tecnologias nos processos comunicacionais.
Para o ciclo de conferências que deu origem à coleção foram selecionados 100 livros considerados fundamentais pelas instituições para a construção do conhecimento científico da área.
(...)
Marcos históricos
Apesar de o registro mais remoto de estudos sobre os processos de comunicação datarem de 1846, quando a Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro publicou o artigo “Progresso do Jornalismo no Brasil”, de Francisco Souza Martins, a ideia de um campo de pesquisa na área se formou nas décadas de 1960 e 1970.
O período foi marcado pela criação do Instituto de Ciências da Informação (Icinform), em 1963, e da ECA, em 1966, pela realização do I Congresso Nacional de Comunicação na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), em 1971, e pelo surgimento da Intercom, em 1977, entre outros acontecimentos.
“O momento é oportuno para um balanço de toda essa trajetória, resgatando seus acontecimentos marcantes e o protagonismo de instituições e pessoas enquanto a Comunicação passa por outros importantes marcos, como o advento de novas mídias. É preciso assimilar as novas tecnologias, mas sem perder o alicerce de todo o processo que nos trouxe até aqui”, afirmou Gobbi.
Também participaram da organização da obra Carlos Eduardo Lins da Silva, consultor de Comunicação da FAPESP, José Marques de Melo, da Universidade Metodista de São Paulo, e Osvando José de Morais, diretor editorial da Intercom.

Os três volumes da coleção estão disponíveis para download gratuito em www.portcom.intercom.org.br/ebooks.

Portal da CAPES ameaçado de cortes

Para conhecimento.
A Diretoria da CBBU, presente na I Reunião de Bibliotecas de Instituições Participantes do Portal Periódicos CAPES – 2015, em Brasília, diante da ameaça de cortes no orçamento do Portal Periódicos para este ano, redigiu e encaminhou o Manifesto anexo ao Ministério da Educação.

Atenciosamente,

Viviane Carrion Castanho
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Diretora Biblioteca Central - UFRGS
Presidente da Comissão Brasileira de Bibliotecas Universitárias

Fone: +55 51 3308-3057

Biblioteca do Senado expõe a revista Dom Quixote

Com o objetivo de celebrar os 120 anos da revista Don Quixote e o Dia do Bibliotecário, comemorado no último dia 12, a Biblioteca Acadêmico Luiz Viana Filho sediará, até o dia 10 de abril, a exposição D. Quixote, Revistas Raras do Senado, em que serão expostos  exemplares raros de revistas da Coleção Vicente Machado.
Entre os destaques da mostra estão revistas homônimas D. Quixote, produzidas por dois editores de múltiplos talentos que se destacaram na imprensa brasileira: Angelo Agostini, de origem italiana, editor e caricaturista, responsável por publicações como a Revista Illustrada, Diabo Coxo e Cabrião e Manoel Bastos Tigre, jornalista, publicitário e bibliotecário que escreveu e editou diversas obras.
Segundo a coordenadora da Biblioteca, Helena Celeste Vieira, a ideia era fazer uma exposição comemorativa após a aquisição de publicações da Coleção Vicente Machado, em 2013. Na oportunidade, ela parabenizou os bibliotecários e enalteceu a importância da profissão.
— Trazer as obras para o acesso do publico (na Biblioteca Digital do Senado) faz com que elas cheguem às mãos de seus legítimos leitores, sem que eles precisem se deslocar à biblioteca, contribuindo, assim, para a construção de uma Casa transparente — afirmou.
De acordo com Helena, a digitalização das obras “preserva os feitos artísticos de gerações passadas, garante que os originais sejam preservados para gerações futuras e franqueia o uso para a geração atual”.
A diretora-geral da Casa, Ilana Trombka, parabenizou a todos os envolvidos na iniciativa e ressaltou a possibilidade de obras com mais de cem anos estarem disponíveis e acessíveis à população em geral.
— Temos não uma casa de livros, mas uma casa de gente. Espero que tenhamos não apenas servidores visitando a exposição, mas também alunos e visitantes como um todo — disse.
Na ocasião, o 1º secretário da Mesa Diretora, senador Vicentinho Alves, reforçou o papel da biblioteca na formação intelectual dos estudantes e falou sobre a satisfação em homenagear a todos os bibliotecários.
— Tenho familiares que pesquisaram e estudaram com os livros daqui [Biblioteca do Senado] e hoje são juízes e promotores, pesquisando e estudando os livros daqui — disse.

(...)

Biblioteca Pública do Rio Grande do Norte em reforma

Fonte: Tribuna do Norte. Data: 26/03/2015.
Autoria: Yuno Silva.
URL: http://tribunadonorte.com.br/noticia/biblioteca-a-espera-de-uma-a-canetadaa/309488
A estudante Regina Azevedo, 15, autora festejada da novíssima geração de poetas do RN, com dois livros publicados pela editora Jovens Escribas, nunca foi à Biblioteca Pública Câmara Cascudo por falta de oportunidade. O lugar entrou em declínio em 2007, desde 2008 foi feito um diagnóstico apontando problemas e necessidades e suas portas estão fechadas para o público há três anos – Regina se engajou no universo literário no final de 2012. “Sempre. O livro precisa cumprir seu papel: o de ser lido. As bibliotecas públicas vêm como incentivo. Uma verdadeira ponte, super necessária”, respondeu, ao ser questionada se ainda haveria espaço para bibliotecas nesses tempos de smartphone, Google e Wikipedia. Reação diferente — e irônica — teve um anônimo que pichou no tapume na fachada da biblioteca, com os dizeres: “Precisa mais abrir não, nós só quer TV”.
Com reforma parada desde outubro do ano passado, a maior biblioteca pública do Rio Grande do Norte, com seu acervo composto por mais de 100 mil volumes, aguarda um parecer do Ministério da Cultura autorizando a continuidade da obra orçada em R$ 1,5 milhão – sendo R$ 1,1 milhão do MinC e R$ 400 mil do Governo do RN. O prazo para conclusão da reforma era maio deste ano.
Detalhe: o recurso está todo disponível, depositado em conta específica, que só pode ser utilizado quando autorizado pela Diretoria de Programas Especiais de Infraestrutura Cultural (DINC), setor coordenado por Germano Andrade Ladeira. O gestor precisa assinar parecer técnico que avalia os ajustes no projeto executivo.
A reportagem do VIVER busca detalhes sobre o assunto desde o início da semana, mas esbarrou no tripé ‘informações incompletas, má vontade e o crônico jogo de empurra-empurra de responsabilidades’. É com esse expediente de descaso que o Ministério da Cultura vem tratando a reforma da BPCC, onde o tema “obras paradas” parece blindado e ninguém está autorizado a prestar qualquer esclarecimento sem passar pela assessoria de imprensa do MinC.
O procedimento é compreensível, porém o setor de Comunicação do Ministério precisa ser acionado pela DINC para dar retorno aos questionamentos: onde, afinal, o processo de reforma da Biblioteca está emperrado e quando a reforma será reiniciada?

(...)

Palabra Clave no SCIELO

Es grato informar que la revista “Palabra Clave [La Plata]” (ISSN 1853-9912), editada por el Departamento de Bibliotecología de la Facultad de Humanidades y Ciencias de la Educación de la Universidad Nacional de La Plata, puede ser consultada desde el viernes 20 de febrero de 2014 en la colección de SciELO Argentina.
La incorporación de la revista a este acervo permitirá ampliar su difusión, lograr mayor visibilidad de las contribuciones publicadas en ella y obtener indicadores bibliométricos útiles tanto para los gestores de la revista como para los autores.
Cabe destacar que tras la incorporación al Núcleo Básico de Publicaciones Científicas Argentinas y los excelentes resultados obtenidos en la evaluación, se continuó con el procesamiento de todos los archivos de acuerdo con la metodología solicitada por SciELO. Esto fue posible gracias al subsidio recibido en el marco del Programa de Apoyo a la edición de revistas científicas de la Universidad Nacional de La Plata. Actualmente se han incluido tres números, pero en breve podrá accederse a la colección completa desde este portal.
Recordamos que la convocatoria para el envío de trabajo a Palabra Clave se encuentra abierta durante todo el año. La normas de los autores y demás información puede consultarse en:http://www.palabraclave.fahce.unlp.edu.ar/about

Palabra Clave (ISSN 1853-9912) -
www.palabraclave.fahce.unlp.edu.ar

Encontrada lista de Auschwitz em biblioteca escolar

Lista de Auschwitz encontrada em biblioteca escolar
Fonte: Sputiniknews. Data: 25/03/2015.
URL: http://br.sputniknews.com/mundo/20150325/558545.html
Historiadores do memorial de Auschwitz e funcionários de um colégio da Polônia estão procurando entender como uma lista com os nomes de 15 internos do campo de concentração foi parar dentro de um livro de uma biblioteca escolar da cidade de Łódź.
O documento, datilografado, manchado, com bordas queimadas, foi encontrado em fevereiro dentro de um livro polonês de 1923, sobre a história das guerras, durante uma reorganização dos títulos presentes na biblioteca do Segundo Liceu de Łódź, que fica mais ou menos a 200 quilômetros da antiga instalação nazista. 
“Nós não temos ideia de como ou quando isso foi colocado dentro do livro”, disse a diretora da escola, Jadwiga Ochocka, à Associated Press.  
Segundo o porta-voz do museu de Auschwitz, Pawel Sawicki, embora alguns testes ainda tenham que ser realizados, não há dúvidas quanto à autenticidade da página encontrada. Para ele, essa lista representa uma das descobertas mais preciosas do pós-guerra, já que os nazistas queimaram a maior parte dos arquivos de Auschwitz quando decidiram se retirar do local, em janeiro de 1945. 

“As marcas de queimadura sugerem que esse documento estava lá até o final, pronto para ser destruído”, declarou Sawicki.

18 de mar de 2015

Curso: Gestão de equipamentos culturais


Webinar: Avaliação de biblioteca universitária

Olá!

Temos a satisfação de convidar você para o webinar gratuito "Avaliação de Bibliotecas Universitárias pelo MEC", que será apresentado no dia 24 de março (terça-feira), às 11h, por Mirian Rocha, especialista em Didática no Ensino Superior e Psicopedagogia.

O webinar gratuito, que será realizado ao vivo por Internet, apresentará um panorama geral sobre os processos regulatórios do Ensino Superior: credenciamento, recredenciamento, autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos de graduação. Também abordará especificidades sobre as exigências referentes ao acervo, elencadas nos instrumentos de avaliação e ainda destacará a atenção especial do bibliotecário em suas ações gestoras, pois a visita in loco representa a última etapa da avaliação pelo MEC.

Atenciosamente,

Equipe Elsevier

Detalhes no link: 
http://www.formulario.net.br/formulario/landingpage.asp?acao_codigo=LGtRGvLX


Quando Onde Inscrição

Dia 24 de março de 2015 (terça-feira), às 11h. Duração de 1 hora.

O webinar gratuito é realizado ao vivo por meio de conferência via internet.

As inscrições, que são gratuitas, já podem ser feitas. Participe!

17 de mar de 2015

No meio do caminho

Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 14/03/2015.
Autoria: Raquel Cozer.

Metade dos leitores brasileiros de um dos maiores best-sellers de 2014, A culpa é das estrelas (Intrínseca), de John Green, não concluiu a leitura do romance, a julgar por um levantamento feito pela loja de e-books Kobo a pedido da coluna Painel das Letras. O número, relativo a 2014, pode ser medido porque as lojas de livros digitais têm acessos a dados como que e-books os leitores compraram, mas não chegaram a abrir, quais leram até o fim e quais leram mais rapidamente. A média de conclusão de leitura do romance de Green, de 50,9%, é até superior a de outros best-sellers.

Projeto da Politica Nacional de Bibliotecas

A tramitação do Projeto de Lei, que abre novos caminhos para o estabelecimento de políticas públicas para Bibliotecas, tem início no Senado Federal. A partir de agora, o sucesso de sua aprovação depende da mobilização de toda a classe bibliotecária.
Em 12 de março, Dia do Bibliotecário, o Conselho Federal de Biblioteconomia tem uma excelente notícia para toda a classe bibliotecária: já está na pauta do Senado Federal o Projeto de Lei do Senado (PLS) nº 28/2015, que institui a Política Nacional de Bibliotecas. De autoria do Senador Cristovam Buarque, o documento encontra-se na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania aguardando designação do relator. A tarefa dessa comissão é certificar-se de que o texto não fere nenhum princípio constitucional. Assim que for aprovado, o projeto será encaminhado à Comissão de Educação, onde especialistas, professores, estudantes, representantes de instituições e cidadãos atuantes no setor poderão manifestar-se sobre o conteúdo antes que seja levado para votação no Plenário e, posteriormente, siga um caminho similar na Câmara Federal.
Foi justamente na Comissão de Educação do Senado que a Política Nacional de Bibliotecas deu seus primeiros passos no Congresso Nacional. Esse trabalho iniciou, em abril de 2014, quando uma Audiência Pública, também proposta e presidida pelo senador Cristovam Buarque e com o apoio do CFB, reuniu os profissionais bibliotecários, usuários, professores, pesquisadores, dirigentes de associações e conselhos de instituições de classe para debater propostas relacionadas à criação dessa legislação. Na ocasião, foi discutido o papel da tecnologia, das bibliotecas alternativas, a maneira que a lei tratará das doações de acervos particulares, o compromisso da União nas questões orçamentárias e o entendimento da Biblioteca como centro de gestão do conhecimento fundamental para a preservação da cultura humana e instrumento essencial para construção dos saberes.
 “O PLS nº 28/2015 apresenta um texto de vanguarda para as bibliotecas brasileiras, construído respeitando o legado do passado, a experiência vivida no presente e a perspectiva do cenário futuro”, afirma a presidenta do CFB, Regina Célia de Sousa. Para ela, o projeto ajuda a resgatar a compreensão da verdadeira missão das bibliotecas para a sociedade. “A Política Nacional de Bibliotecas resolverá questões conceituais que atualmente prejudicam a compreensão da missão, usuários, acervos e serviços oferecidos à comunidade pelos diversos tipos de bibliotecas tanto no âmbito do Poder Legislativo, quanto na Administração Pública, como, por exemplo, a diferença entre o que são bibliotecas escolares, públicas, universitárias, especializadas e comunitárias”, pontua Regina.
Em relação aos anseios dos bibliotecários atendidos pelo PLS nº 28/2015, está a definição de que o livro e todos os demais tipos de material bibliográfico que compõem o acervo das bibliotecas, não mais será considerado material permanente, e sim, de consumo. O que tira desses profissionais a responsabilidade de repor com recursos próprios o material perdido em razão de desgaste pelo uso ou mesmo pelo seu extravio. A partir de agora, o CFB considera imprescindível a atuação de toda a classe para que esse projeto tramite rapidamente no Congresso Nacional. “Convidamos todos os bibliotecários do país a atuar junto aos congressistas de seu estado para que eles apoiem a aprovação desta lei tão importante para a categoria e para a sociedade brasileira”, encerra a presidenta do CFB.
Fonte: Boletim do CFB, n. 8, 13 de março de 2015.

Nova diretoria da ABRAINFO

Apresento a nova composição da Diretoria e Conselhos, eleitos na Assembleia realizada em 12 de dezembro de 2014 na sede da APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), para exercer mandato de dois anos (dez-2014 a dez-2016). A Ata da Assembleia está sendo encaminhada para registro, e assim que for aprovada pelo cartório a mesma será publicada juntamente com um breve perfil dos integrantes da atual diretoria.
Como novo diretor executivo, pretendo estreitar a comunicação com os associados e encontrar o caminho para fortalecer os profissionais e o campo de atuação dos mesmos, e para isto conto com a colaboração de todos vocês para que os sonhos e as ações de formação da entidade nesses dois anos não tenham sido em vão. Em breve, enviaremos o que pretendemos realizar ainda em 2015, onde inclusive solicitaremos informações a vocês.
Atentamente,
William Okubo

DIRETORIA EXECUTIVA

Diretor executivo:
William Okubo

Vice-diretor:
Cosme Otoni Mesquita Chagas Filho

Diretor Financeiro:
Alisson de Castro

Vice-diretor Financeiro:
Robinson Mascarenhas Almeida

Diretor de Secretaria/Comunicação:
Cláudia Chammas

Vice-diretor de Secretaria/Comunicação:
Hanna Gledyz


CONSELHOS

Conselho Deliberativo – Efetivos:
Luiz Augusto Milanesi – Presidente do Conselho
Antonio Agenor Briquet de Lemos
William Okubo
Isabel Cristina Ayres da Silva Maringell
Oto Dias Becker Reifschneider
Eloisa de Sousa Maia
Livia Lopes Garcia
Carina Gomes Barasino Rizzi
Roberta Amaral Sertório Gravina
José Eugenio Grillo
                                                            
Conselho Deliberativo – Suplentes:
Soraia Pereira Magalhães
Henrique Mariano Coimbra Ferreira
Carolina Rodrigues Pereira
Alcidina Magalhães da Cunha Costa
Gimene Cunha Rodrigues
Gabrielle Francinne de Souza Carvalho Tanus
Silvio Alexandre Ferreira Neto
Nídia Maria Lienert Lubisco
Moreno Albuquerque de Barros
Paloma dos Santos Altran

Conselho Fiscal – Efetivos:
Rosiclé Ruben de Hollaender
Maria Lucia Rolim
Zaira Regina Zafalon
Regina Fazioli
Alisson de Castro

Conselho Fiscal – Suplentes:
Ilzo Laube
Marcio Aparecido Nogueira Viana
Luciana de Souza Gracioso
Carlos Dinarte de Oliveira Keppler

Frederico A. de Carvalho

Fonte: ABRAINFO, Diretoria Executiva.

16 de mar de 2015

Mudanças no Infolegis

Convido a todos para conhecerem a nova versão do site Infolegis: Pesquisa Jurídica no Brasil, www.infolegis.com.br. O site está mais simples e doravante seu principal objetivo será a manutenção da Bibliografia sobre Informação Jurídica. Observem que agora as referências bibliográficas estão separadas por assunto e, em muitos casos, estão acompanhadas do resumo e do link que permite o acesso ao texto integral.

Fonte: Infolegis.

Novo número: Informação e Informação

A revista Informação & Informação acaba de publicar seu último número de 2014, disponível em http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/informacao.
Sumário
Editoria
Editorial (i - iii). Brígida Maria Nogueira Cervantes.
Artigos
Faces da produção periódica na Ciência da Informação: o processo de
legitimação científica e seus componentes (01 - 29). Leilah Santiago Bufrem.
Extração e tratamento de dados na base lattes para identificação de core competencies em dengue (30 - 54). Jorge L Magalhães, Luc Quoniam, Jesús P. Mena-Chalco, André Santos.
Avaliação de websites por pessoas com deficiência de aprendizagem (55 -85). Peter Edward Williams.
Análise e aplicação do ICA-AtoM como ferramenta para descrição e acesso ao Patrimônio Documental e Histórico do município de Santa Maria – RS (86 - 106). Daniel Flores, Dhion Carlos Hedlund.
A Constituição da Memória dos Procedimentos em Saúde no Contexto do Prontuário Eletrônico do Paciente (107 - 124). Rosane Suely Alvares Lunardelli, Izângela Maria Sansoni Tonello, Letícia Gorri Molina.
Diretrizes para uma metodologia de modelagem da informação na Câmara dos Deputados (125 - 149). Débora Andrade Cavalcanti, Mônica Erichsen Nassif.
O fluxo de informação sob a ótica de gestores públicos em turismo (150- 167). Luciane Paula Vital, Vivian Mengarda Floriani, Gregório Varvakis.
Conceitos de Indexação sobre o Gênero Feminino em Jogo de Cena (168 -191). Marco Donizete Paulino da Silva.
Relatos de Experiência
Websurveys como método de pesquisa (192-218). Consuelo Chaves Joncew, Beatriz Valadares Cendon, Nádia Ameno.
Marketing de relacionamento em bibliotecas universitárias (219-241). Keyna Maria Guedes da Silva, Hamilton Rodrigues Tabosa.
Pontos de Vista
Práticas de citação e memória coletiva: aproximações possíveis na Ciência da Informação? (242 - 257). Murilo Artur Araújo da Silveira, Sônia Elisa Caregnato, Leilah Santiago Bufrem.
O texto completo pode ser visto no URL: www.uel.br/revistas/uel/index.php/informacao/issue/view/979

Presos que leem entram em faculdade

Fonte: Bem Paraná. Data: 12/03/2015.
Os projetos de leitura entre os presos do Paraná já estão dando resultados. Agora, por exemplo, 55 deles acabam de ser aprovados para ingressar em 20 faculdades do estado, sendo destaque entre os 38 mil detentos que prestaram o Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade (ENEM-PPL) e os vestibulares no final do ano. Já passa de 19 mil o número de presos que aderiram à leitura e estão escrevendo resenhas na prisão para reduzir a pena.
Os projetos educacionais da Justiça e do Executivo do Paraná resultaram na aprovação de 55 presos, entre homens e mulheres, em seleções para ingresso em 20 instituições de ensino superior do estado. Os aprovados se destacaram no grupo de 38,1 mil pessoas que prestaram o Exame Nacional do Ensino Médio específico para Pessoas Privadas de Liberdade (ENEM-PPL) e o vestibular no final do ano passado em todo o Brasil, entre presos e adolescentes que cumprem medidas de internação. Os resultados dos candidatos do sistema prisional paranaense no último Sistema de Seleção Unificada para Universidades Públicas (Sisu) e na seleção de bolsas do Programa Universidade para Todos (Prouni) são os mais expressivos de que se têm notícia no País.
Uma das iniciativas que ajudaram os candidatos a obter a aprovação foi a remição de pena por meio da leitura. A atividade é regulamentada no estado desde 2012, seguindo a Recomendação 44/2013 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A cada livro lido e resenhado pelo detento, são computadas 48 horas no cálculo de remição do preso. São 20 dias para leitura, com média de duas horas de leitura diária, e oito horas para escrever e reescrever a resenha da obra, sob a orientação de professores de Língua Portuguesa e de Pedagogia da rede estadual de ensino.

Desde 2012, 19 mil presos trocaram parte de suas penas por resenhas de livros doados por parceiros como a Fundação Cultural de Curitiba, a Secretaria Municipal de Esporte de Curitiba e o Projeto “Conversa entre Amigos”, realizado pela Biblioteca Pública do Paraná, que, além de doar obras literárias, empresta aos estabelecimentos penais, a cada quatro meses, caixas-estantes contendo 100 títulos novos. Mensalmente, cerca de 2 mil livros são lidos por um a cada dez presos do sistema penitenciário paranaense – cerca de 1,7 mil pessoas.
Resultados – A leitura ajudou um homem que cumpre medida de segurança no Complexo Médico Penal a tirar 900 pontos na redação do ENEM-PPL. Uma presa conquistou vaga em quatro universidades – em quarto lugar em uma delas – e um detento da Penitenciária Central do estado ganhou uma bolsa para estudar Direito na Faculdade Radial e foi aprovado para cursar Educação Física na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). “Isso graças ao investimento feito no setor de Pedagogia do Sistema Prisional”, afirma a coordenadora de Educação, Qualificação e Profissionalização de Apenados do Departamento de Execução Penal (Depen) do Paraná, Glacélia Quadros.
“Os próprios presos declaram que o desempenho se deve à iniciativa da remição por meio da leitura”, afirma Glacélia. Em 2014, 38% dos 17,7 mil presos sob responsabilidade do órgão participaram de alguma atividade educacional oferecida no sistema prisional. O corpo docente é formado por 377 professores da rede pública de ensino do Paraná, escolhidos em processo seletivo composto por três fases, incluindo banca examinadora e avaliação de perfil psicológico. “O concurso é muito disputado. Queremos os melhores profissionais, pois o ambiente é muito exigente. Não é lugar para experiências. Lidamos com pessoas muito especiais. Exige-se um tratamento penal-humanitário, muito comprometimento e muita dedicação”, explica a educadora.
Para ministrar aulas em um dos oito Centros Estaduais de Educação Básica para Jovens e Adultos (CEEBJAs) que funcionam dentro de unidades prisionais, o governo estadual oferece gratificações de risco de vida, de zona perigosa e de insalubridade. Os adicionais mais que dobram o salário-base do servidor público selecionado. A remuneração sozinha, no entanto, não explica a motivação dos professores que ministraram aulões para os candidatos a vagas na universidade antes das provas e deixaram de usufruir de férias em janeiro para poder inscrever seus alunos no Sisu e no Prouni.
“As 55 vagas asseguradas em universidades se devem ao trabalho integrado da coordenação com os setores de pedagogia dos Estabelecimentos Penais e Centros Estaduais de Educação Básica para Jovens e Adultos (CEEBJAs). Oito dos 100 CEEBJAs do estado atendem, exclusivamente, à escolarização das pessoas privadas de liberdade”, resume Glacélia.
Segundo dados atribuídos ao Departamento Penitenciário Nacional (Depen), o Paraná era, em junho de 2013, o estado que mais oferecia atividades educacionais aos presos de seu sistema carcerário –31,81% dos detentos tinham acesso à educação, de acordo com as estatísticas mais recentes do órgão.
Programa educacional do TJPR – Entre as iniciativas desenvolvidas pelo Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR) para garantir a escolarização dos presidiários está a realizada pela comarca de Barracão, no sudoeste do estado. De acordo com a juíza titular Branca Bernardi, no Centro de Reintegração Social de Barracão, os detentos contam com a aplicação do método da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) com ênfase em educação. O método foi implantando em 2012, de forma pioneira no estado, e garante a participação diária em atividades e oficinas de capacitação, além de cursos profissionalizantes ministrados por profissionais do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
As atividades educacionais da Apac incluem o projeto “Remição pela Leitura”, que tem por base a Lei Estadual 17.329, de 8 de outubro de 2012, e a Portaria do Juízo de Barracão n.º 2/2013, autorizando a remição de pena mediante a leitura e a compreensão de livros previamente selecionados. No projeto, os recuperandos são estimulados à leitura de livros e, a partir da avaliação de uma banca examinadora para confirmar a compreensão do conteúdo, há a redução proporcional dos dias de pena – a redução máxima por mês é de quatro dias. Já para os presidiários com menor nível de escolaridade é oferecido o programa “Paraná Alfabetizado”, que possibilita também a reinserção social.

Na opinião da juíza Branca, a educação representa muito mais para o recuperando, uma vez que para ele, que busca sua liberdade, encontrar um foco é fundamental para superar o difícil período em que está longe do convívio com a família. “Todas as iniciativas nesse sentido, de aproximar o recuperando de sua própria educação, devem ser enaltecidas e destacadas por nossos tribunais, justamente para que o cumprimento de pena assuma um caráter positivo na vida desses cidadãos brasileiros que estão presos", diz a magistrada.