11 de fev de 2016

Curitiba: Tuboteca recebe prêmio



A Prefeitura de Curitiba recebeu nesta semana um novo reconhecimento internacional. O projeto Tuboteca foi premiado no iF Design Award 2016, um dos mais conceituados prêmios de design do mundo, concedido pelo International Forum Design, instituição sediada desde 1953 em Hanover, na Alemanha.
Desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) em parceria com a Fundação Cultural de Curitiba (FCC) e a Urbanização de Curitiba (Urbs), as Tubotecas são minibibliotecas instaladas em estações-tubo da cidade. Nelas, o usuário do transporte público empresta a obra de seu interesse e pode devolvê-la em qualquer uma das Tubotecas da cidade.
Atualmente, dez estações-tubo contam com uma Tuboteca: quatro na Praça Rui Barbosa, duas na Estação Central, duas na Estação Marechal Floriano (Linha Verde) e duas na Praça Carlos Gomes. O projeto foi uma das duas únicas iniciativas brasileiras laureadas no iF Design Award 2016 na categoria design de serviços. “É um projeto inovador, que muda a vida das pessoas, pois permite que elas tenham acesso à leitura e a um novo mundo. Uma ideia singela que se torna uma interface social muito importante para Curitiba e os curitibanos”, diz Sérgio Pires, presidente do Ippuc.
Pires lembra que o design faz parte dos projetos estratégicos do munícipio na atual gestão. Desde 2014, Curitiba é a única cidade brasileira a fazer parte da Rede das Cidades Criativas da Unesco na categoria design (en.unesco.org/creative-cities//node/31). Em 2015, a cidade passou a integrar o iF World Design Guide (ifworlddesignguide.com/profile/2060-curitiba-city-of-design).
O projeto da Tuboteca foi avaliado por um júri internacional formado por 60 profissionais do design, que se reuniu na cidade alemã de Hamburgo, entre os dias 19 e 21 de janeiro deste ano – para a edição 2016, foram inscritos 5.300 projetos de todo o mundo, entre eles 101 brasileiros, dos quais 38 foram premiados (ifworlddesignguide.com/if-design-award-2016#/jury-session).
O iF Design Awards abrange as categorias produto, comunicação, embalagem, arquitetura, design de interiores, conceitos profissionais e design de serviços, que foi incluída no concurso de 2016.
A entrega dos certificados acontecerá no dia 26 de fevereiro, em uma cerimônia no Museu da BMW, na cidade de Munique, também na Alemanha. Os vencedores do prêmio participam de uma exposição em Hamburgo e aparecem em um aplicativo da instituição disponível para download de forma gratuita. Os premiados recebem também o reconhecido selo da iF Design em seus produtos e os projetos são inseridos na exposição online da instituição (ifworlddesignguide.com), que recebe mais de 200 mil acessos por mês.
Para o presidente da FCC, Marcos Cordiolli, além de facilitar o acesso aos livros, as Tubotecas têm o mérito de estimular outras instituições a instalar pequenas bibliotecas para uso livre de seus frequentadores. “O projeto continua se expandindo dessa maneira, a partir da integração com outros pontos de oferta de livros. E as campanhas de doação de livros também tiveram grande receptividade entre a população. A Tuboteca é um dos maiores projetos do gênero no mundo”, afirma.
Segundo o presidente da Urbs, Roberto Gregório, um dos grandes desafios do transporte coletivo é agregar valor ao tempo que o usuário passa dentro do sistema. “A Tuboteca é uma inovação que veio para contribuir de forma significativa com esse objetivo. O sucesso do projeto foi construído pela própria população, na medida em que as pessoas utilizam, devolvem, trazem, doam e compartilham livros, sem qualquer burocracia”, confirma.
Projeto
O projeto da Tuboteca foi implantado pela atual gestão da Prefeitura de Curitiba em março de 2013. O objetivo inicial foi o de mobilizar empresas e a sociedade para que promovessem o incentivo à leitura por meio da doação de livros. Cada espaço tem capacidade para cerca de 150 livros.
As dez estações-tubo que contam com Tubotecas são: quatro na Praça Rui Barbosa, atendendo os usuários das linhas Pinheirinho–Rui Barbosa, Pinhais–Rui Barbosa e Centenário–Campo Comprido; duas na Estação Central (Rua Presidente Faria, em frente aos Correios), onde passa a linha Santa Cândida-Capão Raso; duas na Estação Marechal Floriano (Linha Verde), onde passa a linha Ligeirão Pinheirinho–Carlos Gomes; uma na Estação Praça Carlos Gomes, onde passam as linhas Boqueirão e Ligeirão Boqueirão; e uma na Estação Carlos Gomes (Rua Lourenço Pinto, em frente ao Hospital Paciornik), onde passa a linha Ligeirão Pinheirinho–Carlos Gomes. O projeto será expandido para outras estações a serem definidas.
Doações
As doações podem ser feitas em qualquer equipamento mantido pela Fundação Cultural de Curitiba, nas Casas da Leitura, na sede da FCC (Rua Engenheiros Rebouças, 1.732 – Rebouças), no Ippuc (Rua Bom Jesus, 669 – Cabral) e na sede da Prefeitura (Av. Cândido de Abreu, 817 – Centro Cívico).
As publicações recebidas passam por uma triagem antes de serem levadas para as Tubotecas. Aceitam-se livros de literatura, contos, crônicas, romances, poesia, história em quadrinhos, infantil e infanto-juvenil. Não são aceitos livros com teor ofensivo, discriminatório e pornográfico.
Desde o início do projeto, já foram recebidos 234.578 livros doados, dos quais 224.550 foram aproveitados e 137.562 foram colocados à disposição nas Tubotecas. As doações chegam de diversos setores da sociedade, como a Biblioteca Pública do Paraná, Universidade Santa Cruz e Associação dos Condomínios Garantidos do Brasil. Obras específicas de arte têm sido repassadas pela FCC para instituições das respectivas áreas, como a Casa da Leitura Wilson Bueno, Casa Hoffman, Conservatório de MPB, entre outras.
Recentemente, a FCC fechou um convênio com a delegacia regional do Ministério do Trabalho, que instalará mini-bibliotecas para uso de funcionários e do público em geral. Os interessados poderão apanhar livros nesse local e devolver nas Tubotecas, e vice-versa.
Em março, a Fundação vai instalar uma “geloteca” – geladeira cheia de livros – no saguão do prédio central da Prefeitura, para uso da população, também de forma integrada com as tubotecas.


Lei assinada por Lula pode ter beneficado sócio do seu filho



Fonte: Notícia ao Minuto. Data: 7/02/2016.
URL: http://noticiasaominuto.com.br/politica/185464/lei-assinada-por-lula-pode-ter-beneficiado-socio-do-seu-filho
Em maio de 2010, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma lei que foi responsável por estimular uma nova linha de negócios de um dos donos do sítio frequentado pelo petista em Atibaia (SP).
De acordo com a Folha de S. Paulo, a nova lei obrigou todas as instituições de ensino públicas e privadas a possuir, até 2020, pelo menos uma biblioteca com no mínimo um título por aluno. A coleção pode existir "em qualquer suporte", abrindo margem para bibliotecas virtuais.
Alguns meses após a criação da lei, o empresário Jonas Leite Suassuna Filho, 57, que em 2009 se tornou sócio do filho do presidente, Fábio Luís, o Lulinha, na firma de jogos eletrônicos Gamecorp, lançou a plataforma virtual "Nuvem de Livros", que poderia ser usada para permitir que escolas tivessem acesso a uma biblioteca virtual e, assim, pudessem cumprir a legislação.
Segundo a publicação, a relação entre o novo negócio e a lei assinada por Lula foi estabelecida pelo próprio Suassuna em palestra na feira de informática Campus Party de 2013.
"Para cumprir essa lei -se a gente [brasileiros] fosse de cumprir lei- até 2020, dava mais ou menos 20 bibliotecas por dia [a serem construídas]. [...] Opa, se eu tenho banda larga, se eu tenho uma política necessitando de bibliotecas... [sic]. Então, juntando as coisas, você tinha que ter um modelo de negócios. E foi o que a gente conseguiu fazer e a gente acabou saindo na frente. Hoje ela [Nuvem] tem 1,5 milhão de clientes", afirmou Jonas em uma palestra.
No entanto, as informações fornecidas pelo grupo na internet não permitem saber se o empreendimento deu certo ou não no ponto específico previsto na lei assinada pelo então presidente Lula.
O advogado do empresário disse que não sabia informar se o serviço é disponibilizado a órgãos públicos, incluindo secretarias de educação ou escolas públicas. Em relação ao volume de negócios, o defensor disse que não mantinha esses dados à mão.
"Nós fomos ver o seguinte: o Brasil tem uma lei que diz que até 2020 todas as escolas desse país deverão ter uma biblioteca com pelo menos um livro por aluno. Significa dizer que hoje, no nosso país, 15 milhões de alunos ou 65% das nossas escolas não têm uma biblioteca", analisou Suassuna, na palestra em 2013.
A Folha refere que a lei foi baseada em um projeto de 2003 do deputado federal Lobbe Neto (PSDB-SP), que disse ter acolhido uma demanda do Conselho Federal de Biblioteconomia.
Porém, o projeto do parlamentar não menciona a opção de "qualquer suporte", que foi acrescentada a partir de um substitutivo apresentado por políticos aliados ao governo. "Não sei como isso entrou na lei, não me recordo, precisaria rever todo o processo", disse.
De acordo com um dos executivos responsáveis pela plataforma virtual, o publicitário Roberto Bahiense, a plataforma foi lançada em 2011 na Bienal do Livro do Rio –um ano depois da lei.
A reportagem explica que o acesso à "Nuvem" também é comercializado pela Vivo, que vende por R$ 9,90 mensais acesso a cerca de 16 mil "livros, audiolivros, vídeos, teleaulas e conteúdos educativos direto do seu computador, celular ou tablet". Suassuna também lançou uma versão da "Nuvem" na Espanha. (…)

Brusque (SC): mais de 50 mil pessoas utilizaram a biblioteca pública



Fonte: Diplomata. Data:2/02/2016.
URL: www.diplomatafm.com.br/portal/geral/detalhes.php?id=6761
O relatório emitido pela Fundação Cultural de Brusque, por meio da Biblioteca Ary Cabral, comprovou que os brusquenses têm procurado cada vez mais a biblioteca pública do município. Somente de 2014 para 2015, houve um aumento de 18 mil usuários. Por mês, cerca de 1450 exemplares entre livros e gibis são emprestados para a população.
Em 2014 foram atendidos aproximadamente 35 mil usuários, enquanto em 2015 foram 53 mil. O empréstimo de acervo também aumentou de 14 mil para 17 mil empréstimos.
A bibliotecária, Kátia Maria Costa, destaca que a participação do cidadão nesse espaço público, faz com que a missão da biblioteca seja cumprida. “Segundo a IFLA (International Federation of Library Associations), a biblioteca é a porta de acesso local ao conhecimento. Ela deve fornecer as condições básicas para uma aprendizagem contínua, para uma tomada de decisão independente e para o desenvolvimento cultural dos indivíduos e dos grupos sociais, dentro das perspectivas e condições de trabalho”.
Ela lembra que além de utilizarem o espaço para o empréstimo de livros, leitura e pesquisa, as pessoas estão interagindo mais com os projetos desenvolvidos pela Fundação e Biblioteca. No programa Vamos a Biblioteca, 855 crianças das escolas da rede municipal de ensino, conheceram a estrutura e foram incentivadas a usar o espaço. 
Na Mostra Brusque, durante a Feira do Livro, entre maio e junho de 2015, 2,6 mil participantes entre crianças e adolescentes, de diversas escolas públicas e privadas acompanharam na Mostra de Cinema, a exibição dos filmes que fazem parte do Festival de Cinema de Florianópolis.
Em maio, a equipe trouxe um evento realizado na Universidade Federal de Santa Catarina para Brusque. O Café com Tato, reuniu 20 participantes cegos e de baixa visão para assistir a um filme narrado (áudio descrição), e depois tomar um café e comentar sobre a experiência.
No Festival de Inverno, no mês de julho, duas noites na biblioteca proporcionaram para mais de 30 crianças e adolescentes aprenderem novas coisas com diversas mini oficinas, contações de histórias e cinema.
O espaço da Biblioteca Ary Cabral também conta com uma Sala Braille, que visa o desenvolvimento da escrita e leitura ao sistema Braille. O servidor responsável realiza palestras, encontros em escolas, universidades e empresas, além de ministrar aula para uma pessoa cega e outra com baixa visão. Os alunos estudam duas vezes por semana, individualmente, no período matutino.
A Fundação Cultural, por meio da biblioteca pública recebe ainda apenados e menores que cumprem serviço social. Eles são direcionados para as atividades de organização das estantes, auxílio nos projetos, e outras ações que se adaptem ao perfil de cada um.
Kátia frisa, que junto aos trabalhos de atendimento e referência, a equipe realiza o trabalho técnico, alimentando a base de dados com os novos exemplares disponíveis na biblioteca. “O sistema Pergamum é um software implantado na biblioteca pública em 2013/2014, e que tem como propósito a informatização de toda a rede de bibliotecas escolares municipais de Brusque. Em 2015, 2,8 mil exemplares foram cadastrados”.
Atualmente a biblioteca possui um acervo de aproximadamente 30 mil exemplares, entre livros técnicos, literatura e periódicos. “Em 2016 trabalharemos para alcançar novos usuários, planejar, ampliar e divulgar serviços”, finaliza Kátia. (...)