30 de jan de 2015

Novo número:Biblionline

A revista “Biblionline” acaba de publicar seu último número (v. 10, n. 2, 2014) em:
http://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/biblio.
http://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/biblio/issue/view/1533
Sumário
Editorial
Rumo aos 10 anos da BIBLIONLINE. Patrícia Silva.
Artigos de revisão
O futuro do profissional bibliotecário: desmistificando previsões exageradas. Jorge Santa Anna.
Competências e habilidades na formação do bibliotecário. Ivan Cláudio Pereira Siqueira, Jéssica Câmara Siqueira.
Relatos de pesquisa
Bibliotecas públicas escolares do município de João Pessoa: campo de trabalho em expansão. Alexsandra dos Santos Cruz, Ediane Toscano Galdino de Carvalho.
Iniciação científica e a formação do bibliotecário. Thiago Giordano de Souza Siqueira.
Comportamento leitor dos acadêmicos do Curso de Biblioteconomia e Documentação da Universidade Federal de Sergipe. France Mabel Fernandes Costa Santos, Martha Suzana Cabral Nunes.
Tratamento da informação e o uso das tecnologias da informação e comunicação. Fernanda Possenti de Souza, Araci Isaltina de Andrade Hillesheim.
Competências gerenciais dos gestores de bibliotecas universitárias de instituições de ensino público em Manaus. Marlete Nascimento Irmão, Célia Regina Simonetti Barbalho.
Objetos de aprendizagem como recurso pedagógico no ensino da biblioteconomia no Brasil: um olhar sobre o LTi. Daiana Basilio da Silva, Patrícia Silva, Maria Giovanna Guedes.
Relatos de experiência
Avaliação da qualidade de serviços com foco no usuário: estudo de caso em uma biblioteca universitária. Suelen de Mendonça Soares Cóquero.
O bibliotecário na gestão de pessoas: um estudo baseado na gestão do
Banco de Dados do Jornal O POVO. Francisco Edvander Pires Santos, Ana Kelly Pereira da Silva, Maria Teresa Lima Ayres.
Espaço de livros e leitura: um estudo sobre a Sala de Leitura da Biblioteca
Central da UFPB. Alice Pereira do Oriente, Ana Claúdia Medeiros de Sousa, Angélica
Clementino Simões.
Resumos de monografias

Estudo da rede de informação legislativa e jurídica LEXML BRASIL sob o prisma da arquitetura da informação. Rodrigo Oliveira de Paiva, Lucivaldo Vasconcelos Barros.

Biblioteca do SESC chega à zona norte de São Paulo

A partir de fevereiro, o SESC Santana (Av. Luiz Dumont Villares, 576 – São Paulo/SP) oferece à zona norte paulistana e ao município de Guarulhos a biblioteca móvel BiblioSesc: programa que oferece gratuitamente o empréstimo e consulta de livros, jornais e revistas.
O projeto está presente em todo o país. Em São Paulo, as bibliotecas volantes encontram-se em Santana, Campo Limpo, Interlagos, Itaquera, Osasco e São Caetano, que atendem os bairros em suas respectivas regiões.
O BiblioSesc visita pontos de atendimento quinzenalmente, sempre no mesmo dia e horário. Além do empréstimo de livros, promove atividades de programação como mediação de leitura, narração de histórias, bate-papo com escritores, entre outros.

Fonte: SESC.

Novo número: Transinformação

Acaba de sair o v. 27, n. 1, Jan./abril de 2015, da revista “Transinformação”.
Abaixo o sumário deste número. Os artigos podem ser acessados no URL:
Artigos originais
Read, comment, share! Promoting reading and social technologies. Manso-Rodríguez, Ramón-Alberto.
Informação, memória e ciberespaço: considerações preliminares no campo da Ciência da Informação no Brasil. Lazzarin, Fabiana Aparecida; Netto, Carlos Xavier de Azevedo; Sousa, Marckson Roberto Ferreira de.
Avaliação do monitoramento de notícias: a perspectiva do usuário final. Lemos, Ariane Barbosa; Nassif, Mônica Erichsen.
A relação entre a Ciência da Informação e a Ciência da Administração. Alves, Cláudio Augusto; Duarte, Emeide Nobrega.
Cientometria: a produção científica de Haity Moussatché. Costa, Elaine Kabarite; Guimarães, Maria Cristina Soares; Silva, Cícera Henrique da.
Indicadores de circulação do acervo na Biblioteca Comunitária da Universidade Federal de São Carlos. Ninin, Débora Marroco; Amaral, Roniberto Morato do; Milanez, Douglas Henrique; Faria, Leandro Innocentini Lopes de.
A publicação de dados governamentais abertos: proposta de revisão da classe sobre Previdência Social do Vocabulário Controlado do Governo Eletrônico. Ribeiro, Cláudio José Silva; Pereira, Durval Vieira.
Uma arquitetura hibrida para a indexação de documentos do Diário Oficial do Município de Cachoeiro de Itapemirim. Xavier, Bruno Missi; Silva, Alcione Dias da; Gomes, Geórgia Regina Rodrigues.
Direito do poeta na literatura de cordel. Gaudêncio, Sale Mário; Dias, Guilherme Ataíde

As bibliotecas mais fascinantes do mundo

Fonte: BBC. Data: 30/01/2015.
Em um conto de 1941, o escritor argentino Jorge Luis Borges, que também foi bibliotecário, falou sobre a Biblioteca de Babel, que continha todos os livros que já existiram e viriam a existir.
As fotografias do francês Franck Bohbot, radicado em Nova York, sugerem uma amplidão igualmente estonteante, com fileiras de prateleiras praticamente desaparecendo no infinito.
Os edifícios públicos são especialmente atraentes para Bohbot, cujos projetos anteriores já se concentraram em registrar piscinas, teatros e estações de trem.
"Me interesso em fotografar os lugares onde o ser humano estuda, trabalha, se diverte e vive, independente de ser um ambiente comum ou espetacular", afirma.
"Como fotógrafo, acho interessante ter diferentes sujeitos e poder usar a mesma composição, as mesmas técnicas e a mesma paleta de cores em cada um", revela.
No projeto House of Books ("Casa dos Livros", em tradução livre), o fotógrafo eleva os espaços à categoria de templos do saber.
Bohbot começou a fotografar bibliotecas em 2012. "A arquitetura desse tipo de lugar é muito poderosa", afirma.
Ele prefere retratar esses espaços quando eles estão fechados ao público. "O vazio dá a eles uma atmosfera atemporal e permite ao espectador imaginar o que pode acontecer ali", sugere o fotógrafo. "Eu também gosto do silêncio desses lugares".
Ao retratar edifícios, Bohbot não pretende fazer uma representação clínica da realidade. "A fotografia de arquitetura mudou muito nos últimos anos", decreta.
"Claro que estou reportando algo, o que tenho à minha frente, mas gosto de sugerir um ambiente entre o documentário, a realidade e a ficção. Não uso HDR (Grande Alcance Dinâmico) nem novas técnicas digitais. A nitidez é importante, mas não tanto", conclui.
Bohbot admite ter uma "queda" pela Biblioteca Interuniversitária da Sorbonne, em Paris.
Esta foto reflete sua maneira de jogar com as cores. "Prefiro interiores amarelos e turquesas, mais quentes. Mas também gosto de criar minhas próprias cores com a luz disponível e com o cenário que tenho diante de mim".
Inicialmente, Bohbot se concentrou em bibliotecas em Paris e em Roma, mas ele pretende estender seu trabalho a outras partes do mundo. Entre os próximos prédios em sua lista está a Biblioteca do Congresso americano, em Washington.
"Levo muitos meses planejando uma sessão fotográfica quando obtenho a autorização necessária", explica.
Veja as belas fotos no URL:

29 de jan de 2015

Evento: Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação

O CBBD é promovido desde 1954 pela FEBAB, em parceria com associações filiadas, sendo um evento consolidado no cenário nacional, e constituindo-se num espaço privilegiado para a apresentação de experiências, práticas e difusão da produção técnico-científica relativa a bibliotecas, unidades de informação, ensino e pesquisa e também propiciando oportunidades para o congraçamento e atualização dos profissionais da área.
O CBBD pretende revelar, no contexto da sociedade da informação e do conhecimento, o estado da arte das pesquisas, das práticas e do desenvolvimento de produtos e serviços relacionados às bibliotecas, sistemas de informação, documentação e redes de bibliotecas no Brasil e do exterior.
O próximo CBBD será realizado em julho de 2015, na cidade de São Paulo.

Maiores detalhes no URL: http://www.febab.org.br/


Os primeiros journals

Fonte: Revista FAPESP, n. 227, Janeiro de 2015.
Autoria: Carlos Fioravanti.
Publicações especializadas em ciência começaram a circular há 350 anos na França e Inglaterra
Um boletim de 12 páginas com o título de Journal des Sçavans chegou às mãos dos moradores de Paris no dia 5 de janeiro de 1665. Dois meses depois, em 6 de março, saía em Londres o primeiro número da Philosophical Transactions. Eram as primeiras revistas científicas da Europa – mais tarde chamadas genericamente de journals –, que desde então sofreram numerosas mudanças para se adequar às circunstâncias, ao tempo e às transformações da ciência. As duas circulam até hoje.
O primeiro número de Le Journal des Sçavans, com oito itens, dos quais sete eram resenhas de livros, foi publicado quase dois anos antes da fundação da Academia Real de Ciências da França. Depois chamada Journal des Savants (savant significa estudioso ou sábio), a revista oferecia notícias sobre avanços da ciência – a exemplo da primeira transfusão de sangue na França, em 1667 – e das artes, decisões do governo e da Igreja, resenhas de livros e obituários, entre outros tópicos. Seu primeiro editor foi Denis de Sallo, conselheiro do Parlamento de Paris, advogado, escritor e homem de confiança de Jean-Baptiste Colbert, ministro das Finanças do rei Luís XIV.
Le Journal des Savants viveu com o patrocínio real até 1701, parou de circular em 1792 – durante a Revolução Francesa (1789-99) – e foi retomado e reorganizado em 1816, centrando-se em literatura. A revista foi mantida com recursos do governo federal e depois do Instituto de França, que reúne as principais instituições acadêmicas francesas. Uma das integrantes do instituto, a Académie des Inscriptions et Belles-Lettres, assumiu a publicação a partir de 1909. Nesse mesmo ano a revista publicou um relato do geógrafo francês Paul Vidal de La Blache, mencionando as regiões montanhosas do sul do Brasil. Inicialmente semanal, o periódico é semestral desde 1992.
A inglesa Philosophical Transactions, desde o início maior e mais abrangente que a similar francesa, depois também mudou de nome para Philosophical Transactions of the Royal Society. O uso da palavra Philosophical se refere a natural philosophy (filosofia da natureza), o equivalente ao que depois se tornaria conhecido como ciência. Portanto, o título poderia ser traduzido livremente, hoje, como transactions of science ou “operações de ciência”. O primeiro número – de 16 páginas e 11 itens, entre eles relatos sobre lentes, anéis de Júpiter, um minério de chumbo da Alemanha, um bezerro deformado e o uso de relógios de pêndulos para determinar a longitude no mar – foi editado por Henry Oldenburg, primeiro secretário da Royal Society, criada quatro anos antes. Diplomata e filósofo, Odenburg iniciou a prática da revisão por pares (peer review), enviando um artigo para análise de especialistas antes de publicá-lo.
Desde o início com periodicidade mensal, a revista se propunha a registrar, certificar (por meio da revisão por pares), disseminar e arquivar os avanços da ciência. O plano editorial deu certo, e o periódico publicou alguns trabalhos fundamentais para a ciência, como a teoria de Isaac Newton sobre a luz e as cores, em 1672. Os trabalhos de outros cientistas ingleses importantes, como Robert Boyle, James Clerk Maxwell, Charles Darwin e, mais recentemente, Stephen Hawking, também saíram na Philosophical Transactions. Em 1887 a revista cresceu e foi dividida em duas. A primeira trata das ciências físicas, a Philosophical Transactions of the Royal Society A: Physical, Mathematical and Engineering Sciences; a segunda, das biológicas, Philosophical Transactions of the Royal Society B: Biological Sciences.
A revista mais antiga da Royal Society publicava as cartas entre os membros da associação ou a eles encaminhadas. O primeiro relato sobre o Brasil foi uma carta, com a data de 1º de janeiro de 1731. Tinha sido escrito por Jacob de Castro Sarmento, médico judeu português que havia se refugiado em Londres, para o então secretário da Royal Society, Cromwell Mortimer, descrevendo os diamantes encontrados em Serro do Frio, em Minas Gerais. Uma exposição aberta em dezembro de 2014, em cartaz até junho de 2015, é uma das atividades promovidas pela Royal Society para marcar os 350 anos da revista.

URL do artigo: http://revistapesquisa.fapesp.br/2015/01/19/os-primeiros-journals/

Dia Nacional do Quadrinho

Fonte: Agência Pará. Data: 28/01/2015.
A Gibiteca da Biblioteca Pública Arthur Vianna inicia nessa quarta-feira, 28, a programação alusiva à Semana do Quadrinho 2015, promovida pela Fundação Cultural do Pará. Serão três dias de atividades (de 28 a 30 de janeiro), incluindo bate-papo com quadrinistas paraenses, oficina de quadrinhos e exposição, sendo que apenas esta última segue até o dia 13 de fevereiro.
Os encontros estão programados sempre para as 18h, de quarta a sexta, no hall da biblioteca. Hoje, dia 28, o tema será “Quadrinho e Literatura Fantástica” com Roberta Spindler, Fábio Nahon e André Ciderfão. No dia 29 o assunto será “Quadrinho Nacional e Financiamento Coletivo”, com Otoniel Oliveira, Dorival Moraes e Volney Gonçalves; e no dia 29 será sobre desenhistas brasileiros no quadrinho americano, com Joe Bennett, Jack Jadson, Rafael Lanhelas e Carlos Paul.
A exposição “Quadrinhos Made In Pará” ficará aberta à visitação no hall da Biblioteca até o dia 13 de fevereiro, contando uma breve história dos quadrinhos paraenses, com desenhos de artistas locais e mostra de vídeos sobre o tema. A oficina de quadrinhos será ministrada por Alexandre Nascimento de 28 a 30 de janeiro, das 15 às 17 horas.
Programação da Semana do Quadrinho Nacional 2015
Oficina de Quadrinhos, com Alexandre Nascimento - De 28 a 30/01, das 15 às 17h
Bate-papo com quadrinistas, às 18 horas
28/01 – Quadrinho e Literatura Fantástica, com Roberta Spindler, Fábio Nahon e André Ciderfão
29/01 – Quadrinho Nacional e Financiamento Coletivo, com Otoniel Oliveira, Dorival Moraes e Volney Gonçalves
30/01- Desenhistas brasileiros no quadrinho americano, com Joe Bennett, Jack Jadson, Rafael Lanhelas e Carlos Paul
Exposição Quadrinhos “Made In Pará”
Breve História dos Quadrinhos Paraenses e Mostra de Vídeos
Serviço:
Gibiteca da Biblioteca Pública Arthur Vianna
Centur, Av. Gentil Bittencourt, 650, 2º andar

Belém, Pará

28 de jan de 2015

Discussão sobre proteção de dados na internet

O Ministério da Justiça inicia amanhã (28) uma série de debates na busca de colaboração da sociedade para elaborar dois documentos relativos ao uso da internet e à proteção de dados do cidadão. Um visa a consubstanciar a minuta de decreto presidencial que vai regulamentar o Marco Civil da Internet, sancionado em abril de 2014; e o outro subsidiará o anteprojeto de lei de proteção de dados pessoais.
As sugestões podem ser apresentadas no prazo de 30 dias por meio do portal do ministério, nos endereços:

Curso: Escrita científica

Visando melhorar o nível de qualidade na elaboração de artigos científicos por pesquisadores brasileiros, a Universidade de São Paulo lançou o curso de Escrita Científica: produção de artigos de alto impacto. Formatado para a web e oferecido gratuitamente, o curso tem como objetivo auxiliar pesquisadores e estudantes de pós-graduação na elaboração de artigos de maior relevância acadêmica.
A redação de trabalhos científicos, elaborados para serem publicados em revistas renomadas (como a Science, Nature e a Clinics) é um dos limitadores para o crescimento da produção científica das universidades, incluindo a própria USP, afirmou o pró-reitor de pesquisa da instituição Marco Antonio Zago.
É por isso que o curso on-line de escrita científica foi pensado de forma didática e intuitiva. Desenvolvido pelo professor Valtencir Zucolotto, do Instituto de Física de São Carlos, o curso é dividido em oito módulos e conta com videoaulas que explicam, passo a passo, cada uma das partes que compõem o artigo (títulos, introdução, resultados, conclusões). Há um tópico especial sobre a elaboração de textos científicos em inglês.
Além das videoaulas – que podem ser consultadas a qualquer momento -, os interessados ainda contam com apostilas explicativas e materiais didáticos extras, que trazem indicações de obras de referência recomendadas por Zucolotto. Todos os materiais podem ser baixados livremente. O curso, no entanto, não disponibiliza a emissão de certificados.
Detalhes no URL:

www.escritacientifica.com/pt-BR/?option=com_content&view=article&id=6&Itemid=113

Técnico em Biblioteconomia em discussão

Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 6038/13, de autoria do deputado José Stédile, do PSB gaúcho, que reconhece a atividade de técnico em biblioteconomia como profissão.
Atualmente, apenas aqueles que possuem curso superior na área têm sua atividade regulamentada (Lei 9674/98). A proposta estende essa regulamentação àqueles que possuem diploma em nível médio, expedido por cursos técnicos reconhecidos.
De acordo com o projeto, o técnico em biblioteconomia é o profissional legalmente habilitado para executar, em bibliotecas ou em outros serviços de documentação e informação, atividades relativas ao processamento, à conservação e à divulgação de documentos. Cabe a ele organizar a informação nos acervos, prestar serviços de atendimento aos usuários e participar do desenvolvimento de atividades que ampliem os aspectos socioculturais dessas instituições.
Para Stédile, a iniciativa pretende somar-se aos esforços do Governo Federal de viabilizar a implementação de uma biblioteca em cada cidade brasileira até o ano de 2020 (Lei 12.244/10). No entanto, a legislação vigente (Lei 4084/62) exige que o responsável por essas instituições tenha formação universitária em biblioteconomia.
Segundo o deputado, "a meta do governo não será viável se não houver uma mobilização de incentivo de cursos técnicos em biblioteconomia."
"Se for aprovado o meu projeto, todos os municípios brasileiros poderão fazer concurso para técnico em biblioteconomia e, ao mesmo tempo, para cada cinco escolas públicas, teremos um bibliotecário de curso superior - que é muito importante para acompanhar o trabalho dos técnicos em biblioteconomia".
A proposta que regulamenta a atividade de técnico em biblioteconomia tramita em caráter conclusivo e segue para análise das comissões de Trabalho, de Administração e de Serviço Público; e de Constituição e Justiça.

Mercado do livro eletrônico quase na mesma

Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 27/01/2015.
Autoria: Raquel Cozer.

As vendas de livros digitais no Brasil praticamente não cresceram de 2013 para 2014, segundo apurou a coluna Painel das Letras com algumas das maiores editoras do país, como Record e Intrínseca. No final de 2013, as vendas de e-books representavam de 2% a 3% do total das vendas dessas casas, cenário similar ao atual, em que editores falam em no máximo 3%. A exceção é a Objetiva, na qual eles hoje chegam a 4%. "Acho que estamos acima da média do mercado pela adequação do nosso catálogo a segmentos fortes no digital, como livros de negócios, e pela nossa política de marketing", avalia o diretor Roberto Feith. A tendência à estagnação também ocorreu nos últimos anos nos EUA e no Reino Unido, mas com e-books correspondendo a mais de 20% do total das vendas das editoras. De 2009 para 2010, os EUA saltaram de 3%, patamar similar ao do Brasil em 2013, para 8%.

Morte de grandes autores em 2014

Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 27/12/2014.
Autoria: Maria Fernanda Rodrigues.

Mais do que por grandes lançamentos, o ano de 2014 ficará para sempre marcado por despedidas. Foi um ano especialmente triste para a literatura, que perdeu, num único mês, em julho, João Ubaldo Ribeiro, Ariano Suassuna, Ivan Junqueira, Rubem Alves e Nadine Gordimer. Em abril, foi o colombiano Gabriel García Márquez. Em novembro, Manoel de Barros. O mercado editorial foi surpreendido por algumas notícias. A aquisição da Santillana pelo Grupo Penguin Random House refletiu no Brasil com a fusão da Companhia das Letras e Objetiva/Alfaguara. O Grupo Sextante comprou 50% da gaúcha L&PM. A Amazon começou a vender livros físicos no País, lançou seu serviço de aluguel de e-books sem o apoio de grandes editoras e lidera o comércio de livros digitais por aqui, que ainda é pequeno, mas vem crescendo. Segundo a pesquisa Produção e Venda do Setor Editorial, feita pela Fipe e anunciada este ano, o faturamento das editoras com o e-book saltou de R$ 3,8 milhões em 2012 para R$ 12,7 milhões em 2013 – um indício de que 2014 verá números ainda maiores. Pensando nisso, a Saraiva lançou o Lev, seu e-reader. Mesmo com esses números, este foi, mais uma vez, um ano sem crescimento. Essa crise, a ameaça da Amazon e a relação desigual mantida entre editoras e grandes redes de livrarias e entre editoras e livreiros independentes, levou de volta a lei do preço fixo do livro ao debate. O Vale Cultura levou novo ânimo e consumidores para as livrarias – e editores e livreiros seguem na torcida para que ele seja usado em massa para a compra de livros.

Evento: Tecnologia e Organização da informação

A USP está organizando o  1º. Congresso Internacional em Tecnologia e Organização da Informação (TOI) com foco nas seguintes áreas temáticas:
Organização da Informação e do Conhecimento
Tecnologia e Gestão de Dispositivos de Informação
Administração e Uso da Informação
Apropriação Social da Informação
Preservação e Conservação de Acervos
O Profissional da Informação e o Mercado
O evento é parceiro do TECSI da FEA, do OMTID da ECA e do GAESI da POLI, que se unem na USP para refletir e dialogar no 12th CONTECSI - Congresso Internacional de Gestão da Tecnologia e Sistemas de Informação, um dos primeiros eventos sobre Gestão da Tecnologia, Sistemas de Informação, Ciência da Informação e Gestão da Automação sob uma visão multidisciplinar.

Detalhes no URL: www.contecsi.fea.usp.br

Livro infantil não precisa ser educativo

Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 03/01/2015.
Autoria: Bruno Molinero.
A vida da escritora Marina Colasanti, 77, é um livro de histórias. Começa na África, em um país chamado Eritreia, onde nasceu. Depois, vem a Segunda Guerra Mundial e a infância na Itália. Aos dez anos de idade, ela passa a viver no Brasil, em um palacete no Rio. Autora de poemas, crônicas e até contos de fadas, Colasanti adicionou um novo capítulo a sua vida: Ganhou o Jabuti de melhor livro de 2014 com o infantil Breve história de um pequeno amor - seu sétimo Jabuti. "Não esperava. É raro que um livro para crianças seja considerado o melhor do ano", disse a escritora. (...)
Texto completo no URL:

www1.folha.uol.com.br/folhinha/2015/01/1568552-livro-para-crianca-nao-precisa-ser-educativo-diz-vencedora-do-jabuti.shtml

Tem brasileiros no domínio público em 2015

Autoria: Leonardo Neto.
Fonte: Publish News. Data: 7/01/2015.
O ano de 2015 marca o 70º ano de morte de Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944). Com isso, a obra deixada pelo escritor – incluindo o best-seller O pequeno príncipe, que encerrou o ano passado em nono lugar na lista geral de mais vendidos do PublishNews, com mais de 130 mil exemplares vendidos – entrou em domínio público. Vale ressaltar, no entanto, que as traduções para o português permanecem protegidas pelas leis de direitos autorais. Mas ele não é o único. O poeta, pintor e escritor francês Max Jacob (1876-1944); o Nobel de Literatura Romain Rolland (1866-1944); o poeta húngaro judeu sobrevivente do Holocausto Miklós Radnóti (1909-1944) completam a lista.
Pelo que apurou o PublishNews, há um único brasileiro na lista de autores cujas obras entraram em domínio público em 2015. É o jornalista, escritor, político e acadêmico da Academia Brasileira de Letras Alcides Maia (1878-1944). Nascido no Rio Grande do Sul, Maia foi autor do romance Ruínas vivas e dos livros de contos Tapera e Alma bárbara.

Para além da literatura, artistas plásticos importantes como Edvard Munch (1863-1944), Piet Mondrian (1872-1944) e Wassily Kandinsky (1866-1944) também têm suas obras em domínio público a partir de 2015. Nem bem começou 2015 e já tem editores ansiosos pela chegada de 2016. É que no ano que vem, as obras de Mario de Andrade (1893-1945) e de Anne Frank (1929-1945) entram em domínio público.

Biblioteca Digital do Senado disponibiliza obras raras

Fonte: Agência do Senado Federal. Data: 7/01/2015.
URL: www12.senado.gov.br/noticias/materias/2015/01/07/biblioteca-digital-do-senado-disponibiliza-obras-raras-com-mais-de-300-anos
Autoria: Patrícia Oliveira.
Entre os 260 mil documentos de interesse do Poder Legislativo, obras raras com mais de 300 anos fazem parte do acervo digital da Biblioteca do Senado.  O livro mais antigo é o Novvs Orbis seu Descriptionis Indiae Occidentalis, de Johannes de Laet, datado de 1633. Trata-se de uma descrição geográfica, científica, etnológica e linguística da América, além de relatos e desenhos dos animais e plantas da região, com especial destaque para o Brasil.
Da Coleção Digital de Obras Raras também constam revistas e manuscritos. A Revista Moderna, impressa em Paris a partir de 1897 é um dos destaques do acervo, com o que havia de mais avançado em jornalismo na época, primando por reportagens elaboradas e a cobertura dos acontecimentos mais marcantes.
Em breve serão incluídos outros títulos como o jornal ilustrado Don Quixote, uma publicação de sátira política, editada e ilustrada por Angelo Agostini, que circulou entre 1895 e 1903.
Ainda são poucos os manuscritos digitalizados, mas todos muito relevantes. Um deles é o autógrafo da Lei Áurea, pertencente ao Arquivo do Senado, sendo um dos documentos mais acessados. Outro bastante procurado é composto por versos de Machado de Assis, intitulado O Casamento do Diabo, que é acompanhado por uma versão digitada para ajudar na compreensão do texto.

Acesso

A Biblioteca do Senado oferece 916 obras raras e valiosas digitalizadas, dentro da coleção específica que possui 7.548 volumes. As obras foram restauradas e estão à disposição de qualquer pessoa conectada à Internet. A restauração e conservação do acervo permitiram a digitalização e facilitaram o acesso. Os arquivos digitais reproduzem fielmente todas as características das obras.
O processo de disponibilização desse material demanda tempo e exige diversos cuidados, como informa a bibliotecária Clara Bessa da Costa, do Serviço de Biblioteca Digital.
— Na etapa de seleção analisamos se as obras estão em condições de passar pelo processo de digitalização, que é realizada com todo o cuidado para que não haja nenhum dano ao material.  Depois os arquivos em alta resolução são conferidos e convertidos para PDF para facilitar  o download pelas pessoas que acessarem nosso acervo — explicou.
Em 2014, os arquivos da Biblioteca Digital do Senado foram visualizados mais de 2,2 milhões de vezes. As obras publicadas são de domínio público ou têm os direitos autorais cedidos pelos proprietários, possibilitando o download gratuito.

Pesquisa

Para pesquisar na Biblioteca Digital do Senado, basta acessar o portal e informar o nome do autor, título ou assunto procurados. A pesquisa avançada também permite selecionar a coleção (entre livros, legislação em texto e áudio, jornais e revistas, produção intelectual de senadores e servidores do Senado e documentos diversos).
Clara Bessa da Costa explica que não é necessário nenhum tipo de cadastro.

— Porém, se o usuário quiser ficar atualizado com nossas novidades basta se cadastrar para receber um e-mail com o link dos novos itens incluídos na coleção que ele escolher.

27 de jan de 2015

Biblioteca Barca das Letras começa a distribuir livros pelos rios Amazonas e Macacoari

Fonte: Chicoterra. Data: 27/01/2015.

URL: http://chicoterra.com/2015/01/27/biblioteca-barca-das-letras-comeca-a-distribuir-livros-pelos-rios-amazonas-e-macacoari/

Esta é a primeira ação do ano da biblioteca itinerante pelas comunidades ribeirinhas do Amapá.
Após arrecadar mais de mil e quinhentos livros e gibis com os moradores de Brasília durante o mês de janeiro, a Biblioteca Itinerante Infantil Barca das Letras começará a distribuí-los para comunidades tradicionais do Amapá, viventes ao longo dos rios Amazonas e Macacoari, no período de 2 a 11 de fevereiro. O objetivo é estimular o prazer da leitura, principalmente com as crianças ribeirinhas, as quais já estão acostumadas com as brincadeiras do palhaço Ribeirinho, o animador da Barca das Letras.
A biblioteca nasceu em 2008 e desde então vem espalhando livros por vários municípios da Amazônia Legal. “Aonde nos convidam, vamos lá brincar de ler com a criançada das beiras dos rios. Colocamos todo mundo para viajar no mundo mágico da leitura viva” revela o amapaense Jonas Banhos, idealizador da Barca das Letras. Com a recente divulgação de que mais de meio milhão de candidatos zeraram na redação do Enem e apenas 250 alunos atingiram nota máxima, a ação da Barca das Letras ganha ainda mais importância.

As intervenções lúdicas começam no dia 2 de fevereiro pela manhã, com distribuição de livros para os ribeirinhos aportados no Igarapé das Mulheres em Macapá. No dia 4 de fevereiro a biblioteca chega ao município de Itaubal para brincar com as crianças do Carmo do Macacoari, São Tomé(7/2), Foz do Macacoari(8 e 9/2) e Igarapé Novo(11/2).

´Servidores da Biblioteca Nacional fazem paralização

Fonte: O Tempo. Data: 27/01/2015.
URL: www.otempo.com.br/capa/brasil/servidores-da-biblioteca-nacional-fazem-paralisa%C3%A7%C3%A3o-por-conta-do-calor-1.980182
"Documentos e obras de valor inestimável sofrem expostos a altas temperaturas!", diz panfleto
A Biblioteca Nacional, no Rio, amanheceu fechada ao público nesta terça-feira (27), por conta de uma paralisação de 24h dos servidores, que reclamam das altas temperaturas e dizem que o acervo corre risco.
Por volta do meio-dia, cinco servidores faziam piquete na entrada da biblioteca, com faixas com dizeres como "um dia a casa cai" e "patrimônio em risco".
Também distribuíam um panfleto no qual pediam desculpas pelo transtorno e afirmavam que "essa luta é em benefício da preservação do acervo, por condições dignas de trabalho e pela segurança do servidor e do pesquisador/visitante".
"Documentos e obras de valor inestimável sofrem expostos a altas temperaturas!", diz outro trecho do panfleto.
APARELHOS ANTIGOS
A paralisação de 24h foi decidida pelos funcionários em assembleia na última quinta-feira (22).
A Biblioteca Nacional tem 59 aparelhos de ar condicionado grandes e antigos --segundo a atual gestão, foram instalados entre as décadas de 1970 e 1980--, com um histórico de mal funcionamento.
"Os aparelhos estão funcionando com capacidade de 70%, vários lugares estão frios. O problema é a idade dos aparelhos, que estão obsoletos há pelo menos 20 anos", disse Ângela Fatorelli, chefe de gabinete de Renato Lessa, atual presidente da biblioteca.
A reforma de 2013 no ar refrigerado, licitada na gestão de Galeno Amorim e executada pouco depois de Lessa assumir o cargo, em meados de 2013, foi pensada como solução temporária, enquanto não se instalava um sistema novo. Na ocasião, foram recuperados 49 aparelhos.
"No início da gestão, recuperamos [os aparelhos antigos], mas estão a 70%. Todos os laboratórios estão mais do que frios, os salões de leitura estão frios. Em algumas salas eles estão funcionando perfeitamente, mas, em relação à casa inteira, os aparelhos são obsoletos e está fazendo 50ºC".
LICITAÇÃO
Em 2013, Lessa disse que o projeto para a implantação do sistema definitivo seria contratado ainda naquele ano. Agora, a FBN diz que a licitação para a parte elétrica será aberta nesta quarta (28).
"Amanhã [quarta] vamos realizar a licitação da parte elétrica, que é condição necessária para a atualização do sistema. Se tudo der certo, em 45 dias teremos um vencedor e aí começam as obras", disse Fatorelli.
Segundo ela, os recursos para a obra na parte elétrica (R$ 8 milhões) foram liberados na última segunda (26). "Quando o Renato chegou aqui, não havia projeto para a parte elétrica, tivemos de fazer um, submeter ao Iphan e conseguimos ontem a liberação de R$ 8 milhões. Depois vamos ter de fazer as obras civis e, depois, a aquisição dos novos aparelhos. Todo esse processo pode levar até três anos".
A direção da casa questiona as afirmações dos servidores de que as obras raras estariam em risco por conta do calor.

"A biblioteca só passou a ter ar condicionado nos anos 1970, então todos os documentos ficaram sem ar condicionado até então. Não dá para dizer que os livros estão em risco, temos o aval do setor de restauração."

Bibliotecas públicas do Recife sofrem com abandono

Fonte: G1. Data: 27/01/2015.
URL: http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2015/01/bibliotecas-publicas-do-recife-sofrem-com-situacao-de-abandono.html
Estrutura danifica acervo, com janelas quebradas e há buracos no teto.
Espaços têm papel importante no combate à violência urbana.
No Recife, é precária a situação das bibliotecas públicas. A Biblioteca Popular de Casa Amarela, na Zona Norte da cidade, por exemplo, costumava receber cerca de 50 visitantes por dia, mas o público é cada vez menor e não há sequer um bibliotecário no local. Na Biblioteca Popular de Afogados, Zona Oeste da capital, os mesmos problemas. A situação foi apresentada no Bom Dia Pernambuco desta terça-feira (27).
Em Casa Amarela, a estrutura da biblioteca pública danifica até mesmo o acervo do local. Janelas estão quebradas, algumas lâmpadas estão queimadas e há buracos no teto. A infiltração já destruiu mais de mil livros da coleção, que possui um total de 14 mil obras. Não há bibliotecário no local, por isso, metade do acervo está fora de catálogo. A biblioteca recebia ainda um encontro de poetas mensal, mas a verba foi cortada pela Prefeitura.
O universitário Marcos André Queiroz, que foi à biblioteca buscar livros e acesso à internet, conta que não encontrou rede e que o local pode melhorar. "As bibliotecas desenvolvem um papel fundamental, de incentivo à leitura", destaca.
Na Biblioteca de Afogados, a situação é semelhante. Na sala de leitura, os ventiladores e lâmpadas não funcionam. Enquanto isso, na sala de informática, nenhum dos nove computadores funciona. O local também não tem bibliotecário e, por isso, os livros ficam espalhados e fora de catálogo.
Murilo Cavalcanti, que é secretário de Segurança Urbana do Recife, pasta responsável pela administração das bibliotecas, explica o porquê de elas não serem vinculadas a setores como Educação ou Cultura. “A biblioteca tem um papel fundamental de reversão da violência urbana”, explica. “Pedi ao prefeito Geraldo Julio que essas duas bibliotecas ficassem com a pasta para ser criada uma rede de bibliotecas, pela paz e pela não-violência na cidade do Recife”, completa o secretário.
Cavalcanti reconheceu as dificuldades e garantiu que o prefeito da cidade, Geraldo Julio, vai assinar a ordem de serviço de reforma das bibliotecas ainda nesta semana. “É responsabilidade dessa gestão recuperá-las e entregá-las ao cidadão como um novo espaço, com uma dinâmica diferente, que a gente está chamando de biblioteca de convivência cidadã, para que a gente possa atrair o jovem”, pontua.

O secretário aponta ainda que a gestão pretende contratar bibliotecários, contadores de histórias e profissionais que criem novas dinâmicas dentro do ambiente, principalmente para as crianças. “O prazo de conclusão é até 31 de dezembro de 2015, para a gente entregar essas bibliotecas recuperadas. Queremos dar essa nova dinâmica, baseada em experiências que deram certo”, completa.

BN promove debate sobre Primo Levi

Mesa-redonda é sobre livro A Trégua, de Primo Levi, escritor italiano que esteve preso no complexo de extermínio nazista Auschwitz-Birkenau
A Fundação Biblioteca Nacional (FBN) promove, nesta terça-feira (27), às 17h30, mesa-redonda sobre o livro A Trégua, de Primo Levi, escritor italiano que esteve preso no complexo de extermínio nazista Auschwitz-Birkenau.
Na obra, publicada em 1963, Levi descreve os dias que no campo de concentração até o regresso a Turim, cidade onde nasceu. O evento terá transmissão ao vivo e contará ainda com pequena exposição do próprio acervo da FBN.
O presidente da FBN, Renato Lessa, lembra, em texto introdutório ao evento, que foi em 27 de janeiro de 1945 que um grupo do Exército Vermelho chegou ao complexo de Auschwitz e encontrou os sobreviventes. O encontro com soldados russos e os últimos dias na enfermaria do campo são alguns dos temas abordados no livro.
"Primo Levi jamais poderia atribuir a seu livro um hipotético título, tal como A Libertação. Aquilo que antes ele já nos havia revelado em É isto um homem? – uma narrativa sobre a vida em Auschwitz (e não apenas a morte) – impediu a adoção de qualquer inclinação otimista: depois de Auschwitz sobrevém não a liberdade, mas a trégua", escreve Lessa.
O objetivo do encontro é fixar a atenção sobre a data e permitir uma reflexão sobre viver em "estado de trégua". "É um estado que abriga questões liminares e extremas: trauma, verdade, limites e recursos da linguagem e da representação, memória, transmissão, testemunho e a forma de vida dos humanos", lembra o presidente da FBN.
Além da mesa-redonda, será apresentada pequena exposição de fotos, livros e imagens do acervo da Biblioteca Nacional e de acervos privados relacionados a Auschwitz e às consequências do Holocausto. A transmissão ao vivo será realizada pelo Instituto Embratel e pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa.

Fonte: Ministério da Cultura

Biblioteca virtual em português ajuda filhos de imigrantes

Fonte: Achei.USA Data: 26/01/2015.
Autoria: Caio Campos.
Plataforma Elefante Letrado pode ser utilizada por crianças na Flórida para garantir fluência no idioma do Brasil
Um dos desafios de quem imigra para os Estados Unidos com a família, ou mesmo a constitui por aqui, é manter os laços das crianças com a cultura da terra natal. No caso de brasileiros, isso inclui fazer com que os filhos criem a fluência na língua portuguesa. Afinal, atualmente, falar português não é apenas sinal de ligação com o Brasil. Conseguir escrever e se expressar verbalmente no idioma abre até mesmo portas profissionais – em especial na Flórida, com tantos brasileiros vindo morar no estado e abrindo novos negócios. Tendo isso em mente, o conceito de uma plataforma como a do Elefante Letrado, biblioteca interativa on-line recheada com 300 livros infantis em português, pode ser interessante para muitos pais e mães.
A plataforma foi criada em 2013 pela gaúcha Scheila Vontobel, que se inspirou em um sistema usado por suas filhas, ambas em idade pré-escolar, para aprender inglês em uma escola no Brasil. Ela gostou tanto da ideia que foi ver se encontrava algo parecido dedicado ao ensino do português. Como não existia, resolveu criar. Agora, o produto se mostra uma ferramenta útil para incentivar o ensino do português a filhos de imigrantes brasileiros.
“A biblioteca do Elefante Letrado é dividida em níveis progressivos, de acordo com as habilidades de leitura, compreensão e interpretação dos estudantes. É projetada para motivar o interesse e a evolução na leitura e tem seus livros selecionados por um time de profissionais de vários setores da educação”, explica Magali Matsuda, parceira de Scheila na empreitada.
A empresária destaca a versatilidade da plataforma - que é paga e pode ter assinatura adquirada em elefanteletrado.com.br/planos, com preços a partir de R$ 19.90 para usuários domésticos e sob consultas para escolas.
Segundo Magali, a biblioteca virtal, além de garantir a fluência dos pequenos no português, os deixa em contato com a riqueza sonora da língua, ao trazer conteúdo narrado em diferentes sotaques. “O Elefante Letrado não impõe barreiras de aprendizado e pode ser acessado do mundo inteiro, possibilitando o convívio diário da criança com os livros”, diz Magali. “Além disso, todo o acervo oferece a possibilidade de ouvir os livros, desta forma praticando pronúncia e dicção com narradores de várias regiões do Brasil, com sotaques diferentes.”
Pontuação e chat
Para incentivar o uso da biblioteca, o sistema dá pontos à criança. A cada livro lido ou áudio escutado, ela ganha pontos. Ao final de cada livro, um jogo de perguntas avalia a compreensão textual do leitor mirim. Com esses pontos, a criança pode trocar mensagens com outros usuários do sistema, através de chat que pode ser monitorado pelos responsáveis.

Magali conta que no Brasil a startup educativa tem a meta de se disseminar não somente entre as escolas particulares, mas também no ensino público. “Para cada licença comprada por uma escola privada, doaremos para uma escola sem condições financeiras de adquirir o sistema. Além disso, temos uma meta de doar para 50 escolas públicas. A primeira escola já está entrando no ar no Rio Grande do Sul”, diz. “Trabalhar na área da educação é muito gratificante e o Elefante Letrado quer realmente fazer a diferença na vida das crianças.”

Biblioteca do Museu Republicano dá início ao projeto memória oral

Fonte: Itu.com Data: 26/01/2015.
Autoria: Jéssica Ferrari.
A Biblioteca do Museu Republicano “Convenção de Itu” (MRCI-MP/USP), extensão da Biblioteca do Museu Paulista, integra oficialmente a Instituição a partir de 1995 quando da nomeação de sua primeira bibliotecária. Entretanto, suas origens antecedem cerca de uma década, e podem-se registrar iniciativas para sua criação, a partir do ano de 1986, por ocasião da reabertura do edifício histórico do Museu Republicano, após oito anos de fechamento para trabalhos de restauro.
Em 2015 completa-se vinte anos de trabalho ininterruptos, e a biblioteca do MRCI-MP/USP se consolidou como espaço de referência para a população local e regiões vizinhas, no que tange a informações sobre História e Cultura Material da sociedade brasileira, com ênfase no período entre a segunda metade do século XIX e a primeira metade do século XX. Através de seu atendimento especializado, firmou-se como espaço de produção e geração de conhecimento para inúmeros estudantes, professores, artistas, jornalistas, entre outros pesquisadores que aqui encontraram acesso às ferramentas para desenvolvimento de suas pesquisas, fossem elas acadêmicas ou não.
Toda a trajetória da biblioteca tem sido registrada através de relatórios anuais que, pela característica do documento, nem sempre é capaz de isoladamente revelar os esforços, emoções, alegrias e dissabores dessas duas décadas. E para complementar essa lacuna de informação, a Biblioteca dá início no mês de fevereiro ao Projeto Memória Oral da Biblioteca do Museu Republicano “Convenção de Itu” – MP/USP, parafraseando iniciativa semelhante da Biblioteca Mário de Andrade (SP).
Serão coletados depoimentos orais de vinte pessoas, entre usuários, funcionários e ex-funcionários do próprio Museu, que tenham, de alguma forma, ligação com a Seção de Biblioteca e possam comunicá-las para registro e acesso ao público. A biblioteca entende que o projeto deve assegurar e preservar as impressões dos entrevistados que resultarão em banco de registro da cultura material e imaterial da instituição e o interesse dos estudantes, potenciais usuários ou, quiçá, futuros curadores de acervos igualmente importantes.
Ao possibilitar que diferentes vivências e perspectivas sejam narradas e reunidas em um grande acervo de fontes orais, o projeto de memória oral da Biblioteca busca erigir uma história comum de modo a contribuir para que os sujeitos que dela participaram - no dia a dia de trabalho ou como espaço de formação – sintam-se protagonistas de seu tempo e espaço social.

Os interessados em compartilhar suas memórias e impressões sobre a Biblioteca podem entrar em contato enviando mensagem para o e-mail biblmrci@usp.br ou pelo telefone (11) 4023-2525 – ramal 04.

26 de jan de 2015

Acessibilidade em bibliotecas públicas

Encerrou-se em 16 de janeiro com elevado número de participações a Pesquisa Nacional de Acessibilidade em Bibliotecas Públicas – disponibilizada online e que aborda diferentes aspectos de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência nestes ambientes. O levantamento faz parte do projeto Acessibilidade em Bibliotecas Públicas, iniciativa do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNPB), ligado à Diretoria do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas (DLLLB), do Ministério da Cultura (MinC), e que é executado pela Mais Diferenças.
Ao longo de quatro meses, a pesquisa recebeu contribuições de bibliotecas de 22 estados e totalizou 313 formulários preenchidos. São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina foram os estados que mais participaram do levantamento.
As bibliotecas municipais foram as instituições que mais responderam o formulário, com 95% dos preenchimentos. As bibliotecas estaduais atingiram 2% do total, ao passo que as comunitárias, privadas e ligadas a fundações totalizaram 1% cada tipo.
O diagnóstico que será construído a partir desta pesquisa auxiliará o SNBP e a MD a executar os próximos passos do projeto Acessibilidade em Bibliotecas Públicas e na elaboração do relatório final, o qual trará subsídios para as políticas públicas de livro, leitura e bibliotecas do país.

Contatos:
Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas

Mais Diferenças
Benedito Sverberi
benedito@md.org.br
Telefone: (11) 3881-4610
Site: http://maisdiferencas.org.br/

Acessibilidade em Bibliotecas Públicas

Novo número: Datagramazero

O DataGramaZero de fevereiro 2015 está online nos seguintes URL:




Sumário:
1 - Da altmetria à análise de citações: uma análise da revista Datagramazero. Ronaldo Ferreira de Araújo. Rreflete sobre os impactos e possíveis relações entre dados altmétricos e citações e contribui com a discussão tendo como análise empírica a Revista DataGramaZero.
2 - Alinhamento estratégico nas organizações: a informação como elemento integrador de propósito, processos e pessoas. Antonio Rodrigues de Andrade e Aldo de Albuquerque Barreto. Para que o gerenciamento da informação seja eficaz, eficiente e efetivo no cumprimento de seu objetivo deve se saber com clareza o que é a informação para a empresa.
3 -  A preservação da informação em relação ao patrimônio cultural na atualidade. Célia Pereira Ribeiro e Erik André de Nazaré Pires. Aborda a preservação da informação no tocante ao patrimônio cultural, mostrando quais são os elementos constituintes na contemporaneidade desta preservação.  
4 - O uso de obras de referência no letramento de estudantes da educação básica. Kelley Cristine Gonçalves Dias Gasque e Isabel Cristina Michelan de Azevedo. Analisa o uso de obras de referência no letramento de estudantes da educação básica

5 - Informação sobre Conceitos e Indicadores de Inovação. Ethel Airton Capuano. Avalia fontes de informação sobre os conceitos e indicadores que definem o fenômeno da inovação.

Evento: Jogos em biblioteca

A Bibliotech, feira organizada pelo Mestrado Profissional em Gestão de Unidades de Informação da UDESC, apresenta sua segunda palestra online e gratuita "Gamificação para bibliotecas".
O tema é bastante inovador para a área e aborda uma forma bastante específica de se trabalhar a filosofia dos jogos para engajar público.
O intuito da Bibliotech é apresentar as tendências tecnológicas para o campo das unidades de informação. Ela acontece anualmente e também com conteúdo online, para o público que não pode comparecer em Florianópolis.

A fanpage com todas as informações é esta: www.facebook.com/feirabibliotech

CRB-1 e TJDFT em audiência conciliatória

Fonte: Conselho Regional de Biblioteconomia, 1ª. Região.
URL: www.crb1.org.br/index.php/377-crb-1-e-tjdft-em-audiencia-conciliatoria-na-agu
Na tarde do dia 20 de janeiro, foi realizada reunião de conciliação entre o Conselho Regional de Biblioteconomia da 1ª Região – CRB-1 e o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios – TJDFT, decorrente de ação fiscalizatória realizada pelo CRB-1, onde identificou nomeação irregular de profissional para a função de direção na biblioteca do Tribunal.
A audiência ocorreu na Câmara de Conciliação e Arbitragem da Administração Federal da AGU e contou com a presença do Presidente do TJDFT - Desembargador Getúlio Oliveira, da Conciliadora Luciana Bombino, da Advogada que representou o CRB-1 - Larissa Baylão, do Secretário de Jurisprudência e Biblioteca do TJDFT – Tadeu Saenger, do Coordenador Substituto de Assessoria Jurídica da Presidência do TJDFT – Hugo Alfredo Cavalcante Junior e do Supervisor Substituto do NUJUR – Camilo Sales.
A função que é privativa a profissionais graduados em biblioteconomia vinha sendo exercida por profissional sem a qualificação exigida, conforme estabelece a Lei nº 4.084. Em resultado, após quatro reuniões conciliatórias, ficou estabelecida a substituição da antiga servidora por Henrique Tomaz, profissional graduado em Biblioteconomia.

A proposta de acordo será submetida à deliberação da administração do TJDFT para assinatura do Presidente do Tribunal.

"O pequeno príncipe" multiplicado

Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 24/01/2014.
Autoria: Raquel Cozer.

Na multiplicação de O pequeno príncipe neste mês nas lojas virtuais, decorrente da queda da obra de Antoine de Saint-Exupéry em domínio público, quem saiu na frente foi o webdeveloper Rafael Arrais, 37, observa a coluna Painel das Letras do último sábado. Sua tradução, a R$ 1,99 –o "preço de um café", como diz–, era a única do livro que aparecia entre os cem e-books mais vendidos da Amazon nesta sexta (23). Arrais diz já ter vendido 180 exemplares na loja. Outros e-books saem mais caro: o da Geração Editorial, na tradução de Frei Betto, custa R$ 4,41, e o da L&PM, por Ivone Benedetti, R$ 9,90. No papel, a clássica edição da Agir continua liderando as vendas do título, mas deve perder fôlego –a Geração diz já ter distribuído quase todos os primeiros 20 mil livros que imprimiu.

Curso: e-books e bibliotecas



Convidamos para o curso “E-books e Bibliotecas – Curso presencial em São Paulo, dia 16/03/2015 das 08h30min às 17h30min”.
  • Carga horária: 8 horas com certificado de participação;
  • Descrição: O curso visa apresentar aos participantes o universo dos e-books (livros digitais), analisando seu conceito, evolução tecnológica e introdução nas unidades de informação, identificando as alterações que proporciona ou pode vir a proporcionar aos profissionais da informação e suas atividades;
  • Objetivos gerais: Definir os e-books a partir de sua evolução e analisar as possibilidades de utilização nas bibliotecas. Serão discutidos os elementos dos e-books, as formas de licenciamento, os modelos de negócios e as formas de acesso;
  • Objetivos específicos: Analisar as atividades bibliotecárias que sofrem interferência com os e-books, analisando principalmente as questões relacionadas ao desenvolvimento de coleções, aquisição, processamento técnico e serviços aos usuários. Os e-books representam uma mudança de paradigma na forma como as bibliotecas realizam a curadoria de seus acervos, adquirem e mantem recursos e disponibilizam os recursos aos usuários finais.
 Conteúdo programático: 
  • E-books (histórico, definições, conceitos);
  • Elementos dos e-books (formato, dispositivo de leitura, plataforma, DRM);
  • Tipos de conteúdo (open access, domínio público, auto publicação, licenciado);
  • Tipos de fornecedores (editores, agregadores, distribuidores, autores);
  • Aquisição x Licenciamento (teoria da primeira venda, teoria do uso justo);
  • Modelos de negócios (aquisição perpétua, assinatura, DDA, STL);
  • Acesso (plataforma e aos conteúdos);
  • Empréstimo digital (e-books e dispositivos de leitura) e aluguel;
  • Atividades bibliotecárias (desenvolvimento de coleções, gestão de conteúdo digital, competência em informação, privacidade de usuários, descarte, processamento técnico etc.);
  • Serviços oferecidos aos usuários;
  • Critérios para seleção de fornecedores de e-books;
  • Vantagens e desvantagens
Docente: Liliana Giusti Serra

Mestranda do Programa de Pós Graduação da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Bibliotecária especialista em Gerência de Sistemas de Informação formada pela Fundação Escola Sociologia e Política de São Paulo. Pesquisadora sobre o tema com publicações e contribuições em blogs, congressos, revistas, jornais etc. Autora da obra Livro digital e bibliotecas, editado pela Fundação Getúlio Vargas.
Detalhes com:
Irene Butti
Irene Butti
skipe : irene.butti
watsapp : (11) 9 9718-0588